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Advogado sertanejo tem atuação destacada em juri

Por André Luis

Na última quarta-feira (3), um acusado de tentativa de homicídio qualificado tentado, ocorrido em Ingazeira em 2021, que estava preso há dois anos e dois dias, foi a Juri Popular.

Ele foi absolvido pelo conselho de sentença por 4 x 0.

O advogado de defesa, Lourivaldo Alves da Silva Filho,  é filho de Santa Rosa, município de Ingazeira, mas atualmente reside em Afogados da Ingazeira.

Ele sustentou em plenário a legítima defesa do acusado, e subsidiariamente a desclassificação da tentativa de homicídio tentado qualificado para lesão corporal.

“O resultado pela absolvição já era esperado, haja vista as provas obtidas dentro dos autos do processo”, destacou Lourivaldo Alves, que em 2022, também absolveu o acusado por tentativa de homicídio qualificado.

O episódio foi registrado em 1 de maio de 2021, por volta das 12h, em via pública localizada na Cohab de Ingazeira.

Em virtude do episódio, a vítima foi socorrida ao Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, onde recebeu os primeiros socorros, tendo que passar por uma cirurgia de urgência. 

Após os fatos, a polícia compareceu ao local e efetuou a prisão em flagrante do denunciado, que estava com a faca peixeira utilizada no crime.

Outras Notícias

Encerrado São Pedro de Itapetim

Foi encerrado o São Pedro de Itapetim. À noite, houve shows de Vicente Nery, Bedeu Quirino e Forró da Nanah. O prefeito Adelmo Moura parabenizou toda equipe da Secretaria de Cultura pelo sucesso da festa, a todos que trabalharam e apoiaram, agradeceu o apoio do Governo de Pernambuco, Fundarpe, Polícia, Bombeiros e todos que contribuíram. […]

Foi encerrado o São Pedro de Itapetim. À noite, houve shows de Vicente Nery, Bedeu Quirino e Forró da Nanah.

O prefeito Adelmo Moura parabenizou toda equipe da Secretaria de Cultura pelo sucesso da festa, a todos que trabalharam e apoiaram, agradeceu o apoio do Governo de Pernambuco, Fundarpe, Polícia, Bombeiros e todos que contribuíram.

“A cada ano vamos tornar nosso são Pedro maior”, disse. Em dois dias de festa foram mais de 40 mil pessoas que passaram pela cidade, segundo a organização.

O secretário de Cultura, Esportes e Turismo, Aílson Alves parabenizou todos da Secretaria pelo trabalho realizado.

CPRH fiscaliza carregamentos de madeira e liberta animais silvestres em ação no Pajeú

Depois de muitas cobranças, finalmente uma ação importante da CPRH, ligada à Secretaria do Meio Ambiente foi registrada no Pajeú. Em uma das ações, várias aves silvestres foram apreendidas em residências na zona rural e urbana de Afogados da Ingazeira. Houve o apoio do GATI, do 23 BPM. Ao todo, foram resgatados 190 exemplares de […]

Fotos e informações: Itamar França
Fotos e informações: Itamar França

Depois de muitas cobranças, finalmente uma ação importante da CPRH, ligada à Secretaria do Meio Ambiente foi registrada no Pajeú. Em uma das ações, várias aves silvestres foram apreendidas em residências na zona rural e urbana de Afogados da Ingazeira. Houve o apoio do GATI, do 23 BPM.

Ao todo, foram resgatados 190 exemplares de pássaros como Sabiá, Galo de Campina, Canário da Terra, Papa Capim, Golinha, Azulão, Sanhaçu, Papa Capim, Maria Fita, Chofreu, Bigode, Pitasilgo, e Vem-vem.

As investidas segundo o analista Ambiental, Tiago Costa, atenderam denúncias de desmatamento e transporte ilegal de madeira da região. Uma omissão formada por várias entidades e encabeçada pela Diocese de Afogados havia formalizado denuncia no Todos por Pernambuco e entregue documento ao governador Paulo Câmara e ao Secretário do Meio Ambiente, Sérgio Xavier.

gaiolas-queimadas

Na operação foram abordados cerca de 20 caminhões carregados de madeira extraída na região do Pajeú. Um deles foi apreendido por excesso de carga. “O DOF permitia 40 metros, mas o veículo transportava 12 metros a mais, o que culminou na apreensão”, disse ao blogueiro Itamar França em flashe ao vivo para a Rádio Pajeú.

Ainda foram apreendidos dois papagaios, dois tatus e uma raposa, todas encontradas em cativeiro. Os animais foram soltos em uma reserva ambiental na região e as gaiolas foram incineradas pelas equipes do CPRH e da PM, através do GATI. Denúncias sobre cativeiros irregulares ou de maus tratos a animais podem ser feitas pelo número (81) 3182-8923.

Prefeito e ex-prefeito de Flores formalizam apoio à reeleição do senador Dueire

O prefeito de Flores, Gilberto Ribeiro, e o ex-prefeito Marconi Santana, ambos do PSD, anunciaram apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB). O gesto reforça a sólida parceria entre o parlamentar e o município sertanejo, fruto de uma atuação marcada pelo compromisso com o desenvolvimento local. “Dueire tem se destacado como um senador municipalista, […]

O prefeito de Flores, Gilberto Ribeiro, e o ex-prefeito Marconi Santana, ambos do PSD, anunciaram apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB).

O gesto reforça a sólida parceria entre o parlamentar e o município sertanejo, fruto de uma atuação marcada pelo compromisso com o desenvolvimento local.

“Dueire tem se destacado como um senador municipalista, com ações concretas em favor de Flores, especialmente na destinação de recursos para saúde, infraestrutura e educação”, afirmou o prefeito Gilberto Ribeiro. “Flores reconhece quem estende a mão e trabalha de verdade pelo povo. Por isso nossa intenção de trabalhar aqui e na região pela recondução do senador”, disse Marconi Santana.

“Minha maior vitória não foi nas urnas, mas essa nova chance de viver”, diz Mário Martins

Nesta segunda-feira (21), o vereador eleito de Afogados da Ingazeira, Mário Martins, compartilhou detalhes do acidente que sofreu e atualizou seu estado de saúde durante uma entrevista concedida ao repórter Marcony Pereira. A conversa foi reproduzida na manhã desta terça-feira (22), durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú. O vereador estava retornando a uma […]

Nesta segunda-feira (21), o vereador eleito de Afogados da Ingazeira, Mário Martins, compartilhou detalhes do acidente que sofreu e atualizou seu estado de saúde durante uma entrevista concedida ao repórter Marcony Pereira. A conversa foi reproduzida na manhã desta terça-feira (22), durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú.

O vereador estava retornando a uma comunidade rural, onde iria agradecer os votos recebidos nas eleições, quando sofreu um grave acidente de moto. Mário relatou que o incidente ocorreu devido à falta de sinalização em uma obra improvisada na estrada. “Foi feita uma intervenção para a água chegar a um barreiro, parecia um desvio ou quebra-molas, e, como não tinha sinalização, acabei capotando com o peso da moto e o meu”, explicou. O acidente resultou em dez costelas fraturadas, além de fraturas na clavícula e no joelho direito, que já apresenta uma deficiência.

Apesar da gravidade do acidente, Mário expressou gratidão pela nova oportunidade de vida. “Minha maior vitória não foi nas urnas, mas essa nova chance de viver. A gente aprende a valorizar mais a família, os amigos e as coisas boas da vida”, disse.

Mário também aproveitou a oportunidade para alertar a população sobre a importância da sinalização adequada em obras nas estradas. “Quero pedir às pessoas que tenham cuidado e aos proprietários que não façam intervenções sem a devida sinalização. Isso pode evitar tragédias como a que eu passei”, ressaltou.

Atualmente, o vereador está internado no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, após passar alguns dias no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, onde recebeu atendimento para complicações decorrentes do acidente, como um derrame pleural. “Foi colocado um dreno no pulmão, e aos poucos fui melhorando. Estou me recuperando bem, graças a Deus”, relatou.

Durante a entrevista, Mário agradeceu aos profissionais de saúde dos dois hospitais e aos amigos e familiares que o apoiaram. Ele também fez um apelo por melhorias no acesso à internet para os pacientes do Hospital Eduardo Campos, mencionando as dificuldades enfrentadas por ele e sua família durante o internamento. “Uma sugestão seria disponibilizar wi-fi para os pacientes se comunicarem com seus familiares e organizarem a troca de acompanhantes”, sugeriu.

Quanto à sua recuperação, o vereador informou que poderá receber alta entre hoje e amanhã, segundo previsão médica. “Depois, marcarei as cirurgias necessárias no joelho e na clavícula. A recuperação das costelas é mais lenta e não precisa de cirurgia”, explicou Mário.

Por fim, Mário agradeceu à Rádio Pajeú pelo apoio e à população que o elegeu. “A rádio me ajudou muito na minha projeção política, e sou grato a todas as oportunidades. Será um prazer voltar aos estúdios para conversar com a população e colocar nossas ideias em prática”, concluiu.

Organizações sociais do semiárido preparam retomada do programa de construção de cisternas

Foto: Ricardo Araújo/Arquivo ASA Brasil Por Adriana Amâncio/Marco Zero “Eu mal caminho dentro de casa, não posso carregar água de canto nenhum. Quando falta água, eu espero a nora botar, vem outro e bota, tudo é difícil pra mim”. Este é o relato de Tereza Correia, agricultora de 77 anos, que mora na comunidade Jacarecanga, […]

Foto: Ricardo Araújo/Arquivo ASA Brasil

Por Adriana Amâncio/Marco Zero

“Eu mal caminho dentro de casa, não posso carregar água de canto nenhum. Quando falta água, eu espero a nora botar, vem outro e bota, tudo é difícil pra mim”. Este é o relato de Tereza Correia, agricultora de 77 anos, que mora na comunidade Jacarecanga, no município de Rio Grande do Piauí, no semiárido daquele estado, a 380 quilômetros de Teresina.

Idosa e sofrendo de diabetes, ela sente dificuldades de caminhar. Por isso, quando a bomba do poço que abastece a comunidade quebra, ela depende da ajuda de parentes e vizinhos para ter água em casa. O marido, também idoso, não pode ajudar com a busca por água no dia a dia. Dona Tereza está entre as quase 1 milhão de pessoas que esperam a retomada do Programa Cisternas para ter acesso a um reservatório de 16 mil litros de água apta para consumo humano.

Para viabilizar o programa, era preciso antes recompor seu orçamento, que, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) elaborado por Bolsonaro, tinha previstos apenas R$ 2 milhões para 2023. Isso já foi feito, chegando a dotação de R$ 500 milhões para esta finalidade. 

O valor seria suficiente para mais 83 mil reservatórios ao custo de R$ 6 mil cada, aumentando as chances de Dona Tereza trazer a água mais para perto da sua casa. “Isso não dá conta do déficit, mas já movimenta bastante”, avalia o coordenador Executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) pelo estado da Bahia, Naidson Baptista.

Além da recuperação financeira, o Programa Cisternas demanda a retomada de procedimentos democráticos e transparentes na implementação. “A ideia da ASA é, uma vez que nós tenhamos celebrado algum termo de parceria com o governo, feito a seleção das organizações, chamar as eleitas para reativar os princípios metodológicos, os prazos porque, nas entidades, muita coisa mudou, muita gente saiu”, afirma Batista. 

Um desses princípios metodológicos envolve, por exemplo, a análise dos perfis e a definição das famílias elegíveis ao programa nas comissões municipais, formadas por organizações comunitárias.

Hoje, no Semiárido brasileiro, 350 mil famílias, quase 1 milhão de pessoas, necessitam de uma cisterna de água para consumo humano. Já aquelas que vivem sem cisterna de produção – que coleta e reserva água para agricultura e pecuária –, somam 800 mil pessoas. 

Os dados são da publicação Acesso à água para as populações do Semiárido Brasileiro, elaborada pela ASA. Nos últimos quatro anos, o Programa Cisternas enfrentou os cortes orçamentários mais drásticos da história. Em 2022, executou um orçamento de pouco mais de R$ 22 milhões, de acordo com dados do portal Siga Brasil.

De acordo com Naidison, as organizações que compõem a ASA estão lançando mão de estratégias políticas para garantir as condições orçamentárias do programa ao longo dos próximos quatro anos. Um desses caminhos, complementa ele, é acionar diversos conselhos de controle social nas esferas estadual e nacional.

“Um caminho é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), que está para ser reconstruído. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), que será recriado no dia 28 de fevereiro. As cisternas estão constantemente na pauta do Consea, o Consea faz questão de ter as cisternas funcionando. O outro caminho é manter contato com deputados e senadores do Nordeste, no sentido de que eles estejam reafirmando na Câmara e no Senado a importância do Programa. E outra coisa é realizar audiências com autoridades responsáveis por fazer o programa andar. Nós já realizamos uma audiência e temos outra marcada com a secretária Nacional Segurança Alimentar e Nutricional do MDS [Lilian dos Santos Rahal] e também solicitamos uma audiência com o ministro Wellington Dias para discutir a perspectiva das cisternas”, relata.

Praticamente sem orçamento nos últimos quatro anos, a melhoria dos indicadores econômicos e de saúde no semiárido ficou mais lenta ou regrediu, como foi o caso da insegurança alimentar. 

Com isso, a agonia vivida pela agricultora Zenaide Costa, de 55 anos, que mora na mesma comunidade de Dona Tereza, ficou longe de ter um fim. Ela também sofre quando a água do poço não chega às torneiras quando a bomba quebra. No seu caso, além do corpo não aguentar o esforço de buscar água no poço, por ser albina, ela não pode se expor ao sol para carregar água. Sem alternativa, ela pede ajuda ao vizinho que possui cisterna para lhe ceder um pouco de água. “No final das contas, quando a bomba do poço quebra e o carro pipa não vem, é a cisterna do vizinho que salva. Mesmo assim, é racionada, não pode pegar tudo e deixar ele sem água. É um sufoco!”, desabafa Zenaide.

Quando o problema na bomba não é resolvido rápido, Zenaide e outros moradores se unem para pedir que a prefeitura traga um carro pipa para abastecer a comunidade. “A gente fica ligando até eles trazerem. Eles alegam que tem muita comunidade para abastecer. E diz ‘aquele que colocou o nome primeiro, vai ser abastecido primeiro’. E assim é a nossa vida”, relata Zenaide em tom de lamento. 

A falta de água também afeta a sua segurança alimentar. Sem fonte hídrica para produção, ela cultiva alimentos apenas no período chuvoso. “Sem água não dá para plantar na estiagem. A gente só planta na chuva e come o que ganhar da chuva.”, afirma resignada.

O tom da voz de Tereza e Zenaide até mudou quando perguntei sobre a expectativa de chegada da cisterna. Zenaide se antecipou e afirmou. 

“Eu tô com muita esperança, eu tô acreditando que eu vou ganhar a minha cisterna e a minha vida vai melhorar. Eu vou poder cultivar uma hortinha”, planeja. Já Dona Tereza, sem titubear, emenda: “trazendo a cisterna pra perto de casa, fica mais fácil para qualquer um pegar [água], até o meu marido pega. Eu tenho fé em Deus que vai acontecer dela vim, a minha cisterna.”

A nossa reportagem fez contato com o Governo Federal. Pedimos confirmação sobre o valor do orçamento do Programa Cisternas previsto para 2023, sobre quais medidas estão sendo adotadas para a retomada do programa neste ano e se há previsão para assinatura do termo de parceria. Até o fechamento desta reportagem, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto.