Carnaval: Fundarpe diz que atrações sem tradição cultural não tem bênção da entidade. “Edital impedia”
Por Nill Júnior
O Gerente de Equipamentos Culturais da Fundarpe, André Brasileiro, esteve participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. O programa foi gerado em parte dos estúdios da Rádio SEI, cedidos pela tradição da cobertura da emissora, no Ritmo de Pernambuco.A entrevista também foi ao ar nas Rádios Cidade FM, Cultura FM e Gazeta FM.
Ele disse que não parte da entidade ou do governo do Estado a decisão de trazer atrações sem relação direta com a festa de momo, como chegou a ser verificado em alguns pólos do Estado, como Salgueiro, para dar um exemplo, que optou para, entre as atrações,trazer Gabriel Diniz e Maiara e Maraisa no bojo da programação.
“A Fundarpe só contratou artistas de Pernambuco. Acho que a única exceção foi Elba Ramalho que divulgou nosso frevo para o mundo e é cidadã pernambucana. O próprio edital já colocava impedimento para atrações como forró eletrônico, estilizado, brega, arroxa, sertanejo e pagode estilizado”, afirmou, deixando claro ter sido das prefeituras a decisão.
Perguntado sobre a possibilidade de condicionar ainda mais o apoio à vinculação ao estado, Brasileiro disse que prefere aguardar a conscientização dos gestores para a importância de valorizar Pernambuco. “É uma atividade de formação. Com o tempo as prefeituras vão começando a ver a verdadeira força dos nossos ritmos, da nossa música. Não se deve colocar muros”.
Mas alertou: “cada coisa tem sua época. A música popular nordestina e popular brasileira tem importância tão grande que a gente tem mais que valorizar”. Ele disse que nos próximos anos não está descartado apoio a outras cidades. Lembrado sobre a tradição dos Tabaqueiros em Afogados da Ingazeira, disse que a cidade que tem manifestações culturais dessa natureza já sai na frente. Ao todo, são 40 cidades apoiadas este ano com R$ 15,5 milhões investidos e mais de 300 atrações.
Disputados entre Márcia Conrado e Luciano Duque nas eleições deste ano, tendo optado pela atual prefeita do PT, os irmãos Oliveira tem um histórico de posições polêmicas em votações chave na história recente. O AVANTE integra o chamado Centrão, conhecido por mudar de posição ao sabor dos ventos. É o partido por exemplo escolhido pelo […]
Disputados entre Márcia Conrado e Luciano Duque nas eleições deste ano, tendo optado pela atual prefeita do PT, os irmãos Oliveira tem um histórico de posições polêmicas em votações chave na história recente.
O AVANTE integra o chamado Centrão, conhecido por mudar de posição ao sabor dos ventos. É o partido por exemplo escolhido pelo empresário Alexandre Correa, 52, ex-marido e acusado de agredir Ana Hickmann, 43, anunciou, para disputar a Câmara de São Paulo.
Sebastião e Waldemar Oliveira tem enorme protagonismo da legenda. Um é presidente estadual do AVANTE, com forte poder político. O outro, Deputado Federal depois que o primeiro disputou o cargo de vice-governador na chapa de Marília Arraes. É vice-lider do governo Lula.
Ontem, chamou atenção a abstenção de Waldemar Oliveira no julgamento da prisão de Chiquinho Brazão, depois de anunciar que votaria pela manutenção da prisão. Na política, abstenção, em cima do muro é na verdade tomar partido. Em uma disputa pelo que é justo e correto, se abster é tomar o lado do opressor. Neste caso, de todo o entorno que cerca o clã Brasão, das milicias ao crime organizado.
O irmão, Sebastião Oliveira, já fora questionado no governo Temer, pelo voto a favor da reforma tributária, que tirou direitos dos trabalhadores, aprovada em 2017.
Também votou a favor reforma da previdência em 2019, também no governo Temer. Para as centrais sindicais, ela retirou direitos do trabalhadores sem mexer nos privilégios da elite econômica, obtendo maioria dos votos. À época, Sebastião era do PL.
Outra abstenção polêmica dos Oliveira partiu de Sebastião, no processo de impeachment contra Dilma Roussef, que lhe rende questionamentos até hoje.
Em agosto de 2017, a Câmara aprovou o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava a rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Sebastião Oliveira seguiu o relator e ajudou a salvar Temer do STF.
Um dia depois de ter um habeas corpus preventivo negado por unanimidade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à rádio Metrópole, de Salvador (BA), que, “se não provarem um real na minha conta, terei que ser considerado um preso político”. “E eles, então, terão que […]
Um dia depois de ter um habeas corpus preventivo negado por unanimidade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à rádio Metrópole, de Salvador (BA), que, “se não provarem um real na minha conta, terei que ser considerado um preso político”. “E eles, então, terão que arcar com o preço de decretar minha prisão”, acrescentou.
Em 24 de janeiro, o petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso que envolve o tríplex do Guarujá. Menos de um mês depois, em 20 de fevereiro, a defesa do ex-presidente entregou um embargo de declaração. Após o julgamento do recurso, Lula pode ser preso. A última esperança dos advogados é um outro pedido de habeas corpus apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a prisão após a condenação em segunda instância. Além do caso do tríplex, o ex-presidente é réu em outros seis processos na Justiça Federal.
Ainda na entrevista, Lula afirma que não cogita deixar o Brasil ou pedir asilo político em alguma Embaixada. “Eu vou para a minha casa. Sou brasileiro, amo este país. Tenho certeza do que fiz por este país, tenho certeza do que posso fazer por este país e eles sabem que, neste momento, possivelmente, eu seja uma das poucas pessoas que possa consertar o estrago que eles fizeram”, disparou o ex-presidente.
Confirmado pelo PT como pré-candidato à Presidência da República, Lula disse, em tom de campanha, que é uma “unanimidade” e que poderia vencer as eleições no primeiro turno. Por isso, segundo o ex-presidente, seus adversários queriam tirá-lo da corrida eleitoral para ter “duas vagas em disputa”. “A verdade é que eles não conseguiram construir candidatura por que não têm o que falar para o povo brasileiro. Gente que só fala em corte e toda vez que eles cortam é em prejuízo do povo. Ninguém fala em cortar nada dos ricos? É só dos pobres? É só dos trabalhadores? São quase 13 milhões de desempregados”, avaliou.
“Como é que eu posso me conformar quando eu vejo uma elite perversa entregando esse país a meia dúzia de pessoas? […] ‘Ah, mas o mercado não quer o Lula’. Eu não vou pedir voto para o mercado. Se o mercado quiser votar nos outros, vota. Eu vou conversar com o povo brasileiro”, concluiu o ex-presidente, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Planalto.
TRE-PE estipulou o pagamento de multa ao parlamentar O deputado federal Carlos Veras (PT), que pretende se reeleger nas eleições gerais deste ano, foi condenado por utilizar outdoors para realizar atos de pré-campanha. A decisão unânime (por sete votos) foi proferida, na terça-feira (14), pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e atendeu […]
TRE-PE estipulou o pagamento de multa ao parlamentar
O deputado federal Carlos Veras (PT), que pretende se reeleger nas eleições gerais deste ano, foi condenado por utilizar outdoors para realizar atos de pré-campanha.
A decisão unânime (por sete votos) foi proferida, na terça-feira (14), pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e atendeu à representação proposta pelo Ministério Público Eleitoral em Pernambuco. A punição imposta ao parlamentar foi o pagamento de multa no valor de R$ 7,5 mil.
Conforme consta no processo, Carlos Veras realizou propaganda antecipada, por meio vedado na legislação eleitoral (outdoors), a pretexto de divulgação de ato parlamentar e parabenização pelo aniversário do ex-presidente Lula. Para isso, foram fixados dois outdoors nas rodovias BR 423 e PE 300, nas entradas para o Município de Águas Belas (PE), que é o seu reduto eleitoral.
Em um deles há fotografia de Carlos Veras e informação do projeto de lei sobre “vale-gás”; e no outro, constam imagens de Lula e do parlamentar com felicitações em virtude do aniversário do ex-presidente.
O promotor da 64ª Zona Eleitoral propôs “notícia de irregularidade em propaganda eleitoral” e o juiz eleitoral, no exercício do poder de polícia, determinou remoção dos outdoors, o que foi cumprido pelo deputado.
Em sua defesa, Carlos Veras alegou que não tinha conhecimento da divulgação dos outdoors e, assim que soube, providenciou a imediata retirada das mídias. O TRE considerou ser impossível o deputado não ter tido prévio conhecimento da propaganda, já que as peças de dimensões consideráveis foram fixadas nos dois acessos principais do Município.
Irregularidades – Acatando as argumentações do MP Eleitoral, o TRE considerou comprovada a prática de propaganda antecipada, pois foi realizada antes do período permitido (16 de agosto) e por meio ilícito (uso de outdoors).
Segundo o procurador regional eleitoral auxiliar, Adílson Amaral, “a decisão é extremamente importante, pois se soma a outros acórdãos no mesmo sentido, a sinalizar que o TRE/PE não irá admitir o uso de meios proscritos (outdoor) nem antes, nem durante a campanha eleitoral, por serem formas de propaganda de alto custo, acessíveis apenas a candidatos melhor providos de recursos financeiros, sendo capazes de pôr em risco o equilíbrio da disputa eleitoral”.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta terça-feira (10) decisão do ministro Teori Zavascki que soltou, no início de dezembro, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, investigado pela Operação Lava Jato. Suspeito de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras, ele continuará livre, mas impedido de deixar o Brasil, já que […]
O fato de manter valores no exterior, por si só não constitui motivo suficiente para supor risco de fuga” – Teori Zavascki, ministro do STF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta terça-feira (10) decisão do ministro Teori Zavascki que soltou, no início de dezembro, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, investigado pela Operação Lava Jato.
Suspeito de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras, ele continuará livre, mas impedido de deixar o Brasil, já que teve o passaporte apreendido.
Na sessão, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, manteve sua posição pela manutenção da liberdade do ex-dirigente da estatal. Os ministros Cármen Lúcia e Gilmar Mendes concordaram com o relator, sustentando que a prisão preventiva é uma medida “excepecional” e que não se justifica no caso de Duque.
Risco de fuga: Em seu voto, Zavascki disse que a decisão da primeira instância que decretou a prisão preventiva de Duque, no final de novembro, não demonstrou haver risco de ele fugir do país.
“O fato de manter valores no exterior, por si só não constitui motivo suficiente para supor risco de fuga. […] Não se pode dizer que qualquer dos réus não tenha recurso para fugir do país. Se fosse fundamento legitimo, teríamos que decretar prisão preventiva de modo geral e absoluto para todos os investigados”, disse Zavascki.
Além disso, disse que as decisões das instâncias superiores – Tribunal Regional Federal da 4ª Região e Superior Tribunal de Justiça – acrescentaram outras fundamentações que não estavam presentes na primeira decisão, o que contraria a jurisprudência do STF.
A decisão do STF contraria pedido da Procuradoria Geral da República em favor de uma nova prisão de Duque. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou o risco de fuga, pelo fato de Duque manter recursos no exterior, segundo as investigações da Lava Jato. (G1)
Diário de Pernambuco Ainda sem definição sobre a data de retorno às aulas presenciais, a Secretaria Estadual de Educação e Esportes, divulga, nesta quarta-feira (15), o protocolo setorial para a área de educação em Pernambuco. O documento – aplicado para a educação básica, ensino superior e cursos livres (de idiomas, técnicos, qualificação profissional e outros) – […]
Ainda sem definição sobre a data de retorno às aulas presenciais, a Secretaria Estadual de Educação e Esportes, divulga, nesta quarta-feira (15), o protocolo setorial para a área de educação em Pernambuco. O documento – aplicado para a educação básica, ensino superior e cursos livres (de idiomas, técnicos, qualificação profissional e outros) – estabelece regras sobre distanciamento social, medidas de proteção, monitoramento e comunicação.
O documento, que será detalhado em coletiva de imprensa a partir das 16h, ficará disponível para consulta pública e eventuais contribuições até o dia 24 de julho no site da Secretaria de Educação.
“Nosso objetivo ao divulgar o protocolo setorial da educação é fazer com que as instituições de ensino possam realizar seu planejamento e tomar as providências necessárias para o retorno dos estudantes às salas de aula. É importante ressaltar que as instituições, sejam das redes pública ou privada, poderão estabelecer protocolos com medidas complementares, desde que sigam as orientações gerais do documento apresentado”, afirmou o secretário de Educação e Esportes do Estado, Fred Amancio.
Entre as determinações definidas pelo estado, está a definição da distância mínima de um metro e meio entre os estudantes, trabalhadores em educação e colaboradores em todos os ambientes da unidade de ensino.
Como consequência, a equipe gestora deve observar o número de alunos por turma, reduzindo a quantidade se necessário, inclusive com a possibilidade de adoção de um sistema de rodízio nas escolas. Outra medida é a promoção de diferentes intervalos de entrada, saída e alimentação para evitar aglomerações nas dependências da escola.
O protocolo setorial também prevê o adiamento de todo e qualquer evento presencial na escola e a suspensão das atividades esportivas coletivas. Os estudantes, trabalhadores em educação e demais colaboradores devem receber orientações para evitarem contatos próximos, como apertos de mãos, beijos e abraços. Os horários das refeições devem ser alternados e a escola deve estabelecer o distanciamento de dois metros durante a alimentação dos estudantes.
Em relação à higiene, é obrigatório o uso de máscara por todas as dependências das unidades de ensino – devendo ser observadas orientações específicas quando se tratar de crianças até dois anos de idade – e acomodá-la, quando não estiverem sendo utilizadas, em sacos plásticos, por exemplo, na hora das refeições.
Álcool 70% e locais para lavagem frequente das mãos devem estar disponíveis para a higienização de todos os que frequentam o estabelecimento de ensino; e deve haver reforço da limpeza e desinfecção dos ambientes e das superfícies mais tocadas, como mesas, cadeiras, maçanetas, banheiros e áreas comuns, antes e durante o expediente.
Monitoramento
As instituições de ensino devem utilizar intensivamente os meios de comunicação disponíveis (comunicação interna e redes sociais) para orientar os estudantes, trabalhadores em educação e colaboradores em ações de higiene necessária para as mãos e objetos, utilização e troca da máscara de proteção e como se alimentar com segurança. Além disso, cartilhas com orientações sobre os cuidados básicos da Covid-19 devem ser elaboradas e disponibilizadas pela internet, e cartazes afixados em pontos estratégicos.
O documento prevê também esclarecimentos sobre os protocolos a serem seguidos em caso de suspeita, confirmação ou contato com pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Estes protocolos vão desde o cumprimento do isolamento social de 14 dias ao acesso do aplicativo Atende em Casa, onde é possível receber orientações sobre como proceder com os cuidados e a necessidade de procurar o serviço de saúde.
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