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O que indica a pesquisa Múltipla

Por Nill Júnior

No Jornal Itapuama desta segunda-feira (1), analiso a mais recente pesquisa Múltipla sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco, com João Campos à frente e Raquel Lyra enfrentando o desafio de melhorar sua imagem na Região Metropolitana.

Também destaco os índices de aprovação, rejeição e a força dos apoios de Lula e Bolsonaro no Estado.

O comentário aponta que Raquel tem desempenho um pouco melhor no interior, mas precisa crescer na RMR para levar a disputa ao segundo turno, enquanto João Campos trabalha para manter uma vantagem confortável na corrida eleitoral.

Raquel sabe disso. Tanto que tem buscado fortalecer as ações na região.  Foi o caso dos mais de 2 mil PMs recém formados, os “laranjinhas”, e agora, anunciando um Pernambuco Meu País Verão,  em cinco cidades do Grande Recife e do Litoral Sul do estado entre dezembro e janeiro.

Outro problema é a rejeição: a governadora lidera quando a pergunta é sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Ela tem 51%, contra 23% de João Campos, 18% de Eduardo Moura e 12% de Ivan Moraes.

Outras Notícias

RS: incêndio em centro de tratamento deixa 11 mortos em Carazinho

Um incêndio de grandes proporções no Centro de Tratamento e Apoio a Dependentes Químicos (Cetrat) em Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul, deixou pelo menos 11 pessoas mortas, na noite de quinta-feira (23). Dez delas morreram no local e uma no hospital. A direção da instituição não deve se manifestar até a conclusão do trabalho […]

Um incêndio de grandes proporções no Centro de Tratamento e Apoio a Dependentes Químicos (Cetrat) em Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul, deixou pelo menos 11 pessoas mortas, na noite de quinta-feira (23). Dez delas morreram no local e uma no hospital.

A direção da instituição não deve se manifestar até a conclusão do trabalho da perícia.

Duas pessoas foram levadas para atendimento médico, uma delas está em estado grave e uma estável. Outras duas conseguiram sair do local sem ferimentos. A informação inicial é de que, no Centro, estavam pelo menos 15 pessoas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o combate ao fogo começou no final da noite, e a corporação segue no local trabalhando na busca por vítimas e feridos. O Centro fica no bairro Vila Rica.

Algumas das vítimas, conforme informações dos bombeiros, foram encontradas em uma área de dormitórios e próximas às janelas, o que pode indicar que elas tentavam sair do local.

A parte consumida pelo fogo era de madeira. Ainda segundo os Bombeiros as janelas não tinham grades mas eram pequenas, por onde uma pessoa não conseguia passar. Ainda não há confirmação sobre a identidade dos mortos e as causas do incêndio. O caso será investigado.

‘Não há necessidade de se imprimir voto no Brasil’, dispara o presidente do TRE-PE

Diário de Pernambuco O voto impresso foi extinto há mais de 20 anos no Brasil, mas o assunto foi trazido de volta para a política pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que insiste que as últimas eleições tiveram indícios de fraude, mesmo sem provas. De acordo com o desembargador Carlos Moraes, presidente do Tribunal Regional […]

Diário de Pernambuco

O voto impresso foi extinto há mais de 20 anos no Brasil, mas o assunto foi trazido de volta para a política pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que insiste que as últimas eleições tiveram indícios de fraude, mesmo sem provas. De acordo com o desembargador Carlos Moraes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Pernambuco, as fraudes existiam antes do voto eletrônico, não depois.

“Não há necessidade de se imprimir voto no Brasil”, disparou, em defesa do sistema eletrônico eleitoral. As declarações foram dadas ao programa Manhã na Clube, da Rádio Clube AM 720.

O presidente explicou que as urnas já são auditadas, um ano antes de qualquer eleição, e também em dias mais próximos, antes, durante e depois das votações. Além disso, a urna emite um boletim impresso contabilizando os votos, que será comparado com os dados eletrônicos, impossibilitando erros no resultado. Tudo isso é feito de maneira aberta para o Ministério Público, a Polícia Federal, a OAB e todos os partidos políticos.

“Além de um sistema de segurança ultramoderno e criptografado, as urnas são auditadas antes, durante e depois das eleições. É um sistema ultra seguro”, assinalou. De acordo com o magistrado, cada urna tem cerca de 30 camadas de segurança, além de conexão exclusiva com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) via satélite. “Desde que essas urnas foram implantadas no Brasil nunca houve sequer uma comprovação de fraude no sistema eleitoral brasileiro”, cravou.

Uma das alegações de Bolsonaro é a possibilidade de um ataque hacker para modificar os resultados, o desembargador refutou essa premissa, explicando que as urnas não possuem conexão com a internet e que cada uma funciona de maneira isolada.

“Se fosse possível, e não é, fraudar um resultado, teria que hackear as 450 mil urnas existentes no Brasil”, explicou. Moraes também relembrou do passado, quando as votações eram exclusivamente impressas, ele era juiz federal e trabalhava no âmibito eleitoral. De acordo com o desembargador, antigamente era impossível fiscalizar toda a contagem e evitar as fraudes.”Era impossível fiscalizar todo mundo. Essa prática toda de fraude, de urna engravidada, de voto formiguinha que existia, quando foi instituída a urna eletrônica tudo isso desapareceu das eleições brasileiras. Isso tudo nós devemos ao sistema eletrônico seguro”, explicou o desembargador.

Auditoria das urnas
Após a auditoria um ano antes das eleições, as urnas, de acordo com o presidente do TRE, durante as eleições são auditadas em três fases. A primeira seria a lacração das urnas, através de assinatura digital. Participam da cerimônia todos os partidos políticos, o Ministério Público, a Polícia Federal e entidades independentes nacionais e internacionais para assistir a lacração dos sistemas das urnas antes da votação.

A segunda etapa ocorre no dia da votação, são convocados representantes de todos os partidos para participar de um sistema “paralelo de votação” com urnas sorteadas em todos os estados. Os representantes acompanham a votação paralela e registram os votos copiados em cédulas manuais. “No final essa urna vai emitir um boletim de urna, como também é emitido pela urna oficial, para saber se a votação corresponde à veracidade do que a urna computou”, explicou o presidente.

Após o encerramento das eleições, cada urna emite um Registro Digital do Voto (RDV), cada RDV revela o que foi processado em sua urna. “Além de ficar registrado no sistema da própria urna eletrônica esse RDV, é emitido um boletim impresso, para todo mundo saber quantos votos foram atribuídos a cada candidato naquela urna”, comentou Carlos Moraes. Ao todo, são cinco vias impressas, uma é afixada na entrada da sessão eleitoral para qualquer pessoa poder conferir, outra é entregue aos fiscais dos partidos e três são enviadas aos cartórios eleitorais.

“Vai ser transmitido esse resultado através de um canal independente via satélite em uma rede própria do TSE, esses votos serão então transmitidos, somados e divulgados”, comentou o desembargador. “Qualquer partido pode pedir auditoria na urna e recontagem de votos. O sistema é totalmente transparente e seguro, não há necessidade de voto impresso”, concluiu.

E se as votações voltarem ao impresso?

“Os votos serão guardados e qualquer partido ou candidato que não aceite o resultado poderá judicializar a eleição, pedir uma recontagem”, explicou o presidente do TRE. Isso acarretaria na volta da contagem manual das cédulas, processo obsoleto já superado no passado. “A contagem individual das cédulas seria contada uma por uma para saber se o resultado de cada urna confere e aí estará a abertura para as novas fraudes. No passado até sumiram urnas, que dirá votos”, comentou o desembardagor. “Vai judicializar um processo desnecessariamente e o Brasil não terá resultado nem tão cedo. Querem implantar esse sistema sem nenhuma necessidade”, explicou.

Como a Câmara se posicionou

A pauta foi votada recentemente no plenário da Câmara dos Deputados. A decisão contraria o relatório da comissão especial da Câmara, que havia rejeitado a PEC por 23 votos a 11. Mesmo com a derrota dentro da comissão, o assunto voltará a ser discutido e votado no plenário. “O plenário será o juiz dessa disputa que já foi longe demais”, comentou o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), na época.

De Pernambuco, votaram contra a pauta os deputados federais Raul Henry (MDB), Milton Coelho (PSB) e Carlos Veras (PT). O titular da Comissão Wolney Queiroz (PDT) não participou da decisão, apesar de ter direito a voto.

Já estão disponíveis as fotos do Projeto Mulheres em Campo

Para encerrar o mês de março e as comemorações do mês da mulher, o projeto Mulheres em Campo lança seu álbum de fotografias no perfil do instagram @mulheres.emcampo . Idealizado e realizado pela produtora cultural Rafaela de Albuquerque, o projeto fotográfico registra o futebol rural na perspectiva das mulheres, especialmente as jogadoras. Ao longo dos […]

Para encerrar o mês de março e as comemorações do mês da mulher, o projeto Mulheres em Campo lança seu álbum de fotografias no perfil do instagram @mulheres.emcampo .

Idealizado e realizado pela produtora cultural Rafaela de Albuquerque, o projeto fotográfico registra o futebol rural na perspectiva das mulheres, especialmente as jogadoras.

Ao longo dos meses de fevereiro e março, Rafaela tem frequentado e realizado fotos dos jogos rurais e conversado sobre essa aproximação entre uma paixão nacional, o futebol, e as mulheres.

“Cresci assistindo a paixão do futebol rural e recentemente descobri que tinham times e jogos femininos. Achei importante realizar esse projeto e fazer esses registros de um universo ainda pouco valorizado no país. Embora o futebol seja reconhecido como paixão, a participação das mulheres não é valorizada, nem reconhecida, seja na perspectiva nacional ou local. Através do Mulheres em Campo podemos reforçar a discussão sobre o lugar da mulher é onde ela quiser”, explica Rafaela.

O projeto segue em andamento e novas fotos são publicadas semanalmente. Você pode conferir no @mulheres.emcampo. Nessa primeira etapa o projeto é uma produção da Pajeú Filmes, em parceria com o Coletivo Sagaz Produções e incentivo do Plano Nacional Aldir Blanc (PNAB 2024), executado pela Secretaria Municipal de Cultura e Esportes e Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, PNAB, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Pedra: Naipes nega acusação de governistas sobre pesquisa

Prezado Nill Júnior, Diante do tumulto gerado na cidade da Pedra por conta de pesquisa eleitoral divulgada no último dia 29/09/2020, a Naipes Inteligência, empresa responsável pela pesquisa, vem através desta nota, expôr a verdade sobre os fatos. Inconformado com os resultados da pesquisa e disposto a cometer crimes para ganhar vantagem política, um grupo […]

Prezado Nill Júnior,

Diante do tumulto gerado na cidade da Pedra por conta de pesquisa eleitoral divulgada no último dia 29/09/2020, a Naipes Inteligência, empresa responsável pela pesquisa, vem através desta nota, expôr a verdade sobre os fatos.

Inconformado com os resultados da pesquisa e disposto a cometer crimes para ganhar vantagem política, um grupo vinculado ao atual prefeito, Osório Filho, criou e disparou fake news para descredibilizar o trabalho da empresa, que tem mais de 10 anos de atuação em Pernambuco.

O caso é tão grave que até mesmo a hora da divulgação (feita através de listas de contatos de Whatsapp) é levantada como suspeita. Apesar das mentiras, a Naipes não só afirma, como comprova através de documentos, que a pesquisa eleitoral PE-00134/2020, registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 23/09/2020, autorizada para ser divulgada no dia 29/09/2020, foi veiculada, seguindo a determinação, por volta da 1h do dia estabelecido.

O documento e as imagens anexas comprovam que toda a divulgação aconteceu dentro dos critérios técnicos e legais.

Insatisfeito com o resultado da pesquisa e disposto a impedir a exposição da verdade, o prefeito mais mal avaliado da história da Pedra se utilizou, mais uma vez, de fake news para continuar enganando a população, como de praxe, e para tentar maquiar a divulgação do seu desprestígio.

Tendo a mentira como principal fundamento, o grupo ligado ao Osório Filho contou com o apoio de diversos veículos de mídia anti-jornalísticos, que contribuíram com esse processo de desinformação.

Sobre as quatro tentativas de registro da pesquisa, mencionadas pelo grupo laranja, na verdade foram quatro tentativas, por parte dele, de derrubar os números legítimos. Em nossa primeira tentativa de registro, fizeram intervenção tentando apoio do cartório eleitoral da Pedra. O pedido foi negado. Em nossa segunda tentativa de registro da pesquisa, eles tentaram bloquear, desta vez, junto ao Ministério Público Federal. Perderam novamente. Após a nossa terceira tentativa de protocolo, solicitaram ao desembargador, no TRE estadual, o impedimento da divulgação da pesquisa. A derrota veio novamente. Por fim, a nossa quarta tentativa de registro foi efetiva, pois eles já não tinham a quem recorrer, após derrota final no Tribunal Superior Eleitoral.

Diante de toda a rede mentirosa armada contra a Naipes, destacamos que já estamos tomando todas as medidas cabíveis, junto à delegacia de crimes cibernéticos e ao Ministério Público Federal. A desinformação e a distribuição de fake news é crime e esperamos que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e penalizados pelos seus atos criminosos.

Atenciosamente,

Jemerson Edias, sócio-diretor da Naipes Marketing, Inteligência e Tecnologia.

Quem quer dormir na praça?

Essa senhora se chama Maria Aparecida, de 45 anos. Sem casa e com os poucos pertences jogados próximo à área dos brinquedos, em plena Praça Arruda Câmara, Afogados da Ingazeira, no Pajeú, diz que foi despejada porque não tem como pagar o  aluguel de R$ 250. “Não recebi ainda o Auxílio Brasil “, disse. Nenhum […]

Essa senhora se chama Maria Aparecida, de 45 anos.

Sem casa e com os poucos pertences jogados próximo à área dos brinquedos, em plena Praça Arruda Câmara, Afogados da Ingazeira, no Pajeú, diz que foi despejada porque não tem como pagar o  aluguel de R$ 250.

“Não recebi ainda o Auxílio Brasil “, disse. Nenhum assistente social do município esteve lá, mesmo com essa situação acontecendo no principal cartão postal da cidade.

O companheiro ao lado dela tira a pouca renda como engraxate. “Não tem material para trabalhar e não arrumam emprego”. Ela comia uma pipoca dizendo que era a janta dela.

Está a oito dias dormindo ali. Me comprometi em ajudá-la e também vejo que essa situação puxa um debate sobre os mais vulneráveis. “Não aguento mais dormir no frio”, reclama.

Alguns vão dizer que “pode ser preguiça”, “falta vontade pra trabalhar”, “tem emprego e não tem quem queira”. Ainda não consegui entender como alguém dorme numa praça nesse frio que tem feito porque não quer trabalhar…

Se também puder ajudá-la, ela continua lá. Amanhã mobilizo a sociedade para tentar um lugar minimamente decente para ela dormir. A Fundação que mantém a Rádio Pajeú vai ajudar. Quando eu questiono aqui as políticas públicas eventualmente priorizadas em detrimento de situações como essa, é disso que estou falando.