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Alepe amplia ações de combate à desertificação após estudo feito pelo TCE-PE

Por André Luis

Como consequência de um levantamento realizado pelos Tribunais de Contas de Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, e supervisionado pelo TCE da Paraíba, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) criou uma Comissão Parlamentar Especial (CPE) para ampliar as ações de enfrentamento e combate à desertificação do semiárido pernambucano. A iniciativa foi proposta pelo deputado Diogo Moraes.

A auditoria coordenada regional foi apresentada pelo conselheiro Carlos Neves, relator do processo no TCE-PE, em reunião com representantes da Sudene e do Banco do Nordeste, no último dia 15 de fevereiro. O trabalho apontou o crescimento do processo de desertificação no Nordeste, e a deficiência nas políticas públicas adotadas pelos municípios, e pela União, para solucionar o problema.

“A desertificação é um fato muito visível para os nordestinos, mas que aparenta ser invisível para o restante do Brasil. Daí veio a necessidade da gente ir até estas entidades regionais e nacionais, para além dos estados”, disse Neves na ocasião. 

“A adoção de medidas preventivas e de mitigação é essencial para garantir a sustentabilidade e resiliência da região frente aos desafios do clima e do desenvolvimento”, destacou o deputado Diogo Moraes, ao justificar a abertura da Comissão Parlamentar. 

Durante os 120 dias de sua vigência, a Comissão, formada por 10 deputados (titulares e suplentes), fará reuniões periódicas e visitas aos locais mais afetados para encontrar soluções que minimizem os efeitos da degradação ao meio ambiente e à vida das pessoas.

Para Paulo Cavalcanti, gerente de fiscalização de saneamento, meio ambiente e energia do TCE-PE, “a ausência de governança na integração nas esferas federal, estadual e municipal prejudica o combate à desertificação, fazendo com que os recursos não sejam aplicados de forma efetiva”.

O semiárido brasileiro é uma região que abrange parte dos estados do Nordeste, como o sertão da Bahia, o Agreste de Pernambuco, o Cariri paraibano, dentre outros.

Conheça aqui os resultados da fiscalização regional.

Outras Notícias

Cuidado com as ‘fake news’ sobre vacinas contra Covid-19, alerta Anvisa

“Informações estão sendo divulgadas com o objetivo de desencorajar as pessoas quanto ao uso das vacinas”  Não arrisque a vida por causa de notícias falsas. Sua saúde está em primeiro lugar! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alerta a população sobre a disseminação de fake news, ou seja, notícias falsas, relacionadas às vacinas contra […]

“Informações estão sendo divulgadas com o objetivo de desencorajar as pessoas quanto ao uso das vacinas” 

Não arrisque a vida por causa de notícias falsas. Sua saúde está em primeiro lugar!

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alerta a população sobre a disseminação de fake news, ou seja, notícias falsas, relacionadas às vacinas contra Covid-19. 

Estas informações estão sendo divulgadas com o objetivo de desencorajar as pessoas quanto ao uso das vacinas. 

Os materiais (textos e vídeos) falsos são, na maioria das vezes, repassados por meio das redes sociais. 

Eles têm conteúdo apelativo para fazer com que o receptor, ou seja, aquele que recebe o conteúdo, acredite naquilo que está sendo dito ou mostrado. 

Dados são manipulados e realidades distorcidas a fim de criar um ambiente de desinformação e, portanto, prejudicial a todos. 

É importante deixar claro que os materiais sobre mortes após o uso de vacinas contra Covid-19 são falsos e não possuem nenhum embasamento científico. 

A vacinação hoje é a abordagem farmacológica mais promissora – e segura – para o controle da pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). A proporção de indivíduos imunizados está diretamente relacionada à eficiência no combate à pandemia.  

“Proteja-se contra as fake news e a Covid-19! Olho vivo e braço preparado quando chegar a sua vez de ser vacinado. Juntos sairemos dessa pandemia mais rápido!”, destaca a Anvisa.

Motorista de Pollyana Abreu é baleado em Sertânia

O motorista João Juliano Lins de Albuquerque Lima Batista, de 47 anos, foi alvo de uma tentativa de homicídio na tarde desta segunda-feira (1º), na zona rural do município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco. Ao menos dois disparos de arma de fogo atingiram a vítima, um na região da cabeça e outro no ombro. […]

O motorista João Juliano Lins de Albuquerque Lima Batista, de 47 anos, foi alvo de uma tentativa de homicídio na tarde desta segunda-feira (1º), na zona rural do município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco.

Ao menos dois disparos de arma de fogo atingiram a vítima, um na região da cabeça e outro no ombro.

João integra a equipe de Pollyana Abreu, pré-candidata à Prefeitura de Sertânia. De acordo com informações preliminares, a vítima teria sido socorrida para o Hospital Municipal de Sertânia. As informações são do Fala PE.

STJ mantém decisão contra ex-prefeita de Sertânia

O Superior Tribunal de Justiça  (STJ) manteve o  bloqueio dos bens da ex-prefeita de Sertânia, Cleide Ferreira por ato de improbidade administrativa. A ex-prefeita tinha recorrido da decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A Ministra  do STJ, Assusete Magalhães, manteve a decisão e determinou o sequestro dos bens de Cleide Ferreira.Na pauta a […]

cleide-ferreiraO Superior Tribunal de Justiça  (STJ) manteve o  bloqueio dos bens da ex-prefeita de Sertânia, Cleide Ferreira por ato de improbidade administrativa. A ex-prefeita tinha recorrido da decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
A Ministra  do STJ, Assusete Magalhães, manteve a decisão e determinou o sequestro dos bens de Cleide Ferreira.Na pauta a prestação de contas de mais de R$ 300 mil recebidos do Ministério do Turismo em 2012 para realização do Festival Estudantil.
Além da ação de improbidade administrativa que determinou o sequestro dos bens, tramita ainda inquérito na Polícia Federal. Cleide garante ter realizado o Festival e que não houve ato de improbidade.
No Sertão, Natal é tempo que resiste até às mais fortes ventanias

Por Magno Martins O Natal deixa as pessoas mais leves, mais sensíveis e extremamente emocionadas. Mexe fortemente com os sentimentos. Em mim, provoca um tremendo saudosismo. Sinto falta dos meus pais Gastão e Margarida, fortemente contagiados pela festa cristã. Quem matava o peru para a ceia natalina, comprado na feira e colocado por 15 dias […]

Por Magno Martins

O Natal deixa as pessoas mais leves, mais sensíveis e extremamente emocionadas. Mexe fortemente com os sentimentos. Em mim, provoca um tremendo saudosismo. Sinto falta dos meus pais Gastão e Margarida, fortemente contagiados pela festa cristã.

Quem matava o peru para a ceia natalina, comprado na feira e colocado por 15 dias num sistema de engorda no quintal da casa, era papai, com uma habilidade impressionante.

Não sai da minha mente, como um filme reprisado a cada instante, cenas levadas pelo vendaval do tempo, papai costurando o papo do peru, assistido pacientemente por Jocelina, a Joça, que quase não enxergava. Usava um óculos fundo de garrafa, um vestido até a ponta do pé, quase não tinha dentes, mas falava feito uma matraca.

Para nós, Joça era a Boca Mole, mas odiava o apelido. Rogava a todos os santos e também ao xangô, frequentadora assídua, para não ser tratada assim. Brincadeira! Joça era uma queridona, uma segunda mãe, irmã de criação e estimação de mamãe. Todos os dias saía do São Braz, bairro onde morava, para ajudar mamãe, a quem tratava por Mãe Dó.

Joça enfiava a faca no pescoço das galinhas. Uma, duas, até três galinhas de capoeira, que também iam ser devoradas na ceia natalina. Eu só via o sangue jorrar pelo chão. Cena comovente, que fazia Joça chorar.

Natal também era tempo de paçoca, batida no pilão arcado por papai, que caprichava no tempero. Usava bastante cebola e farinha. A gente comia com as mãos com tamanho apetite. Éramos esfomeados. Papai nunca nos deixou passar fome, mas Sertão não tem farturas.

A fome no Sertão vem da dor da seca, da miséria e do abandono. A resiliência do povo contrasta com a crueldade da realidade, onde o prato vazio é um símbolo de um “holocausto silencioso”. A vida vira mera sobrevivência e a esperança na chuva e na solidariedade se mistura à frustração com a falta de atenção política.

O Sertão nunca vai acordar do pesadelo da fome, porque os políticos dormem eternamente em berço esplêndido. Papai lia muito os clássicos sertanejos. Aprendi com ele a devorar Guimarães Rosa, que disse que Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o lugar. E que viver é muito perigoso.

Para Joça, a fome que rodeou sua casa de taipa no São Braz era assombração. Ela pariu muito. Perdeu uma leva de filhos para a seca. Não morriam da morte matada. Morriam de diarreia, que naquele tempo tirava a vida das crianças pobres no Sertão.

Natal, para nós, uma família gigantesca – nove filhos e agregados sem fim – era uma noite de sonhos. E de reflexões. Político, adepto da oratória, papai fazia o seu discurso com os olhos marejados e o coração dilacerado. A Deus, agradecia o pão de cada dia e só pedia saúde. “Com saúde, a gente vence todas as intempéries”, dizia.

Papai era um poeta, um ser iluminado, apaixonado pela vida e pela família, seu maior orgulho. Mamãe não vinha com sermões. Vinha com sua taça de vinho nas mãos, alegre, jorrando felicidade. Olhava em direção a cada um dos filhos e dizia, como se fosse uma saudação com a pureza e a beleza da sua alma, que latejava amor: “Quer vinho, venha”.

Doces recordações, como diz uma canção de Roberto Carlos. O Natal no Sertão nos lembra que a simplicidade da manjedoura tem a mesma força da caatinga que insiste em florescer: a vida sempre encontra um caminho.

A maior magia do Natal, seja na cidade ou no Sertão, não está nos presentes, mas na presença e no carinho que aquecem a alma e fortalecem a fé.

Diante de tantas recordações, só me resta desejar a todos um Feliz Natal, numa celebração que estende um abraço a todo o povo de fé, lembrando que o Natal é o céu que veio à terra, é Jesus dentro de cada um de nós com esperança e fé.

Magno Martins é jornalista, responsável pelo blog mais lido do Nordeste, e filho do Sertão do Pajeú 

Marco Aurélio diz que decisão sobre ação de Bolsonaro deve sair hoje e critica presidente: “Negacionismo”

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ao blog de Andrea Sadi nesta terça-feira (23) que a decisão a respeito da ação do presidente Jair Bolsonaro contra restrições no Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Bahia deve sair hoje. O ministro foi definido como relator do caso. Ao blog, o ministro disse avaliar algumas questões técnicas antes de decidir […]

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ao blog de Andrea Sadi nesta terça-feira (23) que a decisão a respeito da ação do presidente Jair Bolsonaro contra restrições no Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Bahia deve sair hoje.

O ministro foi definido como relator do caso. Ao blog, o ministro disse avaliar algumas questões técnicas antes de decidir sobre o tema — o que deve acontecer monocraticamente. Marco Aurélio é um crítico da postura do presidente Bolsonaro durante a pandemia.

Ele afirma que não é “possível prevalecer uma visão totalitária” sobre o assunto e que o presidente deveria estar “coordenando” o combate à combate, mas preferiu partir para o negacionismo.

“O presidente deveria estar coordenando as medidas, eu bateria palmas. Mas não está, está negando, partindo para esse negacionismo que é só prejudicial para a população. O exemplo vem de cima e não tem vindo”.