Casas Bahia negocia alternativas para reforçar caixa, mas nega financiamento de R$ 1 bilhão
O Grupo Casas Bahia informou que mantém negociações com agentes do mercado em busca de alternativas para reforçar sua situação financeira, mas afirmou que, até o momento, não há nenhuma operação de financiamento contratada ou aprovada.
A manifestação foi apresentada em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após a publicação de informações sobre uma possível negociação de financiamento DIP de até R$ 1 bilhão.
Segundo a companhia, ainda não há definição sobre valor, prazo ou instituição que poderia participar de uma eventual operação.
O posicionamento ocorre depois de a Casas Bahia ter apresentado, no último domingo (16), pedido de recuperação judicial. Desde então, a varejista avalia medidas para renegociar prazos de pagamento e ampliar a disponibilidade de recursos em caixa.
Entre as alternativas estudadas estão mecanismos de transação tributária e a liberação de valores que estão depositados judicialmente. A empresa ressalta, porém, que essas possibilidades ainda estão em avaliação e não há garantia de que serão adotadas.
A petição apresentada no processo de recuperação judicial também menciona a possibilidade de levantamento de depósitos trabalhistas.
Redução de custos e estoques
A Casas Bahia informou ainda que já vinha adotando medidas para reduzir despesas e melhorar o fluxo de caixa.
De acordo com os resultados divulgados pela empresa, o fluxo de caixa livre chegou a R$ 800 milhões, enquanto os estoques tiveram redução de R$ 1,15 bilhão no segundo trimestre.
A companhia também anunciou o fechamento de unidades consideradas menos rentáveis, redução dos investimentos e ajustes em sua estrutura de custos, incluindo mudanças no quadro de funcionários e nas despesas operacionais.
Por serem medidas recentes, a empresa afirma que ainda não é possível calcular com precisão quanto será economizado com essas iniciativas.
Em sua manifestação, a Casas Bahia reforçou que não existe, até o momento, operação de obtenção de recursos — por meio de financiamento DIP ou outra modalidade — formalmente contratada ou aprovada. Também não há uma renegociação de dívidas já definida.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Divulgação



Por André Luis
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