Ações no STF põem mandatos de ao menos sete deputados federais em xeque
Por André Luis
Um conjunto de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) tem o potencial de impactar a composição da Câmara dos Deputados e o tamanho das bancadas na Casa. A depender de como os ministros decidirem o caso, ao menos sete deputados poderão deixar seus mandatos para que outras pessoas entrem no lugar.
A controvérsia é discutida em processos sobre o cálculo das chamadas “sobras eleitorais”, método usado para definir os deputados eleitos.
As ações chegaram a entrar duas vezes na pauta do Supremo. Até o início da semana, a ideia era que a análise no plenário virtual do STF começasse na sexta-feira (24), mas mais uma vez o julgamento foi adiado.
O assunto tem levado partidos políticos e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a buscar interlocução no Supremo.
Como a CNN mostrou, Lira se reuniu com o ministro Ricardo Lewandowski neste mês –o magistrado é o relator das ações na Corte.
O presidente da Câmara teria alegado ser ruim para a democracia e para Casa impedir que parlamentares que já estão trabalhando na atual Legislatura percam o cargo para quem não estava no início da legislatura. Leia a reportagem completa de Larissa Rodrigues e Lucas Mendes na CNN Brasil.
No semiárido dos Estados de Pernambuco e Paraíba, região consumida pela seca há seis anos, a grande atração tem sido a água. Mais especificamente, a água que, desde a virada do ano, foi preenchendo os 217 quilômetros do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Ela sai da represa da Usina de Itaparica, formada […]
No semiárido dos Estados de Pernambuco e Paraíba, região consumida pela seca há seis anos, a grande atração tem sido a água. Mais especificamente, a água que, desde a virada do ano, foi preenchendo os 217 quilômetros do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.
Ela sai da represa da Usina de Itaparica, formada pelo Rio São Francisco, na divisa da Bahia, atravessa quatro municípios de Pernambuco – Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia – até desembocar na cidade de Monteiro, na Paraíba.
À medida que a água avançou, primeiro na beira de povoados, depois nas cidades maiores, foi recebida com deslumbramento. Famílias inteiras vestem roupas de banho e mergulham nas represas da Transposição. Os mais audaciosos se jogam no canal, mesmo sem ter noção da profundidade. O gesto mais trivial por lá é tirar selfie com a água.
“A gente faz a foto para registrar e acreditar que não estamos imaginando: olha aí, a água do Chico chegou. Depois de séculos, mas chegou”, diz Rafael Barbosa dos Santos, 26 anos, desempregado, que junto de uma amiga, a técnica de enfermagem Raquel Simplício dos Santos, 31 anos, se autofotografava, quinta-feira passada, no final da Transposição, em Monteiro.
Lazer
No último mês, não faltaram episódios para ilustrar o surto de euforia. No município de Floresta, dois nadadores morreram afogados. Em Sertânia, os banhistas ocupam as represas, sem a menor cerimônia, desde o carnaval. “É impressionante, no domingo vira o piscinão, a prainha de uma quantidade absurda de pessoas”, diz a comerciante Iranuedja Moreira de Aquino, 42 anos que se espantou quando foi ver com os próprios olhos a aglomeração. Seu marido, Paulo Cesar Santana, 50 anos, tem uma justificativa para o descontrole coletivo. “Quando a gente, que vive na estiagem, vê uma represa cheia, se sente como ganhador da Mega-Sena, não qualquer Mega-Sena, a da virada.”
Há uma semana, a água ensaiou uma tragédia. O reservatório Barreiro, em Sertânia, se rompeu. A força da água foi tão violenta que abriu uma cratera na pista da rodovia quilômetros à frente. As causas estão sendo apuradas, mas quem mora no entorno conta que o reservatório encheu rápido demais. Na véspera do acidente, dava a impressão de que iria transbordar.
O auge do encantamento ocorreu na sexta-feira passada, em Monteiro, na cerimônia de inauguração do Eixo Leste. A cidade já estava mobilizada pela manhã. O casal Aldo Lídio e Luciana Ferreira levou os filhos Abraão, de 10 anos, e Sara, 4, para a borda da Transposição. “Queremos participar desse momento histórico”, disse Aldo. E foi de tirar o fôlego. Um jorro de água eclodiu da Transposição e promoveu o milagre da engenharia hidráulica: o leito estorricado do rio Paraíba, vazio há seis anos, foi inundado em minutos. Tornou-se tão caudaloso que ninguém na multidão, assombrada com o feito, teve coragem de mergulhar. O rio Paraíba é estratégico. Alimenta os principais açudes do Estado e cheio vai tirar centenas de municípios do racionamento.
O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nega que o cronograma de obras foi acelerado para atender a uma única cidade, mas confirma que Campina Grande havia se tornado preocupação. “A informação é que em setembro a água vai acabar, mas como o volume morto já é uma reserva comprometida, a cidade poderia ficar sem água a qualquer momento”, diz. Barbalho lembra que a Transposição é apenas um ponto de partida. Várias obras adicionais, como o Ramal do Agreste e o Ramal Juá, estão em andamento para criar, enfim, uma rede segura de abastecimento contra a estiagem.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa em nota que pavimentou 71 ruas e travessas, num total 58 mil metros quadrados de pavimento, envolvendo recursos da ordem de R$ 3,2 milhões em investimentos, dentre recursos próprios (asfalto) e convênios (paralelo). “A demanda é sempre maior, mas espero, até o final deste ano, ultrapassar a marca das […]
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa em nota que pavimentou 71 ruas e travessas, num total 58 mil metros quadrados de pavimento, envolvendo recursos da ordem de R$ 3,2 milhões em investimentos, dentre recursos próprios (asfalto) e convênios (paralelo).
“A demanda é sempre maior, mas espero, até o final deste ano, ultrapassar a marca das 100 ruas pavimentadas”, destacou o Prefeito José Patriota.
Nessas duas últimas semanas, a Prefeitura concluiu a pavimentação das Ruas Geraldo Cipriano e Travessa, Nossa Sra Aparecida e Dinamérico Lopes, todas no São Braz, além das que já haviam sido concluídas no Residencial Miguel Arraes (Projetadas 6, 7 e 8). Além do asfalto, a Prefeitura também está implantando o saneamento das localidades onde não havia rede coletora.
Nesse momento, a Prefeitura está concluindo a Rua e Travessa Frei Miguelinho (Padre Pedro Pereira). Estão em execução a Travessa sete de setembro (São Francisco), Vila Maria (São Cristóvão) além do complemento da Antônio de Pádua Santos (São Braz).
Nas próximas semanas, a Prefeitura dará início à pavimentação de mais 07 ruas, a exemplo das Ruas 14 (Res. Dom Francisco), Capitão Arruda (São Braz) e Pajeú (Costa). As demandas podem ser encaminhadas diretamente ao Prefeito, em reuniões solicitadas pelos moradores (foto), ou através das lideranças comunitárias de cada bairro.
Se por um lado tentaram resgatar a tradição da Festa Universitária com o carro da Pitu rodando as ruas de São José do Egito, aos poucos estão a matando na essência da festa Universitária, em seus 50 anos. Não há nenhum respeito à história e tradição da festa. Inclusive, atrações que recentemente foram criticadas pelo […]
Se por um lado tentaram resgatar a tradição da Festa Universitária com o carro da Pitu rodando as ruas de São José do Egito, aos poucos estão a matando na essência da festa Universitária, em seus 50 anos.
Não há nenhum respeito à história e tradição da festa. Inclusive, atrações que recentemente foram criticadas pelo nível chulo do repertório estão lá na grade. Aparentemente, há poucas exceções a isso.
A alegação da Associação Cultural de São José do Egito foi de que os apoios só propiciaram conseguir essas atrações não tem muita lógica, já que, mesmo com parcos apoios, dava pra se direcionar e focar em nomes que respeitassem a história da festa. Não basta trazer o carro da Pitu. Uma pena…
Uma questão onde a organização tem razão, registre-se, é da necessidade de que a festa realmente seja mais abraçada pelos que podem apoiar e pela própria comunidade egipciense e seus diversos setores.
O site do jornal “Folha de S.Paulo” divulgou neste sábado (30) e domingo (1º) números de uma pesquisa do instituto Datafolha com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 35% das intenções de voto em todos os cenários pesquisados, […]
O site do jornal “Folha de S.Paulo” divulgou neste sábado (30) e domingo (1º) números de uma pesquisa do instituto Datafolha com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 35% das intenções de voto em todos os cenários pesquisados, o deputado Jair Bolsonaro (PSC), entre 15% e 19%, e a ex-senadora Marina Silva (Rede), entre 13% e 23%.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) são os únicos candidatos além de Lula, Bolsonaro e Marina Silva que atingem dois dígitos das intenções de voto.
Veja os resultados dos oito cenários pesquisados:
Cenário 1 (com Doria):
Lula (PT): 36%
Jair Bolsonaro (PSC): 16%
Marina Silva (Rede): 14%
João Doria (PSDB): 8%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 16%
Não sabe: 2%
Cenário 2 (com Alckmin):
Lula (PT): 35%
Jair Bolsonaro (PSC): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 16%
Não sabe: 2%
Cenário 3 (sem o PT, com Doria):
Marina Silva (Rede): 23%
Jair Bolsonaro (PSC): 18%
Ciro Gomes (PDT): 10%
João Doria (PSDB): 10%
Alvaro Dias (Podemos): 5%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 26%
Não sabe: 3%
Cenário 4 (sem o PT, com Alckmin):
Marina Silva (Rede): 22%
Jair Bolsonaro (PSC): 19%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 10%
Alvaro Dias (Podemos): 5%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 26%
Não sabe: 3%
Cenário 5 (com Haddad e Alckmin):
Marina Silva (Rede): 22%
Jair Bolsonaro (PSC): 19%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Ciro Gomes (PDT): 9%
Alvaro Dias (Podemos): 5%
Fernando Haddad (PT): 3%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 2%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 25%
Não sabe: 3%
Cenário 6 (com Haddad, Alckmin e Doria):
Marina Silva (Rede): 20%
Jair Bolsonaro (PSC): 17%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Ciro Gomes (PDT): 9%
João Doria (PSDB): 7%
Alvaro Dias (Podemos): 5%
Fernando Haddad (PT): 2%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 24%
Não sabe: 3%
Cenário 7 (com Moro e Joaquim Barbosa):
Marina Silva (Rede): 17%
Jair Bolsonaro (PSC): 15%
Sérgio Moro (sem partido): 9%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Ciro Gomes (PDT): 7%
João Doria (PSDB): 6%
Joaquim Barbosa (sem partido): 5%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Fernando Haddad (PT): 2%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
Rodrigo Maia (DEM): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 20%
Não sabe: 3%
Cenário 8 (com Lula e Ciro):
Lula (PT): 35%
Jair Bolsonaro (PSC): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Ciro Gomes (PDT): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Henrique Meirelles (PSD): 2%
Chico Alendar (PSOL): 1%
Em branco/nulo/nenhum: 15%
Não sabe: 2%
Segundo turno
Lula aparece como vencedor em todos os cenários testados para eventual segundo turno, exceto em um hipotético confronto com o juiz Sergio Moro (em que há empate técnico). Foram feitas as seguintes projeções:
Cenário 1
Lula: 46%
Alckmin: 32%
Cenário 2
Lula: 48%
Doria: 32%
Cenário 3
Lula: 44%
Marina: 36%
Cenário 4
Lula: 47%
Bolsonaro: 33%
Cenário 5
Lula: 44%
Moro: 42%
Cenário 6
Alckmin: 37%
Ciro: 29%
Cenário 7
Doria: 34%
Ciro: 32%
Cenário 8
Marina Silva: 47%
Bolsonaro: 29%
Cenário 9
Alckmin: 44%
Haddad: 17%
Rejeição
A taxa de rejeição ao ex-presidente caiu nos últimos três meses. A quantidade dos eleitores que disseram que não votariam em Lula de jeito nenhum caiu de 46% em junho para 42% agora, mas ele continua com a maior rejeição entre os nomes pesquisados:
Lula (PT): 42%
Jair Bolsonaro (PSC): 33%
Geraldo Alckmin (PSDB): 31%
Rodrigo Maia (DEM): 30%
Fernando Haddad (PT): 29%
Ciro Gomes (PDT): 27%
Marina Silva (Rede): 26%
Henrique Meirelles (PSD): 25%
Sérgio Moro (sem partido): 25%
João Doria (PSDB): 25%
Chico Alendar (PSOL): 24%
João Amoêdo (Novo): 23%
Alvaro Dias (Podemos): 22%
Joaquim Barbosa (sem partido): 21%
Votariam em qualquer um/não rejeitam nenhum: 2%
Rejeitam todos/não votariam em nenhum: 3%
Não sabem: 3%
O Datafolha ouviu 2.772 pessoas, em 194 cidades, entre quarta (27) e quinta (28). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95% – o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
Os exames feitos pelo Instituto Pasteur, de São Paulo, confirmam que a raiva humana é a causa da morte de uma dona de pet shop do Recife, ocorrida na noite de quinta-feira (29), no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), na área central da capital pernambucana. A informação foi repassada ao G1, nesta segunda-feira (3), pela […]
Os exames feitos pelo Instituto Pasteur, de São Paulo, confirmam que a raiva humana é a causa da morte de uma dona de pet shop do Recife, ocorrida na noite de quinta-feira (29), no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), na área central da capital pernambucana.
A informação foi repassada ao G1, nesta segunda-feira (3), pela diretora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Doenças Infecciosas do centro hospitalar, Ana Flávia Campos, que acompanhou o caso de Adriana Vicente da Silva, de 36 anos.
Desde 2004, não havia registro de raiva canina ou felina no Recife. O último caso da doença em humanos na capital tinha sido notificado em 1998. Em Pernambuco, o registro anterior foi de um garoto, diagnosticado com a doença em 2008. Morador de Floresta, no Sertão, ele levou uma mordida de um morcego. O adolescente sobreviveu e o caso se tornou a primeira ocorrência de cura de raiva humana no Brasil.
De acordo com a médica Ana Flávia Campos, no caso de Adriana Vicente da Silva foram enviadas ao instituto amostras de saliva, sangue, líquido encéfalo-raquidiano e pele. “Podemos afirmar que os testes confirmam que a raiva humana foi a causa da morte da paciente”, disse.
Campos ressalta que os testes mostraram, ainda, que a vítima foi infectada por uma variante do vírus da raiva comum em morcegos. “Podemos entender que o morcego infectou o gato, que transmitiu a doença para a mulher”, observou a médica.
O laudo ficou pronto no sábado (1º). No entanto, os médicos que cuidaram da paciente só tiveram acesso aos resultados na manhã desta segunda.
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