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Waldemar Borges propõe comissão de incentivo à aquicultura pernambucana

Por Nill Júnior

Por iniciativa do deputado Waldemar Borges, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou nesta quarta-feira (20) a criação da Comissão Parlamentar Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Política Estadual da Aquicultura – atividade econômica promissora, hoje explorada por grandes e médias empresas, além de pequenos produtores  de base familiar. A comissão será formada por  cinco titulares e o mesmo número de suplentes e tem o prazo de 90 dias para concluir seu trabalho.

Ocupando  a 12ª posição no ranking nacional da produção de peixes em cativeiro no país, e sendo o maior polo de piscicultura em tanques-rede de todo o Nordeste,  Pernambuco, no entanto, enfrenta desafios para a expansão, como  custos e entraves burocráticos no processo de licenciamento, que pode levar até dois anos para ser concluído.

A Comissão Especial pretende avaliar cenários e gargalos da área, reunindo especialistas, autoridades e produtores na perspectiva de contribuir para a consolidação de políticas públicas. Atualmente a aquicultura em Pernambuco é explorada por empresas e cerca de 700 produtores de base familiar em dois polos. O primeiro, localizado no Sertão de Itaparica, concentra o maior polo de piscicultura em tanques-rede da região, reunindo os municípios de Petrolândia, Jatobá, Itacuruba, Belém do São Francisco e Floresta.

O segundo centro está localizado na Zona da Mata, onde a atividade a piscicultura é realizada a partir de viveiros escavados.  Os entraves burocráticos observados hoje afetam diretamente os pequenos produtores – dificultando o acesso dos mesmos aos mercados formais e institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Antes de enviar o requerimento para a criação da comissão, o deputado Waldemar Borges se reuniu com especialistas da área iniciando o diálogo do Legislativo. Participaram do encontro o diretor executivo estadual do Banco do Nordeste, Josué Lucena de Lira; o gerente do Departamento de Assistência Técnica do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Maviael Fonseca; o coordenador de Pesca e Aquicultura do IPA, João Paulo Viana de Lima, Albérico Rocha, ex-prefeito de Iguaracy, também da Diretoria; do professor Reginaldo Florêncio Júnior, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de Pernambuco I(IFPE/campus  Vitória de Santo Antão), além de Carolina Martins, engenheira de pesca e produtora.

Em seu requerimento, o Waldemar Borges destacou a importância da discussão coletiva sobre essa atividade econômica. “Considerando que o Governo do Estado pretende incentivar  o desenvolvimento da aquicultura familiar no semiárido e na Zona da Mata, é primordial articular autoridades, especialistas e a sociedade civil”, ressalta.

A cadeia produtiva da aquicultura é ampla englobando a criação  de peixes (piscicultura), como também o cultivo e reprodução de outros organismos aquáticos. A atividade está presente em todo o país, tendo a região Sul na liderança da produção, seguida pelo Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Outras Notícias

Governo de Pernambuco solicita empréstimo de R$ 1,9 bilhão, mas Alepe adia votação

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria. O valor […]

O Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 1,9 bilhão junto a instituições financeiras nacionais. A proposta, apresentada em regime de urgência, teve a votação adiada nessa terça-feira (27), após pedido do deputado Diogo Moraes (PSB), relator da matéria.

O valor solicitado considera a capacidade de endividamento prevista para o exercício de 2027. A intenção do Executivo estadual é ampliar os recursos disponíveis para investimentos, mediante operações de crédito com condições consideradas favoráveis pelo governo.

De acordo com o projeto, os valores obtidos deverão ser destinados exclusivamente a despesas de capital, como investimentos em obras e infraestrutura. A aplicação dos recursos ficará sob coordenação da Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, observando o Plano Plurianual (PPA) e os orçamentos estaduais.

A proposta prevê duas possibilidades de contratação. Na primeira, o empréstimo poderá contar com garantia da União, mediante a apresentação de contragarantias pelo Estado.

Na segunda modalidade, sem garantia federal, Pernambuco poderá oferecer receitas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantias para a operação.

O projeto também estabelece que a contratação deverá observar as exigências da Secretaria do Tesouro Nacional.

Votação adiada

Apesar da solicitação de urgência, a análise da proposta foi adiada na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe.

O deputado Diogo Moraes pediu mais tempo para examinar o conteúdo do projeto e justificou a decisão pelo volume de recursos envolvidos.

“O projeto é de quase R$ 2 bilhões. Nós precisamos ter mais tempo para analisar esse projeto”, afirmou o parlamentar.

A matéria estava prevista para votação em dois turnos no plenário da Assembleia Legislativa, mas permanece em tramitação após o adiamento na comissão.

Ainda não há autorização legislativa para a contratação do empréstimo. O projeto deverá retornar à análise dos deputados antes de seguir para as demais etapas de votação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Roberto Soares/Alepe

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Plano secreto: fuga de Flávio Bolsonaro foi planejada semanas antes da derrota para Lula

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não […]

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos já vinha sendo planejada semanas antes de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia teria sido organizada por integrantes da família e aliados do parlamentar para ser executada caso ele não conseguisse vencer a disputa.

O planejamento começou ainda durante a campanha eleitoral, quando Flávio e pessoas próximas passaram a considerar a possibilidade de deixar o país em caso de derrota. A alternativa, entretanto, perdeu força depois do primeiro turno, quando o candidato do PL terminou à frente de Lula e seus aliados passaram a demonstrar confiança na vitória.

O principal responsável pela articulação teria sido Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele teria atuado em conjunto com Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan, para estabelecer contatos com integrantes do governo de Donald Trump.

As conversas tinham como objetivo viabilizar a entrada e a permanência de Flávio em território americano caso o resultado das eleições fosse desfavorável ao candidato do PL.

A estratégia também envolvia a intenção de apresentar uma eventual derrota como resultado de uma suposta fraude eleitoral. Não foram apresentadas provas de irregularidades capazes de comprometer a validade da eleição.

Após a confirmação da vitória de Lula, Donald Trump passou a questionar publicamente o processo eleitoral brasileiro, também sem apresentar evidências de fraude.

Rota inicialmente planejada

Outra informação revelada sobre os preparativos envolve o trajeto que seria utilizado para deixar o Brasil. De acordo com relatos de aliados e familiares, a rota inicialmente considerada passaria pela Venezuela.

O percurso efetivamente divulgado, entretanto, foi diferente. Na noite de terça-feira (27), Flávio atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da esposa e das duas filhas.

A passagem da família pelo território argentino foi confirmada pelas autoridades migratórias do país. Depois, o grupo embarcou em uma aeronave particular com destino ao Equador, de onde seguiu viagem em direção a Miami, nos Estados Unidos.

Ao longo de terça-feira, aliados do senador divulgaram informações divergentes sobre seu paradeiro. Enquanto alguns negavam a saída do Brasil, outros afirmavam que ele já havia chegado aos Estados Unidos.

O Departamento de Estado americano confirmou a concessão de vistos para Flávio e seus familiares permanecerem no país.

Antes de deixar o Brasil, o senador havia afirmado publicamente que não pretendia viajar e que cumpriria a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Os documentos não foram apresentados no prazo estabelecido e acabaram cancelados nos sistemas da corporação.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Charles Vieira/Divulgação

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Raquel Lyra assina acordo na Espanha para gestão de 17 espaços culturais de Pernambuco

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais. O documento, denominado […]

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A parceria prevê ações para aprimorar a administração de 17 equipamentos culturais sob responsabilidade do Governo do Estado, incluindo museus, teatros, cinemas e centros culturais.

O documento, denominado Memorando de Entendimento, tem vigência inicial de três anos e estabelece a possibilidade de desenvolver novos modelos de gestão, capacitar profissionais e promover o intercâmbio de experiências com instituições culturais de outros países.

Entre os objetivos apresentados estão a adoção de indicadores de desempenho, a avaliação de modelos de gestão compartilhada e a busca por alternativas para a sustentabilidade financeira dos espaços culturais pernambucanos.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho nos próximos 30 dias, responsável por elaborar os planos de atuação conjunta e definir as ações que poderão ser implementadas.

Uma das propostas em avaliação é a instalação de um laboratório da escola digital Co.liga no antigo Liceu de Artes e Ofícios, no Recife, em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Também está prevista a possibilidade de concessão de bolsas de formação para gestores culturais pernambucanos em um programa vinculado à Universidade Complutense de Madri, além da participação em redes internacionais de cooperação cultural.

Durante a agenda, Raquel Lyra destacou a importância da preservação das manifestações culturais do estado.

“Somos um povo que carrega tradições, saberes, ritmos e manifestações artísticas que atravessam gerações e que fazem parte não apenas da nossa história, mas também daquilo que queremos construir para o futuro”, afirmou a governadora.

O Governo de Pernambuco também apresentou informações sobre investimentos realizados na recuperação de imóveis históricos e equipamentos culturais. Segundo a gestão estadual, mais de R$ 200 milhões foram aplicados desde 2023 em mais de 20 obras de restauração.

Entre os espaços contemplados estão o Cinema São Luiz, no Recife, o Museu de Arte Contemporânea, em Olinda, e o Cine Theatro Guarany, em Triunfo, no Sertão do Pajeú.

A agenda contou com a participação de integrantes do secretariado estadual e representantes da OEI. Durante a viagem internacional de Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) permanece no exercício interino do Governo de Pernambuco.

Fonte: Dantas Barreto
Foto: Reprodução

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Classificados: Vende-se propriedade rural de 74 hectares no Sítio Umburaninha, em Afogados da Ingazeira

Está à venda uma propriedade rural com 74 hectares, localizada no Sítio Umburaninha, a 13 quilômetros de Afogados da Ingazeira, sendo 10 quilômetros de estrada asfaltada e 3 quilômetros de estrada de terra. O imóvel conta com casa ampla, cinco armazéns, curral, poço, cacimbão, açude e barreiros, além de boa disponibilidade de água, diversas árvores […]

Está à venda uma propriedade rural com 74 hectares, localizada no Sítio Umburaninha, a 13 quilômetros de Afogados da Ingazeira, sendo 10 quilômetros de estrada asfaltada e 3 quilômetros de estrada de terra.

O imóvel conta com casa ampla, cinco armazéns, curral, poço, cacimbão, açude e barreiros, além de boa disponibilidade de água, diversas árvores frutíferas, áreas de pastagem e energia elétrica.

A propriedade é totalmente cercada e dispõe de estrutura para atividades rurais.

Os interessados podem obter mais informações pelo telefone ou WhatsApp: (87) 99637-4569.

Até a fuga de Flávio Bolsonaro foi uma grande mentira, como toda a sua vida

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação. A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando […]

Em meu comentário para a rádio Itapuama desta quarta-feira (28), analiso a ida do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Na minha avaliação, até mesmo sua saída do Brasil foi marcada por mentiras e estratégias de desinformação.

A chegada de Flávio a Miami aconteceu depois de seus aliados criarem uma cortina de fumaça, afirmando que ele já estaria nos Estados Unidos um dia antes. Estamos falando de um parlamentar que responde a graves acusações no Brasil, envolvendo lavagem de dinheiro, esquemas de rachadinha e ligações com o caso “Dark Horse”, e que deixou o país após perder o foro privilegiado e a validade de seu passaporte.

Flávio Bolsonaro havia afirmado que responderia à Justiça brasileira e que jamais deixaria o país. Mas acabou seguindo por Foz do Iguaçu, atravessando a fronteira com a Argentina e chegando aos Estados Unidos.

O que chama minha atenção é como essa trajetória contraria suas próprias declarações públicas. Desde a negação de vínculos com investigados, passando pelo esquema de rachadinha, até o compromisso de respeitar os resultados eleitorais e permanecer no Brasil, suas atitudes caminham em sentido contrário ao que afirmou.

Também considero que a direita brasileira precisa rever seus conceitos e se desvincular do bolsonarismo se quiser construir uma alternativa política legítima, sem ligação com práticas ilegais e esquemas de enriquecimento ilícito.

Clique no link e acompanhe meu comentário completo.