Álvaro Porto diz que, caso seja preciso, falará sobre PSDB no momento devido
Por André Luis
Instado a falar sobre a saída da governadora Raquel Lyra do PSDB, a anunciada filiação da gestora ao PSD e também a respeito do especulado interesse da direção nacional da legenda tucana em tê-lo no comando regional da sigla, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), informa que, caso seja necessário, se pronunciará no momento devido.
O parlamentar ressalta ainda que permanece como mero espectador da cena política.
Foto: Pedro França/Agência Senado Após duas semanas, a CPI da Pandemia retomou os depoimentos nesta terça-feira (3) com o reverendo Amilton Gomes de Paula, que intermediou negociações paralelas para compra de 400 milhões de doses da AstraZeneca. Negando ter contatos no governo, ele disse que enviou e-mail ao Ministério da Saúde no dia 22 de […]
Após duas semanas, a CPI da Pandemia retomou os depoimentos nesta terça-feira (3) com o reverendo Amilton Gomes de Paula, que intermediou negociações paralelas para compra de 400 milhões de doses da AstraZeneca.
Negando ter contatos no governo, ele disse que enviou e-mail ao Ministério da Saúde no dia 22 de fevereiro, pedindo uma reunião, e foi atendido no mesmo dia. Às 16h30, ele foi recebido pelo então diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério Lauricio Monteiro Cruz.
A rapidez e a facilidade com que ele conseguiu acesso ao governo espantou alguns senadores da CPI. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (REde-AP), foi o primeiro a desconfiar da situação:
— O senhor mandou e-mail às 12h, apontou o horário que queria ser recebido e no mesmo dia isso ocorreu. Queria essa eficiência do governo também com a Pfizer. O que nos espanta é que farmacêuticas de todo o mundo não tiveram esse tipo de tratamento. É um fenômeno isso! — afirmou.
O presidente da CPI, Omar Aziz (MDB-AM), também não acreditou na versão e lembrou que se ele levasse uma comitiva de prefeitos de qualquer lugar do país ao ministério, teria dificuldade para ter um espaço na agenda, principalmente numa época de pandemia.
Defesa
Amilton Gomes afirmou que acredita ter sido recebido tão rapidamente em razão da urgência da demanda e da escassez de vacinas no mundo naquela época. Ele confirmou ainda não ter obtido aval de nenhum agente público para negociar vacinas.
Amilton Gomes foi apontado pelo PM Luiz Paulo Dominguetti como intermediador entre o governo e a Davati Medical Supply, oferecendo vacinas da AstraZeneca ao Ministério da Saúde. Dominguetti relatou à CPI que tinha procurado a Senah para viabilizar o negócio e revelou que o ex-diretor de Logística do Ministério Roberto Ferreira Dias teria exigido US$ 1 de propina para cada dose negociada.
Ao abir seu depoimento, Amilton Gomes disse que, diante da situação, a entidade foi usada “de maneira odiosa para fins espúrios”.
— Vimos um trabalho de 22 anos de uma organização não-governamental séria para ações humanitárias jogado na lama. Isso trouxe prejuízo na credibilidade e atingindo seus integrantes nas relações profissionais e familiares. As informações são da Agência Senado.
Por Juliana Lima Um crime bárbaro foi registrado em Custódia, no Sertão do Moxotó. Um homem ainda não identificado matou a mulher e duas filhas no Sítio Santana, zona rural do município, na noite desta terça-feira (15). Ele teria amarrado as vítimas e tocado fogo na residência. Um terceiro filho do casal só escapou porque […]
Um crime bárbaro foi registrado em Custódia, no Sertão do Moxotó. Um homem ainda não identificado matou a mulher e duas filhas no Sítio Santana, zona rural do município, na noite desta terça-feira (15).
Ele teria amarrado as vítimas e tocado fogo na residência. Um terceiro filho do casal só escapou porque dormiu fora de casa. Os nomes e idades das vítimas ainda não foram revelados.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (16) à Rádio Pajeú e ao Blog Juliana Lima pela Delegacia de Polícia de Custódia. O caso está sendo investigado pelo delegado Adriano Laurentino.
O acusado de praticar esse crime bárbaro está foragido.
Deputado federal afirmou que partido só tomará decisão após debate coletivo Por Yuri Costa – Blog da Folha O deputado federal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco, Carlos Veras, reafirmou que o partido não definiu quem apoiará nas eleições para o governo do estado em 2026. A declaração é uma resposta à […]
Deputado federal afirmou que partido só tomará decisão após debate coletivo
Por Yuri Costa – Blog da Folha
O deputado federal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco, Carlos Veras, reafirmou que o partido não definiu quem apoiará nas eleições para o governo do estado em 2026.
A declaração é uma resposta à fala do deputado estadual João Paulo (PT), que afirmou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (12), acreditar na possibilidade do PT apoiar as candidaturas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) para as eleições do governo de Pernambuco.
De acordo com Veras, a possibilidade apontada por João Paulo reflete uma opinião pessoal, e não a do partido.
“Essa opinião é resultado do livre pensar e manifestar uma posição que todas as lideranças petistas têm por prerrogativa. No entanto, não expressa a posição do PT, que ainda está em fase preliminar do debate coletivo a respeito do assunto. Só após essa etapa, amplamente debatida e alinhada, é que o PT vai escolher qual o melhor caminho para Pernambuco e para o Brasi”, afirmou Veras.
Para João Paulo, apesar de Raquel Lyra ainda não ter explicitado apoio a Lula para as eleições presidenciais, o parlamentar acredita que a governadora não irá fazer oposição ao presidente, o que poderia facilitar o apoio do PT.
Na última vez em que Raquel se encontrou com Lula, em dezembro do ano passado, a gestora demonstrou uma aproximação maior com o presidente. A relação, inclusive, foi elogiada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, durante visita ao Recife também no mesmo mês.
Por outro lado, manter o apoio a João Campos reforça a aliança que vem sendo construída entre o prefeito e o PT, que já conta com a presença de políticos do partido no 1º escalão da prefeitura do Recife, como é o caso do secretário de Meio Ambiente do município, Oscar Barreto.
Eleições
Raquel Lyra e João Campos despontam como os candidatos com mais intenções de votos para assumir o próximo mandato da gestão estadual.
Na última pesquisa realizada pelo RealTime Big Data, contratada pela Rede Record e divulgada no dia 31 de dezembro, João Campos apareceu liderando a corrida para assumir o governo estadual com 60% dos votos válidos. A porcentagem sera suficiente para o prefeito do Recife vencer as eleições no 1º turno.
Já a atual governadora Raquel Lyra aparece em segundo lugar, com 29% dos votos válidos.
A pesquisa também apontou votos válidos para o verador Eduardo Moura (Novo), que registrou 9%, e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), que contabilizou 2%.
A Prefeitura de São José do Egito, sob a gestão do prefeito Fredson Brito, ingressou com uma ação na Justiça Federal contra o ex-prefeito Evandro Valadares e o ex-secretário Paulo Jucá. O atual governo acusa a gestão anterior de reter contribuições previdenciárias dos servidores sem repassá-las ao INSS, resultando em um débito que chega a […]
A Prefeitura de São José do Egito, sob a gestão do prefeito Fredson Brito, ingressou com uma ação na Justiça Federal contra o ex-prefeito Evandro Valadares e o ex-secretário Paulo Jucá. O atual governo acusa a gestão anterior de reter contribuições previdenciárias dos servidores sem repassá-las ao INSS, resultando em um débito que chega a quase R$ 1,5 milhão.
O processo foi protocolado na última sexta-feira (14) e recebeu o número 0800129-16.2023.4.05.8306 no sistema eletrônico da Justiça Federal. Por sorteio, a ação foi distribuída para a 18ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, onde seguirá em tramitação.
A acusação aponta que a administração de Evandro Valadares realizou os descontos nos contracheques dos servidores, mas não fez o repasse ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que pode gerar penalidades para o município e comprometer a regularidade fiscal da prefeitura.
Segundo um advogado consultado pelo blog situação gera uma ação cível de improbidade e uma ação criminal de apropriação indébita. Ainda segundo o advogado, a Polícia Federal pode ser chamada à investigar o caso, visto que se tratam de recursos federais.
A ação movida pela gestão Fredson Brito busca responsabilizar os ex-gestores pelos débitos deixados e garantir que os valores sejam regularizados. O caso agora segue para análise da Justiça Federal.
Congresso em Foco O ex-presidente Lula, que saiu na última sexta (8) da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde esteve preso por 580 dias, discursou neste sábado (9) no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Lula voltou a atacar Bolsonaro, Sergio Moro e Deltan Dallagnol, além de tecer […]
O ex-presidente Lula, que saiu na última sexta (8) da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde esteve preso por 580 dias, discursou neste sábado (9) no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Lula voltou a atacar Bolsonaro, Sergio Moro e Deltan Dallagnol, além de tecer duras críticas a Rede Globo, STB e Record. O ex-presidente falou que o Brasil precisa fazer igual ao povo do Chile e da Bolívia e atacar, não apenas se defender.
Em cima do carro de som, além de Lula estavam lideranças da esquerda brasileira como os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (Psol), deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ), a presente do PT Gleisi Hoffmann, e lideranças de outros partidos de esquerda como PCdoB e PCO.
“Nós vamos fazer muita luta. E não é um dia de luta, passar três meses e depois voltar não. É todo dia” disse o ex-presidente que chamou os jovens para ir às ruas. “Freixo, Haddad, Boulos, PCdoB e que a gente esteja na rua e sobretudo com a juventude”, declarou.
Segundo Lula, o governo de Jair Bolsonaro piorou a condição de vida do cidadão comum e por isso ele conclamou os seguidores a irem para se manifestarem. “O povo ficou mais pobre, o povo tem menos saúde, o povo tem menos carro, o povo tem menos emprego. Não tem ninguém que conserte este país se vocês não quiserem que conserte. Não adianta ficar com medo com as ameaças que eles fazem na televisão de que vai ter miliciano, que vai ter AI5”, disse.
Lula voltou a repetir que a sua prisão foi política e que foi graças a ela que presidente Jair Bolsonaro se elegeu. Para embasar sua tese, o petista relembrou o discurso que Bolsonaro fez nessa semana e que ele próprio publicou nas redes sociais, afirmando que foi eleito graças ao trabalho do ex-juiz Sergio Moro, que condenou Lula em primeira instância. “Eu não sei se vocês perceberam uma falha na fala do Bolsonaro de quinta, ele chegou a confessar que ele devia as eleições ao Moro. Na verdade ele deve ao Moro, ele deve aos juízes que me condenaram e ele deve à campanha de fake news que fizeram contra o Fernando Haddad”, afirmou.
Em ataque direto ao presidente Bolsonaro Lula disse que ele foi eleito para governar para o povo e não para milicianos. “O cidadão foi eleito, ele foi eleito, democraticamente e nós respeitamos o resultado da eleição. Ele tem mais 3 anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para os milicianos do Rio de Janeiro. Ele não foi eleito para atrapalhar as investigações do caso Marielle. Ele tem que explicar onde está o Queiroz. Ele tem que explicar onde ele construiu o patrimônio de 17 casas”, disse Lula.
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