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Capacitações em educação empreendedora estimulam negócios inovadores no Sertão Central

Por André Luis

Objetivo das atividades é fomentar o espírito empreendedor focado na área de inovação e tecnologia

Os números não mentem: o empreendedorismo é uma área promissora. Dados da  Câmara Americana de Comércio (Amcham) apontam que a expectativa de empresários é de que, em 2024, haja um crescimento de 10% no setor. Em Pernambuco, o setor de pequenos negócios responde por 93,63% do empresariado e representa 32%, um terço, do Produto Interno Bruto de Pernambuco (PIB). 

Pensando em despertar novas mentes para aquecer ainda mais o setor, professores e alunos dos Ensinos Fundamental II e Médio de escolas públicas de municípios dos Sertões Central e do Pajeú vêm recebendo capacitações em empreendedorismo.

As capacitações integram o Programa Brasil Mais Produtivo e são realizadas pelos Agentes de Inovação Local (ALI) da área de Educação Empreendedora. O projeto é realizado pela Unidade Regional do Sebrae em Serra Talhada, em parceria com gestores municipais de  Serra Talhada, Triunfo, Flores e Santa Cruz da Baixa Verde. O foco principal é estimular o empreendedorismo voltado às áreas de inovação e tecnologia. Já foram realizadas seis capacitações, sendo duas envolvendo professores e quatro com estudantes. Ainda restam 40 capacitações .

“Nós criamos grupos de trabalho nas escolas, que montam um cronograma de capacitações para estudantes e professores. No ano de 2023 foram capacitados mais de seis mil alunos e realizados cem eventos de empreendedorismo, com foco em inovação. Resultados muito positivos”, avalia o consultor do Programa Agente Local de Inovação no Sebrae, em Serra Talhada, Elvio Arruda.

Junto aos professores, as capacitações auxiliam na abordagem do tema de forma didática, em sala de aula. “Nós somos uma ETE [Escola Técnica Estadual], trabalhamos em nossas matrizes curriculares o tema do empreendedorismo e projeto de vida. Essa parceria [com o Sebrae] foi fundamental para trazer um olhar empreendedor de fora para nossos estudantes”, avalia o coordenador de Curso Técnico da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Carnaíba, Danilo Alfredo.

O estudante de Engenharia de Software, Danilo Lima, 18 anos, passou pela capacitação em empreendedorismo, no ano passado, quando cursava o Ensino Médio na Escola Estadual Professor Paulo Freire, em Carnaíba, no Sertão do Pajeú. As aulas o estimularam a criar a startup Glovete, que criou uma luva estabilizadora para pessoas com Mal de Parkinson. 

Ele avalia que as aulas sobre empreendedorismo foram cruciais para o desenvolvimento do produto.“Nós queríamos criar um produto que sanasse uma dor na sociedade e que fosse inovador. As aulas de empreendedorismo foram decisivas para que pudéssemos criar esse produto que vem se mostrando eficaz e que é inédito no mercado”, avalia o jovem. A luva da Glovete estabiliza os movimentos da mão de pessoas que apresentam tremores involuntários como consequência do Mal de Parkinson.

As capacitações em empreendedorismo foram concluídas no município de Carnaíba. Além da Glovete, outras startups surgiram contando com o apoio das atividades de educação empreendedora. Um bom exemplo é a Ekofralda, uma startup que criou uma fralda biodegradável, à base de casca e fibra de coco, que custa R$ 1,40 a unidade.

Outras Notícias

Araripina tem 100% de leitos para Covid lotados e cinco pacientes são transferidos para Serra em um dia

O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel , revelou que o município vive um drama com alto número de contaminados pela Covid-19. “Estou aqui pra tentar transmitir à população de Araripina, principalmente aquelas pessoas que não acreditam o momento que estamos passando. Nós acabamos de liberar três ambulâncias nossas com pacientes aqui de Araripina para Serra […]

O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel , revelou que o município vive um drama com alto número de contaminados pela Covid-19.

“Estou aqui pra tentar transmitir à população de Araripina, principalmente aquelas pessoas que não acreditam o momento que estamos passando. Nós acabamos de liberar três ambulâncias nossas com pacientes aqui de Araripina para Serra Talhada”.

O gestor acrescentou que o momento é “impensável “. E diz: “Araripina está com sua UTI lotada. O Hospital Santa Maria não tem mais espaço físico para expandir. Nossos profissionais de saúde estão esgotados”.

Mais tarde a informação confirmada foi de cinco pacientes transferidos para o Hospital Eduardo Campos, na Capital do Xaxado.

A fala de Pimentel confirma o alerta de especialistas e o que disseram profissionais à Revista da Cultura neste sábado. O aumento de casos no Sertão de Pernambuco, a presença das variantes mais contagiosas e que afetam também o público jovem.

Segundo a Gerente Regional da XI Geres, Karla Milene, pessoas de outras regiões sertanejas também tem sido transferidas para unidades no Pajeú.

Problema é que os casos tem aumentado também na região. A vacinação é o remédio mais rápido para reverter essa curva ascendente do vírus.

Em nota, Sandrinho comemora pesquisa Múltipla

Da Assessoria O candidato da Frente Popular a Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, comemorou na manhã desta terça, o resultado da Pesquisa Múltipla, divulgado pela Rádio Pajeú e pelo Blog do comunicador Nill Júnior. Segundo a pesquisa, Sandrinho tem    42,7% contra 23% do segundo colocado, abrindo quase vinte pontos de diferença. “Não […]

Da Assessoria

O candidato da Frente Popular a Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, comemorou na manhã desta terça, o resultado da Pesquisa Múltipla, divulgado pela Rádio Pajeú e pelo Blog do comunicador Nill Júnior.

Segundo a pesquisa, Sandrinho tem    42,7% contra 23% do segundo colocado, abrindo quase vinte pontos de diferença.

“Não nos surpreende pois já tínhamos pesquisas internas que apontavam essa diferença. Os números refletem o carinho e a recepção calorosa que nossa  candidatura vem recebendo, por onde passo, do povo de Afogados da Ingazeira, que reconhece o trabalho que fizemos e sabe do nosso compromisso em fazer mais, honrando a tradição de bons gestores que Afogados sempre teve,” finalizou Sandrinho.

Outro ponto a se destacar é o índice altíssimo de rejeição do segundo colocado. 46,7% dos Afogadenses dizem que não votam nele de jeito nenhum. Enquanto Sandrinho tem o menor índice de rejeição entre os candidatos em Afogados.

Rorró lidera com uma frente de 8 pontos em Floresta

Se a eleição para prefeito de Floresta fosse hoje, a prefeita Rorró Maniçoba (PP) seria reeleita com 47,7% dos votos, derrotando Dr. Severininho (Podemos), que teria 39,7% das intenções de voto. É o que aponta a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com o Blog do Magno. Brancos e nulos somam 2,9%, enquanto indecisos chegam […]

Se a eleição para prefeito de Floresta fosse hoje, a prefeita Rorró Maniçoba (PP) seria reeleita com 47,7% dos votos, derrotando Dr. Severininho (Podemos), que teria 39,7% das intenções de voto.

É o que aponta a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com o Blog do Magno. Brancos e nulos somam 2,9%, enquanto indecisos chegam a 9,7%.

Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do candidato que pretende votar sem o auxílio da lista, Rorró também lidera, com 44,6%, enquanto Severininho aparece com 35,7%. Neste cenário, brancos e nulos somam 2,9% e indecisos sobem para 16,8%.

No quesito rejeição, Rorró lidera. Entre os entrevistados, 36,3% disseram que não votariam nela de jeito nenhum, enquanto Severininho tem 25,7% dos eleitores que não votariam nele de jeito nenhum.

Estratificando o levantamento, os maiores percentuais de voto na prefeita aparecem entre os eleitores na faixa etária acima de 60 (58,6%), entre os eleitores com grau de instrução até o 9º ano (52,7%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários mínimos (51,7%). Por sexo, 49,1% dos seus eleitores são homens e 46,4% são mulheres.

Já o Dr. Severininho aparece melhor situado entre os eleitores na faixa etária entre 25 a 34 anos (48,1%), entre os eleitores com grau de instrução no ensino médio (49%), e entre os eleitores com renda familiar acima de dois salários (44,7%). Por sexo, 39,9% dos seus eleitores são mulheres e 39,5 são homens.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 17 de setembro, sendo aplicados 350 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-02665/2024.

Estado continua maltratando quem circula nas estradas do Pajeú

Imagem ilustrativa Se tem uma coisa que não deixara saudades da gestão Paulo Câmara Fernandha Batista é a gestão da manutenção das estradas no Pajeú. O trecho da PE 320 entre Tabira e Afogados da Ingazeira está intransitável nas imediações de Riacho do Gado e de um conhecido parque aquático na cidade. Agora, segundo o […]

Imagem ilustrativa

Se tem uma coisa que não deixara saudades da gestão Paulo Câmara Fernandha Batista é a gestão da manutenção das estradas no Pajeú.

O trecho da PE 320 entre Tabira e Afogados da Ingazeira está intransitável nas imediações de Riacho do Gado e de um conhecido parque aquático na cidade.

Agora, segundo o blogueiro Júnior Finfa, após iniciar no último dia 23 de novembro os serviços de tapa buraco na PE-283, que liga o acesso a Ingazeira para o trevo da PE-292 em Afogados,  o DER-PE, através do 5º Distrito sediado em Sertânia, abandonou o serviço.

O responsável pelo 5º Distrito do DER,  Luiz Castro, parece não ser comandado por ninguém. Também é obrigatório à gestão Raquel Lyra verificar como estão os contratos com a ESSE Engenharia, responsável pela manutenção das rodovias que abandonou.

Covid-19: Boletim mostra que número de casos e óbitos tem a maior queda em 2021

Foto: Wellington Júnior O Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (17/9), sinaliza que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos se encontra no melhor cenário desde que foi iniciado o monitoramento do indicador.  Apenas uma capital está com taxa superior a 80%: o Rio de Janeiro (82%). Duas estão […]

Foto: Wellington Júnior

O Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (17/9), sinaliza que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos se encontra no melhor cenário desde que foi iniciado o monitoramento do indicador. 

Apenas uma capital está com taxa superior a 80%: o Rio de Janeiro (82%). Duas estão na zona de alerta intermediária: Boa Vista (76%) e Curitiba (64%).

O número de casos e de óbitos sofreu a maior queda desde o início de 2021. São agora 12 semanas consecutivas de diminuição do número de mortes, com redução de 3,8% ao dia na última Semana Epidemiológica (SE 36). 

O total de casos também apresenta tendência de redução, mas com oscilações ao longo das últimas 12 SE. Foi registrada uma média de 15,9 mil casos e 460 óbitos diários na SE de 5 a 11 de setembro. Níveis ainda considerados altos e que geram preocupação diante da manutenção da positividade dos testes.

Apesar da análise das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), realizada pelo InfoGripe/Fiocruz, indicar tendência de melhora no quadro geral do país, o estudo chama atenção para a avaliação de média móvel das últimas semanas, que mostra que os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e o Distrito Federal ainda estão com taxas acima de 5 casos por 100 mil habitantes − considerada muito alta.

Em relação à vacinação, conforme frisam os pesquisadores do Observatório, tem avançado de forma assíncrona no país e sofre com o atraso do registro. “Em função dessa dissonância, pode apresentar falhas por vários motivos, tais como a descontinuidade de investimento em equipes e infraestrutura nos sistemas de registro em saúde”.

A redução dos casos e óbitos parece ser sustentada. Contudo, o cenário atual mostra que, uma vez beneficiada de forma mais homogênea com a vacinação, a população tende a ter relativamente mais casos graves e fatais entre idosos, concentrando-os novamente nas idades mais avançadas. 

Após o início da vacinação entre adultos jovens, esta é a primeira vez em que a mediana dos três indicadores – internações gerais, internações em UTI e óbitos – estão novamente acima dos 60 anos. Isto significa que mais da metade de casos graves e fatais ocorrem entre idosos. No total, 54,4% das internações e 74,2% dos óbitos ocorrem entre idosos.

Passaporte

A nova edição coloca também em pauta o “passaporte de vacinas”. Na visão dos cientistas, a iniciativa é uma política pública para a proteção coletiva e estímulo da vacinação. A fim de trazer mais subsídios para esse debate, o Boletim traça um painel de como a questão tem sido tratada em países como EUA, Reino Unido, França e Brasil, destacando os principais pontos da discussão.  

No Brasil, por exemplo, o estudo apresenta os principais desafios de um país continental no qual a vacinação tem avançado de forma assíncrona. Quatro em cada dez cidades brasileiras apresentam dificuldades em completar o esquema vacinal da população pelo não comparecimento na data definida nos postos de saúde para a aplicação da segunda dose. Mas algumas cidades vêm alcançando níveis altos de vacinação, mesmo acima da meta.

“Apesar da queda acentuada da mortalidade por Covid-19, a pandemia ainda não acabou e cuidados ainda devem ser mantidos para que este quadro positivo não seja revertido. A implementação de um passaporte de vacinas no país tem sido discutida como uma estratégia para estimular a imunização de parte da população que ainda não buscou os postos de vacinação, bem como para garantir o controle da pandemia num cenário de flexibilização de medidas não-farmacológicas, como restrição de determinadas atividades que propiciam a aglomeração de pessoas”, enfatizam os pesquisadores. 

Distanciamento físico

Outro tema destacado no Boletim é, apesar da queda no número de casos e óbitos e internações, a importância do distanciamento físico. Os cientistas ressaltam que o patamar de cobertura razoável para conseguir bloquear a circulação do vírus é de pelo menos 70% de pessoas com esquema vacinal completo. 

“Ainda está longe do que temos hoje. Isto significa dizer que outras medidas de mitigação ainda possuem absoluta importância para o Brasil”.

Com base nesse contexto, eles alertam para a importância da manutenção do distanciamento físico. Após observarem que hoje o Brasil tem um padrão de circulação nas ruas semelhante ao anterior à pandemia, o cientistas apresentam uma análise do índice de Permanência Domiciliar − ilustrada por gráficos − que faz uma comparação da quantidade de pessoas que se encontram em casa no atual momento e no período entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro de 2020. 

O que se verifica é que no Brasil, desde meados de julho deste ano, o índice se encontra próximo de zero, o que significa que não há diferença na intensidade de circulação de pessoas nas ruas ao observado na fase pré-pandêmica. 

O avanço da vacinação e a distribuição de imunizantes

O Boletim pontua ainda que é fundamental que se alinhem os cronogramas de vacinação, sobretudo em municípios limítrofes, para evitar migração desnecessária de pessoas em busca de imunizantes, propiciando, consequentemente, a dispersão do vírus em um cenário de circulação de uma nova variante mais infecciosa. 

“A circulação da variante Delta é um agravante no cenário atual, principalmente porque, em alguns locais, o processo de reabertura se torna cada vez mais acelerado e menos criterioso. No entanto, os imunizantes têm demonstrado sua eficiência, reduzindo o número de internações e óbitos, mesmo num cenário de alta de casos. Entretanto, o comportamento da população e as decisões dos gestores podem ainda criar um cenário caótico, que pode ser amplificado em função do surgimento de novas variantes mais infecciosas e com maior potencial de transmissão”. 

Imunização

Segundo dados do MonitoraCovid-19, compilados com base nas informações das secretarias estaduais de Saúde, no Brasil cerca de 214 milhões de doses de vacinas foram administradas. 

Isso representa a imunização de 86% da população com a primeira dose e 47% da população com o esquema de vacinação completo, considerando a população adulta (acima de 18 anos).

Com exceção de Roraima, os demais estados vacinaram mais de 70% da população acima de 18 anos com ao menos uma dose do imunizante e pelo menos 30% da população com segunda dose ou dose única. 

Mato Grosso do Sul apresenta a menor diferença entre a primeira e a segunda doses aplicadas, com percentual de primeira dose de 90% e segunda superior a 66%. 

São Paulo apresenta o maior percentual de primeiras doses aplicadas, com 99% da população adulta com uma dose do imunizante e mais de 58% da com a segunda. 

A situação de Roraima preocupa, com 68% da população vacinada com primeira dose e 23% com a segunda.