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Abismo entre avaliações positivas de Lyra em relação a Eduardo levanta a questão: povo avalia gestão ou gestor ?

Publicado em Notícias por em 28 de setembro de 2014

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A diferença abismal de avaliação das gestões Eduardo e João Lyra mostram um fato que muitas vezes passa despercebido: muitas vezes a população confunde avaliação de gestão com avaliação pessoal do gestor.

Com seu conhecido carisma e imagem de liderança, Eduardo foi por mais de uma vez escolhido o melhor governador do Brasil na pesquisa Datafolha, com avaliação positiva que chegava à casa dos 80% somados ótimo e bom.

Mas cabe perguntar: o que mudou substancialmente da gestão de Eduardo para o governo João Lyra, que recebeu o bastão após sua desincompatibilização?  O modelo de gestão é o mesmo, os programas foram mantidos, não houve uma grande reviravolta na condução do Palácio do Campos das Princesas? E porque patina em 26% de ótimo e bom, com 36% de regular, mais 11% de ruim e péssima?

Como explicar uma queda na avaliação ótima e boa de Lyra se comparamos com a de Eduardo? A resposta está no perfil do gestor. João Lyra não tem muita identificação com a população no restante do Estado. Até tomar posse, era conhecido apenas em sua principal base, Caruaru, no Agreste e por quem debate a política no Estado, não pela maioria da população.  Tem perfil e imagem diferentes de Eduardo, mais sisudo, quase sempre com a mesma expressão.

Isso prova que nem sempre avaliação de governo reflete totalmente o que pensa a população sobre o que está sendo avaliado, a gestão. A figura do gestor acaba “contaminando” o resultado para o bem ou para o mal.

Alguns gestores em municípios do interior muitas vezes “montam” em avaliações positivas e acabam negligenciando temas importantes, tarefas importantes, pautas prioritárias, confortados com uma avaliação que nem sempre é tão real assim.

Também é sempre bom lembrar que avaliação de governo é diferente de intenção de voto. Avaliar uma gestão como positiva não significa dizer que vai votar no avaliado no próximo pleito. Há quem aprove uma gestão, mas por convicções políticas opta por outro nome na disputa eleitoral. Também há confusão sobre isso.

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