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Citado na lista de Janot, Cunha diz que governo ‘quer sócio na lama’

Por Nill Júnior

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Do JC Onlinde

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse neste sábado (7) à reportagem que o governo federal quer “sócio na lama”, ao comentar o seu nome e de oposicionistas na lista de investigados da Procuradoria-Geral da República no caso Lava Jato.

“O governo quer sócio na lama. Eu só entrei para poderem colocar Anastasia”, ataca o deputado.

Na lista divulgada nesta sexta-feira (6), o nome do senador e ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia foi incluído. Ele é braço direito de Aécio Neves, líder da oposição e adversário de Dilma em 2014. Cunha aparece citado em mesmo depoimento de Anastasia.

Para o deputado, a peça da procuradoria é uma “piada” e foi uma “alopragem” de integrantes do governo, que, segundo acusa, teriam interferido junto a Rodrigo Janot para inclui-lo e a oposição na lista.

“Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu. O PGR agiu como aparelho visando a imputação política de indícios como se todos fossem participes da mesma lama. É lamentável ver o PGR, talvez para merecer sua recondução, se prestar a esse papel”, postou no Twitter.

O maior número de envolvidos é do PP, seguidos pelo PT e pelo PMDB, todos da base aliada de apoio à Dilma Rousseff.

Cunha voltou a negar envolvimento com Fernando Soares, o Fernando Baiano e reafirma que o ex-diretor Nestor Cerveró foi indicado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), que teve pedido de inquérito arquivado. “Fernando Soares nunca representou a mim nem ao PMDB”, disse Cunha no Twitter.

NOTA OFICIAL – Cunha também divulgou uma nota oficial sobre a menção de seu nome na lista de Janot, com o título “Quem não deve, não teme”. Leia abaixo a íntegra do texto.

“Quem não deve, não teme”

Tendo acesso à petição, comento alguns fatos para contestar vários absurdos divulgados. Primeiramente, óbvio que desminto todas as afirmações do procurador Geral da República contidas na petição. O PMDB na Câmara nunca teve nada a ver com a indicação de Paulo Roberto Costa. Afirmam que Nestor Cerveró foi indicado pelo PMDB, quando todos sabem que ele era indicado de um senador, objeto de arquivamento.

Fernando Soares nunca representou o PMDB e nem a mim. O procurador menciona que ele representava a Câmara e o Senado. O procurador não mencionou nomes de senadores. O procurador fala em representações na Câmara dos Deputados que teria sido feita por mim, mas jamais cita a representação, que, absolutamente, não existe. Bastava uma simples pesquisa no portal da Câmara para ver todas as propostas que apresentei, e isso posso provar. Só que ele, o procurador, não tem como provar. Simplesmente não fiz qualquer representação e se, por ventura, outros parlamentares fizeram, por que, então, o procurador não pediu inquérito dos outros parlamentares?

Quem fala é um delator desqualificado, cujo advogado deu declaração pública que eu não tinha sido citado.

O delator atribui saber, sem provar, que um terceiro teria pagado a Fernando Soares, e que este pagamento seria dirigido a mim.

Os absurdos são vários. Primeiramente, o de atribuir pacto de terceiro sem provar. Atribuir o recebimento sem provar, e ainda supor que eu era beneficiário. Depois, vem um estranho novo depoimento do delator em 11 de fevereiro, dez dias depois de eu ser eleito presidente da Câmara, falando que o meu nome surgiu, SALVO ENGANO, Paulo Roberto teria citado meu nome. Aí, mistura com Fernando Soares e Andrade Gutierrez e volta à situação anterior, em que eu era beneficiário sem detalhar que benefício era e de quem. Em seguida, vem para as raias do absurdo para dizer, como justificativa, que recebi doações oficiais de campanha de empresas envolvidas em corrupção.

E não cessa o absurdo, ao misturar a doação à minha campanha com várias doações de empresas ao comitê financeiro do PMDB como se fossem minhas. Neste ponto, há dois grandes absurdos: o primeiro é criminalizar a doação de campanha por ser de empresa envolvida no suposto esquema de corrupção. Imaginem só todas as campanhas majoritárias, incluindo a da Dilma, a do Aécio e todas as outras? Também receberam doações destas empresas. Por que, então, não abriram inquérito contra todos que receberam doações dessas empresas?

O segundo grande absurdo é como a mim atribuir o benefício de doação à comitê financeiro do partido como se fosse minha? Ainda cita como indício de doação do comitê financeiro do PP para a minha campanha de 2010, como se isso fosse prova de benefício indevido. Vejam só, para justificar, retorna a história do policial que teria entregue dinheiro a um endereço atribuído a mim e provado que não era o meu. Aí, ele cita o desmentido do policial. Coloca a foto da casa, reconhece o proprietário correto, atribui a ele a relação com deputado Jorge Picciani. Atribui relação de Picciani comigo e justifica a eleição do filho dele, o deputado federal Leonardo Picciani, para liderar o PMDB na Câmara em meu lugar como indício, e fala que, apesar do desmentido do policial e do desmentido do próprio delator, que é preciso aprofundar a investigação. É uma piada essa peça do procurador, e causa estranheza que ele não tenha a mim pedido explicações, como, aliás, sempre foi praxe na Procuradoria Geral da República (PGR).

Após ler o inquérito, a mim não restou qualquer dúvida de que ter novo depoimento do delator dez dias após eu me eleger, e usar como referência a história do policial – e pasmem – doações oficiais de campanha como indícios de que esse inquérito foi proposto por motivação política – é mais uma alopragem que responderei e desmontarei com relativa facilidade.

Talvez, manter em dúvida a história do policial servisse para justificar o inquérito sobre um senador do PSDB para a todos confundir.

O procurador geral da República agiu como aparelho, visando à imputação política de indícios como se todos fossem partícipes da mesma lama. É lamentável ver o procurador, talvez para merecer a sua recondução, se prestar a esse papel. E criminalizar a minha doação oficial de campanha sem criminalizar a dos outros é um acinte à inteligência de quem quer que seja. Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu e não dá para ficar calado sem denunciar a politização e aparelhamento da PGR.

Eles estão a serviço de quem? Pelo critério do indício, o procurador só será reconduzido se for da vontade do executivo. Dessa forma, a mim e, creio também ao senador do PSDB, interessa saber com quem estamos misturados nessa corrupção odienta. Fui à CPI da Petrobras, que, aliás, ajudei a criar, para colocar-me à disposição para esclarecer o que for necessário. Vou pedir ao presidente da CPI para lá comparecer novamente, visando detalhar vírgula a vírgula dessa indecente petição do procurador geral da República, que, certamente, vai envergonhar muitos dessa respeitosa instituição.

Eduardo Cunha é presidente da Câmara dos Deputados.

Outras Notícias

Vazamento na Adutora afeta distribuição em Quixaba e Carnaíba, diz Compesa

A Compesa informa que foi identificado um vazamento de grande porte na Adutora do Pajeú, próximo ao município de Flores, no final da manhã deste domingo (18). Equipes estão em campo para realizar os reparos necessários e a previsão é de que o serviço seja concluído a partir das 18h desta segunda (19). Enquanto isso, […]

Imagem ilustrativa

A Compesa informa que foi identificado um vazamento de grande porte na Adutora do Pajeú, próximo ao município de Flores, no final da manhã deste domingo (18).

Equipes estão em campo para realizar os reparos necessários e a previsão é de que o serviço seja concluído a partir das 18h desta segunda (19).

Enquanto isso, o fornecimento de água está suspenso temporariamente nos municípios de Quixaba e Carnaíba e o abastecimento será retomado assim que o serviço for concluído.

Motociclista egipciense morre em acidente na tarde deste domingo

Acidente aconteceu na PE-275, em Brejinho. Sepultamento será esta tarde O Jovem motociclista  Igor Nascimento, residente em São José do Egito, morreu em um grave acidente na tarde deste domingo (03), na PE-275, em Brejinho. A informação é do Blog do Marcello Patriota. O acidente aconteceu no trecho próximo ao Cemitério Municipal da Terra Mãe […]

Acidente aconteceu na PE-275, em Brejinho. Sepultamento será esta tarde

O Jovem motociclista  Igor Nascimento, residente em São José do Egito, morreu em um grave acidente na tarde deste domingo (03), na PE-275, em Brejinho. A informação é do Blog do Marcello Patriota.

O acidente aconteceu no trecho próximo ao Cemitério Municipal da Terra Mãe do Rio Pajeú.

Igor era filho único da professora  Ivone Leite com o senhor conhecido por  Carlinhos Catita.

Segundo informações de populares, a motocicleta que ele pilotava sobrou em uma curva, bateu no meio fio da ciclovia e caiu fora da rodovia. Igor morreu no local. Ainda de acordo com informações, Igor era membro do grupo de motociclistas Coyotes do Sertão.

Velório e sepultamento: o corpo está sendo velado na Central do PASC em São José do Egito e o sepultamento acontecerá às 16h no Cemitério Velho, em São José do Egito. O grupo de motociclistas Coyotes do Sertão fará homenagem a Igor.

Ângelo Ferreira não se opõe a aliança entre PSB e PT

Participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, o prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), afirmou que não será da corrente contrária à uma possível aliança entre PSB e PT no Estado, cujos rumores aumentaram muito da semana passada pra cá. “Eu acho que a visita de Lula a Renata Campos, […]

Participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, o prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), afirmou que não será da corrente contrária à uma possível aliança entre PSB e PT no Estado, cujos rumores aumentaram muito da semana passada pra cá.

“Eu acho que a visita de Lula a Renata Campos, a conversa dele com lideranças importantes como o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio foi uma visita de cortesia de quem foi aliado e de quem já recebeu apoiou e também apoiou a ação de muitos nomes do PSB como Eduardo Campos e o próprio governador, que ainda tem contato bom com o PT.

Ângelo usou a relação histórica das legendas para justificar a sua posição. “Nascemos todos de um projeto mais a esquerda. Estou no PSB desse 1993, sou filiado e tenho lealdade ao partido. Sigo a liderança inconteste do governador Paulo Câmara. Decisões discutidas e tonadas não temos por que ser contra”.

Em outro momento, disse que o pré-candidato é muito forte na região. “Lula tem na nossa região cerca de 80% dos votos. É uma pessoa que prestou serviço por Pernambuco. Apesar das divergências locais como tempos em Sertânia com o PT não me coloco contra de forma nenhuma. Vamos seguir discutindo falando e chegando ao um consenso”.

Também afirmou que o pré-candidato tem mais força que a legenda. “O PSB compôs a Frente Brasil Popular, apoiou muitas e muitas eleições, nas derrotas do PT e nas vitórias. Eduardo foi Ministro do Governo Lula, Doutor Arraes teve ligação com Lula. Como Lula inclusive é maior que o PT essas divergências não cabem”.

Ele acredita que forças de esquerda se aliem na chamada hora do vamos ver. “Hoje tem uma coisa pior no país que é a crise. Vai se desenhar um quadro em que quem está mais a esquerda tem que se juntar, mas pra não ser esmagado por foças de direita como o Bolsonaro. Temos que ver que é melhor para o Brasil e Pernambuco. Mas se o partido tomar outro rumo, vamos junto também”, concluiu.

Waldemar Oliveira diz que Avante terá candidato próprio em Serra Talhada

Por André Luis Em entrevista concedida ao programa Sertão Notícias da Rádio Cultura FM, nesta quarta-feira (12), o deputado federal Waldemar Oliveira discutiu diversos assuntos relacionados à política local em Serra Talhada. O parlamentar abordou o cancelamento de um evento que estava previsto para o dia e falou sobre as articulações políticas visando as eleições […]

Por André Luis

Em entrevista concedida ao programa Sertão Notícias da Rádio Cultura FM, nesta quarta-feira (12), o deputado federal Waldemar Oliveira discutiu diversos assuntos relacionados à política local em Serra Talhada. O parlamentar abordou o cancelamento de um evento que estava previsto para o dia e falou sobre as articulações políticas visando as eleições do próximo ano.

Durante a entrevista, o deputado explicou que o cancelamento do evento ocorreu devido à sua convocação para uma sessão do congresso, que demanda tempo e pode se estender além do previsto. Waldemar ressaltou que sua prioridade é a participação nas sessões e, por isso, não pode confirmar sua presença em outros compromissos simultaneamente.

Questionado sobre as expectativas em relação ao evento remarcado do Avante, partido ao qual é filiado, Waldemar mencionou que a legenda terá um candidato próprio nas próximas eleições municipais. Ele destacou a importância de ouvir a vontade do povo e buscar um entendimento com outros partidos para fortalecer a oposição à atual prefeita Márcia Conrado.

O deputado também abordou o enfraquecimento da oposição devido a migrações de membros para a situação. Waldemar atribuiu essa movimentação ao “poder econômico e político da prefeita Márcia (PT)”, que estaria oferecendo cargos e convênios para atrair políticos antes ligados à oposição. Ele ressaltou que, como parlamentar de oposição, não tem acesso a cargos e convênios para oferecer.

Waldemar reforçou que o Avante não está aguardando ninguém e que o partido terá um candidato próprio nas eleições. No entanto, ele afirmou que a definição do nome dependerá de discussões internas e do compromisso dos candidatos com o partido. O deputado mencionou alguns nomes cotados, como Luciano Duke e Ronaldo DJ, mas ressaltou que é necessário ouvir todos os membros do partido antes de tomar uma decisão.

Durante a entrevista, o deputado também abordou a possível filiação do vereador Vandinho da Saúde, do Patriotas, ao Avante. Waldemar destacou que o vereador é uma pessoa combativa e tem uma boa relação com ele. No entanto, ressaltou que é necessário que Vandinho esteja alinhado com os candidatos do Avante e se comprometa com o partido.

Em relação a uma possível aliança entre o Avante e o Partido dos Trabalhadores, Waldemar enfatizou que, no momento, o partido está focado em fortalecer a legenda e não busca alianças temporárias. Ele deixou claro que qualquer aliança deve ser duradoura e visar o futuro, não apenas uma eleição específica.

Ao final da entrevista, o deputado ressaltou seu compromisso em fortalecer o Avante em Pernambuco e sua disposição para dialogar com a prefeita Márcia, caso ela tenha interesse em discutir questões políticas e as necessidades de Serra Talhada. No entanto, ele reforçou que o apoio do Avante está condicionado ao compromisso dos candidatos com o partido.

A entrevista abordou também outros assuntos, como obras de infraestrutura, investimentos e demandas da população. Waldemar Oliveira reiterou seu compromisso em trabalhar pelo desenvolvimento de Serra Talhada e da região, destacando sua atuação em Brasília em busca de recursos e melhorias para a população.

Enquanto municípios reclamam,  presidente da AMUPE vai atrás de Galo Cego

Nas redes sociais da AMUPE, nenhuma nota sobre as quedas de receitas de FPM e ICMS reclamadas pelos municípios.  Há vários dias, o presidente da AMUPE, Marcelo Gouveia sequer é notícia pelas atividades da entidade. Teve cadeira no evento com Lula ontem, mas nenhuma referência à situação e apelos dos prefeitos por um posicionamento sobre […]

Nas redes sociais da AMUPE, nenhuma nota sobre as quedas de receitas de FPM e ICMS reclamadas pelos municípios. 

Há vários dias, o presidente da AMUPE, Marcelo Gouveia sequer é notícia pelas atividades da entidade. Teve cadeira no evento com Lula ontem, mas nenhuma referência à situação e apelos dos prefeitos por um posicionamento sobre o tema. Nem uma nota, nada. 

Preocupado com sua eleição ano que vem, Gouveia aparenta estar pouco preocupado com a missão delegada pelos gestores. A impressão é de que só brigou pela presidência para o trânsito que a função abre para seu desejo eleitoral. 

Mas nem tudo está tão ruim que não possa piorar. Nesta semana, Marcelo anunciou a filiação do Influencer Galo Cego para disputar candidatura pelo Podemos.

Assim como outros influencers do gênero,  o cômico Galo Cego não tem possibilidade de ajudar no apontar de uma saída emergencial para os municípios. Mas para o projeto de Gouveia, é muito mais importante que os angustiados prefeitos da entidade que preside.