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Câmara se divide sobre votar Previdência nesta terça

Por André Luis
Foto: TV Câmara/Reprodução

Ludmylla Rocha/Poder 360

Ainda não houve acordo sobre quando começará a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ao chegar no Congresso que pretende iniciá-la ainda nesta 3ª feira (9.jul.2019).

Para diminuir a obstrução (manobras regimentais utilizadas para atrasar votações) da oposição, porém, boa parte dos deputados defende que as sessões desta 3ª feira sejam apenas de debate e a votação começasse na 4ª feira (10.jul.2019) às 9h.

“Se houver o acordo, começará amanhã. Se não houver acordo, nós vamos vencer os requerimentos da obstrução e já começar a votação no dia de hoje”, disse o líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), depois de uma reunião entre líderes partidários.

O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirma, porém, que a proposta de adiamento se deve à falta de votos para aprovar o texto –são necessários ao menos 308 votos. “O governo blefa, diz que tem votos, mas não tem, por isso, nós vamos avaliar se não é o caso de apresentarmos a obstrução e testarmos os votos do governo ainda no dia de hoje”, disse.

Ribeiro nega. Diz que “é muito mais racional e muito mais saudável para o país em vez de perder tempo com a obstrução fazer 1 amplo debate do tema”. Ao ser questionado se este acordo não põe em risco o cronograma de Maia, que pretende votar o texto em 2 turnos ainda esta semana, “vamos vencer 1º o dia de hoje e depois a gente fala de amanhã. Vencendo o 1º turno, no 2º tem uma limitação –ela é mais rápida porque só cabe destaque supressivo– então nós temos que fazer essa avaliação”.

Ele insiste, porém, que a tentativa é “vencer o tema essa semana”. Caso não ocorra, ele afirmou que os líderes partidários vão voltar a se reunir para definir 1 novo calendário.

Por tratar-se de PEC (Proposta de Emenda Constitucional), a reforma da Previdência precisará de ao menos 308 votos dos 513 deputados, em 2 turnos de votação. A votação no plenário é nominal, com o registro no sistema eletrônico. Entre os 2 turnos, é preciso esperar 1 intervalo de 5 sessões.

Há, porém, a possibilidade de que uma PEC seja votada em 2 turnos no mesmo dia, desde que seja votada uma “quebra de interstício”, ou seja, a redução do tempo de intervalo previsto. Entenda a tramitação aqui.

Outras Notícias

Além de Lula, mais 6 pessoas prestaram depoimento hoje na Lava Jato.

Sete pessoas prestaram depoimento durante a 24ª fase da Lava Jato na manhã desta sexta-feira (4) em São Paulo. Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais seis pessoas cumpriram mandado de condução coercitiva na capital paulista. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e José de Filippi Júnior, tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff […]

O deputado José de Filippi Júnior (PT-SP) (Foto: Arquivo/Agência Câmara)
O deputado José de Filippi Júnior
(PT-SP) (Foto: Arquivo/Agência Câmara)

Sete pessoas prestaram depoimento durante a 24ª fase da Lava Jato na manhã desta sexta-feira (4) em São Paulo. Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais seis pessoas cumpriram mandado de condução coercitiva na capital paulista.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e José de Filippi Júnior, tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, prestaram depoimento na sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Filippi Júnior também é ex-prefeito de Diadema, na Grande São Paulo, e secretário da Saúde de São Paulo na gestão Fernando Haddad.

Fillipi Júnior prestou depoimento durante cerca de 4 horas. Ele deixou a sede da Polícia Federal sem conversar com a imprensa.

João Henrique Worn, taxista que teria levado dinheiro da UTC para Filippi Júnior em 2010. Rogério Aurélio Pimentel, que seria assessor da família de Lula, e teria recebido a mudança do ex-presidente Lula para o sítio de Atibaia em 2010, também prestaram depoimento na sede da PF.  Paulo Marcelino Coelho também depôs de manhã.

No total, foram dez os mandados de condução coercitiva, mas só sete foram cumpridos. As outras três pessoas, cujos nomes não foram divulgados pela PF, não foram encontradas em suas casas.

 

Deputados descumprem orientação de PP, PDT e PR sobre impeachment

Parte dos deputados de PDT, PP e PR desobedeceu neste domingo (17) a orientação de seus partidos na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Dos 19 deputados do PDT, que fechou questão contra o impeachment, 6 (31%) votaram a favor: Giovani Cherini (RS), Hissa Abrahão (AM), Flávia Morais (GO), Sergio Vidigal (ES), […]

sessao-impeachment
Do G1

Parte dos deputados de PDT, PP e PR desobedeceu neste domingo (17) a orientação de seus partidos na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

Dos 19 deputados do PDT, que fechou questão contra o impeachment, 6 (31%) votaram a favor: Giovani Cherini (RS), Hissa Abrahão (AM), Flávia Morais (GO), Sergio Vidigal (ES), Mário Heringer (MG) e Subtenente Gonzaga (MG).

Entre os 45 do PP, que determinou voto a favor do impeachment, votaram contra Waldir Maranhão (MA), Macedo (CE), Roberto Britto (BA) e Ronaldo Carletto (BA). Também favoreceram Dilma, com abstenção, Beto Salame (PA), Cacá Leão (BA) e Mário Negromonte Jr. (BA). No total, 7 (15%) contrariaram o partido, mantendo apoio ao governo.

O PR, que orientou a bancada de 40 deputados a votar contra o impeachment, teve 26 deputados votando a favor do afastamento (65%), 10 contra, 3 abstenções e 1 ausência. Entre os que votaram a favor do impeachment, está o próprio presidente da sigla, Alfredo Nascimento (AM), que, por discordar da decisão do partido, renunciou à presidência da sigla.

PDT e PP decidiram fechar questão sobre o impeachment na última sexta (15), com orientação válida tanto para deputados quanto para senadores. A decisão previu punições para os infiéis, mas os presidentes das duas siglas disseram que avaliariam as traições caso a caso.

A decisão da bancada do PDT na Câmara contra o impeachment já tinha sido anunciada no dia 12 pelo líder da legenda na Casa, deputado Weverton Rocha (MA). Como houve manifestações contrárias de parlamentares, a executiva se reuniu para “aparar as arestas” do acordo.

Já o PP vinha demonstrando racha na bancada nas últimas semanas quanto ao processo de impeachment e a cúpula do partido negociava cargos com o governo em troca de apoio. O Planalto chegou a cogitar entregar o Ministério da Saúde à legenda, umas das pastas mais cobiçadas por causa do alto orçamento. No entanto, parcela dos deputados pressionava fortemente por um rompimento.

Arcoverde: campanha de Zeca Cavalcanti realiza balanço de atos de campanha 

A assessoria do candidato a prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), divulgou nota nesta sexta-feira (23), fazendo um balanço dos atos de campanha que foram realizados até o momento.   “Na caminhada inaugural pelo centro da cidade, realizada no início da campanha para as eleições de 6 de outubro de 2024, Zeca foi acompanhado por cerca […]

A assessoria do candidato a prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), divulgou nota nesta sexta-feira (23), fazendo um balanço dos atos de campanha que foram realizados até o momento.  

“Na caminhada inaugural pelo centro da cidade, realizada no início da campanha para as eleições de 6 de outubro de 2024, Zeca foi acompanhado por cerca de 4 mil pessoas”, diz a nota.

Na noite de quinta-feira (22), o ex-prefeito e ex-deputado federal liderou uma nova caminhada, desta vez pelas ruas do bairro São Cristóvão, considerado o maior da cidade. “Estima-se que mais de 5 mil pessoas participaram do evento ao lado de Zeca e de seu candidato a vice, Siqueirinha”, destaca a nota. “Zeca Cavalcanti celebrou o clima positivo nas ruas”, completa.

A nota destaca ainda a caminhada realizada na terça-feira (20), por Zeca e Siqueirinha no bairro São Geraldo. “O evento, inicialmente planejado para ser de médio porte, acabou atraindo cerca de 4 mil pessoas de diversas partes da cidade”, afirma a nota.

Curral do Gado e Abatedouro no centro do debate entre executivo e legislativo em Tabira

Por Anchieta Santos Na manhã da segunda feira o Prefeito Sebastião Dias foi a Câmara para uma reunião onde a construção do novo abatedouro e o Projeto do Curral do gado estiveram na pauta das discussões. O Presidente da Câmara Marcos Crente disse que ficou definido que a Prefeitura vai se desfazer do prédio antigo […]

marcos crente tribunnaPor Anchieta Santos

Na manhã da segunda feira o Prefeito Sebastião Dias foi a Câmara para uma reunião onde a construção do novo abatedouro e o Projeto do Curral do gado estiveram na pauta das discussões.

O Presidente da Câmara Marcos Crente disse que ficou definido que a Prefeitura vai se desfazer do prédio antigo do abatedouro, terreno da frente do Posto Nogueirão, outros terrenos para utilizar o dinheiro na construção do Novo Abatedouro.

Ao contrário do que prometeu antes, Marcos Crente disse que o dinheiro economizado durante o seu mandato de Presidente, ao invés de ser utilizado para a compra do ônibus para os Universitários, se somará aos recursos do executivo também para o abatedouro.

Marcos acredita que do abatedouro, será tirada renda suficiente para aquisição de até mais de um ônibus para os estudantes.

Detalhe: o Presidente ainda não tem ideia do custo de manutenção de um abatedouro. Sobre o curral do gado, a Prefeitura continua devendo o projeto que foi solicitado pela Secretaria Estadual de Agricultura.

Da reunião participaram além do Prefeito Sebastião Dias e o Presidente da Câmara Marcos Crente, o empresário Paulo Manú e os vereadores Aldo Santana, Edmundo Barros, Dra. Neli, Zé de Bira e Sebastião Ribeiro.

Ex-prefeito Jonas Camelo virá réu em ação penal

Já com uma prestação de contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores,  o ex-prefeito de Buíque, Jonas Camelo (PP), agora virou réu em uma ação penal (Processo nº 0000873-75.2019.8.15.0360) apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco. Entre outras irregularidades e possíveis crimes cometidos, o não recolhimento de mais de R$ 2,5 milhões aos fundos de previdência dos […]

Já com uma prestação de contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores,  o ex-prefeito de Buíque, Jonas Camelo (PP), agora virou réu em uma ação penal (Processo nº 0000873-75.2019.8.15.0360) apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco.

Entre outras irregularidades e possíveis crimes cometidos, o não recolhimento de mais de R$ 2,5 milhões aos fundos de previdência dos servidores e ao Regime Geral da Previdência.

Pela denúncia apresentada, e aceita pela Poder Judiciário de Pernambuco, representada pelo juiz substituto Marcus Vinicius Menezes de Souza, da comarca de Buíque, o Ministério Público pede a condenação do ex-prefeito Jonas Camelo nos crimes previstos no Artigo 1º, XIV, do Decreto-Lei 201/1967 em pelo menos 07 vezes na forma do Art. 69, do Código Penal; e nos Artigos 168-A e 337-A, ambos do Código Penal (CP), na forma do Art. 69, CP.

Entre as irregularidades apresentadas na denúncia do MPPE estão a não aplicação dos recursos devidos nas áreas da Saúde e da Educação. Segundo dados do próprio Tribunal de Contas do Estado fornecidos ao Ministério Público, no exercício de 2016 Jonas aplicou somente 20,14% dos recursos na Educação, quando deveria ter aplicado no mínimo 25%; e na saúde apenas 6.04% da receita quando deveria ter aplicado 15%.

Por esses atos apontados pelo Ministério Público, o ex-prefeito Jonas Camelo se enquadra no item XIV do Art. 1º do Decreto Lei nº 201/1967 que prevê como crime de responsabilidade “Negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente”. Esse crime prevê pena de detenção de três meses a três anos. A condenação definitiva em qualquer dos crimes definidos neste artigo, acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo (eleição) ou nomeação.

Já em outra parte da denúncia, o Ministério Público pede a condenação do ex-prefeito Jonas Camelo por apropriação indébita previdenciária com base nos Artigos 168-A e 337-A do Código Penal. O artigo 168 considera crime deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes no prazo e forma legal.

Jonas deixou de recolher ao Instituto de Previdência o montante de R$ 1.026.542,30 (Um milhão, vinte e seis mil, quinhentos e quarenta e dois reais e trinta centavos) descontados dos salários dos servidores. O ex-prefeito também deixou de repassar ao Regime Geral de Previdência o recolhimento da parte patronal devida ao INSS no valor de R$ 1.493.511,89 (Um milhão, quatrocentos e noventa e três mil, quinhentos e onze reais e oitenta e nove centavos), incorrendo nos crimes previstos no Art. 337 do Código Penal.

Denúncia Jonas