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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

João Campos já é unanimidade entre socialistas para 2026

Pergunte a qualquer membro do campo socialista quem deve encabeçar a disputa para o governo de Pernambuco em 2026. A resposta sai da boca antes do fim da pergunta: João Campos.

O momento de esperança da retomada do poder tem algum excesso de euforia, mas alguns elementos concretos que embasam essa leitura.

O excesso vem da convicção de que Raquel não decolou, que não emplaca mais, que já aglutina rejeição cuja virada de percepção da sociedade não será fácil.  E, ainda, não é bem assim. De fato,  há uma percepção de impaciência da sociedade com o governo Raquel. Mas não é certo dizer que ela não pode virar o jogo e tomar os trilhos da gestão.  Raquel vai iniciar a contratação das operações de crédito que lhe permitirão iniciar as tão aguardadas obras estruturadoras. Com mais dinheiro na conta, pode inverter a percepção inicial se parte da sociedade e ganhar o ativo chamado confiança.

Mas há fatos concretos que animam os que defendem João.  Dentre eles, a gestão em Recife, uma das mais complexas cidades do mundo para se governar, onde há áreas com indicativos de qualidade de vida europeia,  com outros comparados a regiões africanas.

João tem conseguido atuar nessa cidade tão difícil de gerir. Prova disso é a aprovação da gestão e a liderança com folga de todos os levantamentos sobre sucessão em 2024. Tudo indica que vence a reeleição com folga e, em 2026, dizem aliados, com quase 35 anos, estará pronto para governar o estado.

Tem sido provado administrativa e politicamente.  Na gestão,  conseguiu R$ 2 bilhões para investir em infraestrutura,  principalmente em áreas carentes na capital. Isso é quase 60% do que Raquel pediu para investir em todo estado. Na comunicação,  fala para todas as faixas etárias e classes, habilidoso que é nas redes sociais.

Na política, conversou com setores da esquerda à extrema direita para não ter problemas na aprovação do crédito junto ao BIRD.  Foi um dos padrinhos da acachapante vitória de Rodrigo Novaes sobre Joaquim Lira, candidato de Raquel. O novo Conselheiro do TCE fez questão de agradecê-lo.

Com Recife como vitrine para o estado, tem exposição natural para disputar o governo do Estado.  Isso sem falar na invocação genética,  de quem é bisneto de Arraes, filho de Eduardo.  Se Paulo Câmara,  mesmo com dificuldades extremas de comunicação e aprovação conseguiu ser reeleito sob o manto da aura de Eduardo,  imagine João.

A resposta sobre a possibilidade real de que vença reside exatamente na capacidade de gestão de Raquel.  Sua melhoria nos indicadores e consequente popularidade será a chave para que tenha a predileção natural na disputa da reeleição.  Salvo episódios como o de Bolsonaro recentemente,  quem tem a caneta tem a força e a vantagem. Ela tem tempo para colocar o jogo a seu favor.

De toda forma, é certo dizer,  pelo desenrolar dos fatos políticos e administrativos,  bem como pelo sentimento da militância: João já faz sombra a Raquel.

Encontro casual

Da série encontros aleatórios,  o papo entre Zeinha Torres,  prefeito de Iguaracy,  o prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares, Paulo Jucá,  Américo Barros e Marcelo Patriota.  Zeinha se prepara para debater a sua sucessão entre Marquinhos Melo (aparentemente seu preferido), Albérico Rocha e o vice, Pedro Alves. Evandro deve apoiar Eclérinston Ramos,  seu vice.

O outro lado da força 

Enquanto Anchieta Patriota busca um nome competitivo para disputa em 2024, na oposição alguns setores começam a defender o nome da empresária e presidente da NDL, Ilma Valério.  Ela ainda não disse ser candidata.  A arrumação ainda precisa ser conversada com Gleibson Martins, candidato em 2020.

“Ele não vai não”

No bloco governista,  uma possibilidade e uma certeza. A possibilidade: Cícero Batista é o mais provável nome a ser tirado pelos pares para a vice. A certeza: atual vice, Júnior de Mocinha não será o escolhido de Anchieta Patriota.  Ele ainda não sabe. Não mostrem a Coluna pra ele…

Lógica 

A decisão de Pinheiro do São Miguel de apoio à Márcia Conrado tem explicação:  a distância da base de Sebastião e Waldemar Oliveira,  cada vez mais preocupados com o debate estadual e nacional no Avante tem gerado insatisfação e afastamento de lideranças.  Depois de Carlos Evandro e agora, Pinheiro,  quem sair por último apague a luz.

Peraí homem…

Não é resenha. Já tem governista em Afogados falando em 2028. Esta Coluna ouviu de um aliadíssimo de Sandrinho: “problema é achar que manter Daniel na vice quer dizer que ele seja candidato a prefeito em 2028. Uma coisa nada tem a ver com a outra”. Foi terça na Rádio Pajeú.  Só não revelamos o nome do santo que cunhou a profexia

Terrible

A falta de pré e prós produção no vídeo de felicitações da prefeita Nicinha Melo pelos 74 anos de Tabira é gritante. Mal gravado, mal editado, mal enquadrado, mal formatado. Enquanto prefeitos zelam sua imagem Pajeú afora, ela recorre ao padrão “lives Dinca de qualidade…”

Maaaaaas…

Mas mesmo precisando melhorar nas lives e na gestão,  Nicinha pode sair favorecida se o olho gordo da oposição prevalecer.  Se Sebastião Dias, Carlos Veras e Flávio Marques tiverem um nome cada, darão a reeleição ao colo de Nicinha. Perguntado pela Coluna sobre essa possibilidade,  Flávio respondeu: “acredito que partiremos todos unidos em 2024”.

Seguem presos 

Caminham para 20 dias as prisões de Doutor Júnior, Manoel Grampão e da tesoureira Gorete Soares, após a Operação Conluio,  da Polícia Civil.  Para juristas,  a manutenção das prisões mesmo diante de algumas tentativas de relaxamento mostram que a decisão que as definiu era sólida.

Não morreu 

Uma grande confusão se formou ontem com a notícia da morte da ex-prefeita de Bonito,  Lúcia Heráclio.  Marília Arraes e principalmente a governadora Raquel Lyra emitiram notas de pesar. Depois a família afirmou que ela segue viva. A informação de bastidores é de morte cerebral,  o que obriga o cumprimento de alguns protocolos.

Os 15 elementos 

A sessão de amanhã da Câmara de Arcoverde vai apreciar o projeto que cria quinze novos cargos da comissão de licitação da gestão Wellington Maciel.  Oposicionistas fizeram a conta e dizem que serão quase R$ 700 mil gastos por ano com os cargos da pasta do irmão de LW, Lídio Maciel.  Os governistas são maioria e devem aprovar o projeto.  Mas como vai ter zoada…

Frase da semana:

“O que me parece um pouco injusto é querer que a gente em cinco meses de governo consiga consertar o que não foi feito em oito anos”.

Da governadora Raquel Lyra,  falando ao jornalista João Alberto das críticas que recebe nesse início de governo.  Disse que o empréstimo de R$ 3,5 bilhões, recursos federais e do parlamento vão virar o jogo. “Mas a crítica construtiva é bem vinda”.

Outras Notícias

Áudio cita Cármen, Lewandowski, Gilmar Mendes, Dilma e Cardozo

Monica Bergamo Nos grampos entregues pela J&F na semana passada, aparece um áudio em que Joesley Batista e Ricardo Saud, executivo da empresa, falam sobre um diálogo com o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que teria sido gravado. Na conversa entre os dois delatores, Saud cita ainda pelo menos três ministros do STF: Cármen […]

Monica Bergamo

Nos grampos entregues pela J&F na semana passada, aparece um áudio em que Joesley Batista e Ricardo Saud, executivo da empresa, falam sobre um diálogo com o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que teria sido gravado.

Na conversa entre os dois delatores, Saud cita ainda pelo menos três ministros do STF: Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

O nome “Marco Aurélio” aparece na conversa, mas não é uma referência ao ministro do STF, Marco Aurélio Mello, e sim a Marco Aurélio de Carvalho, advogado e sócio do ex-ministro da Justiça em um escritório.

Saud e Joesley falam sobre uma suposta proximidade da ex-presidente Dilma Rousseff e da atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia.

Nesse trecho, Saud diz, entre outras coisas, o seguinte: “Porque ele [interlocutor não identificado] falou da Cármen Lúcia, da Cármen Lúcia que vai lá falar do… com a Dilma e tal, os três juntos, tal tal tal. ‘Ah, então ele tem mesmo essa intimidade?’. Os cara… falei não é mentira não”.

Em outro trecho sobre os mesmos personagens, ele chega a usar palavra de baixo calão em tom de brincadeira.

O executivo diz também a Joesley que Cardozo poderia teria cinco ministros do STF nas mãos, e que conversou sobre isso com um terceiro interlocutor.

O executivo da J&F diz a Joesley que essa pessoa, que não está claramente identificada, teria duvidado do tamanho da influência descrita sobre o STF. “Ele falou ‘cinco eles não têm, não… ele têm… ah, só se eles, só se eles contam o Lewandowski até hoje’… ele falou, falei ah daí eu não sei, não deu nome não… Mas se contar Lewandowski pode ser sim”.

Os dois discutem ainda sobre uma briga de alguém que conhecem com Gimar Mendes. E concluem que a confusão deve ser esquecida para que eles possam “pegar” três ministros do STF.

Há alguns meses, Joesley Batista e Saud tiveram a ideia de atrair Cardozo para um encontro, sob o pretexto de que gostariam de contratá-lo para serviços advocatícios.

O objetivo era, no meio da conversa, arrancar do ex-ministro da Justiça informações sobre magistrados do STF. Dependendo do teor delas, a J&F entregaria o conteúdo à PGR.

Os executivos da JBS entendiam que os procuradores tinham grande desejo de que as investigações alcançassem o Supremo.

No diálogo, Saud fala a Joesley que já tinha alertado um homem chamado Marcelo [supostamente o ex-procurador Marcelo Miller] de que, para comprometer o STF, o caminho seria José Eduardo Cardozo.

O encontro com Cardozo efetivamente ocorreu e a proposta de contratação também. A armadilha, porém, não teria funcionado a contento.

Cardozo teria feito afirmações genéricas sobre os magistrados e teria inclusive recusado propostas de pagamentos de honorários fora das vias regulares.

Danilo: financiamento de campanha deve ser feito com mecanismos já existentes

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) defende que o financiamento das campanhas eleitorais deve ser feito através dos mecanismos no sistema político-partidário brasileiro. O parlamentar propôs que, inicialmente, a Câmara Federal discuta a redução dos custos dessas campanhas. “Já houve um movimento nesse sentido em 2014, mas há espaço para reduzir mais e, a partir […]

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) defende que o financiamento das campanhas eleitorais deve ser feito através dos mecanismos no sistema político-partidário brasileiro. O parlamentar propôs que, inicialmente, a Câmara Federal discuta a redução dos custos dessas campanhas. “Já houve um movimento nesse sentido em 2014, mas há espaço para reduzir mais e, a partir disso, se faça o financiamento com os recursos já existentes, especialmente o fundo partidário.

“A sociedade não pode ser responsabilizada por esta conta, pois já vem pagando uma conta enorme pelos cortes que estão sendo feitos nas políticas públicas.  Não é razoável que se crie fundo de quase R$ 4 bilhões para custear as eleições”, discursou Danilo Cabral nesta terça-feira (15) no Plenário da Câmara. O deputado também se posicionou contra o financiamento privado das campanhas. “É um mecanismo que não cabe por todos os constrangimentos e as relações promíscuas que existiram no nosso sistema”, justificou.

Ele acrescentou que o financiamento individual das campanhas não fazem parte da cultura nacional, por isso, o financiamento público é o ponto chave das regras eleitorais aprovadas pela comissão especial da Câmara que analisa da reforma política. “Essa é uma das mais importantes reformas que precisam ser debatidas nesta Casa, mas, infelizmente, não foi feita de forma satisfatória. Mais uma vez, o Congresso Nacional prepara, às vésperas do prazo limite, um arremedo de reforma, que vai simplesmente orientar as eleições de 2018”, criticou. Segundo Danilo Cabral, o debate sobre a reforma política deveria ter sido mais amplo, com maior participação da sociedade.

Durante o discurso, o deputado destacou a posição do PSB a favor do fim das coligações e da instituição da cláusula de barreira e contrária ao voto majoritário para deputados federais e estaduais e vereadores, o chamado distritão. “Nós temos que preservar o fortalecimento da democracia brasileira através dos partidos políticos e a legitimidade do eleitor”, finalizou.

Danilo Cabral defende prisão de Daniel Silveira

A bancada do PSB na Câmara Federal votou a favor da ratificação da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). “Não podemos assistir inertes à gestação de uma ruptura da ordem democrática no Brasil. A prisão do parlamentar representa um basta ao extremismo e ao autoritarismo”, afirmou Danilo Cabral, líder da bancada na Casa durante a […]

A bancada do PSB na Câmara Federal votou a favor da ratificação da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

“Não podemos assistir inertes à gestação de uma ruptura da ordem democrática no Brasil. A prisão do parlamentar representa um basta ao extremismo e ao autoritarismo”, afirmou Danilo Cabral, líder da bancada na Casa durante a votação nesta sexta-feira (19). A prisão foi confirmada pela maioria dos deputados, com 364 votos.

Para Danilo Cabral, a decisão de hoje não se restringe à análise jurídica sobre os fundamentos que embasaram a prisão de Silveira. Também deve-se considerar as repercussões dessa deliberação sobre o funcionamento das instituições e a defesa da democracia.

“A imunidade é uma garantia constitucional fundamental à independência do Parlamento, mas isso não significa que os parlamentares têm carta branca para atacar a tudo e a todos. São inconstitucionais as condutas e manifestações que atentem para destruir o regime democrático e suas instituições republicanas, pregando a violência e o arbítrio”, discursou.

O líder do PSB destacou que o país precisa de estabilidade para superar as crises sanitária, social e econômica. “O Brasil precisa de diálogo e harmonia entre os poderes. Precisa das instituições funcionando plenamente. O extremismo e a polarização estão drenando nossas energias, quando o povo mais precisa de nós. Precisamos superar isso”, afirmou Danilo Cabral.

A Constituição estabelece que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos e não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos à Casa respectiva, para que a maioria absoluta decida, em voto aberto, sobre a prisão.

Daniel Silveira foi preso em flagrante, na última terça-feira (16), pela Polícia Federal no âmbito de inquérito no Supremo Tribunal Federal que investiga notícias falsas. Ele gravou e divulgou vídeo em que faz críticas aos ministros do STF e defende o Ato Institucional nº 5 (AI-5), considerado um fato gravíssimo e para qual ser “imprescindíveis medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado democrático de Direito”, segundo o ministro Alexandre de Moraes.

MPPE exige transparência em Carnaíba e Quixaba: “Precisamos de rastreabilidade”, diz promotor

PRIMEIRA MÃO O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) subiu o tom contra a falta de transparência no uso de recursos públicos no Sertão do Pajeú. Em uma ação coordenada, a Promotoria de Justiça de Carnaíba instaurou procedimentos administrativos para obrigar as prefeituras e câmaras de Carnaíba e Quixaba a detalharem, “ponta a ponta”, o destino […]

PRIMEIRA MÃO

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) subiu o tom contra a falta de transparência no uso de recursos públicos no Sertão do Pajeú. Em uma ação coordenada, a Promotoria de Justiça de Carnaíba instaurou procedimentos administrativos para obrigar as prefeituras e câmaras de Carnaíba e Quixaba a detalharem, “ponta a ponta”, o destino das emendas parlamentares.

As portarias, assinadas pelo promotor João Mateus Matos Oliveira no último dia 14 de janeiro, fundamentam-se nas recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é claro: impedir que o dinheiro público seja escoado sem fiscalização através das chamadas “emendas pix”.

O que as Prefeituras devem explicar (Prazo: 15 dias)

O MPPE deu um ultimato aos prefeitos para que apresentem mecanismos de controle rigorosos. Entre as exigências estão:

Contas Exclusivas: Fica proibido o uso de “contas de passagem”. Cada emenda deve ter sua conta bancária específica.

Fim do Dinheiro em Espécie: Vedação total a saques “na boca do caixa”, garantindo o rastro digital do pagamento.

Portal da Transparência: Criação ou adequação de plataformas que repliquem o sistema federal Transferegov.br, expondo quem enviou o dinheiro, quem recebeu e qual obra ou serviço foi realizado.

Planejamento Técnico: Comprovação de que existe análise técnica e planos de trabalho antes da execução dos recursos.

O Papel do Legislativo

As Câmaras Municipais também estão sob a lupa. O promotor exige que os vereadores informem a base normativa das emendas e como é feita a fiscalização do Poder Executivo. O MP quer saber se a população consegue identificar, de forma fácil, o nome do parlamentar, o valor destinado e a finalidade da verba.

Defesa da Democracia e do Erário

A medida reflete o avanço institucional contra o retrocesso da opacidade orçamentária. Ao citar a ADPF 854 (relatada pelo ministro Flávio Dino), o Ministério Público reafirma que a autonomia municipal não é um salvo-conduto para o segredo.

“A execução das emendas para 2026 somente deve iniciar após a demonstração do cumprimento do comando constitucional de transparência”, destaca o texto das portarias.

Governo de Pernambuco e TSE celebram Termo de Cooperação Técnica

Com o objetivo de reforçar a segurança do processo eleitoral no Estado, o governador Paulo Câmara e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, assinaram, nesta segunda-feira (19), em audiência no Palácio do Campo das Princesas, um Acordo de Cooperação Técnica que prevê a troca e fornecimento de informações entre a Secretaria […]

Com o objetivo de reforçar a segurança do processo eleitoral no Estado, o governador Paulo Câmara e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, assinaram, nesta segunda-feira (19), em audiência no Palácio do Campo das Princesas, um Acordo de Cooperação Técnica que prevê a troca e fornecimento de informações entre a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e o TSE.

A medida visa o incremento do cadastro biométrico do eleitorado pernambucano e a qualificação do cadastro de pessoas, através dos dados colhidos na emissão do Registro de Identificação Civil. O acordo terá validade de cinco anos, sem previsão de custos extras para as instituições.

A cooperação será implementada mediante a parcerias e mobilização das unidades, agentes e serviços competentes. A intenção é viabilizar ao TSE o acesso aos dados mantidos em registro pelo Governo do Estado de Pernambuco e que são gerenciados pela SDS-PE. Em paralelo, será disponibilizado à Secretaria o acesso a serviços ofertados pelo Tribunal de autenticação biométrica do eleitor, consultas à base do Cadastro de Eleitores e de consulta à lista de coincidências biométricas. Todo o processo respeitará as regras de sigilo e resguardo da legislação e dos regulamentos de regência.

Entre as competências da cooperação, ficam responsáveis o Tribunal Superior Eleitoral e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco a permissão do acesso entre si ao serviço de autenticação biométrica do eleitor, assim como ao serviço de consulta à lista de coincidências biométricas. Também podem ser realizados pedidos de consultas específicas à base do cadastro eleitoral, sobre cidadãos que estejam em processo de identificação em Pernambuco ou naturais de outros estados da Federação.

Participaram da solenidade ainda o prefeito do Recife, Geraldo Julio; o presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo; o presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador Manoel Erhardt; o presidente do TRE-PE, desembargador Antônio Carlos Alves da Silva; o procurador Geral do Estado, César Caúla; o secretário de Defesa Social, Angelo Gioia; o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), Ivan Valença; e o procurador Geral do Recife, Ricardo Correia.