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Com Silvinho, Miguel e Álvaro, João Campos encerra agenda pelo Agreste em Canhotinho

Por Nill Júnior

Ponto de Vista

O prefeito do Recife, João Campos, cumpriu agenda intensa no Agreste pernambucano neste final de semana.

Desde a sexta-feira (12) até este domingo (14), ele passou pelos municípios de São Bento do Una, Caruaru, Agrestina, Panelas, Altinho e agora termina a rota em Canhotinho, onde participa da 23° Missa do Vaqueiro da cidade, que parte do distrito de Olho D’água.

“Para mim, é motivo de satisfação caminhar por Pernambuco e encontrar com o povo de cidades do Agreste, estar em contato com prefeitos e lideranças regionais importantes daqui para participar de eventos como a Missa do Vaqueiro ou até mesmo conhecer equipamentos como o Parque Ambiental Bica da Serra, em Panelas”, destacou João Campos.

Na sexta-feira (12), João iniciou sua programação em São Bento do Una, onde prestigiou ao lado do prefeito Alexandre Batité, a tradicional Corrida da Galinha. O evento é um dos maiores símbolos culturais do estado e atrai visitantes de todas as localidades ano a ano.

Já no sábado (13), em Caruaru, João se encontrou com o ex-prefeito Zé Queiroz, o ministro Wolney Queiroz e Douglas Cintra numa reunião pela manhã. Na sequência, também encontrou-se com o delegado Erick Lessa e vereadores do município. A movimentação se intensificou em Panelas. Ao lado do prefeito Ruben Lima, ele visitou o Parque Ambiental Bica da Serra e em seguida, almoçou com lideranças do Agreste Central.

À tarde, o gestor recifense seguiu para Altinho, onde foi recebido pelo prefeito Marivaldo e marcou presença na Praça Cultural da cidade, assinando um termo de cooperação técnica para que a Prefeitura do Recife, via Emprel, troque informações e dê apoio técnico à Prefeitura de Altinho sobre o uso de tecnologias para melhor servir à população.

Neste domingo (14), o roteiro finaliza em Canhotinho onde João Campos foi recebido em um café da manhã pela prefeita Sandra Paes, o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto e outros prefeitos, lideranças da cidade e moradores.

O ministro Silvio Costa Filho e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, marcaram presença. A agenda se estende com a tradicional Missa do Vaqueiro de Canhotinho, um dos maiores eventos do município que reúne vaqueiros, marca a cultura local e movimenta a economia como um todo.

Outras Notícias

Brejinho realiza VI Feira de Saberes, Sementes e Sabores

A Feira de Saberes, Sementes e Sabores de Brejinho acontece, desde 2015, na comunidade de Vila de Fátima, cujo objetivo é promover a agroecologia no município por meio da troca de conhecimentos e de sementes crioulas entre agricultores familiares, universitários, instituições públicas, e movimentos sociais.  A cada ano, a feira ganha visibilidade no município e […]

A Feira de Saberes, Sementes e Sabores de Brejinho acontece, desde 2015, na comunidade de Vila de Fátima, cujo objetivo é promover a agroecologia no município por meio da troca de conhecimentos e de sementes crioulas entre agricultores familiares, universitários, instituições públicas, e movimentos sociais. 

A cada ano, a feira ganha visibilidade no município e a adesão de vários agricultores (as) e comunidades rurais.

Devido a Pandemia do novo Coronavírus, o evento foi suspenso nos anos 2020 e 2021. No entanto, a realização da VI Feira de Saberes, Sementes e Sabores é de suma importância para dar continuidade ao processo de construção e fortalecimento da agricultura familiar do município de Brejinho e região, tendo em vista que, além dos agricultores e agricultoras da comunidade Vila de Fátima, essa festa da agricultura familiar contará com a participação de agricultores e agricultoras de diversas comunidades rurais, gestores públicos, representantes de conselhos, sindicatos, grupo de mulheres, estudantes, universidade e grupos culturais.

Confira a Programação:

DIA 01/12/2022

14:00 – Palestra e Oficina sobre agricultura familiar camponesa e artesanato;

19:00 – Missa;

20:00 – Bingo, quermesse e apresentação cultural.

DIA 02/12/2022

14:00 – Oficina sobre reaproveitamento de óleo vegetal;

18:00 – Culto evangélico.

DIA 03/12/2022

14:00 – Oficina sobre Sabores Camponeses;

19:00 – Missa;

20:00 – Bingo, apresentação cultural e desfile.

DIA 04/12/2022

08:00 – Missa com bênçãos das sementes;

10:00 – Roda de conversa sobre o armazenamento das sementes crioulas; 

11:00 – Roda de conversa sobre promoção da saúde pelas plantas e alimentos;

12:00 – Almoço (Contribuição para custear o evento e ações da escola local)

10:00 às 12:00 – Feira de Troca de Saberes, Sementes e Sabores;

10:00 às 12:00 – Feira de artesanato;

13:30 – Apresentações culturais;

14:30 – Homenagens e premiações;

16:00 – Encerramento.

Brejinho: Prefeitura distribui 150 refeições no Povoado de Vila de Fátima

Nesta segunda-feira (24), a Prefeitura de Brejinho, através da Secretaria de Assistência Social e Cozinha Comunitária, realizou a entrega de mais 150 refeições no povoado de Vila de Fátima para as famílias inscritas em programas sociais. A primeira-dama do município e secretária de assistência social, Emília Carmem, esteve juntamente com servidores da Secretaria de Assistência […]

Nesta segunda-feira (24), a Prefeitura de Brejinho, através da Secretaria de Assistência Social e Cozinha Comunitária, realizou a entrega de mais 150 refeições no povoado de Vila de Fátima para as famílias inscritas em programas sociais.

A primeira-dama do município e secretária de assistência social, Emília Carmem, esteve juntamente com servidores da Secretaria de Assistência Social. 

Esta iniciativa faz parte de um programa contínuo, incluído no calendário de entregas da cozinha comunitária. Semanalmente, mais de cem refeições são providenciadas e entregues nos diversos povoados de Brejinho.

Opinião: privatização da Eletrobrás é crime de lesa pátria

Por Heitor Scalambrini Costa* Cada dia que passa deparamos com as ações antipopulares e antidemocráticas de um (des)governo eleito pelo povo brasileiro, em um processo eleitoral repleto de questionamentos, e onde a internet teve um papel decisivo para os descalabros ocorridos. O arrependimento de quem votou nesta figura, até então sem nenhuma relevância no debate das […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

Cada dia que passa deparamos com as ações antipopulares e antidemocráticas de um (des)governo eleito pelo povo brasileiro, em um processo eleitoral repleto de questionamentos, e onde a internet teve um papel decisivo para os descalabros ocorridos.

O arrependimento de quem votou nesta figura, até então sem nenhuma relevância no debate das questões nacionais, fica claro diante das últimas pesquisas de opinião. Todavia, mesmo desacreditado e agonizante, o governo federal continua “passando a boiada”, implementando sua política de terra arrasada. Quer na questão dos costumes, na política energética, no combate da pandemia, na política ambiental, indigenista, educacional, de segurança pública, entre outras.

Neste espaço comento o crime que o governo federal, com o apoio da maioria dos membros da Câmara Federal (será consequência do famigerado Bolsolão?), promove contra um setor fundamental, essencial e estratégico para a autonomia, soberania e segurança energética do país. A privatização da maior empresa latino-americana de geração de energia, a Eletrobrás. Empresa estatal, patrimônio do povo brasileiro, incluindo suas subsidiárias Furnas e a CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), e possuidora da metade das linhas de transmissão do país.

Escrevi alguns artigos a respeito desta ação nefasta, de um governo nefasto que promove este atentado criminoso contra o povo brasileiro. Disponibilizo alguns links.

https://www.pressenza.com/pt-pt/2017/08/argumentos-mentirosos-privatizar-eletrobras/,

https://www.ecodebate.com.br/2018/04/24/quem-quer-a-eletrobras-privatizada-artigo-de-heitor-scalambrini-costa/,

https://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunas/privatizacao-do-setor-eletrico-%E2%80%93-aumento-das-tarifas-e-das-demissoes/,

https://www.fnucut.org.br/privatizar-chesf-e-privatizar-o-rio-sao-francisco/,

Além de justificativas mentirosas, o neoterrorismo é usado como estratégia, e está presente na defesa da privatização. O ministro de Minas e Energia (aquele mesmo que defende a construção de usinas nucleares na beira do Rio São Francisco), o almirante Bento Junior, declarou recentemente “que a empresa vai acabar caso não ocorra a privatização”, “que a privatização da Eletrobrás é essencial, necessária para o consumidor brasileiro e principalmente para a redução das tarifas de energia elétrica”.

O ministro deste governo patético, entreguista, escamoteia a verdade ao omitir que a privatização serve somente ao mercado, ao setor privado, que vai receber este presente de “papai noel” fora de época, a preço irrisório. Além de proporcionar o desmonte do verdadeiro patrimônio nacional, que é a expertise do seu quadro técnico, a “inteligência” acumulada, com as demissões de seus técnicos e engenheiros, que ocorrerão certamente.

A afirmativa, sem nenhum lastro em fatos já ocorridos de outras privatizações do setor elétrico, de que haverá a redução das tarifas, é uma falácia recorrente quando se trata em justificar a privatização perante os incautos. Os governadores do Nordeste, em recente documento publicado, afirmam que haverá “impacto da privatização nas tarifas de energia para os consumidores, abrindo caminho para a precarização na prestação do serviço”. Ou seja, as tarifas de energia elétrica ficarão mais caras para o consumidor, e o serviço prestado para a população vai piorar.

Lembrando ainda que as bravatas do ministro não têm limites, ao afirmar que “a energia nuclear está na agenda dos maiores países do mundo e também da transição energética que o mundo está vivendo para uma economia de baixo carbono”, e assim defender esta fonte energética, polêmica, questionada, e mesmo abandonada por países como a Alemanha, Itália, Bélgica, Suíça, Holanda, Suécia, Taiwan entre outros. Obviamente, os poucos países fornecedores de equipamentos para usinas nucleares, os chamados “players”, com interesses comerciais, fomentam esta tecnologia insustentável, perigosa e cara, como a França, a Rússia, a China e os Estados Unidos. Para estes países é uma mera questão de “negócios”.

Estamos diante de uma situação que está em jogo é a privatização da água dos rios, dos reservatórios controlados pela Eletrobrás e suas subsidiárias. Como deixar a gestão destes recursos nas mãos do mercado, já que tem uma importância social, ambiental e econômica fundamental para o país?

Defendemos sim uma transição energética, democrática, justa, inclusiva e popular, e não ditada pelos interesses do capital, dos grandes grupos econômicos – financeiros, que se apossaram do Ministério de Minas e Energia, e do governo federal.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Embolia complicou quadro de Uchôa e determinou morte, explicou filho

Folha PE Segundo Uchoa Júnior, o pai, parlamentar Guilherme Uchôa, teve um mal estar no domingo e foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Lá, foi sedado e entubado. Em seguida, Guilherme Uchoa foi trazido de ambulância para o Hospital Português, no Recife. “Passamos dois dias com ele lá. Nesses dois dias, só […]

Folha PE

Segundo Uchoa Júnior, o pai, parlamentar Guilherme Uchôa, teve um mal estar no domingo e foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Lá, foi sedado e entubado.

Em seguida, Guilherme Uchoa foi trazido de ambulância para o Hospital Português, no Recife. “Passamos dois dias com ele lá. Nesses dois dias, só melhora, as taxas melhorando, evoluindo e a tendência a partir de hoje era diminuir a sedação. E de repente ele teve outra embolia e dessa embolia ele não conseguiu voltar”, explicou em entrevista.

“Infelizmente, perde a gente, a família, os amigos, perdem todos. Painho nunca fez política, ele sempre fez amizade. E hoje todos os políticos e amigos dele estão hoje transtornados”.

Guilherme Uchoa Júnior é pré-candidato a deputado federal pelo PSC. Os dois se filiaram ao partido em março insatisfeitos com o tratamento recebido dentro do PDT, antigo partido. Questionado sobre os rumos políticos, o pré-candidato disse que vai avaliar o cenário. “Vamos parar, pensar nesse momento aí o que é que a gente vai desenhar. No momento, é muita perda, é muita dor, o que a gente se Deus quiser vai vencer”.

Totonho oitentou

Salvo raras exceções,  me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares,  que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda,  onde celebrou seus 80 […]

Salvo raras exceções,  me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.

Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares,  que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda,  onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado,  quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.

De lá pra cá,  ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória,  provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados,  dentre eles,  o de que Totonho não conceda entrevistas,  temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo,  principalmente em relação à consciência e cognição.  Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.

Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio,  em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo,  envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio,  mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista,  contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio,  para muitos uma invenção de Mariano,  ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá,  o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.

Como não havia reeleição,  Totonho buscou pavimentar sua candidatura.  Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário,  engenheiro,  imagem construída desde a juventude,  como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira,  contra os preconceitos em torno de sua candidatura.  A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB. 

Teve dois anos prefeito com um opositor,  o governador Joaquim Francisco no Palácio,  mas soube aproveitar os dois últimos,  com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo,  e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.

O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição,  aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões,  por exemplo.  Era visceral,  pessoal,  além da divisão política.

Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano,  garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares,  candidato pelo PTB.

Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se,  também teve contribuição determinante para Afogados.  A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.

Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa,  na principal emissora,  a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo.  Um atacava,  a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.

Naquela confusão,  acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone,  mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso.  Num mundo tão falso da política,  onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição,  boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica,  me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista,  me dizia na lata o que pensava,  questionava,  discordava,  mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.

Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história,  representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro,  abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política,  desafiou a desconfiança inicial para se consolidar,  com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!