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Alegando prejuízo em três eventos seguidos, Ney Quidute não confirma Afogareta 2024

Por Nill Júnior

O diretor do Afogareta,  Ney Quidute,  não confirmou a edição 2024 do evento.

Ao falar no encerramento do Afogareta 2023, ao lado do filho e também organizador Matheus Quidute e do cantor Lincoln Sena,  última atração, já na madrugada da segunda, Ney fez um histórico do evento e principalmente dos últimos anos.

Ney falou do Afogareta Indoor, solução dada depois de um período sem o evento,  em virtude das restrições da pandemia.  “Pediram para a gente fazer Indoor. Depois tivemos que cancelar. Um evento como esse não se monta em três dias.  E ali ficou um grande prejuízo pra gente. E arcamos” , disse destacando a devolução do que fora pago aos que adquiriram os abadás

Em setembro, a ideia de trazer Bell Marques.  “Minha ideia era fazer um grande evento para que a cidade fosse ainda mais pujante”. Defendeu o campo do Nascente como Pátio de Eventos.  “Aqui a topografia indica que cabem 50 mil pessoas”.

“Fizemos um evento com uma estrutura que nunca tinha sido trazida a Afogados. E novamente não fomos correspondidos. Tivemos um prejuízo de mais de R$ 100 mil”, disse.

Ney disse que intercorrências fazem parte da história,  mas agora foram além do esperado,  com três eventos que deram prejuízo e uma conta pra ser paga por ele e pelo filho, Matheus, citando o Afogareta  desse ano.  “Meu bloco não é esse aqui não. Esperava que depois de dois anos parado,a gente fizesse um grande evento”, disse, lamentando o público abaixo do esperado.

Depois de dizer que honrará todos os compromissos,  emocionado, leu uma mensagem de Frei Denis, de quem é seguidor. “As vezes,  para o nosso próprio bem, é preciso dizer adeus. Sim, as vezes para que a nossa vida tome um novo rumo, precisamos sair da cena ou tirar alguém da cena. Saia então quando for preciso e diga adeus quando for necessário”. E se despediu.

Outras Notícias

Calumbi: confraternização com perturbação de sossego flagrada na porta de hospital

  Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Nill Júnior (@nill_jr) Essa é da série “não falta acontecer mais nada”. Em Calumbi, flagrantes enviados ao blog mostram uma confraternização na área interna do Hospital do município. Isso mesmo. No vídeo é possível ouvir um som de carro em altíssimo volume, com música […]

Essa é da série “não falta acontecer mais nada”. Em Calumbi, flagrantes enviados ao blog mostram uma confraternização na área interna do Hospital do município. Isso mesmo. No vídeo é possível ouvir um som de carro em altíssimo volume, com música de péssima qualidade , além dos funcionários em mesas na área interna da unidade.

Além do local absurdamente inadequado, ferindo  legislação que proíbe som alto e perturbação de sossego inclusive no entorno desses estabelecimentos, a confraternização ultrapassa o limite do absurdo. O evento teria tido a autorização da prefeita Sandra da Farmácia, do PT.

Confraternização sem noção a parte, infelizmente não há em parte das cidades do interior respeito ao cumprimento da Lei Estadual 12.789, que dispõe sobre ruídos urbanos, poluição sonora e proteção do bem-estar e do sossego público e dá outras providências.

“É proibido perturbar o sossego e o bem estar público com ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer meio ou forma que contrariem os níveis máximos de intensidade auditiva, fixados por lei”. Infelizmente há descumprimento total do dispositivo da Lei. O pior, geralmente com música de péssima qualidade.

A cacetada de Padre Luizinho

Na missa dominical, o sacerdote Luis Marques Ferreira, o padre Luizinho, criticou os 129 deputados que foram contra a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, mandante da morte de Marielle Franco. Apontou incoerência de líderes evangélicos e da bancada bolsonarista que diz que “bandido bom é bandido morto”, mas quer livrar o bandido que mandou […]

Na missa dominical, o sacerdote Luis Marques Ferreira, o padre Luizinho, criticou os 129 deputados que foram contra a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, mandante da morte de Marielle Franco.

Apontou incoerência de líderes evangélicos e da bancada bolsonarista que diz que “bandido bom é bandido morto”, mas quer livrar o bandido que mandou matar Marielle.

Defendem a proibição da saidinha de presos dos presídios, mas querem que Brazão saia pela porta da frente, como se não tivesse feito nada. E questionou quem diz ser cristão e ainda concorda com isso.

Ele também defendeu o Papa Francisco, criticado por suas posições até por setores da igreja. E que alguns lêem o evangelho à sua conveniência e acham, que estão seguindo o caminho de Jesus, o que não é verdade.

Tadeu Alencar lembra Eduardo ao receber título de cidadão em São Lourenço

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) recebeu o título de cidadão de São Lourenço da Mata – cidade da Região Metropolitana do Recife – aprovado pela unanimidade dos vereadores e entregue em  cerimônia que lotou o plenário da Câmara Municipal de São Lourenço na noite da última sexta-feira (07). A sessão contou com a presença do […]

Solenidade de entrega do Título de Cidadão da cidade de São Lourenço da Mata ao Deputado Federal Tadeu Alencar. Fotos: Marcelo Loureiro/PhotoNews
Solenidade de entrega do Título de Cidadão da cidade de São Lourenço da Mata ao Deputado Federal Tadeu Alencar. Fotos: Marcelo Loureiro/PhotoNews

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) recebeu o título de cidadão de São Lourenço da Mata – cidade da Região Metropolitana do Recife – aprovado pela unanimidade dos vereadores e entregue em  cerimônia que lotou o plenário da Câmara Municipal de São Lourenço na noite da última sexta-feira (07). A sessão contou com a presença do prefeito Ettore Labanca, do vice Gino Albanês, do deputado estadual Vinícius Labanca, além de secretários municipais, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças de outras cidades da região.

Autor da proposta de concessão do título de cidadão, o vereador Leonardo Barbosa lembrou o forte vínculo de Tadeu Alencar com a cidade, desde a época em que ocupou a Secretaria da Casa Civil do Governo Eduardo Campos (PSB).

Em tom de emoção, o homenageado dividiu seu discurso em três partes. Falou sobre sua trajetória, sobre o amigo Ettore e sobre a cidade da qual agora é filho ilustre. Assegurou ao vice-prefeito Gino Albanês – que assumirá a prefeitura no próximo dia 15, com a saída de Labanca para comandar a Agência Reguladora de Pernambuco – manter total apoio à sua gestão. Disse ainda enxergar semelhanças entre a sua terra natal, Juazeiro do Norte (CE), e São Lourenço da Mata, e lembrou a presença forte de Eduardo Campos no município.

Nascido no dia de São Lourenço (10 de agosto), o ex-governador costumava ir sempre à missa na cidade nessa data. “Além disso, foram muitas as vezes em que estive aqui com ele, reunido com o prefeito em longas e proveitosas discussões. Eduardo fazia a boa política. Sua compreensão do Brasil nos encantava a todos, e sua aproximação com São Lourenço terminou por também me aproximar desta cidade”, observou Tadeu.

Ao vivo: diretores da Anvisa votam sobre uso emergencial de vacinas

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciou na manhã deste domingo (17), a reunião para decidir sobre o pedido de uso emergencial de 6 milhões de doses da vacina do Butantan e de 2 milhões da vacina da Fiocruz. A decisão deve ser tomada ainda neste domingo. O pedido do Instituto Butantan, apresentado […]

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciou na manhã deste domingo (17), a reunião para decidir sobre o pedido de uso emergencial de 6 milhões de doses da vacina do Butantan e de 2 milhões da vacina da Fiocruz. A decisão deve ser tomada ainda neste domingo.

O pedido do Instituto Butantan, apresentado em 8 de janeiro, é referente a 6 milhões de doses importadas da vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto também desenvolve a vacina no Brasil.

Já o pedido da Fiocruz, também do dia 8, é referente a 2 milhões de doses importadas do laboratório Serum, da Índia, que produz a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pelo laboratório AstraZeneca. A Fiocruz também desenvolve a vacina no Brasil.

A verdade sobre a estabilidade dos ACS e ACE: o que os municípios precisam saber antes de decidir

Por Inácio Feitosa* Nas minhas caminhadas pelos municípios da região Nordeste, em visitas técnicas, palestras e encontros de formação, recebo com frequência perguntas que revelam a preocupação crescente com temas jurídicos que afetam diretamente o funcionamento do SUS. E essa preocupação não é exclusiva do Nordeste — em recente agenda no estado de São Paulo, fui […]

Por Inácio Feitosa*

Nas minhas caminhadas pelos municípios da região Nordeste, em visitas técnicas, palestras e encontros de formação, recebo com frequência perguntas que revelam a preocupação crescente com temas jurídicos que afetam diretamente o funcionamento do SUS. E essa preocupação não é exclusiva do Nordeste — em recente agenda no estado de São Paulo, fui procurado por um secretário de saúde que me apresentou um drama que também se repete em muitos outros municípios.

Ele me disse, de forma sincera e quase em tom de pedido de socorro:
“Professor Inácio, nossos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias afirmam que têm estabilidade. O plano de cargos também fala nisso. Podemos reconhecer essa estabilidade? E como proceder quando precisamos encerrar o vínculo?”

A partir dessa conversa, que reflete a realidade administrativa de inúmeras cidades brasileiras, decidi reunir neste artigo as respostas que apresentei naquele encontro, porque são essenciais para gestores que buscam segurança jurídica e responsabilidade na condução da política de saúde.

O ponto inicial é simples e decisivo: ACS e ACE não possuem estabilidade especial. Nenhuma lei federal criou estabilidade própria para essas categorias. O que existe é a obrigação de processo seletivo público, a definição de atribuições e a determinação de vínculo direto com o município, estado ou Distrito Federal.

A estabilidade, no Brasil, nasce exclusivamente da Constituição Federal quando o servidor ocupa cargo efetivo, cumpre estágio probatório e se enquadra no modelo previsto no artigo 41. Assim, se o município adota regime estatutário e cria cargos efetivos de ACS e ACE, esses servidores poderão adquirir estabilidade — não por serem ACS ou ACE, mas porque ocupam cargo efetivo.

Nas cidades que trabalham com o regime celetista, que ainda é a maioria, ACS e ACE são empregados públicos. E empregados públicos não são estáveis, conforme reiterado pelo Supremo Tribunal Federal. A proteção existe contra dispensas arbitrárias ou discriminatórias, mas isso não se confunde com estabilidade.

A dúvida seguinte é uma das mais delicadas para os gestores: um Plano de Cargos e Carreiras pode criar estabilidade?
A resposta é clara: não pode.
Nem o PCCR, nem uma lei municipal, nem um decreto podem estabelecer uma “estabilidade do setor”, uma “estabilidade funcional” ou qualquer modelo de efetivação indireta. Isso violaria a Constituição e já foi invalidado inúmeras vezes pelos tribunais superiores.

Mesmo quando o PCCR faz referência a uma suposta estabilidade, essa previsão é juridicamente ineficaz. O plano pode e deve organizar progressões, critérios de desempenho, gratificações e estrutura de carreira. Mas não pode criar estabilidade, pois essa competência é exclusiva da Constituição.

Quanto às rescisões, tudo depende do regime jurídico. Para vínculos celetistas, a dispensa deve ser motivada e respeitar a legislação trabalhista, associada aos princípios administrativos. Nos casos de falta grave ou descumprimento de requisitos legais, recomenda-se processo administrativo com garantia de defesa. Já para servidores estatutários de cargo efetivo, somente é possível a perda do cargo mediante processo administrativo disciplinar, decisão judicial, avaliação de desempenho regulamentada ou medidas previstas para adequação de despesas públicas. Quando o vínculo é irregular desde a origem — ingressos sem processo seletivo público, contratações precárias — a regra consolidada é que o contrato é nulo, gerando apenas salários e FGTS.

Aqui é importante reforçar o que muitos gestores só descobrem tarde demais: erros nesse tema têm impacto político, financeiro e jurídico imediato.
Ignorar as regras de ingresso ou tentar “criar estabilidade” por vias alternativas pode gerar:

responsabilização pelo Tribunal de Contas, com imputação de débito e determinações de exoneração;
riscos de ações de improbidade administrativa por violação dos princípios constitucionais;
aumento indevido da folha, comprometendo o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal;
conflitos trabalhistas que terminam em reintegrações e condenações elevadas;
desgaste político, especialmente quando decisões são judicializadas e ganham repercussão local.

Ou seja, não se trata apenas de interpretação jurídica: trata-se de gestão responsável, de prevenção de passivos financeiros e de proteção da governabilidade municipal.

Em síntese, a conclusão que compartilho com gestores em tantas cidades permanece atual e inafastável: não existe estabilidade especial para ACS e ACE; municípios não podem criá-la; PCCRs não produzem esse efeito; e a rescisão deve seguir estritamente o regime jurídico aplicável. É fundamental compreender que estabilidade é matéria constitucional, não municipal.

A boa gestão pública exige cuidado, coragem e compromisso com a legalidade. E, no tema dos ACS e ACE, seguir a Constituição é o caminho mais seguro para proteger a administração, os profissionais e, sobretudo, a população atendida pelo SUS.

*Inácio Feitosa é advogado, escritor, diretor e fundador do Instituto IGEDUC ([email protected]