“Bolsonaro usa tragédia como palanque”, afirma Danilo
Por André Luis
Foto: Chico Ferreira
O deputado federal Danilo Cabral estranhou a mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que repentinamente mudou de atitude frente a mais uma tragédia ocorrida no Brasil. Danilo lamentou que Bolsonaro tenha vindo ao estado fazer apenas um ato político, quando o momento é de unidade e de solidariedade entre os pernambucanos.
“A ajuda do governo federal é sempre bem-vinda, é uma obrigação de qualquer chefe de estado, mas tentar tirar proveito político-eleitoral em cima de uma catástrofe deixa bem claro quais são suas reais intenções”, disse Danilo.
Para Danilo, essa é a hora de não politizar o debate ou de fazer palanque em relação à assistência à população. Ele esteve no Palácio do Campo das Princesas para acompanhar o trabalho que está sendo feito pelo governo do estado.
“Estão sendo feitos todos os esforços para a preservação da vida, para prestar atendimento às pessoas e, depois, cuidar da reconstrução das cidades”, afirmou.
Danilo comentou que a presença dos ministros, que antecedeu a visita de Bolsonaro, no fim de semana, poderia representar um momento de unidade do Brasil.
“O Brasil real é aquele que tem ajudado os pernambucanos, com envio de alimentos, colchões, donativos, vindos de todas as partes, num sentimento de união que, inclusive, dá forças para atravessarmos as crises. O Brasil real não é o que faz o presidente Bolsonaro, transformando a ajuda às vítimas em palanque eleitoral. O que Pernambuco espera, neste momento, é união, empatia, coisa que o presidente não demonstrou em todas as tragédias que o Brasil viveu sob a administração dele”, criticou.
“As declarações de Bolsonaro e de seus asseclas parecem indicar que o presidente ainda está com a febre Datafolha”, continuou Danilo, fazendo referência à última pesquisa de opinião do instituto, que mostra o atual presidente muito atrás de Lula na corrida pelo Palácio do Planalto. No estudo, o petista, que apoia Danilo em Pernambuco, tem 48% e pode vencer no primeiro turno; enquanto o ex-capitão marcou 27%.
A mudança de Bolsonaro foi “surpreendente”, segundo Danilo. “Tantas tragédias aconteceram no Brasil ultimamente – em São Paulo, na Bahia e no Rio -, e o presidente apareceu bem longe do problema, passeando de lancha ou de motocicleta. Isso sem falar na falta de empatia dele diante das milhares de vítimas da Covid-19. Dá até para pensar que as pesquisas eleitorais estão diminuindo a insensibilidade que ele sempre demonstrou diante da perda de vidas humanas”, afirmou Danilo.
Com uma comissão formada por trabalhadores e pelo Sindmetal, o Deputado Federal (PT-PE), Carlos Veras, se reúne agora com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, para tratar acerca da geração de trabalho e renda para a comunidade pernambucana e a garantia de vagas para a mão de obra local, que deve ser […]
Com uma comissão formada por trabalhadores e pelo Sindmetal, o Deputado Federal (PT-PE), Carlos Veras, se reúne agora com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, para tratar acerca da geração de trabalho e renda para a comunidade pernambucana e a garantia de vagas para a mão de obra local, que deve ser valorizada nos projetos econômicos do governo do estado.
O Sindmetal, Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (SindMetal-PE), foi fundado em 21 de novembro de 1935, o nasceu em uma época onde a luta da classe operária pela melhoria das condições de trabalho e garantia dos seus direitos estava intensificada.
Em 1979, promoveu a primeira Assembleia que viria trazer a mudança de postura do Sindicato. O grupo conseguiu reunir mais de 5 mil metalúrgicos para participar do ato. Posteriormente, montou-se uma chapa para concorrer às eleições e os metalúrgicos assumiram a direção de uma campanha para eleger uma comissão de negociação que tratasse dos interesses do trabalhador.
Através deste grupo, a categoria passou a se sentir representada e ser mais bem informada sobre as decisões que a envolvia. Esses acontecimentos inspiraram o sentimento de luta nos metalúrgicos e, para caracterizar esse espírito, criou-se a mascote Zé Ferrugem. Atualmente, o sindicato possui 46 diretores e tem à frente Henrique Gomes.
Recentemente, o novo presidente do Complexo Industrial e Portuário de Suape, Leonardo Cerquinho afirmou que quer usar a experiência acumulada no período em que foi presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) para atrair novos empreendimentos industriais e ampliar a competitividade de Suape. E revela que já está negociando a vinda de uma grande fábrica para o complexo.
O blogueiro Júnior Finfa divulgou foto do traçado oficial da nova rodovia PE-380, a Estrada de Ibitiranga. A via liga o entroncamento da PE-320 em frente ao Curral do Gado de Afogados da Ingazeira, seguindo conforme foto até a quarta curva, ao encontro da estrada antiga de Ibitiranga, chegando a divisa PE/PB em Novo Pernambuco. […]
O blogueiro Júnior Finfa divulgou foto do traçado oficial da nova rodovia PE-380, a Estrada de Ibitiranga.
A via liga o entroncamento da PE-320 em frente ao Curral do Gado de Afogados da Ingazeira, seguindo conforme foto até a quarta curva, ao encontro da estrada antiga de Ibitiranga, chegando a divisa PE/PB em Novo Pernambuco.
Em resumo, ela nem terá o traçado original, com entrada a frente do trevo da PE 320, nem o anteriormente cogitado, pela comunidade de Alça de Peia.
UOL Na semana que pode ser decisiva para o futuro jurídico e político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Brasília recebe uma série de manifestações: contra e a favor do petista, e até um protesto de ruralistas, sem vínculo com o caso. Na próxima quarta-feira (4), o STF (Supremo Tribunal Federal) julga o […]
Manifestantes contra Lula também realizaram ato em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 22. Foto: Kleyton Amorim 22.mar.2018/UOL
UOL
Na semana que pode ser decisiva para o futuro jurídico e político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Brasília recebe uma série de manifestações: contra e a favor do petista, e até um protesto de ruralistas, sem vínculo com o caso.
Na próxima quarta-feira (4), o STF (Supremo Tribunal Federal) julga o recurso de Lula para que ele possa recorrer em liberdade e não seja preso pela condenação em segunda instância na Operação Lava Jato, no processo do tríplex no Guarujá (SP).
Se for derrotado, Lula poderá ser preso e verá reduzidas as chances de conseguir manter a candidatura à Presidência da República. Se obtiver sucesso, o ex-presidente poderá seguir recorrendo da condenação, o que levará a conclusão do processo para as últimas instâncias do Judiciário.
Livre, Lula também terá maior facilidade para se engajar na campanha eleitoral. Mas, para conseguir ser candidato, precisará travar uma nova batalha jurídica, dessa vez na Justiça Eleitoral, contra seu enquadramento na Lei da Ficha Limpa.
Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente cumpre os requisitos para ser considerado um candidato ficha suja e ficar proibido de disputar eleições.
Juízes e promotores
Na segunda-feira (2), juízes e membros do Ministério Público de todo o país devem entregar aos ministros do STF um abaixo-assinado com argumentos a favor da manutenção pelo Supremo da prisão após condenação em segunda instância.
Uma mudança nesse entendimento no julgamento da quarta-feira iria beneficiar o ex-presidente Lula.
No documento, é afirmado que a regra não se aplica apenas ao caso do ex-presidente, e que uma mudança na decisão do STF implicaria na “liberação de inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, seja por delitos violentos, tais como estupro, roubo, homicídio etc.”, afirma o abaixo-assinado.
Vem Pra Rua e MBL
Os protestes dos grupos Vem Pra Rua e MBL (Movimento Brasil Livre) estão previstos para a terça-feira (3), véspera do julgamento no STF. Os atos foram divulgados nas redes sociais com a frase de convocação “ou você vai, ou ele volta”.
Além de Brasília, há manifestações convocadas para diversas cidades e capitais do país. Em São Paulo, as manifestações ocorrerão na região da avenida Paulista. Na capital federal, O Vem Pra Rua se concentrará em frente ao Congresso Nacional, e o MBL, próximo ao STF. Grupos já haviam protestado no último dia 22, quando o STF adiou a decisão sobre Lula.
O Vem Pra Rua defende que o STF mantenha o entendimento sobre cumprimento da pena após condenação em segunda instância e diz que revisar a decisão da corte sobre o tema poderia prejudicar o combate à corrupção.
“O povo brasileiro quer o fim da impunidade e a manutenção das prisões após condenação em segunda instância, uma das ferramentas encontradas pela Operação Lava Jato para combater a impunidade dos saques de R$ 6 bilhões feitos por corruptos nos caixas da Petrobras, uma empresa que pertence ao Brasil”, afirmou o Vem Pra Rua, em resposta por e-mail sobre os motivos da manifestação.
PT e movimentos de esquerda
O PT e grupos que apoiam Lula devem realizar atos na quarta-feira (4) do julgamento, na praça dos Três Poderes, onde está situado o STF. Foi convocada uma “vigília” em frente ao tribunal.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal se prepara para receber cerca de 10 mil pessoas na manifestação a favor do ex-presidente, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”.
O UOL procurou a secretaria na sexta-feira (29), mas não obteve retorno.
Na manifestação contra o ex-presidente, na véspera, são esperadas 15 mil pessoas.
Ato ruralista
Sem ter relação com o julgamento de Lula pelo STF, entidades de produtores rurais também esperam colocar cerca de 10 mil pessoas na Esplanada dos Ministério na quarta-feira (4).
O ato, previsto para o gramado acima do Congresso Nacional, será contra a decisão do STF do ano passado que permitiu o cálculo da cobrança de um imposto previdenciário sobre a receita do produtor. A categoria reclama do pagamento retroativo das dívidas relativas ao que não foi recolhido ao Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).
O presidente da Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra), Sérgio Pitt, afirma que o protesto já estava marcado antes de ser conhecida a data do julgamento de Lula pelo STF.
“Nossa turma é o povo que vem pra fazer reivindicação, mas são pessoas da paz, da família”, diz Pitt.
Os produtores devem sair em passeata às 13h, em direção ao Congresso Nacional.
A sessão do STF que vai julgar o recurso da defesa de Lula está prevista para as 14h.
Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014: Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. […]
Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014:
Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. Virou uma espécie de referência política do socialismo no Sertão.
A jornalista Bruna Serra, do Congresso em Foco, em um dos artigos mais lidos sobre os relatos de quem cobriu a vida de Eduardo, abre seu texto chamado “Eu pensava que Campos era imortal” citando a cidade:
Nosso primeiro contato foi em 2006. Eu tinha acabado de me formar e trabalhava em um jornal do Recife. Passava da 1h da madrugada quando o carro do jornal estacionou na praça central de Afogados da Ingazeira, cidade sertaneja, distante 386 quilômetros da capital pernambucana.
Em cima da carroceria de um caminhão estava o então candidato a governador Eduardo Campos (PSB). Apesar do frio, estranho ao interior nordestino, ele suava. Gritava ao microfone e arregalava os grandes olhos. A multidão, abduzida, o observava sem reações, mais ou menos como o povo pernambucano recebeu, ontem, a notícia de sua morte.
Ao final do discurso, ele se agachou e pulou da carroceria como um adolescente. Fiz a entrevista e fiquei ouvindo os causos dele até que a praça foi esvaziando. Apesar do frio e do cansaço, os correligionários não arredavam pé, só gargalhavam.
Certamente por isso, é da cidade que se podem ouvir os relatos mais emocionados. O PSB aqui era tido como uma extensão dos ideiais socialistas de Eduardo e Arraes. “Aqui, o PSB fica órfão, perdendo sua maior liderança política. Sua forma de ser e de agir, seus princípios, seus sonhos e ideias servirão de guia para o caminho que o PSB continuará trilhando. Seu legado de lutas faça o Brasil refletir melhor suas escolhas e seu futuro”, diz o Presidente Raimundo Lima em nota ao blog.
Talvez por essa proximidade com a cidade, tive tantos contatos com Arraes e Campos. Eles sempre que podiam incluíam Afogados no roteiro e por isso, consegui algumas ótimas entrevistas. Com Arraes, ainda muito garoto, lembro da tremedeira quando o entrevistei candidato em 1994 – há exatos vinte anos. Arraes estava ao lado de Roberto Freire e Armando Filho, seus candidatos ao Senado. Também na emoção quando mesmo em meio a “feras” como Zadock Castello Branco e Anchieta Santos – este último ainda mais, uma referência – tive respostas a minhas perguntas em jornais no dia seguinte. “Fiquei bestinha”, como costumamos dizer no Sertão.
Voltaria a entrevistar Arraes já como governador pouco tempo depois, também nervoso pelo contato com aquele que era um mito. Teria outros encontros, até o último, dias antes de sua morte na Pousada Brotas, quando gravei uma sonora de menos de três minutos. Arraes já estava com ar de cansado pela rotina, mas ainda assim se dispunha a falar.
Quanto a Eduardo, a própria proximidade temporal – tenho dez anos a menos que ele – nos fez mais próximos na relação jornalística, mas também na atenção que sempre teve comigo. Entrevisto Eduardo desde que era Deputado Federal. Nas conversas, tenho histórias de todo tipo. Ele sabia antes de tudo, do nosso papel na imprensa regional e da importância histórica da Rádio Pajeú.
A história mais áspera foi justamente no início do primeiro governo. Evaldo Costa, seu Secretário de Imprensa, disse que o governador queria falar para emissoras do programa Governo nos Municipios”. Só que nunca me furtei de tratar também do que era pauta da sociedade. Neste dia, por algum motivo, não havia Delegado em Carnaíba e a população estava revoltada. Após falar da pauta sugerida por Evaldo, tratei da demanda local. Ele prometeu e de fato o Delegado apareceu em menos de uma hora na cidade para dar expediente.
Mas Eduardo não gostava – eu diria odiava – tratar de questiúnculas locais. E na cidade, era enorme a repercussão da queda de braço entre Inocêncio Oliveira e o prefeito Totonho Valadares para indicar o Diretor da Ciretran. Perguntei quando ele resolveria a questão. Percebi a contrariedade no tom de voz, afirmando não estar preocupado com isso. Percebi na despedida que tinha ficado aborrecido. Poucos dia depois vi Evaldo em Recife. Disse a ele que não poderia fugir dos temas. “Não se preocupe, doeu mais em mim que em você”, disse aos risos.
De história que mostra o que prevaleceu na nossa relação, os últimos dois encontros, no Carnaval do Recife deste ano. Na abertura do carnaval, Eduardo estava cercado de um batalhão de jornalistas. Quando me viu – único sertanejo cobrindo para um veículo sertanejo – disse como quase sempre em minhas coberturas na festa de momo: “Nilll, você até aqui rapaz?!” Quando se aproximou para gravar uma mensagem, foi puxado por Elba Ramalho, fez uma curva e foi falar com ela. Rapidamente se virou, voltou pra mim e disse: “Desculpe amigo, vamos falar para a Pajeú…” Sempre percebia como os outros jornalistas olhavam, como se perguntassem ‘quem é esse pra quem Eduardo dá tanta atenção?’.
Neste dia curiosamente perdi a sonora por descuido no meu Iphone. No outro dia, arretado, achei Eduardo na abertura do Galo, dia 1 de março deste ano. “Governador, cometi um crime jornalístico…perdí aquela sonora do senhor” disse. “Não acredito! E o que foi que eu disse?” Disse que ele tinha me dado um furo, anunciando que iria entregar obras em Afogados. “Então vamo lá de novo…” – brincou com a costumeira atenção.
Esse foi o Eduardo que ficou em mim. Saulo Gomes na homenagem a ele na Rádio Pajeú trouxe um trecho de uma bela mensagem que diz que os bons são aqueles que, quando conhecemos, nos fazem pessoas melhores. Eduardo com seu exemplo de atenção, família, respeito e amor ao Pajeú me fez melhor também. Com Deus, Eduardo!
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou nesta quarta-feira (12), em discurso na tribuna do plenário, a série de atos organizados por movimentos sociais que começaram a ocorrer no Brasil em favor do Estado Democrático de Direito e contra o risco de retrocesso institucional no país.Nessa terça-feira, em Brasília, ao lado do […]
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou nesta quarta-feira (12), em discurso na tribuna do plenário, a série de atos organizados por movimentos sociais que começaram a ocorrer no Brasil em favor do Estado Democrático de Direito e contra o risco de retrocesso institucional no país.Nessa terça-feira, em Brasília, ao lado do ex-presidente Lula, Humberto participou do início a Marcha das Margaridas, a maior manifestação pelos direitos das mulheres em todo o mundo, com mais de 70 mil pessoas. São mulheres que, segundo o parlamentar, inundaram as ruas do centro da capital federal nesta quarta para defender a democracia e lutar por um pauta de reivindicações.
A presidenta Dilma Rousseff, que abre o Palácio do Planalto nesta quinta-feira para um grande ato público com mais de mil representantes de cerca de 50 entidades, decidiu encontrar as camponesas, no Estádio Mané Garrincha, para apresentar as propostas do Governo Federal às campesinas.
“É muito animador notar que o povo brasileiro – e a recente atuação de legítimos e representativos movimentos sociais do país ilustra bem isso – está dando início a um levante em defesa da democracia e contra o golpismo que alguns setores tencionam colocar em curso”, declarou Humberto.
Já na próxima sexta-feira, o presidente Lula voltará a Brasília para realizar um enorme ato em defesa da educação. A ideia é divulgar e explicar ainda mais o Plano Nacional de Educação para que chegue ao conhecimento de todos os brasileiros. Para Humberto, é preciso que os cidadãos se apropriem desse importante programa para o futuro do país, que foi transformado em carro-chefe da segunda gestão de Dilma sob a bandeira da Pátria Educadora.
Por fim, no dia 20, quinta-feira da semana que vem, movimentos sociais em defesa da democracia e contrários ao retrocesso conservador que ameaça o país voltarão às ruas, num grande ato em dezenas de cidades brasileira. Na avaliação do líder do PT, todas essas movimentações “repudiam as tentações golpistas e propostas ilegais levantadas por setores que querem afundar o Brasil numa crise política”.
O senador afirma que não se espera de quaisquer desses movimentos a defesa de governos, mas que é igualmente inaceitável que qualquer um deles defenda a derrubada de governantes legitimamente eleitos. “Isso seria um atentado ao Estado democrático de Direito, uma quebra da ordem constitucional”, ressaltou. O parlamentar parabenizou a CUT, a UNE, o MST, a Contag, a Marcha das Margaridas e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que, num gesto de responsabilidade e elevada estatura política, segundo ele, estenderam a mão ao diálogo e vão às ruas para defender o Brasil, a democracia brasileira e as históricas conquistas sociais que alcançamos.
Protestos
Humberto também falou sobre o protesto nacional organizado por alguns grupos, sob o patrocínio dos partidos de oposição, contra a presidenta Dilma no próximo domingo. De acordo com o parlamentar, o Governo e o PT estarão atentos para conhecer a sua pauta, suas insatisfações e observar se abandonaram a bandeira da intervenção militar e de saídas que rasgam a Constituição brasileira.
“A legitimidade e a legalidade de suas pautas – afiançadas, repito, por partidos de oposição – merecem o olhar atento de todos os brasileiros porque reedições da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, mãe do golpe militar de 64, não podem ter mais espaço entre nós”, declarou.
Ele lembrou que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT de São Paulo estarão, no mesmo dia, em vigília na frente do Instituto Lula para não deixar que se esqueça o quanto são caros os valores democráticos no país. Uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra a entidade no fim de julho.
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