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‘Bolsonarizada’, PRF adota perfil mais violento nos últimos anos

Por André Luis

No centro de uma crise política por suspeitas de atuar para dificultar o voto de eleitores e de ter sido omissa em relação aos bloqueios nas estradas por manifestantes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mudou seu perfil operacional ao longo dos últimos anos.

A corporação enfraqueceu a vigilância nas rodovias e aumentou a participação em ações que terminaram com mortes violentas. É o que apontam dados sobre operações da PRF e pesquisadores ouvidos pelo O Globo.

Nos últimos quatro anos a PRF foi abandonando sua função original de patrulhar estradas e combater crimes relacionados ao sistema viário. A primeira transformação foi em outubro de 2019, quando foi autorizada pelo Ministério da Justiça a atuar em operações ostensivas, investigativas e de inteligência. 

Dois anos depois, essa norma foi revogada e substituída por outra que permitia ao órgão fazer operações com outras polícias. Essas medidas possibilitaram que a PRF protagonizasse ações com desfechos violentos longe das estradas.

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, um levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apontou uma disparada da letalidade da PRF sob o governo Bolsonaro. 

Entre 2007 e 2018 ocorreram cinco mortes em operações da corporação. Já entre 2019 e 2022, esse número saltou para 58 mortes.

“Fica claro que a PRF tem atuado de forma menos qualificada do que em seu histórico, considerado de excelência, quando é deslocada para atribuições que não são do seu perfil”, analisa o coordenador do Geni, Daniel Hirata.

Ele cita duas operações recentes da PRF que terminaram em chacinas: o massacre de Varginha (MG), com 26 mortos; e o da Vila Cruzeiro, favela na capital do Rio, que resultou em 23 óbitos.

Especialistas destacam que o presidente Jair Bolsonaro sempre criticou a “indústria das multas” — em suas palavras — nas rodovias, enquanto celebrava operações policiais com suspeitos mortos. Esse discurso teria funcionado como mensagem para guiar a mudança de comportamento da tropa da PRF.

Rodolfo Rizzotto, coordenador da ONG SOS Estradas, destaca que a bolsonarização da PRF também produziu efeitos desastrosos nas rodovias. Em 2019, Bolsonaro chegou a dar ordem para tirar todos os radares das estradas e, em quatro meses, o número de mortos nas rodovias aumentou 15%. 

Diante da alta da mortalidade, a Justiça mandou acionar novamente os equipamentos. Porém, segundo Rizzotto, a fiscalização não voltou ao mesmo patamar.

Atuação política

Desde a votação do segundo turno, a corporação se tornou alvo de acusações de atuação eleitoral e instrumentalização política por parte de Bolsonaro. Contrariando ordens judiciais, a PRF promoveu blitzes sobretudo nos estados do Nordeste, reduto eleitoral do presidente eleito Lula (PT), que dificultaram o deslocamento de eleitores na região.

Além disso, ao longo da semana, agentes do órgão foram flagrados apoiando bloqueios feitos por bolsonaristas em rodovias federais. 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que a PRF foi “omissa” e “inerte” e ameaçou prender o diretor da corporação, Silvinei Vasques, caso ele não adotasse medidas necessárias para a desobstrução de vias. 

Na quarta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ainda pediu que a Polícia Federal investigue possíveis crimes cometidos por Vasques.

Em vídeo publicado na noite de sexta-feira nas redes sociais, o diretor da PRF se defendeu.

“Nós abrimos mais de mil pontos no Brasil. Isso nunca ocorreu numa greve de caminhoneiros. Esta é a maior operação da história da PRF. O maior efetivo da História”, afirmou.

Outras Notícias

UFRPE abre concurso com vagas para o campus Serra Talhada

São 28 vagas no estado e salários de até R$ 9,6 mil.  Estão abertas até o dia 20 de outubro as inscrições para um concurso público com 28 vagas na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Todas as vagas são para professores de diversos campos de conhecimento. Os salários são de R$ 4.472,64, para quem […]

São 28 vagas no estado e salários de até R$ 9,6 mil. 

Estão abertas até o dia 20 de outubro as inscrições para um concurso público com 28 vagas na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Todas as vagas são para professores de diversos campos de conhecimento.

Os salários são de R$ 4.472,64, para quem tem graduação, mas podem chegar a R$ 9.616,18, para os profissionais que têm doutorado. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e as inscrições podem ser feitas no site da universidade. No mesmo portal, estão disponíveis o edital e anexos.

A maioria das vagas é para o campus sede da UFRPE, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. Há, também, oportunidades para a Unidade Acadêmica de Serra Talhada, no Sertão; Unidade Acadêmica de Belo Jardim, no Agreste; e para a Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

Para a Unidade Acadêmica de Serra Talhada as vagas são para as áreas de Teoria Econômica/Métodos Quantitativos e Economia Matemática/Economia Aplicada/ Economia Política e História Econômica; Língua Portuguesa; Ciência de Dados/ Programação/ Sistemas de Informação/ Informática/ Engenharia de Software; Fundamentos das Atividades Físicas e Esportivas na Educação Física; e Morfologia Animal.

Do total de vagas, 5% são destinados a pessoas com deficiência. Também há reserva de 20% das vagas para pessoas pretas ou pardas. É cobrada uma taxa de inscrição de R$ 160, ou de R$ 220, para candidatos com título de doutor. Pessoas em situação de vulnerabilidade social podem pedir isenção até o dia 2 de outubro.

As inscrições serão validadas no dia 8 de novembro e, depois disso, os candidatos devem entregar os documentos solicitados no edital, específicos para a vaga escolhida, presencialmente ou via Sedex. As seleção será feita por meio de “avaliação de compatibilidade de perfil”, prova escrita, prova didática, elaboração de plano de atividades e, por fim, prova de títulos. O resultado final deve ser publicado até 15 de março de 2023.

Câmara de Caruaru recebe pedido de cassação do mandato de Kátia das Rendeiras

A Câmara Municipal de Caruaru recebeu, na manhã desta sexta-feira (10), um pedido de cassação do mandato da vereadora Kátia das Rendeiras (Republicanos). O ofício foi protocolado pelo suplente e correligionário da parlamentar, Wagner do Santa Rosa, com base nos artigos 21 e 24 do regimento interno da Casa. Kátia das Rendeiras foi presa no […]

A Câmara Municipal de Caruaru recebeu, na manhã desta sexta-feira (10), um pedido de cassação do mandato da vereadora Kátia das Rendeiras (Republicanos). O ofício foi protocolado pelo suplente e correligionário da parlamentar, Wagner do Santa Rosa, com base nos artigos 21 e 24 do regimento interno da Casa.

Kátia das Rendeiras foi presa no início do mês pela Polícia Civil. Ela é acusada de formação de quadrilha e peculato. A vereadora chegou a ser recolhida para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no Recife, mas atualmente cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Um assessor de Kátia também foi preso pela operação Primus, cujas investigações tiveram início em março de 2022.

De acordo com o suplente, caberá à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Caruaru analisar o pedido e determinar pelo afastamento ou cassação do mandato da vereadora. Não há prazo pré-definido para análise do documento. Caso o Legislativo municipal acolha a denúncia e decida pela cassação, Wagner do Santa Rosa assumirá a cadeira de Kátia das Rendeiras na Câmara Municipal. As informações são do Diário de Pernambuco.

Postagem preconceituosa de Murilo Couto contra Assisão gera repúdio nas redes sociais

As redes sociais do comediante Murilo Couto foram invadidas por sertanejos revoltados com uma brincadeira cheia de mal gosto e preconceito contra o forrozeiro Assisão. O ponto de partida foi a tentativa de “fazer humor ” com expressões preconceituosas contra o artista que fez uma live semana passada, arrecadando alimentos para famílias carentes. Assisão,  conhecido […]

Assisão é símbolo cultural do Nordeste

As redes sociais do comediante Murilo Couto foram invadidas por sertanejos revoltados com uma brincadeira cheia de mal gosto e preconceito contra o forrozeiro Assisão.

O ponto de partida foi a tentativa de “fazer humor ” com expressões preconceituosas contra o artista que fez uma live semana passada, arrecadando alimentos para famílias carentes.

Assisão,  conhecido como o Rei do Forró,  tem mais de 50 anos de carreira e mais de 700 composições,  muitas gravadas por grandes nomes da MPB.

O vídeo gerou inúmeras mensagens de repúdio de sertanejos contra o perfil do pseudo humorista.

Políticos também manifestaram repúdio. O prefeito Luciano Duque afirmou que  Assisão realizou uma live recentemente, e graças ao seu prestígio, pode ajudar várias pessoas. “Não vimos qualquer crítica que não fosse o reconhecimento pela sua iniciativa e pelo compromisso que Assisão tem e sempre teve com a boa música”.

“Mas, fomos surpreendidos, mais uma vez, pelo preconceito de quem desconhece a imensidão cultural do nosso país e usa a popularidade virtual para atacar pessoas e ferir a honra de artistas como Assisão.

Me refiro ao humorista Murilo Couto, que acha que fazer humor é ser leviano e preconceituoso, assim como agiu ao se referir a Assisão. Queria esse rapaz ter as virtudes do nosso mestre e ser capaz de exercer com plenitude a cidadania tal qual faz o mestre do forró, o artista que criou um estilo musical e que é reverenciado por tantos colegas.

A Murilo Couto o nosso mais veemente repúdio contra o seu preconceito e leviandade. Ao nosso mestre Assisão, a nossa solidariedade, respeito e admiração. Obrigado por alegrar há mais de 50 anos as nossas noites de São João”, colocou.

A vereadora Vera Gama afirmou que “a forma desrespeitosa com que o comediante faz suas piadas não só ofende o Rei do Forró, mas também toda a comunidade que o tem como símbolo da cultura nordestina”.

“O tom de escárnio dos comentários, além de demonstrar a qualidade duvidosa do seu trabalho, revela uma profunda ignorância e um desrespeito ao Nordeste”.

A agência de publicidade Saminina Comunicação & Promo também se manifestou em mota assinada pela CEO Carla Carvalho.

“A Saminina Comunicação, por meio dessa nota, expressa seu repúdio aos comentários feitos pelo humorista Murilo Couto dirigidos a Francisco Assis Nogueira, Assisão, em vídeo publicado no dia 23, em seu canal no YouTube.

Nós nos posicionamos contra o humor feito pelo comediante, que visa diminuir a imagem alheia, e por considerar essa forma de comédia rude e grosseira.

Pela falta de informação apresentada pelo humorista, consideramos relevante destacar que nós apoiamos a live, fornecendo, em parceria com outras empresas, a estrutura para que a transmissão ocorresse, além disso, doamos 100 kg de alimentos. Portanto, não patrocinamos o evento como ele erroneamente diz no seu vídeo.

Os comentários do humorista em questão demonstram um profundo desrespeito a uma figura pública que representa a nossa cultura, sendo assim, sua ignorância ofende não só o artista e compositor Assisão, mas também a todos os nordestinos e, por isso, registramos nosso desprezo as palavras grosseiras proferidas.

Destacamos também nossa satisfação em apoiar o artista Assisão na sua ação social e, com imensa alegria, anunciamos que já estamos trabalhando para viabilizar outra live do Rei do Forró. Contamos com a participação de todos”.

Veja a postagem no Insta do blog, com trecho da postagem preconceituosa,  que tem gerado críticas ao comediante:

Prefeitura de Iguaracy e Secretaria de Cultura e Turismo preparam Irajaí para a Festa de Março

Na última terça-feira (24), a Prefeitura Municipal de Iguaracy e a Secretaria de Cultura e Turismo retornou ao distrito de Irajaí para a segunda reunião dedicada à tradicional Festa de Março. O encontro teve como objetivo discutir as demandas da comunidade e apresentar as soluções propostas pela prefeitura e secretaria. Durante a reunião, foram apresentados […]

Na última terça-feira (24), a Prefeitura Municipal de Iguaracy e a Secretaria de Cultura e Turismo retornou ao distrito de Irajaí para a segunda reunião dedicada à tradicional Festa de Março. O encontro teve como objetivo discutir as demandas da comunidade e apresentar as soluções propostas pela prefeitura e secretaria.

Durante a reunião, foram apresentados os resultados dos pedidos feitos pela comunidade na primeira reunião, realizada em 12 de fevereiro. Entre os principais temas abordados, destacaram-se a necessidade de dar visibilidade ao distrito por meio de atrações locais, a contratação de uma equipe de apoio formada por moradores da própria comunidade e o incentivo ao comércio local para fomentar a geração de renda. 

Além disso, foram confirmadas atrações de nível regional e nacional que animarão o público em cinco noites de festividades, programadas para ocorrer entre 10 e 22 de março.

“O prefeito Dr. Pedro Alves (PSDB-PE) demonstrou comprometimento em atender todas as demandas apresentadas pela Secretaria de Cultura, não poupando esforços para garantir que a população fosse ouvida e atendida”, afirmou a assessoria de comunicação. 

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcone Melo, enfatizou a importância da participação popular: “Fazer festa popular é fazer festa com o povo. Precisamos ouvi-los para que toda a comunidade participe e se sinta parte do processo de elaboração e execução do evento. Assim, os resultados serão os melhores possíveis.”

Danilo Cabral diz que MP é ação antidemocrática do governo

Vice-presidente da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, o deputado Danilo Cabral (PSB) criticou a Medida Provisória 914/2019, que muda o processo de escolha dos reitores das instituições de ensino superior. Para ele, é uma medida adotada de forma antidemocrática e que afronta a autonomia universitária. “Precisamos fortalecer a autonomia das universidades como mais […]

Foto: Chico Ferreira

Vice-presidente da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, o deputado Danilo Cabral (PSB) criticou a Medida Provisória 914/2019, que muda o processo de escolha dos reitores das instituições de ensino superior. Para ele, é uma medida adotada de forma antidemocrática e que afronta a autonomia universitária.

“Precisamos fortalecer a autonomia das universidades como mais um passo para a melhoria da educação no país. Reconhecemos a necessidade de aperfeiçoar o processo de eleição de dirigentes. As mudanças, no entanto, devem levar em consideração as discussões que ocorrem no Congresso Nacional, não podem ocorrer através de medida provisória”, afirmou Danilo Cabral, que assinou nota da Frente Parlamentar contrária à decisão do governo (Confira abaixo).

O deputado lembra que não é a primeira vez que o governo tenta ferir a autonomia universitária. No primeiro semestre, além de sinalizar que a que a indicação de reitores seria feita pelo presidente da República, o governo, via Ministério da Educação, editou portaria que retirou dos reitores o poder de indicar cargos de livre comissão, sendo atingidas, por exemplo, as nomeações de pró-reitores e diretores, que passarão a ser feitas pelo MEC e Casa Civil.

Danilo Cabral é autor de projeto de lei que estabelece mecanismos e critérios para o processo de escolha de dirigentes das instituições de ensino superior. A proposta foi criada após o governo sinalizar que a indicação de reitores seria feita pelo presidente da República. O texto estabelece, entre outras diretrizes, que será feita uma consulta à comunidade escolar da universidade, com votação uninominal. A nomeação deverá ser decorrente do processo de consulta, organizado pelo colegiado máximo da instituição, criado especificamente para este fim, no qual será declarado vencedor o candidato mais votado.

“É preciso reconhecer que essa consulta à comunidade, nos termos da legislação federal, não vincula juridicamente o colegiado para a elaboração da lista tríplice. Chegou a hora de atualizar essa legislação e dar regularidade formal aos processos eleitorais diferenciados que já ocorrem nas instituições”, explica Danilo Cabral.

A escolha dos reitores é feita de forma que os professores têm 70% do peso de escolha e os técnicos-administrativos e discentes possuem 15% cada. “Atualmente, algumas instituições procuram respeitar os processos democráticos internos conquistados por docentes, técnico-administrativos e estudantes, que passaram a realizar consulta à comunidade universitária com paridade no peso do voto entre os três segmentos”, ressalta o parlamentar.

Danilo Cabral acredita que a proposta apresentada traz avanços normativos para esse tema ao vincular a nomeação do reitor ao resultado da consulta à comunidade, com eliminação da lista tríplice e da instância indireta do conselho máximo da IFES, bem como estabelecendo a diretriz de votação paritária no processo eleitoral.