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Carta para Marina

Por Nill Júnior

Por Heitor Scalambrini*

Minhas cordiais saudações, senhora ministra. Parabenizo por mais uma vez estar com o povo brasileiro, emprestando à sua história, sua credibilidade, e experiência a um projeto nacional democrático, transparente, sustentável, na defesa do meio ambiente, e no encontro de soluções para enfrentar as desigualdades, inclusive socioambientais, que tanto nos envergonham.

No passado recente fiz uma dura crítica, muito indignado pela aliança que estabeleceu com um ex-colega de ministério (1ª gestão do governo Lula), que ocupou o cargo de ministro de Ciência e Tecnologia, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Esta aliança definiu a chapa para as eleições presidenciais de 2014, Eduardo Campos para presidente, e a senhora para vice-presidente.

Naquele breve texto (https://sul21.com.br/opiniao/2014/03/ate-tu-marina-por-heitor-scalambrini-costa-2/) interpretei esta aliança como oportunismo político, e desrespeito a seus apoiadores, que viriam consagra-la com 20 milhões de votos. Como personagens públicos, políticos de renome nacional e internacional, divergiam e tinham posições antagônicas e aparentemente irreconciliáveis, em inúmeras questões, por ex.: na questão dos transgênicos, sobre o desenvolvimento sustentável, na opção de reativar o Programa Nuclear Brasileiro. Uma aliança entre personagens tão diferentes em seus posicionamentos e ideias, trouxe sem dúvida decepção, indignação pela decisão equivocada, desta aliança eleitoral. E que a meu ver, em nada contribuiu na elevação do patamar da educação e compreensão política do povo brasileiro, ao contrário.

A história tomou rumos inesperados. Um desastre fatal com o avião em que estava Eduardo Campos e colaboradores, tirou sua vida. A senhora se tornou a candidata presidencial.

Muita coisa aconteceu, nos últimos 10 anos, desde o fatídico golpe parlamentar e de aliados civis e militares, que usurparam o poder da presidente legitimamente reeleita, Dilma Rousseff. O golpe acabou favorecendo em 2019, a eleição pelo voto popular de um desastroso governo de extrema direita, que acabou derrotado por uma grande frente política da sociedade brasileira que resgatou a democracia, na eleição de outubro de 2022.

Quero aqui, neste início de 2023, desejar sucesso nessa árdua, grandiosa e gloriosa missão de voltar a chefiar o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), agora rebatizado. Conforme anunciado, terá a tarefa de comandar a (re)construção de todo aparato organizacional do Ministério,  fazendo-o funcionar em prol da defesa e da preservação dos biomas, transformando o Brasil, em exemplo de políticas públicas para o efetivo enfrentamento das mudanças climáticas. Sabes que encontrarás um cenário de guerra e destruição na área ambiental, mas a confiança na senhora é muito grande, como demonstrado no ato de sua posse.

Neste contexto, o assunto que gostaria de tratar nestas breves linhas, diz respeito a transversalidade das ações ambientais sobre os diversos ministérios e órgão de governo, inclusive sobre o Ministério de Minas e Energia que conduz a atual política energética nacional voltada para a construção de novas usinas nucleares em território nacional. Este é um assunto de interesse, que envolve todo brasileiro e brasileira, diante das repercussões sociais, políticas, econômicas, ambientais e geopolíticas, que decisões agora tomadas terão no presente e no futuro do país.

Uma parte significativa da sociedade brasileira é contra as instalações de usinas nucleares, em território nacional; justificadas como necessárias para produzir energia elétrica, e assim diversificar a matriz elétrica, e garantir a segurança no fornecimento elétrico.

Do outro lado existem grupos de interesse, como empresas, consultores, acadêmicos, políticos, entidades patronais, militares, empresas de comunicação, que estão organizados, defendendo e promovendo a energia nuclear. Os “negócios nucleares” são poderosos, atuam, agem e influenciam as decisões governamentais, em benefícios apenas dos negócios, representados por bilhões de dólares.

O que se constata é a ignorância da maioria da população em relação ao tema energia nuclear. Além da escandalosa falta de transparência nas decisões governamentais. Informações falsas difundidas, análises equivocadas e tendenciosas sobre a geração elétrica a partir da energia nuclear, acabam gerando “ruído”, incompreensões, dúvidas nos reais riscos de tornarmos uma nação nuclearizada, militarizada colaborando com a proliferação nuclear.

A construção de uma usina nuclear, implica em vultuosos investimentos (US$ 5 bilhões de dólares para 1.300 MW), constituindo em uma grandiosa e dispendiosa obra de engenharia para a produção de energia elétrica a partir de reações nucleares controladas. Mas para chegar à produção de energia um conjunto de empresas/indústrias estão envolvidas em todo processo de conversão núcleo-elétrica; desde a mineração, o enriquecimento do combustível, a produção do combustível final, o descarte dos resíduos e o descomissionamento da usina, após o término de sua vida útil. Nestas distintas etapas é desmistificado a afirmativa de que a energia nuclear é limpa, não agride o meio ambiente, e nem produz gases de efeito estufa.

Existem sim emissões, e não são nada desprezíveis. E os resíduos nucleares (mais conhecidos como ‘lixo nuclear’)? O que fazer com os elementos químicos de alta radioatividade, que continuam emitindo radiação por milhares de anos? E os gases cancerígenos produzidos na mineração?

A nuclearização do Brasil, tem implicado gastos fabulosos do dinheiro público na construção de submarinos atômicos, na mineração de urânio em jazidas inexploradas, na construção e previsão de novas usinas nucleares, no domínio do enriquecimento do urânio, e assim poder produzir armamentos. Seria uma prioridade para o país, apoiar uma tecnologia associada a morte, a um estado autoritário, e a contaminação radioativa?

Não é com bons olhos que nossos vizinhos fronteiriços, e de outros países latinos veem o Brasil incentivar a construção de usinas nucleares, e os outros usos desta tecnologia, como para fins militares. Como resposta estes países começam promover a proliferação nuclear estabelecendo acordos, compromissos com os “players” desta área, para também em seus respectivos territórios, desenvolverem a indústria nuclear.

Não se tem argumentos sólidos que justifiquem perante a nação que os “negócios” do nuclear se desenvolvam e sejam apoiados com dinheiro público. A atual tecnologia das usinas nucleares é:

– Cara. Contribuirá para tarifas de energia cada vez mais abusivamente caras. O custo da energia produzida é um dos mais elevados, comparados às diversas tecnologias renováveis de produzir energia elétrica.

– Perigosa. Produção de materiais radioativos na mineração, por ex.: o gás radônio altamente cancerígeno.  No interior do reator da usina nuclear são produzidos artificialmente elementos químicos radioativos que emitem radiação por milhares de anos. Com o domínio da tecnologia de enriquecimento isotópico, se poderá produzir combustível para armamentos de guerra, como a bomba atômica.

– Suja. Na cadeia produtiva envolvida na conversão núcleo-elétrica, gases de efeito estufa são produzidos, além dos resíduos nucleares (conhecido como “lixo nuclear”). Desastres em usinas nucleares liberando materiais radioativos ao meio ambiente são catastróficos. E mesmo na mineração, verifica-se a liberação de gases tóxicos que contaminam o ar e lençóis freáticos.

Espero que a senhora, junto ao Presidente da República, e o ministro de Minas e Energia, promovam um amplo debate democrático, sincero, transparente, focado nos interesses do povo brasileiro sobre a continuidade do Programa Nuclear Brasileiro. Em seus discursos o presidente Lula tem afirmado, e repetido, que vai democratizar os processos decisórios, com maior participação popular. O tema energético e suas consequências socioambientais não devem ser excluídos do debate democrático.

No caso da opção por usinas nucleares, tal decisão passou ao largo da participação popular. É imperioso, que como ocorreu com o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que retomou a estrutura e funcionamento original; tenhamos fóruns regionais que permitam a discussão sobre a questão energética. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve ser reestruturado, modificado, garantindo um colegiado consultivo e deliberativo com maior participação da sociedade civil nas decisões sobre política energética.

Vou finalizar por aqui, pois acredito que tenha muito trabalho pela frente. E não serei eu com esta carta, que irá atrapalhar seus inúmeros afazeres e obrigações que o cargo exige. Seu discurso de transmissão de cargo (https://www.gov.br/pt-br/noticias/meio-ambiente-e-clima/2023/01/discurso-da-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-do-clima-marina-silva) e outras declarações feitas pela senhora durante a campanha eleitoral, são indicações que o tempo de esperançar chegou ao povo brasileiro.

Sucesso. Lembrando o dito pelo poeta “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer …”, me despeço.

*Heitor Scalambrini Costa é Doutor em Energética, professor aposentado Universidade Federal de Pernambuco

Outras Notícias

Cidades da região ganham novos Delegados.

Mudanças importantes foram registradas nas delegacias da maioria das cidades da região do Pajeú. A garantia do Delegado Regional Marlon Frota é de que todas as cidades passam a contar com Delegado titular. Antes, apenas quatro se revezavam para toda a região. Em Afogados da Ingazeira, por exemplo, sai o Delegado Germano Ademir e entra […]

Ubiratan Rocha assumirá Delegacia de Afogados da Ingazeira

Mudanças importantes foram registradas nas delegacias da maioria das cidades da região do Pajeú. A garantia do Delegado Regional Marlon Frota é de que todas as cidades passam a contar com Delegado titular. Antes, apenas quatro se revezavam para toda a região.

Em Afogados da Ingazeira, por exemplo, sai o Delegado Germano Ademir e entra o Delegado Ubiratan Rocha, que estava atualmente em Sertânia. Amanhã, uma reunião acontece com todos os titulares da região para discussão do plano estratégico de atuação.

Em Serra Talhada, o Delegado  Victor Meira Toscano Pereira assume a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico. O titular da Delegacia será Cley Anderdson de Queiroz Rodrigues.

Veja nomes de mais delegados que assumiram, de acordo com publicação no Diário Oficial de Pernambuco:

Custódia – Andrei Fragoso Rocha de Oliveira

Arcoverde – Dinter II – Walks Pacheco Sobreira Filho 23ª de Homicídios

São José do Egito – Paulo Henrique Gil de Medeiros

Iguaracy – Marcos Virgínio Souto

Santa Terezinha – rodrigo Passos de Albuquerque

Tuparetama – Allisson Nunes Eulampio

Brejinho – Ênio da Silva Maya

Solidão – Marcelo Francisco dos Santos Silva

Ingazeira – Ricardo Costa de Lima

Carnaíba – Guilherme Augusto Cruz Andrade

Quixaba – Natasha Dolci

Santa Cruz da Baixa Verde –Alessandro Menezes Orico

Floresta – Alexandre Barros da Fonseca

Com emenda de Armando, gestão Sebastião Dias inicia pavimentação de ruas em Tabira‏

Em Tabira, a gestão  Sebastião Dias  (PTB) estará realizando a pavimentação de 10 ruas em vários bairros da cidade. Os recursos para a execução das obras são da emenda do então senador, hoje Ministro de Estado, Armando Monteiro Neto. O Convênio celebrado entre a Prefeitura de Tabira e o Ministério das Cidades, via Caixa, Contrato […]

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Em Tabira, a gestão  Sebastião Dias  (PTB) estará realizando a pavimentação de 10 ruas em vários bairros da cidade. Os recursos para a execução das obras são da emenda do então senador, hoje Ministro de Estado, Armando Monteiro Neto.

O Convênio celebrado entre a Prefeitura de Tabira e o Ministério das Cidades, via Caixa, Contrato de Repasse 806488/2014 foi aprovado pela CEF (Caixa Econômica Federal) no valor de R$ 749.500,00 (setecentos e quarenta e nove mil e quinhentos reais).

A empresa RM Construção Ltda, vencedora do processo licitatório recebeu a ordem de serviço para iniciar os trabalhos.

As ruas contempladas são: Travessa Santa Luzia e Rua Projetada 02, no Bairro Vitorino Gomes; Rua Projetada e Maria Gouveia de Moraes, Bairro das Missões; Rua Martins Lopes da Silva, Bairro de Fátima, Rua Antônia Alexandrina de Menezes, Ruas Projetada 03 e 04, nos Barreiros, Rua Patrício Alves Pequeno, Jureminha e Travessa Minervina Goes Pires, no Bairro João Cordeiro, bem como rampas de acessibilidade.

“Nossa vontade é de atender a todas as ruas que precisam de pavimentação. Fizemos vários projetos, estamos agora aguardando as liberações. A liberação da emenda beneficiará 10 (dez) ruas”, acrescentou segundo nota.

Rogaciano Jorge registra candidatura à presidência da Câmara de São José do Egito

Esta sexta-feira (30) até às 13h foi o prazo limite para registro de candidaturas aos cargos da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de São José do Egito para o biênio 2017-2018. Pela manhã vereadores do grupo do prefeito eleito Evandro Valadares protocolaram requerimentos para concorrerem nas eleições do próximo domingo (1º). O parlamentar Rogaciano […]

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Mesa Diretora da Câmara SJE: Rogaciano Jorge, Beto de Marreco, Ana Maria de Romerinho e Flávio Jucá disputam presidência, vice, 1º e 2º secretários, respectivamente. Do saojosedoegito.net

Esta sexta-feira (30) até às 13h foi o prazo limite para registro de candidaturas aos cargos da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de São José do Egito para o biênio 2017-2018.

Pela manhã vereadores do grupo do prefeito eleito Evandro Valadares protocolaram requerimentos para concorrerem nas eleições do próximo domingo (1º).

O parlamentar Rogaciano Jorge (PSB) registrou sua candidatura à presidência do Poder Legislativo numa composição com Beto de Marreco para vice, Ana Maria de Romerinho e Flávio Jucá para 1º e 2º secretários respectivamente.

Após os registros dessa nova composição os vereadores Rogaciano, Beto, Ana Maria e Flávio concederam entrevista na Rádio Gazeta FM.

A eleição à Mesa Diretora da Câmara SJE deve acontecer na sede daquele poder no próximo domingo (1º) após a sessão solene de posse dos eleitos, esta que acontecerá no Centro de Inclusão Digital.

Afogados da Ingazeira atinge meta de vacinação contra a poliomielite

Nesta segunda-feira (17), o secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim, anunciou em suas redes sociais uma importante conquista para a saúde do município: a meta de vacinação contra a poliomielite foi alcançada. “Hoje informamos à nossa população que conseguimos atingir a meta da campanha contra a poliomielite em nossa cidade. O Ministério […]

Nesta segunda-feira (17), o secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim, anunciou em suas redes sociais uma importante conquista para a saúde do município: a meta de vacinação contra a poliomielite foi alcançada.

“Hoje informamos à nossa população que conseguimos atingir a meta da campanha contra a poliomielite em nossa cidade. O Ministério da Saúde estipulou o percentual de 95% de crianças a serem vacinadas e nós atingimos 96,36%, ou seja, 2.120 crianças de um total de 2.200. Assim, garantimos segurança à população, principalmente às crianças, que poderão se desenvolver sem apresentar algum tipo de paralisia em consequência da infecção pelo vírus da poliomielite,” escreveu Amorim.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença viral que pode causar paralisia permanente. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, e alcançar a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é crucial para manter a doença erradicada no país.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde era vacinar 95% das crianças, mas Afogados da Ingazeira conseguiu superar essa marca, alcançando 96,36%. Isso significa que 2.120 crianças foram vacinadas de um total de 2.200, garantindo um nível de imunização adequado para proteger a comunidade.

Apesar do sucesso, ainda há 80 crianças que não foram vacinadas. Artur Amorim fez um apelo às mães e responsáveis para que levem seus filhos às Unidades Básicas de Saúde (UBS) mais próximas para garantir que todas as crianças estejam protegidas contra a poliomielite.

“As mães que ainda não levaram seus filhos (as) para vacinar, 80 crianças, procurem a UBS mais próxima,” pediu o secretário.

Semana do Sono 2024 contará com ações no Hospital São Vicente em Serra Talhada

Ação Nacional da Associação Brasileira do Sono oferece eventos gratuitos para todos os públicos A Semana do Sono, evento anual da Associação Brasileira do Sono (ABS), está de volta em 2024 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do sono para a saúde física e mental. Com o tema “Oportunidade de sono […]

Ação Nacional da Associação Brasileira do Sono oferece eventos gratuitos para todos os públicos

A Semana do Sono, evento anual da Associação Brasileira do Sono (ABS), está de volta em 2024 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do sono para a saúde física e mental.

Com o tema “Oportunidade de sono a todos para saúde global”, a campanha deste ano destaca a necessidade de garantir um sono de qualidade para todas as pessoas, independentemente de sua idade, renda ou localização.

A Semana do Sono será realizada de 11 a 17 de março e contará com uma programação diversificada de eventos gratuitos, tanto presenciais quanto online. A programação completa pode ser consultada clicando aqui.

No dia 14 de março, às 18h, o Hospital São Vicente, em Serra Talhada, sediará um ciclo de palestras especialmente direcionado a estudantes e profissionais de saúde.