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Arcoverde: prefeitura não divulga cachês do São João

Por Nill Júnior

Iniciado neste sábado com os shows de Fulô de Mandacaru e Gabriel Diniz no palco central da festa, além de outros artistas nos demais pólos juninos, o São João de Arcoverde que prevê 170 atrações se apresentando nos 11 dias do evento, está descumprindo a Lei 15.818/16 que prevê a divulgação dos valores gastos com as atrações e estrutura da festa.

Sancionada no dia 31 de maio do ano passado, a lei prevê que gastos públicos com festas e contratações de artistas e shows deverão ser comunicados à população através de uma placa de 6 metros quadrados colocada em local visível e ficar exposta durante a realização do evento para explicitar e detalhar os custos do governo com a festa.

A legislação determina que a placa contenha o nome da atração e o valor do cachê, o responsável pela estrutura, iluminação, som e palco, além da origem dos recursos utilizados.

Em nenhum dos pólos do São João de Arcoverde a prefeitura colocou uma placa como manda a lei explicitando os valores pagos aos artistas, a estrutura e responsáveis pela organização do evento, como decoradores, já que a prefeitura tem empenho da ordem de R$ 173 mil para a decoração dos festejos juninos de 2017, segundo dados do Portal da Transparência.

A reportagem da Folha percorreu todos os pólos e pode identificar apenas a placa promocional e de sinalização da prefeitura, na cor verde, utilizada na campanha eleitoral, e as marcas dos patrocinadores (Governo de Pernambuco, Pitú, Schincariol, Teacher e Caixa Econômica Federal).

Segundo extratos de inexigibilidade de licitação publicados no Diário Oficial da Amupe, somente o Polo Multicultural, localizado na Praça da Bandeira, os gastos com atrações somam mais de R$ 1 milhão, sem contabilizar os gastos com palco, som, iluminação e camarotes.

De acordo com a Lei 15.818/16, quem descumprir a norma, estará sujeito a levar advertência, no primeiro caso, e multa, se for reincidente. O valor pode variar de R$ 1 mil a R$ 100 mil.

Outras Notícias

Cine São José dá primeiro passo para retomada

O técnico Alexandre Barros, da empresa Base Post, de São Paulo, está em Afogados da Ingazeira revisando o projetor do Cine Teatro São José. O Cine é o único cinema de rua a funcionar com programação regular na região. Depois de nova adaptações na cabine, deve retomar as atividades ainda neste trimestre. Isso porque de […]

O técnico Alexandre Barros, da empresa Base Post, de São Paulo, está em Afogados da Ingazeira revisando o projetor do Cine Teatro São José.

O Cine é o único cinema de rua a funcionar com programação regular na região. Depois de nova adaptações na cabine, deve retomar as atividades ainda neste trimestre.

Isso porque de acordo com o diagnóstico de desempenho do projetor digital da marca Cristhie,  são necessárias ações para que haja menor influência externa de calor e umidade.

Com isso, mesmo com o equipamento apto, a melhoria na cabine é necessária para evitar novas intercorrências,  dada a sensibilidade técnica do equipamento.

Há muita incidência de calor,  o que exige isolamento térmico,  além da preocupação com poeira e umidade.  Esses fatores externos tinham menor influência no projetor de rolo,  que funcionava até 2016. “É adaptar uma cabine antiga a um equipamento novo”, define Barros.

Campanha de manutenção:  Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios está lançando uma campanha de amigos do cinema, com colaborações mensais,  como no modelo de sócios contribuintes da Rádio Pajeú.

A finalidade é contribuir com sua manutenção,  que  não tem garantia só com a exibição dos filmes. Só essa intercorrência técnica tem custo total de quase R$ 40 mil, que foge do orçamento regular da Fundação.

Parceiros como a prefeitura de Afogados da Ingazeira também estão sendo buscados para parcerias.

Sertão do Pajeú recebe banho de cultura com o Festival Chama Violeta

Por André Luis Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte […]

Por André Luis

Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte do projeto No Meu Terreiro Tem Arte, tocado pela atriz, Odília Nunes na comunidade do Sítio Minadouro, Xique Xique no município de Ingazeira nos dias 01, 02 e 03 de novembro.

A atriz deu todos os detalhes sobre a programação durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta sexta-feira (25), que não poderia ficar de fora de apoiar uma iniciativa única pela sua organicidade, e formatação onde a arte impera e promove uma troca de culturas entre artistas e comunidade.

Entre alguns destaques do festival que atrai gente de todo o Estado e do país, Odília citou a primeira apresentação que acontecera na feira livre da cidade na próxima sexta-feira (01.11) que será “A Chegada de Godot” – um boneco manipulado pelo ator recifense, Luiz Manoel. O boneco distribui poesias e conversa com as pessoas.

Odília explicou que este ano o festival terá intervenções também na zona urbana da cidade devido a pessoa que dá nome a ele estar estudando na cidade. “Este ano o festival está saindo de lá da área rural, A gente faz questão de ocupar os espaços que a cidade tem, pra dar mais vida para esta cidade porque ela merece”.

Ainda no dia 01º de novembro, Odília destacou outra ação que acontecerá na zona urbana, que é o lançamento do livro infantil, escrito por uma criança “Margaridas e Rosas”, de Violeta Nunes. O livro será lançado na Biblioteca de Ingazeira às 10h.

A atriz também destacou a Palestra mais dança inclusiva “Não sou especial, só sou uma edição limitada”, que será apresentada por mãe e filho, Karol Cordeiro e Pedoca. “Eles estão vindo de Uberlândia-MG. Pedoca é portador de uma doença rara que acomete no mundo inteiro ele e mais 17 pessoas e esse menino vem pra ensinar muita coisa pra gente. Ele dança com a mãe na cadeira de rodas e é uma coisa linda” destacou.

Outro destaque que Odília adiantou, acontece no sábado dia 02, às 18h, é o Bolero de Ravel, só que este apresentado de maneira diferente por João Rafael Neto, de Salvador-BA. O artista faz a apresentação com uma bicicleta.  Odília destacou ainda a apresentação da Banda de Pífanos de Riacho do Meio, que se apresenta no domingo, dia 03, às 19h. Confira toda a programação clicando aqui.

Serra: Presidente da Câmara impede manifestação e encerra sessão em Serra Talhada

Em Serra Talhada, o presidente da Câmara Manoel Enfermeiro aderiu ao famoso dois pesos e duas medidas. Em uma casa onde vaias, aplausos e toda sorte de manifestação tradicionalmente são respeitados, considerando ser “a Casa do Povo”, onde um presidente raramente invoca o regimento, ao não ser em grandes excessos, o presidente encerrou uma sessão […]

Fotos: WhattsApp

Em Serra Talhada, o presidente da Câmara Manoel Enfermeiro aderiu ao famoso dois pesos e duas medidas.

Em uma casa onde vaias, aplausos e toda sorte de manifestação tradicionalmente são respeitados, considerando ser “a Casa do Povo”, onde um presidente raramente invoca o regimento, ao não ser em grandes excessos, o presidente encerrou uma sessão por discordar da linha de atuação do público presente à Casa, formado em sua maioria por apoiadores do PSL e do Presidente Jair Bolsonaro.

A discussão era de uma Moção de Repúdio  013/2019, de autoria do vereador Sinézio Rodrigues (PT). Ela condenava os cortes de 30% na Educação. O alvo, o Presidente Jair Bolsonaro. Algo legítimo por parte do parlamentar, assim como o direito de acompanhar por quem discordava. Um grupo da Direita Serra Talhada foi à Câmara acompanhar.

Rosimério de Cuca defendeu a Moção. Paulo Melo e André Maio a criticaram. O último disse que votou em Bolsonaro e que ele é Presidente de Serra e de todos, no que foi aplaudido. Foi a hora que Manoel Enfermeiro entrou em cena. “Eu peço a vocês mais uma vez. Eu nem quero que vocês aplaude bem nem o mal. Não aplaude. Não. vamo fazer…” Alguém reclama da plateia invocando a liberdade de expressão, mas sem estardalhaço. Manoel: “tá suspensa a sessão, pronto!” E encerra os trabalhos.

 

Ouça Manoel encerrando a sessão. Aparentemente não há motivação ou baderna que justifiquem a decisão:

 

O que incomoda saber é que Manoel invoca a máxima de que, para uns, a lei para outros, a força da lei. Não são poucas as sessões, transmitidas por emissora local e redes sociais em que a população se manifesta e muitas vezes não tem nenhum advertência pelo Presidente da Casa.  No caso, não houve intimidação.

O grupo, apesar das bandeiras polêmicas, muitas com as quais a maioria da população não se identifica, como no caso dos recursos para universidades, não era representado por baderneiros. Muitos tem vida social conhecida, ativa, trabalham e moram em Serra Talhada. Assim, por mais complexo que possa parecer, o Presidente recorreu ao mesmo expediente que sempre condenou: a intolerância e falta de respeito á liberdade de expressão em uma casa que é do povo. Uma pena…

Acidente mata motociclista na PE-275 em São José do Egito

Um acidente com vítima fatal foi registrado na tarde deste sábado (09) na PE-275, entre São José do Egito e Ambó. Segundo informações do Blog Repórter do Sertão, a vítima é o egipciense conhecido como Pedro, do Sítio Bom Nome. Ele guiava uma motocicleta quando colidiu de frente com uma carreta numa curva próxima à balança da […]

Um acidente com vítima fatal foi registrado na tarde deste sábado (09) na PE-275, entre São José do Egito e Ambó.

Segundo informações do Blog Repórter do Sertão, a vítima é o egipciense conhecido como Pedro, do Sítio Bom Nome.

Ele guiava uma motocicleta quando colidiu de frente com uma carreta numa curva próxima à balança da empresa Serrote Redondo. A vítima morreu no local do acidente.

Pedro era filho de Antônio de Paulo, da comunidade de Bom Nome, zona rural de São José do Egito. Atualmente morava em São José e era amante do futebol. O pai dele também já é falecido.

As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas e estão sendo averiguadas pela Polícia Civil.

Segundo populares falta sinalização e o mato dificulta a visibilidade da via onde ocorreu a fatalidade. A responsabilidade é do DER – Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Pernambuco.

Prefeitura de Afogados desenvolve projeto de empreendedorismo rural

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou esta semana algumas reuniões junto às associações das comunidades rurais da Serra da Opa, Minador, Brejo, Umbuzeiro e Leitão da Carapuça. A ação faz parte do projeto   “Zona rural sem fronteiras: empreender é possível”, realizado em parceria com o SEBRAE. O projeto é uma ação integrada entre […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou esta semana algumas reuniões junto às associações das comunidades rurais da Serra da Opa, Minador, Brejo, Umbuzeiro e Leitão da Carapuça. A ação faz parte do projeto   “Zona rural sem fronteiras: empreender é possível”, realizado em parceria com o SEBRAE. O projeto é uma ação integrada entre as Secretarias de Agricultura e de Administração, Desenvolvimento Econômico e Turismo. 

O objetivo da Prefeitura de Afogados é fomentar o empreendedorismo junto às comunidades rurais. “Fizemos, em parceria com a Secretaria de Agricultura e o SEBRAE, um estudo de solo para saber as potencialidades de cultivo e identificamos um grande desperdício da produção de jabuticaba na Serra da Opa. Junto com o SEBRAE, e dialogando com os agricultores, iniciamos a produção de diversos produtos para agregar valor à produção, como doces e geleias,” destacou o Secretário de Administração e Desenvolvimento Econômico, Ney Quidute. Segundo Ney, o projeto também contempla as produções de coco catolé, castanha, caju e umbu. 

A reunião contou com a presença do Secretario de Agricultura de Afogados, Valberto Amaral. O projeto, e os produtos frutos desta ação, serão apresentados no congresso da Amupe, nos próximos dias 15, 16 e 17 de abril. 

No stand da Prefeitura de Afogados, durante o congresso, os participantes poderão adquirir os produtos dos nossos agricultores familiares, como geleia e licor de jabutica, licor de umbu, castanhas de caju selecionadas, biscoito de castanha e cocadas de coco de catolé. 

Ao todo, noventa e oito famílias participam do projeto e contaram com o apoio da Gestão Municipal para a estruturação da associação com freezeres para o armazenamento das frutas, panelas, embalagens descartáveis e rótulos com o logo tipo dos produtos para a comercialização. 

A reunião também contou com a participação da agente de crédito do Banco do Nordeste, Viviele Marques, que apresentou a linha de crédito do Crediamigo.

O projeto “Zona rural sem fronteiras: empreender é possível” é um dos finalistas do prêmio SEBRAE – Prefeitura Empreendedora, cujos vencedores serão anunciados na próxima Segunda, 15 de Abril, dentro da programação do Congresso da Amupe.