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Caretas de Triunfo: espetáculo de alegria colorida

Por Nill Júnior

Magno Martins

Se as cidades vivem de uma simbologia, marca ou estereótipo, Triunfo tem a do frio, a de estar encravada em cima de uma serra a 1.260 metros acima do nível do mar, de onde é possível a olho nu enxergar a Nação Pajeú. A festa mais popular do planeta, o Carnaval, que acabou ontem, mas continua para muitos nesta quarta de cinzas, criou outro símbolo que identifica a cidade em qualquer parte do mundo: Os Caretas.

São grupos de moradores da cidade, foliões, gente feliz que  se esconde por trás de um máscara malassombrada e sai pelas ladeiras reproduzindo alegria num sobe e desce incessante. A princípio, o conjunto harmonioso de máscaras pode até assustar, mas logo um susto é tomado pela alegria, a forma bem divertida dos mais diversos personagens do carnaval mais famoso do Sertão nordestino.

Os Caretas encheram de cor, alegria e irreverência as ladeiras de Triunfo na segunda-feira gorda do frevo e mostraram por quê já entraram até por lei no calendário oficial do Carnaval pernambucano. Quem acompanhou ou viu pela TV se encantou com um desfile que mais lembrava os carnavais românticos de Veneza.

Máscaras coloridas e estilizadas com caras de medo, assustadoras, cada uma mais criativa que a outra, deixaram as ladeiras da cidade mais em harmonia com o seu charme e sua beleza histórica. Produziram  cenas e imagens que ninguém resistiu a um clic, a uma selfie e a um vídeo para guardar na memória e para a história.

O próprio prefeito João Batista, com data de filiação ao PSB à caminho para tentar à reeleição, era personagem do desfile, com uma máscara puxada pelo verde da esperança. Personalidades as mais diversas da cidade, como a historiadora Diana Rodrigues e o blogueiro Carlos Ferraz, também se esconderam por trás de máscaras exibindo alegria e fervor na alma.

Os personagens  que compõem o figurino e a história dos Caretas existem há mais de um século e são o símbolo da folia da cidade. Abusam da irreverência, apelam para sátiras,  tomam conta das ladeiras do município estalando o relho, uma espécie de chicote.

A cada ladeira vencida no desfile, um relho para encantar aos que se divertiam acompanhando o desfile. O relho é, na verdade, um açoite de chicote ensurdecedor, que mete medo e faz tremer as ladeiras de Triunfo.

O relho é, também, um ringue à parte ao final do desfile na praça do Cine Guarany, competição de profissionais da troça. O cinema quase centenário também foi fantasiado com as cores e máscaras dos Caretas, compondo um cenário belíssimo.

As referências à figura do careta estão em vários pontos da cidade, inclusive no ponto mais alto dela, o Pico do Papagaio, a quase 1.260  metros acima do nível do mar, onde se encontra uma escultura em homenagem ao mascarado.

A historiadora Diana Rodrigues, celebridade cultural da cidade, que subiu ao palco para entregar prêmios de sorteios aos caretas participantes, deu uma aula de cima do palanque sobre a história do bloco mais famoso, belo e colorido do Sertão.

“Tudo começou quando um Matheus, personagem de um grupo de reisado do Sítio Lages, ficou bêbado antes de uma apresentação e por isso foi expulso. Com raiva, saiu fantasiado pelas ruas da cidade, fazendo barulho e assim sem querer inaugurou a brincadeira. Daí vem o semblante de tristeza das máscaras”, contou.

Os Caretas se dividem  em varios grupos chamados de trecas. Além do barulhento relho, eles se caracterizam com chocalhos, máscaras, chapéu de palha e tabuleta, uma placa carregada nas costas com frases satíricas. “A tabuleta dá o tom de irreverência do careta. As frases são parecidas com as vistas nos parachoques de caminhão, como ‘quem mata a sua sogra não é um assassino e sim um bom caçador’”, lembra Diana, em tom de brincadeira carnavalesca.

No desfile da última segunda os Caretas chegaram com mais moral e excelência às ruas de Triunfo: foi a primeira segunda-feira oficialmente consagrada em lei ao Dia dos Caretas, por projeto apresentado pelo deputado Alberto Feitosa (SD) e sancionado pelo governador Paulo Câmara.

“Os Caretas agora têm o seu dia oficialmente reconhecido pelo poder público e isso me enche de alegria e felicidade. O reconhecimento não é meu nem do governador, mas do povo pernambucano”, comemorou Feitosa em vídeo exibido em praça por não ter podido comparecer ao desfile.

Antes das homenagens diante do exuberante Cine Guarany, os Caretas encheram as ruas de Triunfo passando pelos principais pontos turísticos, como os museus, a Catedral e o Lago João Barboso Sitônio, num espetáculo que deu gosto de se ver. Afinal, eles são a alegria do carnaval. Sem os mascarados, o carnaval de Triunfo não teria a mesma graça, a mesma irreverência, o mesmo jeito especial de contaminar as pessoas de alegria.

Famoso personagem mascarado, Teco de Agamenon, que exibe no Museu dos Caretas a primeira fantasia usada há 60 anos, foi visto novamente no desfile, com direito até a premiação. Ele mesmo  confecciona a sua  fantasia e sai de careta na folia desde menino. “Já cresci careta e  gostando de ser careta. É uma tradição prazerosa. Colocar essa máscara é sinônimo de alegria. Por isso que fazemos questão de perpetuar isso, ensinando aos mais novos”, disse.

Se depender das novas gerações, os caretas vão continuar por muito tempo. O jovem Manoel Afonso de Menezes, de apenas 12 anos, mostrou nas ladeiras grande habilidade com o chicote. “Foi meu pai que me ensinou, eu cresci com o relho na mão. Com dois anos já saia de careta. Chega dá um arrepio quando estala. Não é difícil não, basta treinar que você consegue”, diz ele, fazendo questão de mostrar os tais estalos de que tanto se orgulha.

Orgulho, na verdade, tem o prefeito João Batista (PSB), tanto que deu à cidade o Museu dos Caretas, um conjunto de máscaras belíssimas que enchem os olhos dos seus visitantes e turistas. “Triunfo se confunde com os Caretas. Foram eles que projetaram Triunfo, são personagens sagrados da nossa cultura e que fazem o diferencial do nosso Carnaval”, diz Batista, sem deixar escapar a emoção de estar nas ruas não como maior autoridade municipal, mas como folião careta.

Outras Notícias

FENAP 2026 promete ser maior edição da história

Na noite da última terça-feira (19), a Salute Cafeteria, em São José do Egito, foi palco do lançamento oficial da FENAP 2026 – Feira de Negócios do Alto Pajeú, evento que já se consolidou como a maior vitrine de negócios da região. O encontro reuniu representantes do Governo Municipal, empresários dos mais diversos segmentos econômicos, […]

Na noite da última terça-feira (19), a Salute Cafeteria, em São José do Egito, foi palco do lançamento oficial da FENAP 2026 – Feira de Negócios do Alto Pajeú, evento que já se consolidou como a maior vitrine de negócios da região.

O encontro reuniu representantes do Governo Municipal, empresários dos mais diversos segmentos econômicos, além da diretoria da ACIAGRO e da CDL de São José do Egito, reforçando a união entre o setor público e privado em torno do fortalecimento da economia regional.

Durante o evento, foram apresentados os principais detalhes da edição 2026 da feira, incluindo a retomada do tradicional formato retangular da estrutura, a quantidade de stands e ilhas comerciais disponíveis, os valores de comercialização dos espaços e a dinâmica de prioridade de escolha, realizada a partir da manifestação de interesse entre os presentes.

A proposta apresentada pela organização foi muito bem recebida pelos empresários, que puderam conhecer em primeira mão as novidades da próxima edição e iniciar o processo de participação na feira.

Alguns empresários presentes já aproveitaram o momento para garantir seus espaços na FENAP 2026, assegurando também prioridade na escolha da localização dos stands e ilhas dentro do evento.

A FENAP 2026 já inicia sua caminhada contando com importantes apoios institucionais e empresariais, entre eles a Prefeitura Municipal de São José do Egito, a Câmara Municipal de São José do Egito, o SEBRAE, o Sicoob Pernambuco, o Supermercado Queiroz e o Dr. Augusto Valadares, parceiros que acreditam no potencial transformador do evento para o desenvolvimento econômico da região.

A organização também fez um agradecimento especial à LED Pajeú, que preparou toda a estrutura do evento em tempo recorde, garantindo que o lançamento acontecesse com qualidade, organização e excelência.

Promovida pela CDL e ACIAGRO, a FENAP segue fortalecendo seu papel como um espaço estratégico para geração de negócios, networking, inovação e valorização das potencialidades do Alto Pajeú, consolidando São José do Egito como referência regional em empreendedorismo e desenvolvimento econômico.

SENAC anuncia construção de Centro Educacional em Serra Talhada

A diretora regional do SENAC, Valéria Peregrino, a diretora de operações, Maria Gorete e o diretor de educação profissional da instituição, Eliezio José da Silva, estiveram em Serra Talhada esta semana para apresentar um estudo realizado pela instituição acerca da educação e das suas principais demandas na região do Pajeú. Também para anunciar o início […]

A diretora regional do SENAC, Valéria Peregrino, a diretora de operações, Maria Gorete e o diretor de educação profissional da instituição, Eliezio José da Silva, estiveram em Serra Talhada esta semana para apresentar um estudo realizado pela instituição acerca da educação e das suas principais demandas na região do Pajeú.

Também para anunciar o início do processo de construção do Centro Educacional do equipamento no município.

“A gente tá vindo com foco em um estudo prévio que a gente fez do município e da região, e a nossa ideia é não ser apenas mais uma unidade educacional no estado, mas uma unidade educacional que possa verdadeiramente atender as necessidades atuais do município, e as necessidades futuras também, a médio e longo prazo”, afirmou Eliezio.

A diretora regional do Senac, Valéria Peregrino Fernandes, também falou do momento que segundo ela é a realização de um sonho pra muitas pessoas. “A gente hoje tá realizando um sonho, que ele começou a ser discutido ha 5,6 anos atras, e hoje ele se torna concreto. A gente veio apresentar a pesquisa e o projeto pedagógico do nosso centro de formação de Serra”, assegurou.

Ainda segundo a diretora, a verba já está alocada, e a partir dessa reunião, será passada pra as mãos do engenheiro para construção do projeto arquitetônico e aprovação da prefeitura, afirmando ainda que o projeto de terraplanagem provavelmente já acontece agora no segundo semestre.

A secretária municipal de educação, Marta Cristina, comemorou a concretização da vinda do SENAC para Serra Talhada.

“Estamos muito felizes com mais essa conquista que fortalece a educação no nosso município, principalmente no ensino técnico e na formação profissional. A chegada do Senac nos faz brilhar os olhos, por enxergarmos um novo marco para Serra Talhada e para a nossa região. Da nossa parte, todo esforço será empreendido para que todo o processo aconteça o mais rápido possível, e que assim como foi com o SEST-SENAT, possamos celebrar mais um grande e moderno equipamento do Sistema S sendo inaugurado em Serra Talhada.

Participaram da reunião os secretários municipais Josembergues Melo (Planejamento e Gestão), Josenildo Barboza (Desenvolvimento Social e Cidadania) e Divonaldo Barbosa (Comunicação Social). Também estiveram na reunião: o presidente da Câmara Municipal, Nailson Gomes, os empresários Reginaldo Souza, Francisco Mourato (Diretor da Fecomércio), Murilo Duque, Everaldo Lima e o presidente da CDL, Marcos Godoy, além de coordenadores da Secretaria Municipal de Educação.

Operações em Afogados continuam mirando quem descumpre decreto

A equipe de monitoramento para cumprimento das medidas de isolamento social continua tendo muito trabalho. Nos últimos dias, dentre as ações em Afogados da Ingazeira,  com Vigilância Sanitária e 23o BPM, houve fechamento de uma chácara com mais de 40 pessoas com som alto e bebedeira. Ainda uma igreja evangélica com aglomeração de pessoas, mercadinho e […]

A equipe de monitoramento para cumprimento das medidas de isolamento social continua tendo muito trabalho.

Nos últimos dias, dentre as ações em Afogados da Ingazeira,  com Vigilância Sanitária e 23o BPM, houve fechamento de uma chácara com mais de 40 pessoas com som alto e bebedeira.

Ainda uma igreja evangélica com aglomeração de pessoas, mercadinho e padaria por não cumprimento do decreto de fechar às 19h.

Uma loja de calçados de rede, a Econis, também foi fechada por descumprir o decreto, atendendo a meia porta.

O próximo enfrentamento tem relação com os bancos,  principalmente a Caixa Econômica Federal. A agência é líder de descumprimento das medidas de isolamento social segundo as autoridades.

Nordeste é a região com a maior perda de postos de trabalho

Vinicius Torres Freire – Folha de São Paulo A economia do Nordeste vai tão mal quanto a média do Brasil desde 2014 e até um tico melhor que a do Sudeste, a julgar pelos números do PIB. A situação do povo nordestino é muitíssimo pior, quando se analisam emprego e salário. No Brasil do primeiro […]

Vinicius Torres Freire – Folha de São Paulo

A economia do Nordeste vai tão mal quanto a média do Brasil desde 2014 e até um tico melhor que a do Sudeste, a julgar pelos números do PIB. A situação do povo nordestino é muitíssimo pior, quando se analisam emprego e salário.

No Brasil do primeiro trimestre deste ano, o número de pessoas ocupadas, com algum trabalho, era 1,6% menor do que no início de 2015, quando emprego e rendimentos ainda estavam perto do pico, antes do massacre da recessão. Isto é, há 1,4 milhão de pessoas empregadas a menos. No Nordeste, 1,7 milhão de ocupados a menos, em baixa de ainda 7,6%.

É fácil perceber que, nas demais regiões, o saldo de pessoas empregadas está no azul, com a ligeira exceção da região Sul. A morte do emprego ainda é severina.

No Nordeste, a soma dos rendimentos do trabalho ainda é 4,9% menor do que no início de 2015. Na média brasileira, 1,6% menor.

O grosso dos empregos nordestinos desapareceu na agropecuária. No Brasil, o número de ocupados nesse setor caiu 1,062 milhão de 2015 a este 2018. No Nordeste, 1,024 milhão, quase toda a perda de empregos rurais no país. Mais espantoso, é uma redução de 26,7% da população empregada em agropecuária.

Parece fácil atribuir o desastre aos seis anos e pouco de seca no Nordeste, o que pouco se discutiu no restante do país. Mas o massacre da pequena agricultura sem água não parece resolver essa equação por inteiro.

Em quase todo o Brasil, o emprego na agropecuária vinha diminuindo bem antes da crise, em parte devido a ganhos de eficiência e avanço da grande empresa agropecuária. O crescimento econômico e benefícios sociais favoreciam a absorção dessa mão de obra, muita vez no pequeno comércio e nos pequenos serviços de cidades miúdas. Depois do desastre recessivo, muitas portas se fecharam.

A seca não foi a única calamidade da economia nordestina. A recessão na indústria de petróleo e combustíveis, assim como o grande colapso na produção de veículos, quebrou uma perna mais avançada da região, em particular na Bahia. O fim ou interrupção de grandes obras, algumas delas elefantes brancos do período dilmiano, deixaram sem serviço a construção civil.

O setor de obras é uma das covas mais fundas da grande crise brasileira, em quase qualquer lugar do país. O número de pessoas ocupadas na construção civil ainda é 1 milhão menor do que no início de 2015. No Nordeste, são 473 mil ocupados a menos. No Sudeste, de população e economia muito maiores, são 295 mil a menos.

Deveria parecer evidente que, sem resolver problemas macroeconômicos graves e rudimentares, tais como governo quebrado, o país não sairá do brejo. Ainda que saiamos, há, porém, outros consertos mais localizados a fazer. Destravar investimentos na construção civil é uma tarefa mais do que atrasada. Dar prioridade ao Nordeste sem emprego é outra.

Na intersecção dessas tarefas parece claro que investir de modo maciço em obras de água e esgoto, saneamento, se torna ainda mais urgente, seja com dinheiro público (muito escasso) ou privado. Para tanto, é preciso dar um jeito na regulação e organização do setor, caótico, estatizado e muito regionalizado, fonte de boquinhas para a política local.

Como se vê, é um problema além e aquém de debates macroeconômicos, um problema de regulação e um problema de desenvolvimento regional, que pouco discutimos nesta roça brasileira.

Adelmo Moura comemora licitação para asfaltamento da PE-263

Rodovia liga o Distrito de São Vicente à divisa com a Paraíba pelo município de Livramento Por André Luis O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, comemorou em suas redes sociais na noite desta quarta-feira (3), a publicação no Diário Oficial do Estado, da autorização do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do processo de licitação para […]

Rodovia liga o Distrito de São Vicente à divisa com a Paraíba pelo município de Livramento

Por André Luis

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, comemorou em suas redes sociais na noite desta quarta-feira (3), a publicação no Diário Oficial do Estado, da autorização do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do processo de licitação para o asfaltamento da PE-263, ligando o Distrito de São Vicente à divisa com a Paraíba, via o município de Livramento.

“É mais um grande sonho que, se Deus quiser, em breve estará virando realidade, não só para a população de São Vicente, mas para todo o nosso município, que será cortado por uma das principais rodovias de ligação entre Pernambuco e Paraíba, contribuindo muito para que Itapetim se desenvolva ainda mais”, comemorou Adelmo.

Ainda segundo o prefeito, a obra também vai beneficiar toda a região, “pois a distância entre o Pajeú e cidades como Campina Grande e João Pessoa ficará mais curta”, acrescentou.