Notícias

Afogados apresenta experiência no 34ª Congresso de Secretarias Municipais de Saúde

Por Nill Júnior

A Prefeitura de Afogados está participando, de 25 a 27 de Julho, em Belém (PA), do 34º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, representada pelo Secretário Artur Amorim.

O Congresso traz esse ano o tema “A saúde que queremos para o Brasil: o direito à saúde, a organização do sistema e o financiamento da política de saúde”.  O evento é promovido pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS.

No primeiro dia, aconteceu a 15ª mostra “Brasil, aqui tem SUS”, onde 342 projetos e experiências exitosas, de todo o País, puderam ser apresentadas aos participantes. Atenção básica, planejamento local, participação social, financiamento, fundo municipal, gestão do trabalho, vigilância em saúde, foram alguns dos diversos temas relativos às apresentações.

A Prefeitura de Afogados apresentou a sua experiência exitosa na área da judicialização da saúde, no diálogo permanente da câmara técnica que envolve promotores de justiça e gestores de saúde no âmbito da 3ª circunscrição do MPPE. “Esse foi um trabalho que iniciamos lá atrás, tendo o MP como parceiro, dialogando, apresentando soluções práticas que evitaram um lento, e muitas vezes ineficaz, processo de judicialiação. Essa experiência da Prefeitura com o MP foi tão importante, que hoje já envolve outros municípios do Pajeú,” destacou o Secretário Artur Amorim, que foi o responsável pela apresentação da iniciativa em uma das salas temáticas.

Segundo a coordenadora da mostra, Marema Patrício, a ideia é compartilhar experiências que são replicáveis e que possam servir de modelo para os outros municípios. O encontro termina nesta sexta (27) e conta esse ano com a participação de 4.700 gestores em saúde, sendo 1.478 destes, Secretários Municipais de Saúde, de todas as regiões do Brasil.  Durante a abertura, o Pernambucano Paulo Dantas, primeiro presidente do CONASEMS, foi homenageado.

Outras Notícias

Raquel Lyra participa de reunião do Consórcio Nordeste

Em agenda nesta terça-feira (18) na sede do Consórcio Nordeste, em Brasília, a governadora Raquel Lyra participou de uma nova reunião com gestores de estados nordestinos. O encontro tratou do apoio que os estados podem promover ao desenvolvimento da agricultura familiar, sobretudo em regiões do semiárido. Durante a reunião, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola […]

Em agenda nesta terça-feira (18) na sede do Consórcio Nordeste, em Brasília, a governadora Raquel Lyra participou de uma nova reunião com gestores de estados nordestinos. O encontro tratou do apoio que os estados podem promover ao desenvolvimento da agricultura familiar, sobretudo em regiões do semiárido.

Durante a reunião, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram um edital de seleção dos quatro estados no Nordeste para a implementação do Projeto “Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste” (PCRP).

O projeto, denominado de ‘Sertão Sustentável’, pretende dar mais segurança alimentar para mais de 250 mil famílias na região Nordeste, com produção agrícola, segurança hídrica e promoção da convivência com o semiárido. “Pernambuco será parte desse processo, a gente precisa transformar a maneira como o Estado vem lidando com a agricultura familiar e fazer um desenvolvimento que seja sustentável e que possa garantir a novas gerações a permanência no campo, produzindo alimentos e garantindo qualidade de vida ao povo de Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Existe uma disposição de recursos para o projeto no montante de mais de US$ 217 milhões, cerca de R$ 1 bilhão. A iniciativa conta com financiamento de US$ 30 milhões de empréstimo do Fida, US$ 65 milhões de empréstimo do Fundo Verde do Clima (GCF), US$ 34,5 milhões de doação do GCF, US$ 73 milhões de contrapartida do BNDES e US$ 15,3 milhões de contribuição dos beneficiários.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, os governadores de Alagoas, Paulo Dantas, de Sergipe, Fábio Mitidieri, do Maranhão, Carlos Brandão, do Ceará, Elmano de Freitas, e os vice-governadores, Lucas Ribeiro, da Paraíba, e Geraldo Júnior, da Bahia, também participaram do encontro em Brasília.

Secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho sofre atentado a tiros na PE-28

A secretária executiva da Mulher da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, divulgou um vídeo confirmando ter sido alvo de um atentado a tiros nesta data. O incidente ocorreu na rodovia PE-28, enquanto a secretária se deslocava em um veículo acompanhada por seu motorista. De acordo com as informações confirmadas, Aline Melo e […]

A secretária executiva da Mulher da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, Aline Melo, divulgou um vídeo confirmando ter sido alvo de um atentado a tiros nesta data.

O incidente ocorreu na rodovia PE-28, enquanto a secretária se deslocava em um veículo acompanhada por seu motorista.

De acordo com as informações confirmadas, Aline Melo e o motorista não sofreram ferimentos durante a ação. 

Após os disparos, ambos se dirigiram a uma delegacia de polícia para formalizar a denúncia e dar início aos procedimentos investigativos. 

O caso segue sob análise das autoridades para identificar os autores e a motivação do crime.

Raquel: projeto de duplicação da BR 232 até Arcoverde está em conclusão

A governadora Raquel Lyra aproveitou a agenda em Arcoverde para falar do projeto de duplicação da BR 232, entre São Caetano e Arcoverde. “A gente está concluindo o projeto de duplicação da BR 232 entre São Caetano e Arcoverde. No final desse semestre a gente vai terminar o projeto e se Deus permitir vamos conseguir […]

A governadora Raquel Lyra aproveitou a agenda em Arcoverde para falar do projeto de duplicação da BR 232, entre São Caetano e Arcoverde.

“A gente está concluindo o projeto de duplicação da BR 232 entre São Caetano e Arcoverde. No final desse semestre a gente vai terminar o projeto e se Deus permitir vamos conseguir realizar o sonho de duplicar a rodovia até o Sertão Pernambucano”.

Raquel falou da necessidade de união em torno da obra para emplacar o projeto. “Essa união não nos faltará como não nos faltou até agora”.

Em novembro, Raquel Lyra anunciou a publicação dos editais de licitação para o projeto de duplicação e restauração da BR-232, trecho que liga o município de São Caetano até Serra Talhada, abrangendo 264,9 quilômetros de estrada.

O investimento na duplicação da BR-232 faz parte de um programa de R$ 5,1 bilhões, um passo fundamental para modernizar a infraestrutura do estado.

O projeto é dividido em dois lotes: o primeiro, que abrange o trecho entre São Caetano e Arcoverde, com 108,9 quilômetros, e o segundo, que vai de Arcoverde até Serra Talhada, com 156 quilômetros. A previsão é que as obras comecem no primeiro semestre de 2026, após a finalização dos projetos.

Durante o Fórum Permanente da Infraestrutura de Pernambuco, promovido pela FIEPE, que o projeto de duplicação da BR-232, no trecho entre São Caetano (Agreste) e Serra Talhada (Sertão), já se encontra em fase de licitação.

Público na abertura da Copa era dominantemente elite branca, afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista exibida pela GloboNews nesta sexta-feira (11) que seu governo será lembrado no futuro pelos investimentos em infraestrutura e por ter criado condições para que a economia do Brasil se torne mais competitiva. “A característica principal desses quatro anos é o fato de que nunca se investiu tanto no […]

dilma-e-vaiada-na-abertura-da-copa-das-confederacoes-15

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista exibida pela GloboNews nesta sexta-feira (11) que seu governo será lembrado no futuro pelos investimentos em infraestrutura e por ter criado condições para que a economia do Brasil se torne mais competitiva.

“A característica principal desses quatro anos é o fato de que nunca se investiu tanto no Brasil em infraestrutura como investimos agora. O novo ciclo aposta na competitividade produtiva”, disse Dilma à jornalista Renata Lo Prete no programa que entrevista os principais candidatos à Presidência da República.

Ainda segundo a presidente, seu governo deixa com marca “a criação das condições para se entrar em um novo ciclo”, uma vez que o Brasil hoje já reduziu o número de pobres e tem “em torno de 75% da nossa população está entre as classes C, B e A”.

Dilma também falou sobre os xingamentos que sofreu na abertura da Copa do Mundo, em junho, no estádio Itaquerão, em São Paulo. Para a presidente, quem compareceu ao estádio foi “dominantemente uma elite branca”.

Em junho, em encontro com blogueiros e ativistas de esquerda, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, havia dito que os xingamentos não partiram apenas da “elite branca”. De acordo com ele, a avaliação de que a gestão petista é corrupta “pegou”, percepção que, das classes alta e média, vem “gotejando” nas camadas mais pobres da população.

“O ministro Gilberto (Carvalho) disse que essa questão da chamada elite branca –que não fomos nós quem inventamos o nome–, tinha vazado para alguns segmentos. Essa é a opinião dele, eu acho que não há porque falar que é absurdo. Agora, quem compareceu aos estádios, não podemos deixar de considerar, foi dominantemente quem tinha poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos, dominantemente uma elite branca. Em alguns casos, devia ter 90%, em outros 80% ou 75%, mas era dominantemente elite branca”, afirmou Dilma.

Na entrevista, a presidente atacou o “pessimismo” sobre a realização da Copa do Mundo. De acordo com ela, antes do torneio mundial, houve críticas de que o país não seria capaz de garantir a infraestrutura e a segurança para o evento esportivo.

“Nós passamos, desde o inicio do ano, escutando que o Brasil era incapaz de fazer uma Copa do Mundo, de garantir a infraestrutura e a segurança. E o que vimos é que o Brasil fez estádios, infraestrutura e construiu uma politica federativa de segurança”, disse.

Seca histórica dá “cara de sertão” à zona da mata e ao litoral no Nordeste

Uol Quando Antônio Conselheiro bradava, no final do século 19, na Bahia, que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”, ele não podia imaginar que a severa estiagem no Nordeste no século 21 colocaria a seca e o mar lado a lado. A seca que atinge a região há cinco anos […]

Cenário de pastagem em União dos Palmares (AL), no litoral, mais lembra o sertão
Cenário de pastagem em União dos Palmares (AL), no litoral, mais lembra o sertão

Uol

Quando Antônio Conselheiro bradava, no final do século 19, na Bahia, que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”, ele não podia imaginar que a severa estiagem no Nordeste no século 21 colocaria a seca e o mar lado a lado.

A seca que atinge a região há cinco anos é considerada a maior em pelo menos 106 anos de medições e trouxe uma nova característica: a falta de chuvas nas regiões de zona de mata e até no litoral nordestino.

Segundo um mapa da vegetação feito por satélite pelo Lapis (Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites), da Universidade Federal de Alagoas, a área atingida pela seca cresceu ao longo dos anos e encostou no mar. Em comparação a anos anteriores, é possível ver como o estrago aumentou ao longo de 2016.

Segundo o coordenador do Lapis, o meteorologista e professor Humberto Barbosa, as características e a área da seca atual são maiores que todas já acompanhadas pela ciência até hoje.

Dados da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) apontam que desde 1910 –quando os números começaram a ser registrados– nunca houve cinco anos com pouca chuva como a sequência entre 2012 e 2016. A maior seca havia sido registrada entre 1979 e 1983, mas a chuva no quinquênio que se encerra neste ano está apenas 10% menor.

Meteorologista da Funceme, Raul Fritz afirma que “nada escapou” à severa estiagem nesta década. “A seca sai do semiárido e está alcançando praticamente o mar. Isso nunca tinha ocorrido antes. A seca sempre atinge, de certa forma, a região próxima ao litoral, mas nunca no grau que dessa vez aconteceu”, conta.

Ainda sem previsão para 2017: Segundo Fritz, a perspectiva para 2017 ainda é uma incógnita. “Nós não temos ainda elementos científicos para assegurar que vai chover acima da média. Temos que esperar janeiro para fazer um primeiro prognóstico, quando temos um quadro atmosférico e oceanográfico mais claro”, explica.

A possibilidade otimista aponta para chuvas no primeiro trimestre. “Estamos no período de pré-estação chuvosa, entre dezembro e janeiro. Normalmente, as chuvas vêm no volume maior em fevereiro e março. Eventualmente, em um ano ou outro temos um janeiro mais chuvoso, como foi 2016 aqui no Ceará, mas que não foi suficiente para encher os reservatórios que sofreram esses anos todos”, completa Fritz.

O professor Humberto Barbosa, porém, diz que as mudanças climáticas estabelecidas apontam para dificuldades futuras para a região. “Projeções de impactos decorrentes da mudança do clima indicam que a seca se tornará mais frequente e intensa no semiárido brasileiro, agravando os problemas já existentes e ampliando a vulnerabilidade da população”, define.