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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

O Pajeú Sucupira

A região do Pajeú é tida como politizada por muitas lideranças políticas.

Não são poucos os que colocam as nossas cidades como muito bem formadas nesse campo, colocando como motivações históricas a presença de nomes como Dom Francisco e tantos outros nomes e instituições que nos ajudaram a pensar e discutir com maior desenvoltura aspectos da política na essência e também do caráter político-partidário.

Políticos históricos como Miguel Arraes, Eduardo Campos, bem como outros contemporâneos de todas as correntes sempre tratam com muito respeito esse rincão por esse motivo, com certa razão.

Mas tem um lado da política dessa região que nos colocaria em disputa com pé de igualdade da Sucupira de Odorico Paraguaçú, o folclórico prefeito de “O Bem Amado”.

Essa semana, uma das polêmicas da política de Afogados da Ingazeira envolveu um vereador com mandato, Toinho da Ponte, o candidato Bião do Hospital, aquele que tentava angariar votos com uma música chiclete de tão ruim e engraçada ao mesmo tempo, o vereador Renaldo Lima, o blogueiro Itamar França e algumas testemunhas.

Toinho, que é da oposição, teria prometido o pagamento de um curso à uma familiar de Bião para que ele votasse no candidato a Estadual José Patriota. O mais curioso, Toinho é da oposição, tendo votado em Zé Negão e Patriota, governista, ligado a Sandrinho Palmeira. Resumindo: o vereador da oposição, que disse ainda não ter candidato, iria bancar um curso para uma familiar de Bião votar em Patriota. Isso nas barbas de Renaldo Lima, outro vereador conhecido por pouca verbalização, que não ofende ninguém, mas que segundo Toinho em palavras dele “não  teria se acusado” para fazer a ponte no apoio para  a demanda de Bião. Itamar, blogueiro que gosta de apurar fatos do chamado baixo clero da política postou a informação no blog e foi aquele fusuê.

Após a repercussão nas redes e na Rádio Pajeú, Toinho voltou atrás, Bião disse que foi um mal entendido, Renaldo se escondeu da polêmica e Itamar disse que o recuo foi porque Zé Negão, com quem eles tem compromisso, os chamou “ao pé da cajarana”. Mais Sucupira que isso, impossível. Imagine um texto de Dias Gomes, autor do sucesso televisivo, romantizando essa história.  Seria tão hilário que ninguém acreditaria que a arte baseou-se na vida real.

Exemplos no Pajeú dessa realidade que atenta contra a máxima de politização não faltam. Em Carnaíba, o então vereador Luiz Alberto, de Ibitiranga, votou a favor de um projeto em protesto. A história rende até hoje. Em Tabira, o pula-pula de Dicinha do Calçamento ainda rende histórias folclóricas. Uma tia, a vereadora Ilma de Cosme, disse que seria eleita para marcar os pulos do sobrinho. Não adiantou. Traiu Dinca e Nicinha antes da meia noite anterior à eleição de Djalma das Almofadas. Recentemente foi notícia pelas expressões “caralho” e “porra” para atingir a prefeita. Nicinha também não escapa,  criticada pela falta de verbalização,  eleita sem uma entrevista em uma campanha baixo nível.  Lembram da foto dela colocando chupeta em um boneco simbolizando Flávio Marques, que era chamado de “menino novo”?

Em São José do Egito, virou uma atração com mais Ibope que as novelas acompanhar as sessões comandadas por Zé de Maria. As discussões com governistas são acompanhadas no pé da rádio que transmite os encontros. Toda segunda a baixaria toma conta de parte das seções. Curioso é o nível dos apelidos proferidos: Cavalo do Cão, Boris Casoy, Vossa excelência é um babão, e por aí segue…

Em Serra Talhada, o vereador China Menezes, majoritário na cidade, disse que votaria em Luciano Duque mesmo se ele “desse uma pisa nele todo dia”. Na mesma Capital do Xaxado, Rosimério de Cuca mandou o colega Romério do Carro de Som “ir vender suas cartelas”, numa discussão sobre obras na cidade.

Pelo voto do povo, os nossos políticos se revezam entre os que tem um protagonismo além fronteiras, mas também não faltam exemplos de um pedaço dos representantes que ajudam a estampar nos noticiários um sertão que é mais gozação, mais baixo clero e menos conteúdo. Se Severino Cavalcanti foi Presidente da Câmara dos Deputados (que Deus o tenha) não há nada a reclamar. Odorico Paraguaçú pode descansar em paz…

Significa?

Pergunta de um leitor da Coluna: essas agendas coladas de Zeinha Torres e Marcos Henrique, o Marquinhos, como na ida de ambos à pauta da CNM e gabinetes, “significa”? O blog apurou, colheu informações de bastidores, analisou o cenário de 2022 e o que se fala do possível apoio do prefeito ao Secretário e responde: significa!

Cadê o pirão?

Em Serra Talhada, até a papa pode gerar um incidente político. Segundo o Farol de Notícias, vereadores governistas ficaram chateados porque não foram convidados para o jantar após as inaugurações com a prefeita Márcia Conrado, o candidato Luciano Duque e o Deputado Fernando Monteiro. Depois de ajudar a cortar e fita e sair na foto em uma inauguração, ficaram de bucho  vazio e acharam ruim.

João Gome$

A prefeitura de São José do Egito apalavrou a vinda do nome do momento, o cantor João Gomes para a Festa de Reis. Não assinou contrato porque não sabe se haverá a festa em virtude do avanço ou não dos protocolos. De R$ 120 mil no orçamento inicial pulou pra R$ 150 mil. Hoje não fecha por menos de R$ 400 mil. A prefeitura desistiu.

Paz aparente

Em Afogados,  aparentemente esfriou o embate por um terreno cuja propriedade é disputada entre a gestão Sandrinho Palmeira e o Desembargador Cláudio Nogueira.  A prefeitura quer ali o acesso ao Pátio da Feira e Academia da Saúde. Já colocou material no local para o serviço.

Mais um

Israel Rubis não foi o primeiro vice a romper antes do primeiro ano de governo, como fez com Wellington da LW.  Um mês antes, o vice-prefeito de Ibimirim, Charles do Paulistão (PODEMOS),  rompeu e descascou numa carta aberta o prefeito, Wellinton Siqueira (PCdoB). Quem será o próximo?

Garimpando

Pré-candidato a Estadual,  Paulo Jucá (PSB) deve ter nova reunião com o governador Paulo Câmara. O Super Secretário  de Evandro Valadares busca capitalizar apoios de Adelmo Moura (Itapetim) e Ângelo Ferreira (Sertânia).

Frase da semana:

“Queriam-me para servir como enfeite de palanque”.

Do vice-prefeito Israel Rubis, na carta desabafo ao prefeito Wellington Maciel.

Outras Notícias

TJPE fortalece regularização fundiária e amplia alcance do Moradia Legal no Sertão

Por Cláudio Soares* Criado em 2018 no âmbito da Corregedoria Geral da Justiça, o Moradia Legal Pernambuco consolidou-se como uma das mais importantes políticas públicas de inclusão social e garantia do direito à propriedade no Estado. Em 2025, o programa deu um salto institucional com a criação do Núcleo de Regularização e Demandas Judiciais Fundiárias […]

Por Cláudio Soares*

Criado em 2018 no âmbito da Corregedoria Geral da Justiça, o Moradia Legal Pernambuco consolidou-se como uma das mais importantes políticas públicas de inclusão social e garantia do direito à propriedade no Estado. Em 2025, o programa deu um salto institucional com a criação do Núcleo de Regularização e Demandas Judiciais Fundiárias (NUREF -, Moradia Legal Pernambuco), agora órgão permanente vinculado à Presidência do Tribunal.

Com caráter administrativo e não jurisdicional, a estrutura passou a atuar de forma estratégica no planejamento, na execução e no acompanhamento das ações de regularização fundiária plena. A iniciativa opera por meio de uma ampla rede de cooperação que envolve todos os municípios pernambucanos e diversas entidades públicas e privadas.

O trabalho é reforçado pela Mesa Interinstitucional de Regularização e Demandas Fundiárias -, Moradia Legal Pernambuco, instituída pela Resolução nº 554/2025 e regulamentada pelo Ato Conjunto nº 14/2025, reunindo representantes de órgãos essenciais à política urbana e habitacional.

Participam da articulação entidades como ARIPE, ANOREG/PE, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal Rural de Pernambuco, AMUPE, ITERPE, CEHAB, PERPART, SPU, INCRA, Ministério Público de Pernambuco, Defensoria Pública de Pernambuco, Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, PGE/PE, Ordem dos Advogados do Brasil -, Seccional Pernambuco, CENDHEC, CREA/PE e o Ministério das Cidades.

A soma de esforços permite que a política alcance desde a identificação das áreas até a emissão gratuita dos títulos, garantindo segurança jurídica às famílias beneficiadas.

A dimensão do programa impressiona. Aproximadamente 70 mil imóveis já passaram por processos de regularização. Desse total, 56.541 títulos de propriedade foram entregues gratuitamente a famílias de baixa renda, aquelas com renda mensal de até cinco salários mínimos.

O investimento também se estende à formação técnica. Em parceria com a UFPE, a ESMAPE e a UFRPE, cerca de 10 mil profissionais -, entre servidores municipais e estaduais, equipes de cartórios e integrantes de instituições cooperadas -, foram capacitados para atuar nos procedimentos.

O pioneirismo e a efetividade do Moradia Legal ultrapassaram as fronteiras estaduais. A experiência foi premiada pelo Conselho Nacional de Justiça nas duas edições do Prêmio Solo Seguro, realizadas em 2023 e no biênio 2024/2025.

Nos últimos dias, a política ganhou destaque no Sertão do Pajeú, com entregas de títulos em Afogados da Ingazeira e Tabira. Para as famílias contempladas, o documento representa mais do que a posse formal -, significa dignidade, valorização do patrimônio e a certeza de pertencimento.

A presença de magistrados e desembargadores nas solenidades reforçou a proposta de um Judiciário participativo e acessível. Entre os destaques esteve o desembargador Mozart Valadares, reconhecido pelo perfil de proximidade com a população e pela defesa de uma atuação institucional que ultrapasse os limites dos gabinetes.

Ao lado do presidente do TJPE, Ricardo Paes Barreto, e de juízes que atuam na região, o magistrado acompanhou as ações que consolidam um modelo baseado na união entre Tribunal, prefeituras e cartórios para assegurar moradia regularizada sem custos aos beneficiários.

Em Afogados e Tabira, Triunfo e Petrolina, o cenário foi de emoção e gratidão. Para muitos moradores, o título definitivo encerra uma espera de décadas. Para o Tribunal, é a confirmação de que a Justiça alcança sua maior finalidade quando transforma organização administrativa em benefício concreto à vida das pessoas.

*Advogado criminalista e jornalista

Com presidente em São Paulo, Câmara de Arcoverde não tem sessão

Por Luciano Pacheco* A foto poderia representar algo normal, caso não fosse uma segunda feira à noite. Pois é, nenhum vereador de Arcoverde compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores hoje à noite. O salário é de R$ 10.120,00 para cada Vereador e da presidente é R$ 20.240,00. São apenas quatro sessões por mês, […]

Por Luciano Pacheco*

A foto poderia representar algo normal, caso não fosse uma segunda feira à noite. Pois é, nenhum vereador de Arcoverde compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores hoje à noite.

O salário é de R$ 10.120,00 para cada Vereador e da presidente é R$ 20.240,00. São apenas quatro sessões por mês, sendo uma por semana e mesmo assim nenhum vereador se fez presente.

O prédio estava fechado e as luzes apagadas. O povo compareceu e não foi nenhum vereador. Cadê o compromisso dos parlamentares arcoverdenses? Onde estão os projetos, discursos e requerimentos em prol do povo?

Segundo informações, a presidente da Casa Célia Cardoso, juntamente com o namorado, foram fazer compras em São Paulo para sua loja de roupas. A ordem foi ninguém comparecer. Será que a Câmara só pode funcionar com a presença da “toda poderosa”?

Luciano Pacheco é advogado e ex-vereador

Adutoras do Pajeú e Zé Dantas tem problemas e prejudicam distribuição na região

O sistema Adutor do Pajeú está parado em virtude de uma manutenção elétrica nas Elevatórias de 01 a 05, ramal Floresta. É o que informa a COMPESA em nota. “O abastecimento está temporariamente suspenso nas cidades de Flores, Carnaíba, Quixaba, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira, São José do Egito e o Distrito de Jabitacá, com redução de […]

O sistema Adutor do Pajeú está parado em virtude de uma manutenção elétrica nas Elevatórias de 01 a 05, ramal Floresta. É o que informa a COMPESA em nota.

“O abastecimento está temporariamente suspenso nas cidades de Flores, Carnaíba, Quixaba, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira, São José do Egito e o Distrito de Jabitacá, com redução de vazão em Afogados da Ingazeira e Tabira”, diz o comunicado. Outras cidades como Serra e Flores também são afetadas. A previsão de retorno é para as 22hs de hoje.

Além do problema na Adutora do Pajeú, a Adutora Zé Dantas também apresentou problemas. O resultado: um volume enorme de queixas de consumidores de Afogados da Ingazeira falando à Rádio Pajeú 104,9 FM.

Áreas como São Braz, Residencial Dom Francisco, Laura Ramos, Planalto e parte alta do São Francisco lideraram as reclamações. Chefe do Setor de Distribuição, Washington Jordão prometeu falando ao programa Manhã Total regularizar a distribuição nas áreas  mais afetadas até o início da noite.

Flagrantes de prefeito e ex-vereador evidenciam descumprimento de prazo para rigor na fiscalização do trânsito em Tabira

O flagrante de agentes públicos, como o prefeito Sebastião Dias, flagrado ocupando uma vaga de deficiente e o ex-vereador Sebastião Ribeiro, visto estacionando em área destinada a motos, expõe a palavra do Secretário Flávio Marques, que recebeu carta de crédito da comunidade para, juntamente com a guarda municipal ter ação mais incisiva no trânsito da […]

Acima, Sebastião Dias em vaga de deficientes. Abaixo, Sebastião Ribeiro no espaço para motos. Casos expõem e fragilizam palavra de Secretário Flávio Marques de que esse seria o mês marcado pelo início da fiscalização mais rigorosa.

O flagrante de agentes públicos, como o prefeito Sebastião Dias, flagrado ocupando uma vaga de deficiente e o ex-vereador Sebastião Ribeiro, visto estacionando em área destinada a motos, expõe a palavra do Secretário Flávio Marques, que recebeu carta de crédito da comunidade para, juntamente com a guarda municipal ter ação mais incisiva no trânsito da Cidade das Tradições.

Em janeiro,  o anúncio do Secretário foi o de após início das campanhas de prevenção, panfletagem e palestras e o processo de municipalização do Trânsito com a instalação de semáforos, sinalização vertical e horizontal das vias, a Guarda Municipal começaria a multar no dia 1º de março deste ano.

Se a lei estivesse vigente, agentes públicos e motoristas imprudentes já estariam sendo multados.  Tabira vinha sendo usada como exemplo para questionar a desorganização do trânsito em outras cidades, como Afogados da Ingazeira. Ainda tem trânsito infinitamente menos complicado que o da Princesa do Pajeú, mas não é exemplo pleno de municipalização, pois não se deu o passo definitivo. A gestão precisa honrar a palavra em  nome do exemplo, cumprindo rigorosamente a fiscalização e melhorando vias importantes com a nova usina de asfalto, como a Rua Desembargador João Paes.

Nas redes sociais, o prefeito se desculpou. “Não me isento de culpa nenhuma quanto a postagem da irregularidade que cometo ao estacionar por 10 ou 15 minutos numa vaga que pertence a deficiente físico ao lado da Igreja Matriz hoje pela manhã apos duas voltas na praça  Gonçalo Gomes e não conseguir outra vaga para estacionar e tendo que atender com urgência uma pessoa que estava com a minha espera na minha residência precisando ir até Serra Talhada com um problema de saúde”.

Disse ainda que como a hora do agendamento se aproximava pediu a um taxista que estava sentado juntamente com sua esposa que se porventura algum deficiente chegasse, o avisasse que viria imediatamente desocupar a vaga. “Por fim peço minhas desculpas pelo infração cometida e compreensão diante a urgência do momento”, disse. O estrago já estava feito…

Comerciantes obrigados a fechar portas se revoltam com realidade nos bancos

Qualquer triagem nas filas da CEF em cidades como Afogados da Ingazeira e Serra Talhada identificariam que cerca de 50% das pessoas que ali estão não teriam porque estar lá. A impressão que temos é que essas cidades tem é muita sorte pelo pequeno número de casos ou nenhum, como ainda ocorre em Afogados. Nessas […]

Serra Talhada
Afogados da Ingazeira
Afogados da Ingazeira

Qualquer triagem nas filas da CEF em cidades como Afogados da Ingazeira e Serra Talhada identificariam que cerca de 50% das pessoas que ali estão não teriam porque estar lá.

A impressão que temos é que essas cidades tem é muita sorte pelo pequeno número de casos ou nenhum, como ainda ocorre em Afogados.

Nessas filas, há a figura do “alugador de vaga”, uma figura nova nesses tempos.

Alguns chegam na noite anterior para guardar e alugar lugar. Muitas pessoas que não serão atendidas por não se enquadrar nos serviços estão lá.

Por outro lado, comerciantes obrigados a ficar com portas fechadas se perguntam pra quê. O pior, eles tem razão. Estão pagando o preço pelas medidas de isolamento social e vendo por outro lado o afrouxamento em relação ao sistema bancário. Rigor da lei pra uns, de menos para outro setor. “O coronavirus só está no nosso comércio ?”- pergunta um deles.

Hoje o Governo do Estado deve esticar o decreto que mantém apenas serviços essenciais funcionando em Pernambuco. Em paralelo, medidas são muito tímidas para coibir o que acontece nos bancos. Procon? Algumas multas que ao que parece, não incomodam o mercado financeiro. E vida que segue…