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Coluna do Domingão

Por André Luis

Polícia para quem precisa

Por André Luis – Jornalista do blog

“Dizem que ela existe para ajudar, dizem que ela existe para proteger. Eu sei que ela pode te parar, eu sei que ela pode te prender. Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”, os versos são da música “Polícia”, da banda brasileira Titãs. 

Esse clássico do rock nacional, foi lançado em 1986, no álbum ‘Cabeça Dinossauro’, a canção se destaca por sua letra direta e crítica, refletindo o contexto de um Brasil que vivia o processo de redemocratização após anos de ditadura militar. 

Nos últimos dias, uma série de episódios de violência policial reacendeu o debate sobre segurança pública e direitos humanos no Brasil, fazendo com que a crítica na canção dos Titãs seja cada vez mais atual. Com registros de abusos de autoridade, execuções sumárias e agressões, a brutalidade dos agentes de segurança pública desafia a confiança da população e expõe a urgência de uma reestruturação completa do modelo policial brasileiro.

Em 24 de dezembro, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi baleada na cabeça durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ela permanece internada após cirurgia. No mesmo período, em São Paulo, um jovem de 24 anos foi alvejado por um policial enquanto registrava uma ocorrência. Em outro episódio, um homem já rendido foi agredido com chutes e golpes de capacete por um PM.

Ainda em São Paulo, cinco pessoas ficaram feridas em Barueri após uma abordagem policial, incluindo uma mulher de 63 anos agredida dentro de sua própria casa. Outros casos envolvem ações chocantes, como a de um policial que jogou um homem de uma ponte durante uma abordagem e o assassinato de Marco Aurélio Cárdenas, estudante de medicina, morto após um desentendimento banal.

Esses episódios não são isolados. Dados do Ministério Público revelam que policiais militares de São Paulo foram responsáveis por 673 mortes entre janeiro e novembro de 2024, um aumento de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O aumento de casos de violência policial reflete diretamente na percepção da população. Segundo pesquisa recente realizada pelo Instituto Datafolha, apenas 34% dos brasileiros dizem confiar plenamente na polícia. A desconfiança se torna ainda mais acentuada entre moradores de comunidades periféricas e negros, principais alvos das ações violentas.

Essa falta de confiança evidencia o abismo entre a polícia e a sociedade que ela deveria proteger. A percepção de impunidade, somada às desigualdades sociais e raciais, alimenta a sensação de que a violência é sistemática e institucionalizada.

Diante dessa escalada, o governo federal publicou um decreto regulamentando o uso da força por agentes de segurança pública, determinando que armas de fogo devem ser usadas apenas como último recurso. A medida é uma tentativa de limitar os abusos, mas encontrou resistência de governadores, como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Ronaldo Caiado (Goiás), que acusam o decreto de interferir na autonomia estadual e já sinalizaram que recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Curiosamente, Tarcísio de Freitas, que sempre se opôs ao uso de câmeras corporais por policiais, reconsiderou sua posição após os incidentes recentes, admitindo que as câmeras são essenciais para proteger tanto a sociedade quanto os agentes.

Especialistas em segurança pública destacam que a solução passa por três pilares fundamentais:

Revisão do treinamento policial – É preciso que a formação dos agentes enfatize a preservação da vida e o respeito aos direitos humanos.

Responsabilização – Além dos agentes envolvidos, seus superiores hierárquicos devem responder por abusos.

Fortalecimento das corregedorias – Elas precisam atuar com independência e autonomia para fiscalizar e punir desvios de conduta.

Além disso, iniciativas como o uso obrigatório de câmeras corporais, sem a possibilidade de manipulação por parte dos agentes, devem ser adotadas nacionalmente.

Não podemos ignorar o papel do racismo estrutural nas ações policiais. Estudos mostram que negros e moradores de áreas periféricas são desproporcionalmente alvos de violência. A brutalidade policial é mais frequente onde há pobreza, desigualdade e baixa capacidade de defesa jurídica, perpetuando um ciclo de exclusão e opressão.

A sociedade brasileira clama por uma polícia que seja sinônimo de proteção, e não de medo. Uma polícia que respeite os direitos humanos e seja vista como parceira da população, e não como sua opressora. Enquanto prevalecerem abusos e impunidade, a confiança continuará a se deteriorar, comprometendo a própria democracia.

A violência policial não é apenas um problema das vítimas diretas; é uma ameaça ao tecido social e à ideia de justiça. É hora de exigir responsabilidade, de priorizar vidas e de construir um Brasil em que todos, sem exceção, possam viver com dignidade e segurança.

Éramos quatro

Na sexta-feira (27), o blog anunciou, em primeira mão, que, em São José do Egito, quatro vereadores registraram seus nomes para disputar a Presidência da Câmara, encerrando, assim, a história de unidade em torno de um único nome.

Entraram na disputa: Romerinho Dantas (PSB), Albérico Tiago (Podemos), Vicente de Vevéi (Republicanos) e Aldo da Clips (Republicanos).

São José do Egito, famosa pelos episódios dos “sequestrados” para garantir a Presidência da Câmara, vive agora uma nova novela envolvendo o legislativo. Neste sábado (28), duas notícias mudaram os rumos da disputa. A primeira informou a desistência de Albérico Tiago – que, em entrevista no início do mês, havia descartado qualquer possibilidade de abrir mão de disputar a Presidência da Câmara – para apoiar Romerinho Dantas. A segunda trouxe a desistência de Aldo da Clips para apoiar a candidatura de Vicente de Vevéi.

Portanto, dos quatro postulantes ao cargo de presidente da Câmara, agora restam apenas dois: Romerinho Dantas e Vicente de Vevéi. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Dia da posse

A próxima quarta-feira, 1º de janeiro de 2025, será marcada pelas cerimônias de posse dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos para o mandato 2025-2028 em diversas cidades do Sertão do Pajeú. As solenidades, distribuídas ao longo do dia, celebram o início de uma nova gestão em cada município e prometem reunir autoridades, população e lideranças políticas em eventos solenes e de grande simbolismo.

Melhorou

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,1% em novembro de 2024, a menor desde 2012. O número de desempregados caiu para 6,8 milhões, e a população ocupada alcançou o recorde de 103,9 milhões.

O mercado formal também cresceu, com 39,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. O rendimento médio subiu para R$ 3.285, e a taxa de subutilização recuou para 15,2%, a menor desde 2014.

Entre os setores com maior geração de empregos estão Indústria, Construção e Administração Pública, enquanto a Agricultura teve redução. Os dados refletem uma recuperação sólida do mercado de trabalho brasileiro.

Por aqui também

Pernambuco segue em destaque no Nordeste na geração de empregos formais. Segundo o Novo Caged, o Estado criou 5.526 vagas em novembro, alta de 8,9% em relação a outubro. No acumulado de 2024, já são 72.451 novos postos, um aumento de 19,5% em relação ao mesmo período de 2023.

Desde o início da gestão Raquel Lyra, Pernambuco soma 123.793 empregos com carteira assinada. A governadora celebrou o resultado e reforçou o compromisso com mais oportunidades em 2025.

O comércio, impulsionado pelas festas de fim de ano, liderou a geração de vagas (4.243), seguido pelos serviços (2.172) e pela indústria (400). Em contrapartida, a agropecuária (-1.228) e a construção civil (-59) apresentaram quedas, influenciadas pela sazonalidade.

Outro dado relevante é a participação feminina: 59% das novas vagas em novembro foram ocupadas por mulheres, consolidando avanços no mercado de trabalho.

Uma marca para chamar de sua

O prefeito eleito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, decidiu abrir sua gestão com um movimento que chamou atenção: o lançamento de um concurso para a escolha da nova marca do governo municipal. A proposta, aparentemente voltada à participação popular, levantou questionamentos sobre prioridades administrativas e a real necessidade de tal iniciativa.

Com o encerramento das inscrições, Fabinho anunciou nas redes sociais que quatro logotipos finalistas estão em votação pública. “Vote na marca que mais gostou”, escreveu em tom entusiástico, informando que os resultados do voto popular serão combinados com a avaliação de profissionais habilitados.

Frase da semana

“Na hora eu pensei que o carro da Polícia Rodoviária Federal fosse bandido. Eu pensei que era bandido atirando em mim, porque um policial não iria fazer isso. Eles desceram falando: ‘Você atirou no meu carro por quê?” Eu falei: ‘Nem arma eu tenho, como é que eu atirei em você?'”.

De Alexandre de Silva Rangel, pai de Juliana Leite Rangel, jovem baleada na cabeça durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma rodovia do RJ.

Outras Notícias

Voto de Pedro Campos a favor da “PEC da vergonha” provoca onda de críticas 

Por André Luis- Jornalista do blog A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), a chamada PEC da Blindagem — apelidada por opositores de PEC da Vergonha e até PEC da Bandidagem. O texto, que restringe a investigação de parlamentares e presidentes de partidos suspeitos de crimes, foi aprovado por ampla maioria: 353 votos a […]

Por André Luis- Jornalista do blog

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), a chamada PEC da Blindagem — apelidada por opositores de PEC da Vergonha e até PEC da Bandidagem. O texto, que restringe a investigação de parlamentares e presidentes de partidos suspeitos de crimes, foi aprovado por ampla maioria: 353 votos a favor e 134 contra no primeiro turno, e 344 a favor e 133 contra no segundo.

A decisão segue agora para o Senado e, se confirmada, será promulgada diretamente, sem necessidade de sanção presidencial.

Um dos votos que mais repercutiram negativamente em Pernambuco foi o do deputado Pedro Campos (PSB), eleito com expressiva votação no Sertão do Pajeú. Irmão do prefeito do Recife, presidente nacional do PSB e pré-candidato ao governo do Estado, João Campos, Pedro viu suas redes sociais serem tomadas por críticas de eleitores que classificaram sua posição como uma decepção.

Nos comentários do Instagram, mensagens como “Perdeu meu voto votando SIM à PEC da Blindagem”, “Confesso que foi o voto da PEC da Bandidagem que eu mais senti. Inacreditável” e “@joaocampos seu irmão vai acabar atrapalhando sua campanha” refletem a dimensão da insatisfação popular.

Outro deputado votado no Pajeú, Waldemar Oliveira (Avante), também apoiou a proposta, mas sua posição gerou menos surpresa por estar alinhado a um campo político de centro.

A aprovação da PEC reacendeu críticas à atuação da Câmara. Para movimentos sociais e analistas políticos, a medida abre brechas para a impunidade, blindando parlamentares de investigações que deveriam seguir o curso natural da Justiça.

O voto de Pedro Campos, contudo, foi o que mais repercutiu em Pernambuco, com eleitores afirmando ter “perdido a confiança” no deputado. A reação mostra que, além da polêmica jurídica, a PEC já começa a cobrar um preço político em redutos eleitorais importantes.

Agora é aguardar a explicação do deputado. Muito ativo nas redes sociais, pedro até agora se mantém calado com relação ao seu voto.no Pajeú.

O Blog e a História: Anchieta Santos e Moacir Santos, o Ouro Negro

O registro foi enviado ao blog pelo carnaibano William Malaquias e mostra um encontro do comunicador Anchieta Santos com o arranjador brasileiro Moacir Santos, o Ouro Negro. É da década de 90. Segundo ele, a imagem é do acervo de Robero Santana, de Flores, terra do músico. Como maior nomes da comunicação do Pajeú por […]

O registro foi enviado ao blog pelo carnaibano William Malaquias e mostra um encontro do comunicador Anchieta Santos com o arranjador brasileiro Moacir Santos, o Ouro Negro. É da década de 90. Segundo ele, a imagem é do acervo de Robero Santana, de Flores, terra do músico. Como maior nomes da comunicação do Pajeú por décadas, o carnaibano era muito convidado para eventos em toda a região. Anchieta nos deixou precocemente em 11 de setembro de 2021, aos 61 anos.

Moacir Santos nasceu em Flores, 26 de julho de 1926, a exatos 100 anos. Após perder sua mãe aos 3 anos, Moacir foi criado por diferentes famílias, enquanto seu pai se unia a uma força volante contra cangaceiros.Cresceu na pobreza, mas sua família adotiva ajudou-o a frequentar a escola e a ter aulas de música.Desde a infância, destacou-se por seu talento musical, liderando uma banda de meninos e demonstrando aptidão acadêmica. Aos 14 anos, já tocava saxofone, banjo, violão e bandolim. No entanto, enfrentou obstáculos como tarefas domésticas pesadas e preconceito racial, reflexo das desigualdades persistentes no Brasil pós-escravidão.

Na adolescência, tocou na banda da Polícia Militar da Paraíba e mais tarde tornou-se maestro desse mesmo grupo. Eventualmente, fugiu de casa e tornou-se um músico itinerante, viajando por Pernambuco em busca de trabalho e chegando a atuar, por um tempo, em um circo itinerante.

Nos anos 1950, Santos vivia no Rio de Janeiro e trabalhava na Rádio Nacional como compositor.Reconhecendo o valor artístico da música popular, passou a estudar compositores de big band, tendo aulas com Hans-Joachim Koellreutter. Ele acabaria se tornando diretor musical da emissora.

Durante as décadas de 1950 e 1960, Santos deu aulas particulares a vários jovens músicos da Bossa Nova, entre eles Nara Leão, Baden Powell, Carlos Lyra e Roberto Menescal.

Em 1965, Santos lançou o álbum Coisas pelo selo Forma. O álbum era uma fusão de ritmos afro-brasileiros com sonoridades de big-band jazz. Embora na época tenha recebido pouca atenção, mais tarde passou a ser amplamente aclamado — o New York Times o descreveu como “uma das grandes realizações da música brasileira moderna”. Larry Blumenfeld, no Village Voice, escreveu que o álbum representava “o melhor do jazz brasileiro”.

Depois de compor trilhas sonoras para diversos filmes brasileiros ao longo da década de 1960, Santos teve a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos. Em 1967, ele e sua esposa, Cleonice, mudaram-se para Pasadena, Califórnia, com a intenção de ingressar na indústria cinematográfica. Continuou a dar aulas de música em casa, por meio das quais conheceu Horace Silver. Grande parte de seu trabalho em Hollywood foi não creditado, sendo Final Justice seu único crédito oficial.

Santos gravou três álbuns para a Blue Note na década de 1970. Seu lançamento de 1972, Maestro, foi indicado ao Grammy. Ainda assim, ele não obteve o reconhecimento amplo que desejava e continuou escrevendo e lecionando música no sul da Califórnia.

A partir de 1980, Moacir Santos empreendeu uma busca meticulosa pelo seu registro de nascimento original, impulsionado por uma necessidade de esclarecer sua identidade. Originário de Bom Nome, um vilarejo remoto, sua jornada o levou a explorar os recantos da pequena localidade, desde a igreja até a residência do padre e da zeladora. Com o apoio de diversos colaboradores, a investigação retrocedeu ao período entre 1920 e 1935. Finalmente, após uma busca exaustiva, o registro de batismo foi descoberto no salão paroquial de São José do Belmonte, datado de 11 de setembro de 1926. Esse documento mencionava “Muacy”, filho legítimo de José Francisco do Nascimento e Juleheita Pureza Torre, nascido em 26 de julho de 1926. Essa descoberta não apenas lançou luz sobre sua identidade, mas também ressaltou as complexidades enfrentadas por muitos brasileiros em relação à documentação e à cidadania. Motivado por esse evento marcante em sua vida, Moacir compôs “Agora eu sei” e também “Now I know”. Essa música, permeada pela emotividade do momento e pela reflexão sobre sua jornada pessoal, tornou-se um testemunho musical de sua busca pela identidade.

Em 2001, os músicos brasileiros Zé Nogueira e Mario Adnet organizaram sessões para regravar composições de Santos. Essas gravações formariam o álbum Ouro Negro (2004), com participações de Milton Nascimento, João Donato e Gilberto Gil. O álbum revitalizou a reputação de Santos no Brasil e internacionalmente. Seu último disco, Choros & Alegria, lançado em 2005, foi composto inteiramente de material inédito e contou com participação de Wynton Marsalis. Em 6 de agosto de 2006, Moacir Santos morreu devido a complicações de um AVC anterior, em uma casa de repouso em Pasadena, Califórnia. Pouco antes de falecer, recebeu os Prêmio Shell de Música e o Prêmio Tim.

Foi parceiro de Vinicius de Moraes, e por esse foi homenageado na canção “Samba da Bênção”, com Baden Powell: “Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos.” Foi assistente do compositor alemão Hans Joachim Koellreuter e professor de músicos como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e outros importantes nomes da música brasileira.

 

Serra: Márcia Conrado discute readequação de UPA para Policlínica

Acompanhada do secretário executivo Aron Lourenço, a secretária de Saúde de Serra Talhada, Márcia Conrado, esteve nesta terça-feira (25) na capital pernambucana participando de uma importante reunião com o deputado federal Fernando Monteiro, o secretário executivo de Saúde do Estado, Humberto Antunes, e o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde, Gustavo Monteiro. Na […]

Acompanhada do secretário executivo Aron Lourenço, a secretária de Saúde de Serra Talhada, Márcia Conrado, esteve nesta terça-feira (25) na capital pernambucana participando de uma importante reunião com o deputado federal Fernando Monteiro, o secretário executivo de Saúde do Estado, Humberto Antunes, e o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde, Gustavo Monteiro.

Na pauta da reunião, a readequação da UPA 24H do IPSEP para uma policlínica, como possibilita a Portaria 3.583 de 16 de novembro de 201, do Ministério da Saúde. De acordo com a portaria, é possível dar outra destinação para edificações construídas com recursos federais da área da saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro Especializado em Reabilitação (CER), Academias da Saúde, UPAs 24h, entre outros. A iniciativa possibilita que estruturas físicas do Sistema Único de Saúde (SUS) construídas, mas sem funcionamento, como UPAS 24h e unidades de saúde, sejam utilizadas para outra finalidade na área da saúde.

“A obra foi projetada e construída para funcionamento de uma UPA 24H, porém, devido dificuldades no financiamento do custeio do Governo Federal, entendemos que é mais viável para o município a readequação do equipamento para uma policlínica, como orienta o Ministério da Saúde. A nossa idéia é transformar a unidade em uma policlínica contendo as especialidades mais necessárias, o Centro de Testagem e Aconselhamento, que dá suporte ao tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis, e o Laboratório Municipal”, explicou Márcia Conrado.

Após a reunião com a Secretaria Estadual de Saúde, a proposta será agora encaminhada ao Ministério da Saúde para análise e parecer final. “Vamos encaminhar ao Ministério da Saúde toda a documentação justificando a necessidade de readequação do imóvel, comprovando que o espaço pode ser utilizado como policlínica, mesmo tendo sido pactuado inicialmente que seria uma UPA. O importante é que o equipamento esteja à disposição da população, ampliando nossa rede de atendimento”, concluiu a secretária.

Pedro Campos tem agenda no Sertão e Agreste

Em maratona pelo semiárido pernambucano, o deputado federal Pedro Campos cumpriu agendas em Arcoverde, Sertânia e Pedra. Na pauta da viagem, a fiscalização de um dos principais eixos de seu mandato: a água. “Essa é uma questão muito importante para o povo sertanejo. Há ações essenciais que viabilizam o abastecimento de água em áreas rurais, […]

Em maratona pelo semiárido pernambucano, o deputado federal Pedro Campos cumpriu agendas em Arcoverde, Sertânia e Pedra. Na pauta da viagem, a fiscalização de um dos principais eixos de seu mandato: a água.

“Essa é uma questão muito importante para o povo sertanejo. Há ações essenciais que viabilizam o abastecimento de água em áreas rurais, como as obras estruturantes da transposição do São Francisco e adutoras, além de ações pontuais como as cisternas e as perfurações de poços. Precisamos garantir o acesso à água de forma universal”, afirma.

No município de Pedra, o parlamentar acompanhou a inauguração do sistema de abastecimento de água do distrito de Horizonte Alegre. Na ocasião, também foram entregues 40 ordenhadeiras móveis para produtores de leite, distribuídas através de cooperativas locais.

“Como bem nos ensinou Eduardo Campos, precisamos fazer a máquina moer para quem mais precisa. É dessa forma que vamos olhar para o futuro e implementar ações estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região”, pontua.

Pedro salientou a importância de garantir que os recursos cheguem ao interior para viabilizar emprego e renda para a população local. “Hoje é um dia de celebração em Horizonte Alegre. Vamos comemorar as vitórias, mas com os olhos voltados para o futuro. O nosso mandato está à disposição da organização da luta do povo, para conseguir trazer ainda mais melhoria seja na confecção, na produção do leite e queijos, na apicultura, na pesca. Iremos atrás de recurso em todas as instâncias, do governo do estado ao governo federal. Temos muitas portas abertas em Brasília e precisamos garantir que os investimentos cheguem para transformar a vida de quem mais precisa”, afirma.

Seguindo na estrada, em Sertânia, Pedro visitou a unidade do Sistema de Integrado de Saneamento Rural – Região Moxotó, em Rio da Barra, que recentemente foi energizada e, em breve, entrará em operação. O deputado também visitou alguns trechos da transposição do São Francisco.

“A gente vai continuar cobrando o avanço desse projeto que é tão importante para o nosso estado. Não é justo que a população ribeirinha veja a água bonita da transposição passando e que essa mesma água não chegue até a casa de cada uma e cada um”, pontua.

O deputado ainda se reuniu com a Associação de Moradores de Rio da Barra.

Covid-19: PE beira as 5 mil mortes e contabiliza mais de 61 mil casos

Pernambuco totaliza, nesta quinta-feira (2), mais de 61 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. O número total de mortes beira os 5 mil. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que recebeu a confirmação de 1.414 novas infecções nas últimas 24 horas – destas, 1.273 (90%) são consideradas leves, de pacientes […]

Pernambuco totaliza, nesta quinta-feira (2), mais de 61 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. O número total de mortes beira os 5 mil.

As informações são da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que recebeu a confirmação de 1.414 novas infecções nas últimas 24 horas – destas, 1.273 (90%) são consideradas leves, de pacientes que não precisaram de internação hospitalar, que estavam na fase final da doença ou já curados. O resto dos casos, 141 (10%), se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Quanto às mortes, a SES recebeu a confirmação de 74 nesta quinta. 47 delas (63,5%) ocorreram entre 19 de abril e 28 de junho, outras 27 (36,5%) entre 29 de junho e 1º de julho. O total de vidas perdidas para a Covid-19 em Pernambuco é de 4.968.