Caso Marielle: após delação de ex-PM, busca segue por mandantes, diz Flávio Dino
Élcio está preso desde 2019, ao lado do amigo, o ex-policial reformado Ronnie Lessa. Eles serão julgados pelo Tribunal do Júri, mas a sessão ainda não foi marcada.
No depoimento já homologado pela Justiça, Élcio confessou que dirigiu o Cobalt prata usado no ataque e afirmou que Ronnie de fato fez os disparos com uma submetralhadora contra Marielle. Élcio disse ainda que o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, fez campanas para vigiar a vereadora e participaria da emboscada, mas acabou trocado por ele.
Suel foi condenado em 2021 a quatro anos de prisão por atrapalhar as investigações, mas cumpria a pena em regime aberto. O ex-bombeiro tinha sido preso em junho de 2020 durante a Operação Submersos II.
De acordo com o MPRJ, Maxwell era o dono do carro usado para esconder as armas que estavam em um apartamento de Ronnie Lessa, acusado de ser um dos autores do assassinato e amigo de Suel. O ex-bombeiro também teria ajudado a jogar o armamento no mar.
Suel foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e foi levado para a sede da PF, na Zona Portuária. Ele foi preso na mesma casa onde foi detido anteriormente. Um carro do ex-bombeiro foi apreendido.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira (24) que a delação premiada feita por Élcio de Queiroz, preso preventivamente e réu por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018, encerra a apuração sobre a execução das vítimas.
Segundo Dino, no entanto, as investigações continuam para chegar aos possíveis mandantes do crime, cometido há mais de cinco anos. Além de Marielle, também foi executado a tiros o motorista Anderson Gomes – uma assessora que estava no carro sobreviveu.
Nesta segunda, a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio prenderam o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, que já tinha sido condenado por tentar atrapalhar as investigações, mas cumpria pena em regime aberto. Ele é citado por Élcio de Queiroz como um dos articuladores da execução.
“Há convergência entre a narrativa do Élcio e outros aspectos que já se encontravam em posse da polícia. O senhor Élcio narra a dinâmica do crime, a participação dele próprio e do Ronnie Lessa e aponta o Maxwell e outras pessoas como copartícipes”, disse Dino.
“A partir daí, as instituições envolvidas terão os elementos necessários ao prosseguimento da investigação. Não há, de forma alguma, a afirmação de que a investigação se acha concluída, pelo contrário. O que acontece é uma mudança de patamar da investigação”, prosseguiu.




Um ciclista foi vítima de atropelamento na PE 280, próximo ao antigo aeródromo de Sertânia. Eroleide de Souza, de 52 anos, conhecido por “Thundercat, morreu acidente no início da manhã deste domingo, por volta das 05h30.
O quadro pintado pelo Instituto Múltipla, reforçado pela anterior pesquisa do Instituto Alfa para a CNN, aponta um caminho muito difícil, mas não impossível para a governadora Raquel Lyra.

CBN Recife















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