Anísio Brasileiro disputa reeleição na UFPE. Votação vai até 21h
Por Nill Júnior
Anísio enfrenta quatro chapas, mas mostra confiança
Estudantes, professores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) elegem hoje o reitor que vai comandar a instituição nos próximos quatro anos. Mais de 43 mil membros da comunidade acadêmica estão aptos a votar em uma das cinco chapas inscritas no pleito.
Os votos serão computados em urnas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), das 9h às 21h, nos três campi da UFPE – Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão.
Serão 86 urnas distribuídas nos 13 centros da instituição, além da Biblioteca Central, do Hospital das Clínicas e da reitoria do campus Recife. O Núcleo de Televisão e Rádios Universitárias, localizado no bairro de Santo Amaro, na área central da capital pernambucana, também será ponto de votação. Segundo a universidade, haverá urnas específicas para estudantes, docentes e técnicos, mas professores substitutos, servidores à disposição da universidade e terceirizados não fazem parte do colégio eleitoral.
Atual Reitor, Anísio Brasileiro concorre à reeleição com a chapa 56. Brasileiro exalta feitos da sua gestão como a requalificação dos espaços públicos, a interiorização e a consolidação da universidade entre as melhores do país.
Mas admite que é preciso “inovar mais” na qualificação e integração da instituição com a sociedade. Para isso, defende a criação de uma agenda de diálogo entre a gestão e a comunidade acadêmica; a ampliação da participação social na programação da TV e da rádio universitária; e o fortalecimento dos campi do interior.
Anísio Brasileiro e Florisbela Campos (candidata a vive) também prometem modernizar o ensino, apoiar as empresas juniores e melhorar a infraestrutura dos campi com a revitalização de calçadas, ampliação das ciclovias e implantação de serviços como bancos e farmácias, além de restaurantes universitários nas unidades do interior.
Sobre o Hospital das Clínicas, o programa de gestão afirma que é preciso fortalecer o projeto estratégico de gestão integrado aos departamentos da universidade, sem deixar de fortalecer o caráter público do hospital.
Ele enfrenta quatro chapas: Universidade Pública em Movimento (Daniel Álvares Rodrigues e Bianca Arruda Manchester de Queiroga), A UFPE que Queremos (Diogo Ardailon Simões e Zélia Granja Porto), Pensar a UFPE com Maria José (Maria José de Matos Luna e Marcos José Vieira de Melo) e Somos Todos UFPE (Edilson Fernandes de Souza e Luciana Cramer).
Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014: Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. […]
Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014:
Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. Virou uma espécie de referência política do socialismo no Sertão.
A jornalista Bruna Serra, do Congresso em Foco, em um dos artigos mais lidos sobre os relatos de quem cobriu a vida de Eduardo, abre seu texto chamado “Eu pensava que Campos era imortal” citando a cidade:
Nosso primeiro contato foi em 2006. Eu tinha acabado de me formar e trabalhava em um jornal do Recife. Passava da 1h da madrugada quando o carro do jornal estacionou na praça central de Afogados da Ingazeira, cidade sertaneja, distante 386 quilômetros da capital pernambucana.
Em cima da carroceria de um caminhão estava o então candidato a governador Eduardo Campos (PSB). Apesar do frio, estranho ao interior nordestino, ele suava. Gritava ao microfone e arregalava os grandes olhos. A multidão, abduzida, o observava sem reações, mais ou menos como o povo pernambucano recebeu, ontem, a notícia de sua morte.
Ao final do discurso, ele se agachou e pulou da carroceria como um adolescente. Fiz a entrevista e fiquei ouvindo os causos dele até que a praça foi esvaziando. Apesar do frio e do cansaço, os correligionários não arredavam pé, só gargalhavam.
Certamente por isso, é da cidade que se podem ouvir os relatos mais emocionados. O PSB aqui era tido como uma extensão dos ideiais socialistas de Eduardo e Arraes. “Aqui, o PSB fica órfão, perdendo sua maior liderança política. Sua forma de ser e de agir, seus princípios, seus sonhos e ideias servirão de guia para o caminho que o PSB continuará trilhando. Seu legado de lutas faça o Brasil refletir melhor suas escolhas e seu futuro”, diz o Presidente Raimundo Lima em nota ao blog.
Talvez por essa proximidade com a cidade, tive tantos contatos com Arraes e Campos. Eles sempre que podiam incluíam Afogados no roteiro e por isso, consegui algumas ótimas entrevistas. Com Arraes, ainda muito garoto, lembro da tremedeira quando o entrevistei candidato em 1994 – há exatos vinte anos. Arraes estava ao lado de Roberto Freire e Armando Filho, seus candidatos ao Senado. Também na emoção quando mesmo em meio a “feras” como Zadock Castello Branco e Anchieta Santos – este último ainda mais, uma referência – tive respostas a minhas perguntas em jornais no dia seguinte. “Fiquei bestinha”, como costumamos dizer no Sertão.
Voltaria a entrevistar Arraes já como governador pouco tempo depois, também nervoso pelo contato com aquele que era um mito. Teria outros encontros, até o último, dias antes de sua morte na Pousada Brotas, quando gravei uma sonora de menos de três minutos. Arraes já estava com ar de cansado pela rotina, mas ainda assim se dispunha a falar.
Quanto a Eduardo, a própria proximidade temporal – tenho dez anos a menos que ele – nos fez mais próximos na relação jornalística, mas também na atenção que sempre teve comigo. Entrevisto Eduardo desde que era Deputado Federal. Nas conversas, tenho histórias de todo tipo. Ele sabia antes de tudo, do nosso papel na imprensa regional e da importância histórica da Rádio Pajeú.
A história mais áspera foi justamente no início do primeiro governo. Evaldo Costa, seu Secretário de Imprensa, disse que o governador queria falar para emissoras do programa Governo nos Municipios”. Só que nunca me furtei de tratar também do que era pauta da sociedade. Neste dia, por algum motivo, não havia Delegado em Carnaíba e a população estava revoltada. Após falar da pauta sugerida por Evaldo, tratei da demanda local. Ele prometeu e de fato o Delegado apareceu em menos de uma hora na cidade para dar expediente.
Mas Eduardo não gostava – eu diria odiava – tratar de questiúnculas locais. E na cidade, era enorme a repercussão da queda de braço entre Inocêncio Oliveira e o prefeito Totonho Valadares para indicar o Diretor da Ciretran. Perguntei quando ele resolveria a questão. Percebi a contrariedade no tom de voz, afirmando não estar preocupado com isso. Percebi na despedida que tinha ficado aborrecido. Poucos dia depois vi Evaldo em Recife. Disse a ele que não poderia fugir dos temas. “Não se preocupe, doeu mais em mim que em você”, disse aos risos.
De história que mostra o que prevaleceu na nossa relação, os últimos dois encontros, no Carnaval do Recife deste ano. Na abertura do carnaval, Eduardo estava cercado de um batalhão de jornalistas. Quando me viu – único sertanejo cobrindo para um veículo sertanejo – disse como quase sempre em minhas coberturas na festa de momo: “Nilll, você até aqui rapaz?!” Quando se aproximou para gravar uma mensagem, foi puxado por Elba Ramalho, fez uma curva e foi falar com ela. Rapidamente se virou, voltou pra mim e disse: “Desculpe amigo, vamos falar para a Pajeú…” Sempre percebia como os outros jornalistas olhavam, como se perguntassem ‘quem é esse pra quem Eduardo dá tanta atenção?’.
Neste dia curiosamente perdi a sonora por descuido no meu Iphone. No outro dia, arretado, achei Eduardo na abertura do Galo, dia 1 de março deste ano. “Governador, cometi um crime jornalístico…perdí aquela sonora do senhor” disse. “Não acredito! E o que foi que eu disse?” Disse que ele tinha me dado um furo, anunciando que iria entregar obras em Afogados. “Então vamo lá de novo…” – brincou com a costumeira atenção.
Esse foi o Eduardo que ficou em mim. Saulo Gomes na homenagem a ele na Rádio Pajeú trouxe um trecho de uma bela mensagem que diz que os bons são aqueles que, quando conhecemos, nos fazem pessoas melhores. Eduardo com seu exemplo de atenção, família, respeito e amor ao Pajeú me fez melhor também. Com Deus, Eduardo!
Foto: Rampa de decolagem/Divulgação. Programação seguiu normalmente após incidente e durante o dia de hoje. O 1º Encontro de Voo Livre de Serra Talhada, que acontece desde a última sexta-feira (04.09), teve um pequeno susto na tarde do sábado (5). Um incidente chegou a paralisar o evento por alguns instantes. Segundo informações de alguns pilotos, […]
Programação seguiu normalmente após incidente e durante o dia de hoje.
O 1º Encontro de Voo Livre de Serra Talhada, que acontece desde a última sexta-feira (04.09), teve um pequeno susto na tarde do sábado (5).
Um incidente chegou a paralisar o evento por alguns instantes. Segundo informações de alguns pilotos, as condições de vento não eram favoráveis. O primeiro piloto decolou e teria batido a ponta da barra da asa delta nas pedras. Não houve danos físicos ao piloto. Ele passa bem.
Tempo depois, os demais pilotos ainda chegaram a decolar depois do episódio.
O incidente é visto pela organização como um caso isolado. A programação oficial vai até sete de setembro, feriado nacional.
“Juntas pelo Respeito”. Este é o tema da campanha de enfrentamento à violência contra a mulher promovida pela Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Executiva da Mulher. Além de ações preventivas e de conscientização, a campanha destaca a importância do Centro Especializado de Atendimento à Mulher Francisca Godoy – CEAM, como ferramenta de apoio e acolhimento […]
“Juntas pelo Respeito”. Este é o tema da campanha de enfrentamento à violência contra a mulher promovida pela Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Executiva da Mulher. Além de ações preventivas e de conscientização, a campanha destaca a importância do Centro Especializado de Atendimento à Mulher Francisca Godoy – CEAM, como ferramenta de apoio e acolhimento às mulheres em situação de violência no município.
Durante todo o mês de agosto serão realizadas atividades em diversos pontos da cidade e da zona rural, com ações de mídia, panfletagem, palestras e rodas de conversas, além de uma audiência pública com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALEPE. O lançamento oficial será na próxima segunda-feira (07), com panfletagem no período da manhã na Rua Enock Ignácio de Oliveira (Rua 15). À noite a campanha será apresentada na tribuna da Câmara de Vereadores, a partir das 20h. (Confira o calendário de atividades no site:www.serratalhada.pe.gov.br).
“Precisamos enfrentar diariamente a violência contra a mulher, e entendemos que um dos caminhos é a união e o acolhimento às mulheres em situação deviolência, mostrando a elas que o município tem um equipamento especializado para acolhê-las e orientá-las, e que elas não estão sozinhas”, explica Mônica Cabral, secretária executiva da Mulher.
Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o município de Serra Talhada, o CEAM é um equipamento formado por uma equipe técnica especializada de profissionais composta por coordenadora, assistente social, , psicóloga, advogada que desenvolve um trabalho multidisciplinar, de acolhimento e atendimento social, psicológico e jurídico às mulheres em situação de violência.
Insumos chegam neste sábado (6) para que comece a produção do imunizante da AstraZeneca/Oxford A Fiocruz divulgou nesta sexta (5), pela primeira vez, o cronograma detalhado de produção das vacinas desenvolvidas pela AstraZeneca/Oxford no Brasil. A primeira remessa do imunizante só será concluída no meio de março, como já previsto após o atraso na importação […]
Insumos chegam neste sábado (6) para que comece a produção do imunizante da AstraZeneca/Oxford
A Fiocruz divulgou nesta sexta (5), pela primeira vez, o cronograma detalhado de produção das vacinas desenvolvidas pela AstraZeneca/Oxford no Brasil.
A primeira remessa do imunizante só será concluída no meio de março, como já previsto após o atraso na importação da matéria-prima da China. A reportagem é de Júlia Barbon/ Folha de S. Paulo.
Serão 15 milhões de doses finalizadas no próximo mês, sendo que o primeiro lote de 1 milhão de doses será entregue entre os dias 15 e 19 ao Ministério da Saúde. Elas serão formuladas com o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) que começará a chegar ao Rio de Janeiro neste sábado (6).
Depois, a fundação pretende formular e envasar cerca de 28 milhões de doses por mês. Isso dará um total de 100 milhões de vacinas até julho, quantidade que estava sendo projetada desde o início e não sofrerá atrasos, segundo o laboratório (veja o cronograma abaixo).
A partir de abril, a Fiocruz começa a incorporar a tecnologia para produzir seu próprio IFA em sua fábrica, não mais dependendo da importação do insumo. A expectativa é que a entrega das primeiras remessas totalmente nacionais comece em julho, somando mais 110 milhões de doses no segundo semestre.
O que mudou, segundo a presidente Nísia Trindade, foi o ritmo das remessas de insumo que serão recebidos. Antes eram previstos dois lotes por mês, com quantidade suficiente para produzir 15 milhões de doses mensais. Agora, serão três lotes por mês até abril, e depois mais quatro lotes em maio e um em junho.
“Foram apenas questões de segurança e acondicionamento, que mudam durante o processo”, disse Trindade em entrevista coletiva nesta sexta.
Depois que o IFA chegar, o cronograma de fevereiro é o seguinte: ele será descongelado a partir do dia 10 (sua armazenagem é feita a -55ºC) e formulado até o dia 12 para passar por uma pré-validação. Do dia 13 a 17, será envasado, revisado, rotulado e embalado, passando também pelo controle de qualidade.
No dia 18, o primeiro lote do produto será liberado para avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que precisa aprová-lo antes da produção e distribuição. “Já estamos conversando com a Anvisa para que não haja atraso na autorização”, afirmou a presidente da Fiocruz.
“Para começar a produção, por questões regulatórias, tem que fazer essa validação”, explicou o diretor do laboratório de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma.
Em 23 e 28 de fevereiro, a fundação receberá as duas remessas do IFA que faltam para completar a quantidade de vacinas a ser produzida até março. A capacidade de envase da Fiocruz dobrará de fevereiro para março: de 700 mil para 1,3 milhão de doses por dia.
“Primeiro usaremos só um pequeno lote do IFA para a pré-validação, e esse primeiro insumo que está chegando é suficiente para isso. Os demais lotes que chegarem fevereiro serão produzidos em março.”
O Presidente da Câmara de São José do Egito, José Vicente de Souza, se posicionou em nota ao blog sobre a decisão da justiça que determinou a manutenção no cargo da servidora Monique Souza e Silva, que está grávida e questionou juridicamente ato administrativo da Casa.A Câmara informa que “organizou seu setor pessoal em janeiro […]
O Presidente da Câmara de São José do Egito, José Vicente de Souza, se posicionou em nota ao blog sobre a decisão da justiça que determinou a manutenção no cargo da servidora Monique Souza e Silva, que está grávida e questionou juridicamente ato administrativo da Casa.A Câmara informa que “organizou seu setor pessoal em janeiro passado em virtude de mudança na Mesa Diretora”.O Presidente informou que a servidora, que respondia pelos serviços de tesouraria, cargo comissionado de escolha da Presidência, estava apenas mudando de setor.
“A critério, é uma prerrogativa administrativa da Casa”, diz a nota. O texto diz ainda que a servidora estava “apenas sendo redirecionada para o Controle Interno, setor da mais extrema importância e responsabilidade”.
Segue a nota: “o Poder Legislativo informa ainda que a servidora, por determinação da Presidência da Casa, antes de qualquer decisão judicial, garantiu a sua manutenção no mesmo cargo ainda no mês de janeiro do corrente ano, sem perdas trabalhistas. A mesma encontra-se de licença maternidade e gozando dos direitos que por lei lhe são conferidos”.
O presidente conclui informando que “tendo em vista a abertura de processo, a Presidência da Casa comunica que recorreu da última decisão judicial”.
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