Faleceu na manhã dessa terça-feira (17), Dona Cleonice Monteiro, mãe da vereadora reeleita por Arcoverde Zirleide Monteiro, e avó do vice-prefeito eleito de Buíque, o jovem Túlio Monteiro.
Nas redes sociais, os políticos comunicaram a notícia e externaram a pesar. O sepultamento foi nesse fim de tarde.
“Hoje meu coração fica mais vazio. Apesar de toda a garra, toda a luta, D. Cleonice foi vencida pela doença e hoje partiu para os braços do Senhor. Deixa aqui sua linda história de vida à frente de uma grande família de filhos, filhas, netos, netas. Ficarão as belas histórias, seu exemplo de mãe, mulher e a saudade que vamos levar conosco sempre. Que Deus nos dê forças e nos conforte neste momento de dor, de perda, mas também nos ilumine para que possamos carregar dentro do peito somente os belos momentos vividos ao longo de 85 anos de muita luz e amor”, publicou a vereadora Zirleide.
“Recebi com tristeza essa notícia, e comunico a todos vocês, o falecimento da minha vó Cleonice Monteiro. De tudo que aprendi e pude viver ao lado dela, sua coragem e força me motivaram até os últimos instantes. Infelizmente, na vida não temos escolhas dos momentos em que as notícias são felizes ou tristes, agora guardo o sentimento de sua partida”, escreveu Túlio.
Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora Do Diário de Pernambuco Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos […]
Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora
Do Diário de Pernambuco
Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo Antônio da Silva foge aos estereótipos relacionados ao episcopado também em sua insistência em defender publicamente a democracia brasileira e causas ligadas à classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1 e as cotas para estudantes negros.
Embora já fosse conhecido na cena católica de Pernambuco pelo engajamento histórico no combate às desigualdades sociais, ele se tornou alvo de ataques e ameaças nas redes sociais após a repercussão de uma homília que celebrou durante o Natal do ano passado. Na ocasião, Dom Limacêdo pediu punição para quem pratica atos antidemocráticos e criticou a Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de maio de 2026 pelo Congresso Nacional para viabilizar a redução de penas e a aceleração da progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, notadamente favorecendo os envolvidos no 8 de Janeiro de 2023.
“O propósito da Igreja é formar consciências”, disse Dom Limacêdo ao ser questionado sobre o papel da Igreja na atualidade, em entrevista concedida ao Diario de Pernambuco.
Nascido em Nazaré da Mata no dia 29 de setembro de 1960, ele comentou sobre sua intimidade de longa data com a pauta política, que teve início com a atuação pastoral junto a catadores de recicláveis, trabalhadores rurais e movimentos sociais. A vivência prática ganhou esteio intelectual durante sua formação em teologia no Mosteiro de São Bento em Olinda, onde Limacêdo se aproximou de Dom Fernando Saburido, agora Arcebispo emérito de Olinda e Recife, e dos estudos filosóficos. Confira a entrevista na íntegra:
DP: Desde quando o senhor tem sofrido ataques por seus posicionamentos?
Mais intensamente, desde a pregação que fiz na noite de Natal. Todo mundo aprendeu que na homília a gente faz primeiro a interpretação da bíblia. De quais são os feitos de Jesus, seus gestos. O texto bíblico não é todo passado, é todo presente.
Natal quer dizer o quê? Que Deus se encarnou, se fez homem e desceu até nós para que subíssemos. Vou negar a encarnação? A encarnação pressupõe o assumir da história, das lutas, dos sonhos e esperanças humanas.
O documento do Concílio Vaticano II- Gaudium et Spes fala do relacionamento da Igreja com o mundo. Segundo ele, as dores, medos e esperanças das pessoas de hoje são as dores, esperanças e medos dos discípulos de Cristo.
DP: Na sua visão, qual é o papel da Igreja diante de temas sociais e políticos que agora dividem a sociedade brasileira?
O nosso papel é anunciar o evangelho que salva e liberta. O evangelho que faz servir as pessoas que estão caídas. Pessoas, muitas vezes, que vivem na solidão, por parte dos familiares e de alguns governantes.
O propósito da Igreja é formar consciências. Se Deus é nosso pai, qual a consequência imediata? Somos todos irmãos. Todo mundo tem inteligência, tem valor e quer colocar isso à disposição da sociedade. Para isso, a gente precisa de muitas coisas.
O anjo de Jesus diz: ‘Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância’. Quando Jesus fala de vida, é uma vida digna, em que a gente possa gozar de fato dos direitos que todo ser humano tem. E o que estamos vendo? Tentativas de golpe contra a democracia, deputados que são eleitos e votam contra os trabalhadores e as trabalhadoras. Essa falta de coerência me leva, de fato, a não ficar quieto.
Eles podem ter vários dias de folga e descanso, expedientes muito limitados, e o trabalhador não pode. Essas são questões que interessam a Igreja católica, porque ela está preocupada com a pessoa humana integral.
DP: De onde vem essa sua formação mais engajada, ligada às causas sociais?
Eu venho de uma família simples de Pernambuco e fui crescendo vendo muitos exemplos de pessoas comprometidas com os outros. Minha formação foi acontecendo ouvindo as lideranças populares, acompanhando as campanhas da Igreja, lendo as histórias dos mártires e, sobretudo, olhando para a prática de Jesus. Não apenas aquele Jesus distante, divino, mas o Jesus humano, que se encarnou e assumiu as dores e os sonhos do povo.
Na Diocese de Nazaré, vivi experiências muito importantes. Havia semanas populares, encontros com sindicalistas, reuniões para discutir os problemas dos trabalhadores. Meu caminho foi sendo construído nesse contato com a vida do povo e com a compreensão de que o Evangelho precisa dialogar com a realidade concreta das pessoas.
Depois, no seminário, aprofundei meus estudos em Filosofia e Teologia, inclusive no Mosteiro de São Bento, onde tive contato com grandes referências da Igreja. Tudo isso foi me formando. Mas a essência sempre foi essa: compreender que seguir Jesus é também se preocupar com a dignidade humana, com justiça social e com a defesa da vida.
DP: Parte dos seus críticos afirma que religiosos não deveriam “fazer política”. É possível separar completamente fé, defesa de direitos sociais e debate público?
Essa separação não deveria existir, porque o próprio Jesus, no seu tempo, questionou os poderosos de sua época. Jesus não ficou em cima do muro. Um cristão não pode ficar alheio ao debate político e a Igreja não pode ser omissa, pois minha omissão, no fundo, é apoio para alguns.
Segundo o Vaticano Segundo, um grande momento de concílio no Brasil, a Igreja é sinal sacramento de salvação para a humanidade e ponto de diálogo para unir as pessoas, levá-las a refletir e viver enquanto pessoas humanas dignas.
DP: O senhor acredita que o ambiente político mais polarizado dos últimos anos também impactou as relações dentro das comunidades religiosas?
O impacto é dentro das famílias. Desde a última eleição, famílias não se reconciliaram ainda. Isso é um desmonte da própria pessoa, das relações humanas saudáveis.
Sempre existiram direita e esquerda. Isso é importante para que haja cobrança, educada, dialógica e que concorra para o bem. No Brasil, não há espaço para regimes autoritários, nossa educação e nossa história não podem ceder a isso.
Está faltando formação política, que é o que impede que as trevas tomem o lugar da luz. Se os sindicatos, a Igreja e os partidos não formam as pessoas, dá nessas loucuras que estamos vendo por aí. É importante estudar o que foi o regime militar e que, agora, aconteceu uma nova tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro de 2025. Precisamos qualificar o jovem, fazê-lo sonhar, pois sua capacidade criativa precisa ser alimentada.
DP: Como lida com as reações negativas, dentro e fora da Igreja, a seus posicionamentos?
A princípio, a gente fica chocado, porque quando defendo a democracia, estou defendendo o óbvio. Os últimos papas têm dito que a política é uma das formas especiais para viver o bem do mundo das pessoas, da sociedade, das famílias, porque os políticos têm capacidade de contribuir para o bem comum. É uma tarefa muito bela, mas o que tem acontecido é que a gente sente vergonha do modo como ela tem sido conduzida.
Eu fico triste muitas vezes, mas isso não me tira a alegria do evangelho. Como dizia o Papa Francisco, não deixe que ninguém tire a sua esperança. E eu tenho esperança em um Brasil participativo, cheio de vitalidade, porque Deus nos deu tudo.
Temos direito ao sol, à lua, ao mar, temos direito de contemplar a natureza e defendê-la. Aqui, eu trabalho com uma equipe muito boa de sacerdotes e leigos engajados na defesa do Rio Pajeú e da caatinga, esse bioma tão profundo, tão belo, que nos permite viver.
A Terra é a nossa casa, a casa comum. Temos que nos lembrar disso. E os meios que ela tem, pode deixar de ter, se não tivermos cuidado.
A candidata à vice-prefeita de Boa Vista na chapa do MDB, Edileusa Loz, morreu, aos 57 anos, vítima da Covid-19, na manhã deste domingo (25). A informação da morte foi divulgada pelo comitê de campanha do candidato a prefeito, Arthur Henrique (MDB), com quem Edileusa concorria no pleito. A coligação suspendeu as atividades de campanha por 24h. […]
A candidata à vice-prefeita de Boa Vista na chapa do MDB, Edileusa Loz, morreu, aos 57 anos, vítima da Covid-19, na manhã deste domingo (25).
A informação da morte foi divulgada pelo comitê de campanha do candidato a prefeito, Arthur Henrique (MDB), com quem Edileusa concorria no pleito. A coligação suspendeu as atividades de campanha por 24h.
“A coligação “O Trabalho Continua” e o MDB lamentam informar o falecimento de nossa candidata a vice-prefeita, Edileusa Lóz. Edileusa faleceu no dia de hoje em decorrência da Covid-19. A campanha de nossa coligação, em todas as suas frentes, será suspensa pelas próximas 24 horas.”, comunicou a nota.
Edileuza Loz estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Geral de Roraima (HGR) desde da última quarta-feira (21).
Edileuza deixa marido e filhos. Ela nasceu na Paraíba e morava em Roraima há 20 anos. Formada em Administração, pós-graduada em Gestão Social e especialista em Gestão Social e Políticas Públicas. A candidata foi apresentada como a vice-prefeita do candidato Arthur Henrique no dia 15 de setembro durante convenção virtual.
A Super Lua da última noite acabou atraindo belos registros mundo afora. Pois é, o Sertão do Pajeú também tem uma bela foto pra chamar de sua. Foi feita pelo fotógrafo e parceiro deste blog, Cláudio Gomes. Gomes escolheu um ângulo da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, uma das mais belas do interior, […]
O clique da Super Lua de Cláudio Gomes: parece pintado a mão
A Super Lua da última noite acabou atraindo belos registros mundo afora. Pois é, o Sertão do Pajeú também tem uma bela foto pra chamar de sua. Foi feita pelo fotógrafo e parceiro deste blog, Cláudio Gomes.
Gomes escolheu um ângulo da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, uma das mais belas do interior, construída no início do século passado sob orientação do padre arquiteto francês Carlos Cottart.
Ao fundo, o fenômeno da Super Lua, com o satélite a uma distância de apenas 356.509 km no momento em que ficou mais próximo da Terra m sete décadas. Cláudio enviou seu registro para o Estadão, na série Meu clique Estadão e, claro, para o nosso blog. Parabéns!
Nesta sexta-feira (15), a Câmara Municipal de Serra Talhada vai realizar a primeira sessão extraordinária do ano de 2021. Será a primeira sessão sob o comando do vereador Ronaldo de Dja, do PP. Durante a sessão serão lidos projetos de leis como o 001/2021, que dispõe sobre o reajuste dos vencimentos dos servidores públicos, adequando-os […]
Nesta sexta-feira (15), a Câmara Municipal de Serra Talhada vai realizar a primeira sessão extraordinária do ano de 2021.
Será a primeira sessão sob o comando do vereador Ronaldo de Dja, do PP.
Durante a sessão serão lidos projetos de leis como o 001/2021, que dispõe sobre o reajuste dos vencimentos dos servidores públicos, adequando-os ao disposto na medida provisória nº 1021, publicada no DOU em 31/12/20, que trata sobre o salário mínimo.
O 002/2021 dispõe sobre as contratações realizada pelo prazo de 12 meses, podendo ser prorrogadas, por igual período, nos termos da legislação vigente, enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus (COVID-19).
Já o 003/2021 trata da renomenclatura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, passando a denominar-se Secretaria de Assistência Social, Mulher e Cidadania. Todos os projetos são de autoria do poder executivo. A sessão será transmitida ao vivo pela página oficial da Câmara de Vereadores no Facebook.
G1 O Juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, afirmou na manhã desta terça-feira (15), em São Paulo, que a reforma política “como está sendo pensada não é uma verdadeira reforma política”. Moro falou sobre a importância do Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado a ação direta de constitucionalidade que […]
O Juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, afirmou na manhã desta terça-feira (15), em São Paulo, que a reforma política “como está sendo pensada não é uma verdadeira reforma política”.
Moro falou sobre a importância do Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado a ação direta de constitucionalidade que proibiu o financiamento eleitoral de empresas. O juiz afirmou que tem simpatia ao financiamento público, mas não exclusivo, e se mostrou preocupado com a renovação dos mandatos.
“Há uma tendência de quem está dentro do sistema, quem tem um cargo político, queira continuar dentro e queria deixar fora quem está fora, então, um financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema. Essa decisão foi extremamente importante do STF porque o sistema anterior realmente não era adequado, mas acho e aqui vai uma crítica, com todo respeito ao parlamento, que essa reforma política como está sendo pensada, não é uma verdadeira reforma política, tem que ser pensada de maneira diferente para se enfrentar esse problema”, disse.
O magistrado finalizou seu discurso “lamentando” que “ações de combate a corrupção tenham quase sido exclusivamente da justiça criminal. “Penso que nossos representantes eleitos deveriam despertar uma maneira mais incisiva nesse tema da corrupção”, afirmou.
A comissão especial da Câmara que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição relacionada à reforma política poderá concluir, nesta terça-feira, a votação do relatório que estabelece o “distritão” para as eleições de 2018 e cria um fundo para bancar as campanhas com dinheiro público
Na semana passada, os deputados quase concluíram a votação do projeto, mas a sessão foi adiada após a oposição esvaziar a reunião. Resta, agora, a votação de dois destaques, sugestões de mudanças à redação original da proposta.
Concluída essa fase, o projeto seguirá para análise do plenário da Câmara, onde será submetido a duas votações e, para ser votado no Senado, precisará do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.
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