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Após noite de raios e trovões, chuvas continuam em Pernambuco

Por Nill Júnior

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Raio impediu exibição de telejornal pela Globo Nordeste

Depois de uma noite e madrugada de chuvas, trovões e relâmpagos, a Região Metropolitana do Recife (RMR) deve ter uma manhã de terça-feira com tempo nublado a parcialmente nublado e chuva contínua de fraca a moderada.

A mesma previsão, divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), é válida também para as Matas Sul e Norte, Agreste e Sertão do estado. Apenas em Fernando de  Noronha, as chuvas devem ser mais amenas.

Segundo o Diário de Pernambuco, no Grande Recife, o templo nublado e com chuvas deve permanenecer até o dia dois de janeiro. É o que aponta o estudo de tendência da precipitação para Pernambuco divulgado pela Apac.

De acordo com a pesquisa, na RMR a chuva será moderada nesta terça-feira, de leve a fraca nos dias 30 e 31 de dezembro, de fraca a moderada no dia 1º de janeiro, de leve a fraca no dia dois e sem chuvas nos dias três e quatro de janeiro. A Apac explica que o levantamento é resultado de modelos numéricos e não tem interferência direta dos meteorologistas.

A tendência aponta um acúmulo que chegue a pelo menos 40 milímetros nos últimos dia do ano. De acordo com a meteorologista da Apac, Zilurdes Lopes, de dezembro a janeiro ocorre o Vórtice Ciclônico de Ar Superior, um sistema metereológico que se forma no Nordeste e provoca a instabilidade na região.

Segundo o Clima Tempo, a previsão é de pancadas isoladas por todo estado. O litoral pode ter chuva a qualquer hora do dia. Não são esperados grandes volumes e o predomínio maior será de tempo abafado tanto na capital Recife quanto em Olinda. A temperatura máxima prevista nas duas cidades é de 30ºC e a mínima de 23°C.

A Globo Nordeste não transmitiu hoje o Bom Dia Pernambuco. Isso porque, durante a madrugada, um raio atingiu a emissora, no Morro do Peludo, em Olinda, e danificou equipamentos. O incidente também afeta a atualização do portal G1 Pernambuco. Técnicos estão trabalhando para restabelecer os sistemas.

Outras Notícias

“A reforma do Governo Federal é inviável”, diz secretário da Fazenda de PE

A fala foi uma menção à proposta do Governo Federal para a reforma tributária, a qual o secretário classificou como uma “simplificação” O secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, participou ontem (27/08) da assembleia extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe, que discutiu o texto da reforma tributária que tramita na Câmara Federal […]

A fala foi uma menção à proposta do Governo Federal para a reforma tributária, a qual o secretário classificou como uma “simplificação”

O secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, participou ontem (27/08) da assembleia extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe, que discutiu o texto da reforma tributária que tramita na Câmara Federal (PEC 45/2019) e a proposta elaborada pelos 27 secretários de Fazenda do país, sendo a segunda defendida e apresentada por Padilha perante os presentes.

Para o Secretário, a proposta apresentada por ele elenca benefícios que antes os municípios não tinham. Além de dar um fim ao IPI, PIS, COFINS, ICMS e ISS para a criação de um único Imposto sobre Bens, Direitos e Serviços, o IBS. “O nosso texto traz ações que podem trazer o fim da guerra fiscal, o combate à regressividade, a elaboração de uma Política de Desenvolvimento Regional, a compensação das perdas face ao Novo Modelo e da desoneração das exportações, a permanência da Zona Franca de Manaus e o fim do aumento da carga tributária”, declarou.

Ainda segundo Padilha, os municípios poderiam ter um incremento em torno de 4% ao ano em cima do montante arrecadado, pois ao invés das cidades arrecadarem somente em serviços, com a nova proposta vai ser em serviços, mercadorias e direitos. “O município terá uma base enorme e o único trabalho é definir sua alíquota, e a fiscalização pode ser compartilhada com o Estado. Lembrando que o Senado Federal ficará responsável por definir uma alíquota mínima. Os municípios que quiserem utilizar seus quadros exclusivos, está na constituição, e se quiser fazer convênio, também podem optar por isso”, concluiu o secretário.

No entanto, para a prefeita de Feliz Sertão e representante da Confederação Nacional do Municípios (CNM), Rosiana Beltrão, que participou da discussão, mesmo com a definição da alíquota por parte dos municípios, ainda não está clara a porcentagem de tributos que vai para as cidades.

“É uma reforma que atende as demandas dos Estados. Mas aos municípios não atende, principalmente no que diz respeito a como compartilhar, como é a repartição dos índices de IBS. Hoje você sabe que muitas cidades sobrevivem de ISS e ICMS, o FPM é apenas um detalhe, não sobrevive de FPM não. No Nordeste a maioria de suas cidades tem menos de 40, 50 mil habitantes, todos vão perder se não tiver uma pactuação fixada em lei. ”, disse a prefeita.

O prefeito do município de São Fernando-RN e representante da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Polion Maia, têm a mesma visão da prefeita Rosiana Beltrão, para ele “a reforma apresentada parece ser muito de interesse dos Estados. Eles (os 27 secretários da Fazenda) devem pautar também os interesses dos municípios. Nós não temos um problema muito grande com a reforma tributária em si, é com o pacto federativo. Não importa como eles vão montar o “bolo”, o que importa é como eles vão reparti-lo”, concluiu Polion fazendo menção à fatia de arrecadação que o município pode vir a receber.

O consultor da CNM, Eduardo Stranz, também esteve presente e falou das ações que a Confederação vem tomando junto à Câmara dos Deputados. “A CNM, cumprindo com o seu papel de articuladora em Brasília, está discutindo uma proposta com Deputados e Senadores que visa um protagonismo maior dos municípios brasileiros, ” completou.

Enem 2017 será aplicado para mais de 371 mil pessoas em Pernambuco

Nos dias 5 e 12 de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será aplicado no estado de Pernambuco para 371.615 participantes. O número é 5,5% do total de 6.731.203 inscritos. As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 79 municípios, um a mais que […]

Nos dias 5 e 12 de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será aplicado no estado de Pernambuco para 371.615 participantes. O número é 5,5% do total de 6.731.203 inscritos. As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 79 municípios, um a mais que no ano passado, apesar do número de participantes ser 16,9% menor.

No Enem 2016, o estado teve 447.320 participantes. A queda no número de inscrições é consequência do Enem ter deixado de certificar o Ensino Médio, tarefa que voltou ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Perfil – Em Pernambuco, 21,3% dos participantes são pagantes; 60,3% foram isentos do pagamento da taxa de inscrição em função da Lei ou do Decreto; e 18,5% obtiveram a gratuidade automática por estarem concluindo o Ensino Médio na rede pública em 2017. Em relação à situação de ensino; 67,5% já concluiu o Ensino Médio; 21,8% é concluinte este ano; e 10,1% concluirá após 2017 (treineiros). Do total de participantes em Pernambuco, 59% são mulheres e 41% são homens.

Atendimentos – Foram aprovados 1.623 atendimentos especializados em Pernambuco. A maioria dos casos é de deficiência física, baixa visão e déficit de atenção. Serão usados 3.111 recursos de acessibilidade, sendo 98 vídeo provas traduzidas em Libras, novidade desta edição. Também serão 731 atendimentos específicos, 45% para lactantes. O estado teve 20 solicitações aprovadas para atendimento pelo nome social, 12 delas na capital.

TCE desenvolve metodologia de verificação de preço nas auditorias da Covid-19

O Tribunal de Contas do Estado desenvolveu uma nova metodologia para auxiliar no trabalho de auditoria referente às aquisições emergenciais realizadas pelo Governo estadual e prefeituras municipais para o enfrentamento à Covid-19. A metodologia está sendo utilizada para apuração de sobrepreço ou superfaturamento, por acaso identificados, nos contratos e compras analisados pela equipe técnica do […]

O Tribunal de Contas do Estado desenvolveu uma nova metodologia para auxiliar no trabalho de auditoria referente às aquisições emergenciais realizadas pelo Governo estadual e prefeituras municipais para o enfrentamento à Covid-19.

A metodologia está sendo utilizada para apuração de sobrepreço ou superfaturamento, por acaso identificados, nos contratos e compras analisados pela equipe técnica do TCE.

Desde o início da pandemia e com o anúncio das primeiras ações de combate ao coronavírus pelo Poder Público, o Tribunal de Contas tem acompanhado as diversas aquisições emergenciais de serviços e produtos. Um dos grandes desafios para a fiscalização foi a apuração do sobrepreço ou superfaturamento, diante da urgência imposta e da escassez dos insumos no mercado.

A partir de ampla discussão realizada com unidades de fiscalização das áreas municipal e estadual, a Coordenadoria de Controle Externo do Tribunal desenvolveu uma forma de análise de sobrepreço e/ou superfaturamento dessas aquisições para garantir a observância aos princípios da legalidade, razoabilidade, isonomia, economicidade e da vantajosidade e conferir maior padronização aos procedimento de análise de preços. 

A metodologia a ser aplicada pelos auditores consiste na identificação do preço de mercado por meio da aplicação de cálculo estatístico. O valor será calculado a partir de ampla pesquisa dos preços públicos praticados no mercado durante o período de pandemia e considerando a data da aquisição. Toda a análise é realizada considerando as peças apresentadas pelos gestores nos autos do processo de aquisição, incluindo as justificativas para escolha do fornecedor e cotações realizadas.

Na metodologia tradicional, o “preço de mercado” é calculado a partir da média da pesquisa de preços. Entretanto, a equipe técnica do Tribunal entende que esse valor deve ser encontrado a partir da análise dos preços mais comuns do mercado, não necessariamente por todos os existentes. Quando todos os valores são considerados, aqueles que porventura sejam discrepantes (muito altos ou muito baixos) podem distorcer a média aritmética e, consequentemente, o “Preço de Mercado”.

Nesse contexto, a metodologia utilizada pelo TCE envolve um mapeamento do mercado através de uma ampla pesquisa de preços, utilizando-se das mais diversas fontes de pesquisa disponíveis, tais como Painel de Preços do Governo Federal e demais bancos de preços disponíveis, bem como consultas a sítios oficiais e propostas de possíveis fornecedores dos produtos.

Ressalte-se que na pesquisa dos dados é realizada criteriosa verificação das especificações dos produtos obtidos para que atendam às características do produto a ser adquirido, bem como são ponderados aspectos como a escala da compra, o período da aquisição e o local onde ocorreram. Tudo para que haja segurança de que os dados obtidos são relevantes e em quantidade razoável para a boa aplicação do modelo. Em seguida é aplicado tratamento estatístico para que os dados discrepantes (outliers) sejam expurgados da amostra. 

Por fim, nos dados restantes, com o objetivo de determinar o preço que melhor reflete a pesquisa, nova estatística é aplicada aos dados restantes, chegando ao “Preço de Mercado” do produto, por meio do qual poderá ser realizada a análise acerca da ocorrência do sobrepreço ou do superfaturamento da contratação.

“O desenvolvimento da metodologia é mais um marco na atuação do TCE, pois favorece a uniformização dos critérios utilizados pela fiscalização, a transparência quanto aos cálculos adotados na identificação do sobrepreço e superfaturamento e a efetividade do controle em função do ganho de qualidade das peças produzidas pela auditoria”, afirmou Adriana Arantes, coordenadora de Controle Externo do Tribunal.

A nova metodologia foi apresentada e aprovada em reunião administrativa ordinária do Pleno do TCE no último dia 15 e passará a ser adotada por todos os segmentos técnicos da Casa na análise das aquisições de insumos de saúde para o combate à pandemia.

A pergunta de milhão: Raquel consegue virar jogo?

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), cumpre agenda neste sábado (27) em São José do Egito e Tuparetama, no Sertão do Pajeú. A presença no interior faz parte de uma série de compromissos que vêm marcando sua gestão, em meio a um cenário político que exige equilíbrio entre entregas administrativas e desafios eleitorais. Segundo […]

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), cumpre agenda neste sábado (27) em São José do Egito e Tuparetama, no Sertão do Pajeú. A presença no interior faz parte de uma série de compromissos que vêm marcando sua gestão, em meio a um cenário político que exige equilíbrio entre entregas administrativas e desafios eleitorais.

Segundo análise do jornalista Nill Júnior, apesar do ritmo intenso de viagens e ações pelo interior, os números ainda não se refletem em vantagem política. Pesquisa Real Time Big Data mostrou Raquel com 24% das intenções de voto, contra 59% do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Para ele, “o maior desafio de Raquel continua sendo a região metropolitana”, onde a densidade eleitoral é decisiva.

O jornalista observou que a força de João Campos na Região Metropolitana se deve não apenas à sua presença digital, mas principalmente às entregas administrativas na capital, que acabam repercutindo nos municípios vizinhos. Em contraponto, Raquel tem buscado ampliar projetos na área, como a segurança pública com a presença de novos policiais no Recife e o Arco Metropolitano, mas o impacto ainda não aparece de forma expressiva nas pesquisas.

“Não tem jeito, é um olho do lado do interior e um olho pra região metropolitana do Recife”, avaliou Nill Júnior, destacando que a governadora precisa mostrar resultados concretos até o início do próximo ano para tentar equilibrar a disputa. Caso contrário, segundo ele, a consolidação de João Campos pode influenciar a formação dos palanques eleitorais em Pernambuco.

 

Vereador rouba cena com chuveirada no São João

O vereador Rubinho do São João roubou a cena na inauguração do Sistema de Abastecimento de água das comunidades de São João Novo, São João Velho, Lajedo e Manoel Soares em Afogados da Ingazeira. O ato teve a presença do Governador Paulo Câmara, do deputado federal João Campos, Senador Humberto Costa, Secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson […]

Foto: Wellington Júnior

O vereador Rubinho do São João roubou a cena na inauguração do Sistema de Abastecimento de água das comunidades de São João Novo, São João Velho, Lajedo e Manoel Soares em Afogados da Ingazeira. O ato teve a presença do Governador Paulo Câmara, do deputado federal João Campos, Senador Humberto Costa, Secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, do prefeito José Patriota e do vice-prefeito Alessandro Palmeira.

No momento que foi acionado o sistema com um chuveiro simbolizando a chegada da água,  Rubinho, que é cria da comunidade, estimulado pelo deputado federal João Campos, tomou um banho de paletó e tudo.

A água encanada beneficia 345 famílias moradoras das comunidades São João Velho, São João Novo, Lajedo e Manoel Soares, totalizando mais de 1,7 mil habitantes beneficiados. Com um aporte de R$ 1,6 milhão do Governo do Estado, foi possível perfurar poços tubulares, além de 9 reservatórios, cada um com capacidade de 10 mil litros cada, totalizando 90 mil litros de reserva. É considerado o maior sistema de abastecimento de água rural do Sertão do Pajeú, com uma rede autossustentável e de referência.