Carlos Veras articula pátios multiusos para Tabira e mais quatro municípios do Pajeú
Por André Luis
Através da CODEVASF, o deputado federal Carlos Veras (PT-PE) articulou a construção de seis pátios multiusos para Tabira e mais quatro municípios do Sertão do Pajeú (Tuparetama, São José do Egito, Solidão e Santa Terezinha).
Os equipamentos públicos serão utilizados para atividades de cultura, esporte e lazer da população. As obras devem ser iniciadas já em dezembro deste ano.
A reunião para apresentar o projeto e definir os critérios ocorreu neste sábado (30), na cidade de Tabira, com a presença de prefeitos, vereadores/as e lideranças dos referidos municípios.
“Estamos buscando recursos na CODESVASF e em todos as fontes públicas e privadas para trazer qualidade de vida para a população e desenvolvimento econômico para Tabira e toda a região do Pajeú, independentemente das cores partidárias, porque o bem do povo sempre deve estar acima dos interesses dos campos partidários. Seguimos na linha do presidente Lula de unir e reconstruir o Brasil”, afirma Carlos Veras.
Menos de 24 horas depois da morte do Deputado Estadual, Manoel Santos, que será cremado nesta terça (21), mais um duro golpe para o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. Morreu, há pouco, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde estava hospitalizado há mais de três meses, tentando se recuperar de consequências geradas por uma […]
Menos de 24 horas depois da morte do Deputado Estadual, Manoel Santos, que será cremado nesta terça (21), mais um duro golpe para o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco.
Morreu, há pouco, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde estava hospitalizado há mais de três meses, tentando se recuperar de consequências geradas por uma cirurgia no coração, o ex-deputado federal Pedro Eugênio (PT), 66 anos.
O seu estado de saúde havia se agravado nos últimos dias, com sequelas decorrentes de uma cirurgia coronariana. Fala-se em erro médico na cirurgia, mas oficialmente não foi divulgada a real causa de agravamento.
Pedro Eugênio e Manoel Santos: duplo baque para o PT de Pernambuco
Em maio de 2010, Pedro Eugênio (PT) passou pelo primeiro grande susto. Ele teve um mal estar enquanto participava de uma solenidade na sede da Amupe, quando foi internado. Na ocasião, recebeu os primeiros socorros do então prefeito de Serra Talhada Carlos Evandro, e foi levado para o Hospital Português. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência para corrigir uma lesão na camada da aorta torácica, tendo alta pouco depois.
Mas, surgiram mais complicações da doença que determinaram a necessidade permanente de acompanhamento. Após a eleição de 2014, Pedro se dedicou ao tratamento. O caminho foi uma nova intervenção cirúrgica. Mas o procedimento não foi bem sucedido. Pedro passou vários dias na UTI.
Pedro com sua equipe, em um dos últimos registros. Reprodução: Facebook
História: Pedro Eugênio formou-se em Economia pela UFPE em 1975, obtendo em seguida o mestrado e tornando-se professor da mesma universidade. Foi nomeado Secretário da Agricultura do governo de Pernambuco em 1987, assumindo mais tarde as pastas do Planejamento (1989-1990) e da Fazenda (1995-1996). Elegeu-se deputado estadual pelo PSB em 1994.
Ex-secretário de Fazenda e Planejamento de Arraes, Eugênio militou por parte da sua vida pública no PSB, tendo depois se transferido para o Partido dos Trabalhadores.
Em 1998, ainda pelo PSB, foi eleito deputado federal. No ano seguinte filiou-se ao PPS. Voltou à Câmara nas eleições de 2006, já peloPT, reelegendo-se em 2010.
O Deputado Estadual Diogo Moraes (PSB) disse hoje em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que não descarta buscar o apoio de José e Anchieta Patriota nas cidades de Afogados da Ingazeira e Carnaíba. “Somos do mesmo partido. Estamos nos colocando a disposição de Patriota e Anchieta para através do nosso nome ter […]
O Deputado Estadual Diogo Moraes (PSB) disse hoje em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que não descarta buscar o apoio de José e Anchieta Patriota nas cidades de Afogados da Ingazeira e Carnaíba.
“Somos do mesmo partido. Estamos nos colocando a disposição de Patriota e Anchieta para através do nosso nome ter uma voz forte na Alepe representando a região. Em dois anos mostramos muitas ações. Quero que isso se expanda. Estive com Anchieta e com Patriota e conversamos bastante”, revelou.
O Deputado disse que não se sente entrave para a decisão de José Patriota de não disputar a ALEPE. Diogo passou a ter bases eleitorais em cidades no Pajeú e Moxotó que nas contas dos matemáticos de plantão poderiam viabilizar o projeto do presidente da AMUPE. “Na verdade, ele fez uma avaliação sobre a questão macro para Afogados, que precisa de sua gestão. Chegamos para somar e não para atrapalhar”.
Diogo destacou seu empenho em levar água para Santa Rosa, com o projeto executivo encaminhado, a luta pela pavimentação das rodovias entre Ingazeira e o 49 e a PE 310, junto com emenda de Gonzaga, reduzindo ligação entre Custódia e Iguaracy. “Estamos também brigando pela recuperação da PE 275. A estrada não serve mais”. Também falou do projeto do Distrito Industrial de Sertânia.
Na região, Moraes tem apoio de nomes como Ângelo Ferreira (Sertânia), Lino Morais (Ingazeira), Antonio Pezão (Quixaba), Edleuza Godê (Solidão), além de do vice-prefeito de Alagoinha, Ciba e vereadores, do vice da Pedra, Mecinho, além de sua base na região de Santa Cruz do Capibaribe. Em 2014 ele teve 44.562 votos.
O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, vem nesse momento tão doloroso para Afogados e o Pajeú, externar o seu profundo pesar pelo falecimento do Monsenhor João Carlos Acioly Paz. O Prefeito destacou que Padre João, como todos nós, carinhosamente, o chamávamos, “sempre exibiu a austeridade e a firmeza dos justos nos seus atos; […]
O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, vem nesse momento tão doloroso para Afogados e o Pajeú, externar o seu profundo pesar pelo falecimento do Monsenhor João Carlos Acioly Paz.
O Prefeito destacou que Padre João, como todos nós, carinhosamente, o chamávamos, “sempre exibiu a austeridade e a firmeza dos justos nos seus atos; e a ponderação e justiça dos sábios em seus conselhos. Profundo erudito, era um incentivador da cultura e da educação em toda a região. Um grande orientador da atividade política. Um verdadeiro alicerce da família, da fé e do amor ao próximo”.
“Um Humanista acima de tudo. Hoje, Afogados e o Pajeú perderam um de seus principais exemplos de vida cristã, e referência na conduta moral e ética de nossa vida em sociedade,” finalizou o Prefeito Alessandro Palmeira. A Prefeitura de Afogados da Ingazeira decretou luto oficial de três dias.
Prefeitura de Afogados da Ingazeira
O nosso vigário, o Monsenhor João Carlos Acioly Paz, Pároco de Tuparetama e Vigário Geral da Diocese, parte para os braços de Jesus nesta sexta-feira da Paixão. Há de haver um propósito maior a sua passagem acontecer no dia em que a igreja congrega a morte do filho de Deus. Tuparetama e toda a comunidade cristã do Pajeú, lamenta e chora a sua partida.
Monsenhor João Carlos, além de conduzir a Paróquia do Sagrado Coração, era nosso amigo de longas datas. Ele e Raquel foram colegas de sala no Colégio Normal Estadual de Afogados da Ingazeira.
Neste momento de dor e tristeza, nos abraçamos a toda comunidade católica do Sertão do Pajeú, que neste dia chora e lamenta a partida precoce do Padre João, que em mais de 40 anos de sacerdócio difundiu o evangelho do Cristo Ressuscitado.
Fica aqui nossa eterna gratidão.
Prefeito Sávio Torres, Raquel e família.
Considerando o pesar que se abateu sobre a região do Pajeú, com o falecimento do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, ocorrido no dia hoje, 15 de abril de 2022, bem como o fato de que o Monsenhor foi pároco da comunidade de Santa Rosa de Lima, integrante da Paróquia de João José, neste Município, prestando efetivos serviços ao povo Ingazeirense;
Considerando que Monsenhor João Carlos Acioly Paz, prestou efetivo serviços públicos comunitários e religiosos na qualidade de padre de diversas Cidades do Pajeú, também como vigário geral da Diocese de Afogados da Ingazeira e Presidente da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios; o carinho que a comunidade da Ingazeira tem pelo Vigário, dedicado que foi e exemplar homem de Deus, Monsenhor João Carlos Acioly Paz, decreta por três dias em todo o território do Município da Ingazeira, em sinal de pesar pela morte do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, popularmente conhecido como “Padre João”, ficando durante este período a bandeira do Município hasteada a meio mastro.
Luciano Torres Martins – Prefeito de Ingazeira
Recebi com imenso pesar a notícia do falecimento do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, ocorrido na tarde desta sexta-feira, me uno em oração aos seus familiares e amigos, pedimos ao Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a vida, que acolha com misericórdia e conceda ao Monsenhor João Carlos Acioly Paz o descanso eterno e a justa recompensa por tudo o que ensinou e fez.
Consola-nos a confiança de sua páscoa e a esperança de que esse nosso irmão partilhava da certeza que nos foi deixada pelo apóstolo de que a “a coroa da justiça” está reservada para ele pelo Senhor, o Justo Juiz, que dará essa coroa, não somente a ele, “mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação” (2 Tm 4,8).
Zeinha Torres – Prefeito de Iguaracy
Queremos externar a toda comunidade católica, nosso pesar pela perda do Monsenhor João Carlos Acioly, vigário geral que prestou inestimáveis serviços ao nosso Pajeú.
Anchieta Patriota – Prefeito de Carnaíba
Hoje eu perdi um amigo, ele era Monsenhor. Tínhamos a mesma idade. Os nossos destinos unidos pela origem humilde, pela simplicidade, pela mesma rua onde um dia moramos, e a mesma escola, onde juntos estudamos.
À certa altura da vida, o nosso caminho se bifurcou: ele seguiu a vida sacerdotal, e eu o da luta sindical e política. Mas sempre compartilhando os mesmos ideias de um mundo mais justo, menos desigual.
Meu amigo, ao longo da vida, ocupou vários cargos importantes, sempre desenvolvendo suas atividades com extrema honradez e competência.
O meu amigo se chamava João, e me foi um leal companheiro de jornada. Quantas vezes liguei para ele ao longo da vida para ouvir o seu conselho sábio, emoldurado por aquela voz sempre firme, segura, sensata.
Lembro da minha emoção ao ouvi-lo discursar em minha primeira posse como Prefeito de Afogados, ressaltando que pela primeira vez em sua história, a cidade tinha eleito um filho do povo. Assim como ele.
Quando descobri o câncer que me acomete, liguei para ele, para ouvir uma palavra não de consolo, mas de estímulo para poder continuar a vida. Quando ele descobriu o dele, me chamou para conversarmos sobre como enfrentar a doença.
Meu amigo foi um exemplo de vida, de dignidade, de sabedoria, de compromisso com o povo sofrido do Pajeú, de onde saíram nossas raizes e compromissos mais profundos.
Hoje Deus chamou meu amigo para junto de si. Não serei egoísta em reclamar a sua presença. Lá do alto, no bom lugar em que ele está, sei que ele olhará por nós. Quanto a mim, chorarei a saudade e consolarei a dor na lembrança do que vivemos, meu irmão, meu amigo, João Carlos Acioly Paz.
Minhas condolências a todos os familiares, amigos e admiradores, nesse momento tão triste para todos.
José Patriota – ex-prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente licenciado da Amupe
Comunicamos, com pesar, o falecimento do Monsenhor João Carlos Paz Acioly. Ele que foi Diretor-Presidente da Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira, foi também, Diretor Pedagógico da Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira – FAFOPAI, Hoje, Faculdade do Sertão do Pajeú – FASP; – AEDAI e também Professor de Filosofia, por 30 anos, dos Cursos de Letras, Pedagogia e História.
Monsenhor João Carlos teve papel fundamental na criação da Autarquia, bem como da /faculdade, participando efetivamente em todos os momentos, das discussões para sua implementação, conduzindo com muita competência o processo de criação e reconhecimento dos cursos de Letras e Matemática. Como professor foi, por várias vezes, homenageado.
De grande competência, seriedade e carisma, Padre João, como era chamado por todos, deixa um grande legado à AEDAI/FASP, à Diocese e à sociedade de Afogados da Ingazeira e toda a Região do Pajeú.
Externamos nossos agradecimentos e reconhecimento a esse homem de Deus e da academia, nosso eterno amigo, professor e diretor, que nessa Sexta-feira Santa, uniu a sua Via Crucis à cruz do Cristo, na firme esperança da ressurreição.
Com esse sentimento, os diretores, professores, alunos e funcionários com toda a Comunidade Acadêmica da AEDAI/FASP, externam seus mais profundos sentimentos, que Deus o receba na sua glória e conceda conforto aos seus familiares.
AEDAI/FASP
“Foi com profundo pesar que recebemos a notícia sobre o falecimento de Monsenhor João Carlos Acioly Paz. Incentivador da cultura e da educação de todo o Pajeú, o padre João foi um exemplo de firmeza, da prática da fé e de amor ao próximo. Nossa solidariedade aos familiares e amigos.”
Deputado federal Danilo Cabral
Monsenhor Acioly foi um grande Servo de Deus e um bom amigo para a nossa Diocese de Salgueiro. Ele exerceu o sacerdócio por mais de 37 anos em sua Diocese Afogados da Ingazeira. Como Doutor pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico (RJ), presidiu o Tribunal Eclesiástico do Regional Nordeste II da CNBB, responsável pela estruturação do espaço e interlocução com Dioceses de todo o Regional. Nossos sentimentos e orações a Diocese de Afogados e familiares do Monsenhor. Descanse em paz!
Diocese de Salgueiro
É com profunda de dor que recebemos a notícia do falecimento do nosso amigo, e compadre João Carlos Acioly Paz. Muito obrigado por suas orações, pela passagem marcante não como liderança religiosa de nossa Paróquia e sim por sua capacidade de unir pessoas, através da palavra divina e de sua postura invejável diante das adversidades.
Obrigado pelas bênçãos tão amorosas a nossa filha Pâmela Santana (sua afilhada). Eu e Lucila (minha esposa) e toda nossa família sentiremos muito sua falta. Aos familiares e amigos, desejo que Deus conforte os vossos corações neste momento de tamanha dor.
Marconi Martins Santana – Prefeito de Flores
É com imensa tristeza que recebemos a notícia da partida do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, Vigário Geral da Diocese de Afogados da Ingazeira. Com forte atuação eclesiástica por quase quatro décadas, Monsenhor João Carlos foi também um grande incentivador da educação e da cultura da nossa região, deixando um vasto legado para todos nós.
Em nome do município de Serra Talhada, os nossos sentimentos à Diocese e a todos os familiares. E que Deus o acolha em seu reino celestial.
Encerrando o giro da Frente Popular na região do Sertão do Araripe, nesta sexta-feira (24/08), o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara, comandou um comício para mais de sete mil pessoas em Araripina – ato que marcou o lançamento da campanha pela renovação do mandato da deputada estadual Roberta Arraes (PP). Os companheiros de […]
Encerrando o giro da Frente Popular na região do Sertão do Araripe, nesta sexta-feira (24/08), o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara, comandou um comício para mais de sete mil pessoas em Araripina – ato que marcou o lançamento da campanha pela renovação do mandato da deputada estadual Roberta Arraes (PP). Os companheiros de chapa do socialista e postulantes ao Senado, Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB), também participaram da atividade.
“Arapina sempre me emociona. O carinho do seu povo me enche ainda mais de determinação para vencer as eleições e retribuir cada gesto recebido com muito trabalho. Seguiremos fazendo Pernambuco avançar. Junto com Lula, Jarbas e Humberto, vamos fazer muito mais pelo Sertão do Araripe e por todo o Estado. Esse é um compromisso nosso, que é reforçado pelo apoio de uma companheira guerreira, que é a nossa deputada estadual Roberta Arraes”, afirmou Paulo Câmara.
A deputada Roberta Arraes destacou que o clima que se espalhou por Araripina vai dominando todo o Estado. “Porque Paulo é um governador que não baixa a cabeça para as dificuldades. Ele luta para entregar obras e ações todos os dias para os pernambucanos. Araripina é uma prova disso. São poços perfurados, sistemas simplificados de abastecimento, barragens, a instalação da 9a Companhia da PM e inúmeras iniciativas que a gente pediu e ele se esforçou muito para atender”, frisou.
Também participaram do ato muitos prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil da região, como o empresário Tião do Gesso.
A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de […]
A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de embaixadores que carregavam nas costas, além da viola, toda a cultura diversa e plural do Nordeste.
Nascido em Livramento, no Cariri da Paraíba, Valdir veio para o Pajeú de Pernambuco enquanto criança. Por esta ocasião, fez um verso para ilustrar este momento de sua vida: “Pai vinha de São José/Com uma bolsa na mão/ Minha mãe abria a bolsa/ Me dava a banda de um pão/ Porque se desse o pão todo/ Faltava pro meu irmão”.
Aos 11 anos de idade, ficou órfão de pai. Primogênito de 4 irmãos, Valdir tornou-se o provedor do lar, passando a empunhar a enxada em meio as lavouras para sustentar sua família. Aos 19 anos, optou por sair do sertão, e com destino a Bahia, tornou-se operário em regiões de usinas como Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso. Nas horas vagas, como forma de complementar a renda, também exerceu a função de fotógrafo, à época chamado de retratista.
No fim dos anos 70, voltou ao sertão pernambucano. Na ocasião, foi apresentado aos poetas Sebastião da Silva e Moacir Laurentino pelas mãos de outro mestre e gênio dos versos, o poeta Zé de Cazuza. Valdir logo expôs seu talento nato e foi convidado a apresentar um programa de rádio na cidade de Patos, quando aproveitou a oportunidade para fixar residência no município paraibano.
A partir de então, o talento de Valdir Teles deslanchou, revelando-se como um dos maiores representantes do seu gênero no Nordeste. Ao lado de Lucio Silva, companheiro de viola, gravou seu primeiro LP, e tornou-se figura popular não só nas rádios onde conduzia programas, mas também em grandes eventos de cantoria, congressos e festivais.
No ano de 1993, Valdir escolheu Tuparetama para residir. Já neste ano, reunia em seu leque um extenso elenco de confrades como Santana, Maciel Melo, Flávio José, Raimundo Fagner, e tantos outros cantadores genuinamente nordestinos. No microfone e na viola sempre dividia, seja no palco ou no alpendre, a cantoria com grandes nomes do universo da poesia popular, a exemplo de Louro do Pajeú, Ivanildo Vila Nova, Sebastião Dias, Sebastião da Silva, Zé Viola, Geraldo Amâncio e Zé Cardoso.
Detentor de mais de 500 troféus e tantas outras centenas de justas honrarias, Valdir levou a sua arte, carregada de sotaque e sentimento, para inúmeros países da Europa, da América Latina e as mais diversas regiões do Brasil.
Todo acontecimento, do mais simples ao mais relevante, era mote para o rico talento de Valdir florear. Seja o seu amado sertão e suas nuances; seja a natureza que reúne a beleza da vegetação nativa; seja a religiosidade, que une todos em torno da fé; seja todas as coisas que ao nosso enxergar parece diminuto, mas para a visão do poeta é gigante, tornando-se verso que emociona.
Tive o prazer pessoal de conhecer o pai, o amigo e o poeta Valdir Teles por ocasião de seu aniversário. Em uma comemoração que concentrou grandes astros da poesia, unindo Paraíba e Pernambuco no mesmo terreiro, fui testemunha da força de sua voz, do ritmo de sua viola e do talento de seus versos.
No fim do entardecer do dia 22 de março de 2020, aos 64 anos, Valdir Teles foi golpeado pelo destino. Enquanto se resguardava na Serrinha para prevenir o contágio do Covid-19, o poeta sofreu um infarto fulminante. E antes de desaparecer precocemente, fez seu derradeiro verso sobre o “vírus da morte”, como o mesmo denominou o coronavírus, emprestando seu talento e dando rimas bastante regionais as formas da prevenção desta pandemia.
A tecnologia, de certo modo, deixa público todo seu legado nas plataformas digitais, ficando acessível as futuras gerações. Mas seu legado maior, vivo e pulsante fica em forma de gente, com nome e sobrenome: Mariana Teles. A jovem advogada, além de militar no campo das leis, é militante da poesia popular. “Escritora escrava do verbo escreva”, como se autodenomina, Mariana herdou brilhantemente do seu pai toda a arte e a sensibilidade que se traduz em rimas bem metrificadas.
Além de Mariana, deixa também Edilsa , Glaubênio e Galderise, além de netos e a viúva, dona Elza. Os órfãos não se resumem apenas nestes citados aqui. Valdir deixa uma legião incontável de amigos, seguidores e admiradores, que aprendem sobre o poeta na escola. Hoje, ele se junta a um rol de artistas como Louro do Pajeú e João Paraibano, passando a cantar e improvisar com eles e tantos outros em novas dimensões do universo.
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