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Carlos Veras solicita apuração sobre conduta da PM em protesto no Recife

Por Nill Júnior

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal CarlosVeras solicitou apuração de conduta da Polícia Militar de Pernambuco em protesto no Recife.

Os ofícios foram dirigidos ao Governador  de Pernambuco Paulo Câmara, além da Secretaria de Defesa Social, Procuradoria Geral de Justiça e Corregedoria de Polícia Militar sobre a conduta da Polícia Militar durante a manifestação neste sábado (29).

Imagens mostram também que um policial militar disparou spray de pimenta diretamente no rosto da vereadora Liana Cirne Lins (PT). Um dos vídeos mostra o momento da agressão à vereadora, que cai de imediato no chão.

Para Veras, as imagens, tanto em relação a Lins, quanto em relação a outros manifestantes, indicam, além da violação da integridade física, violação das normas sobre uso da força por agentes de segurança e aos direitos à liberdade de expressão e manifestação, garantidos no direito nacional e no direito internacional dos direitos humanos.

Saiba mais: Os princípios sobre uso da força estão contidos na portaria interministerial 4.226, de 31 de dezembro de 2010; no Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169, de 17 de dezembro de 1979; bem como os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, e os Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61, de 24 de maio de 1989.

O direito ao protesto é reconhecido por diversos instrumentos das Nações Unidas. Considera-se que o direito a se manifestar é essencial não só para a promoção e defesa dos direitos humanos, mas também para a democracia e o pluralismo. A Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão, da Organização dos Estados Americanos, estabelece que a liberdade de expressão, em todas as suas formas e manifestações, é um direito fundamental e inalienável, requisito indispensável para a própria existência de uma sociedade democrática, e que toda pessoa tem o direito de externar suas opiniões.

Outras Notícias

Governo Bolsonaro pediu propina de um dólar por dose de vacina, diz jornal

Mais um indício de corrupção do governo de Jair Bolsonaro surgiu na noite desta terça-feira (29): um pedido de propina. Um representante de empresa vendedora de vacinas afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. De acordo com Luiz […]

Mais um indício de corrupção do governo de Jair Bolsonaro surgiu na noite desta terça-feira (29): um pedido de propina.

Um representante de empresa vendedora de vacinas afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

De acordo com Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresentou ao jornal como representante da Davati Medical Supply, o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria cobrado a propina em 25 de fevereiro, durante jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, no Distrito Federal.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro, mencionado em denúncia à CPI da Covid pelos irmãos Miranda.

A Davati entrou em contato como o Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca com uma proposta de US$ 3,5 por dose (depois disso passou a US$ 15,5), informa o jornal.

“O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa”, disse Dominguetti à jornalista Constança Rezende.

Perguntado pela reportagem qual seria essa ‘forma’ de propina ao governo Bolsonaro, Dominguetti respondeu: “Acrescentar 1 dólar”, por dose, segundo ele. “E, olha, foi uma coisa estranha porque não estava só eu, estavam ele [Dias] e mais dois. Era um militar do Exército e um empresário lá de Brasília.”

Dois morrem em acidente na PE 337, próximo a Sítio dos Nunes

Pelo menos duas pessoas morreram em um acidente no final  da tarde dessa terça (19) na PE 337, próximo ao Distrito de Sítio dos Nunes, Município de Flores. Segundo as primeiras informações, um veículo Fiat Uno, placas não informadas, tentou ultrapassar um segundo veículo em um  trecho sinuoso da pista. O motorista perdeu o controle […]

Foto: Fátima PE Notícias

Pelo menos duas pessoas morreram em um acidente no final  da tarde dessa terça (19) na PE 337, próximo ao Distrito de Sítio dos Nunes, Município de Flores.

Segundo as primeiras informações, um veículo Fiat Uno, placas não informadas, tentou ultrapassar um segundo veículo em um  trecho sinuoso da pista.

O motorista perdeu o controle e capotou, saindo da pista. Ele veio a capitar várias vezes. Não há confirmação, mas pela violência da capotagem, presume-se que pode ter havido excesso de velocidade.

Os dois ocupantes do veículo, moradores do Distrito de Sítio dos Nunes, município de Flores, morreram no local.

STF rejeita denúncia contra Aécio Neves em relação ao Projeto Madeira

Em sessão virtual, Plenário avaliou que a PGR não conseguiu demonstrar como o então governador de MG teria ajudado construtoras na licitação das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) […]

Em sessão virtual, Plenário avaliou que a PGR não conseguiu demonstrar como o então governador de MG teria ajudado construtoras na licitação das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) pela suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a licitação das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO). A decisão se deu na sessão virtual finalizada em 25/11, no julgamento do Inquérito (INQ) 4436.

Segundo a denúncia, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2010, quando era governador de Minas Gerais, Aécio teria recebido vantagens indevidas do Grupo Odebrecht e da Construtora Andrade Gutierrez para intervir em assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios das usinas, chamado de Projeto Madeira.

Requisitos ausentes

Em seu voto pela rejeição da denúncia, o relator, ministro Edson Fachin, assinalou que, segundo a PGR, a vantagem indevida teve por finalidade comprar o apoio parlamentar nas causas de interesse da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. No entanto, a acusação não aponta, entre as atribuições do cargo de governador, quais seriam os atos passíveis de negociação.

De acordo com o relator, sem expor o preceito legal, a interpretação jurisprudencial ou a doutrina que lhe dê suporte, a denúncia não atende aos requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal (CPP), pois não descreve quais atribuições conferidas aos cargos ocupados por Aécio teriam sido objeto da negociação que culminou, conforme a acusação, no pagamento de R$ 65 milhões de propina.

Narrativa genérica

Fachin também frisou que a PGR, na denúncia, usou uma narrativa “genérica e inadequada” ao alegar que Aécio teria promovido desentraves burocráticos relativos às usinas a pedido das empreiteiras e mediante solicitação de vantagem indevida. No entanto, não relaciona as funções públicas exercidas por ele na época dos fatos e a possibilidade material de agir em favor das empresas.

Assim, constatada a inviabilidade da denúncia em relação aos fatos que corresponderiam à corrupção passiva, fica prejudicado o exame da acusação sobre o crime de lavagem de dinheiro. Apesar de autônomo em relação ao delito antecedente, no caso, a PGR atribui a lavagem de dinheiro em razão de supostas ações subsequentes ao recebimento de vantagens indevidas decorrentes de corrupção passiva.

PGR

A denúncia foi apresentada em maio de 2020 e, posteriormente, a PGR se manifestou nos autos favoravelmente aos argumentos da defesa, solicitando sua rejeição. O fundamento seria o fato de que o Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019) impossibilitou o recebimento de denúncia baseada exclusivamente nas declarações de colaboradores premiados.

Sobre esse ponto, Fachin lembrou que as alterações legislativas já estavam em vigor desde janeiro de 2020 e, portanto, a viabilidade da denúncia já estava submetida ao Pacote Anticrime. “Não é crível, considerada a temeridade do ato, que o órgão acusatório tenha imputado graves fatos delituosos a agente público detentor de foro por prerrogativa de função perante o STF com base, apenas e tão somente, em declarações prestadas por colaboradores da justiça, em ofensa direta a dispositivo de lei em vigor”, ressaltou.

Em razão do reconhecimento da inépcia da inicial, porém, o ministro considerou prejudicado o pedido da PGR.

Outros acusados

A denúncia também foi rejeitada em relação a Dimas Fabiano Toledo, Alexandre Accioly Rocha e Ênio Augusto Pereira Silva, que teriam participado das negociações.

Aliados de Fabrizio Ferraz assumem direção do Consórcio de Itaparica e Moxotó

Aconteceu, nesta segunda (11), e eleição que definiu os membros que irão compor a direção do Consórcio dos Municípios do Sertão de Itaparica e Moxotó – COMSIM para o biênio 2021-2022. Para o cargo de presidente, Gustavo Caribé, atual prefeito de Belém do São Francisco, foi o escolhido. Washington Ângelo, prefeito de Tacaratu, e Rogério […]

Aconteceu, nesta segunda (11), e eleição que definiu os membros que irão compor a direção do Consórcio dos Municípios do Sertão de Itaparica e Moxotó – COMSIM para o biênio 2021-2022.

Para o cargo de presidente, Gustavo Caribé, atual prefeito de Belém do São Francisco, foi o escolhido. Washington Ângelo, prefeito de Tacaratu, e Rogério Ferreira, prefeito de Jatobá, ocuparão os cargos de vice-presidente e secretário, respectivamente.

A nova diretoria tem em comum um forte aliado, o deputado estadual Fabrizio Ferraz, que, mais uma vez, demonstra sua força política na região.

COMSIM – O Consórcio dos Municípios do Sertão de Itaparica e Moxotó- COMSIM é responsável por promover ações que contribuam para o desenvolvimento local e abrange temas como gestão administrativa, meio ambiente, resíduos sólidos e saneamento básico, economia, agricultura familiar, educação, saúde e outros. Os municípios consorciados são: Belém do São Francisco, Carnaubeira da Penha, Floresta, Ibimirim, Itacuruba, Jatobá, e Tacaratu.

Waldemar Borges comemora reeleição

Mesmo com a baixa generalizada na votação para Deputado Estadual e Deputado Federal, com duas exceções do PSB (Delegada Gleide Ângelo e João Campos), Waldemar Borges reeleito para o terceiro mandato, saiu maior politicamente. Entre os eleitos da Frente Popular, foi o majoritário em Pesqueira, Arcoverde, Pedra, Alagoinha, Sanharó, Afogados da Ingazeira, Bezerros e Gravatá, […]

Mesmo com a baixa generalizada na votação para Deputado Estadual e Deputado Federal, com duas exceções do PSB (Delegada Gleide Ângelo e João Campos), Waldemar Borges reeleito para o terceiro mandato, saiu maior politicamente.

Entre os eleitos da Frente Popular, foi o majoritário em Pesqueira, Arcoverde, Pedra, Alagoinha, Sanharó, Afogados da Ingazeira, Bezerros e Gravatá, onde se consolida como sua principal base.

Lá, derrotou fragorosamente o Prefeito Joaquim Neto que não fez nenhum candidato majoritário. Borges pode ser a aposta do palácio para 2020 na cidade.