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Valeixo confirma interesse em troca na PF de Pernambuco

Por Nill Júnior

O pedido para que o então diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo substituísse a superintendente da Polícia Federal em Pernambuco estava ligado à política.

Segundo Valeixo afirmou em depoimento à PF nesta segunda-feira (11), o então ministro da Justiça Sérgio Moro mencionou o fato de a superintendente, a delegada federal Carla Patrícia Cintra Barros da Cunha, ter ocupado um cargo de confiança no governo de Pernambuco. Ela tomou posse em 2017, durante a gestão do governador Paulo Câmara (PSB-PE). O PSB integra a base de oposição ao presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

Não ficou claro, no depoimento de Valeixo, se esse ponto do currículo de Carla foi levantado pelo próprio Moro ou se o questionamento veio do Palácio do Planalto e apenas foi repassado pelo então ministro ao então diretor-geral. Nesse ponto o depoimento é cheio de lacunas, pois também não explica que medida Valeixo e Moro tomaram em relação ao assunto. Também não foi detalhada qual a implicação política de Carla ter exercido um cargo no governo de Pernambuco e por que isso seria um problema. Nem mesmo o partido do governo de Pernambuco é apontado no depoimento.

De acordo com Valeixo, em determinando momento o então ministro da Justiça o procurou, “de forma menos contundente” do que a questão da Superintendência do Rio de Janeiro – assunto sob pressão desde meados de 2019 -, para saber sobre “a possibilidade de troca da superintendente do Pernambuco”. A delegada Carla Patrícia havia assumido o cargo em dezembro de 2019, escolhida por Valeixo.

“O assunto sobre a mudança da atual superintendente de Pernambuco foi tratado com o então ministro Sérgio Moro e o questionamento dizia respeito ao fato de que a então titular da SR/PE [Superintendência da PF em Pernambuco] tinha exercido um cargo na Secretaria de Estado equivalente ao cargo de Secretaria de Segurança Pública.” Em 2017, Carla foi nomeada corregedora da Secretaria de Defesa Social do governo de Pernambuco.

Valeixo disse que a escolha da delegada fora “técnica”, e que a delegada tinha ocupado “diversos cargos estratégicos naquela superintendência”. O ex-diretor-geral disse ainda que a “época em que a Carla Patrícia foi delegada regional de Combate ao Crime Organizado na SR-PE foi o período em que houve mais operações especiais naquele Estado”.

Outras Notícias

‘Restabelecerei a verdade’, diz Bolsonaro sobre demissão de diretor da PF e saída de Moro

Presidente afirmou em rede social que concederá entrevista coletiva às 17h desta sexta-feira (24). Ministro deixou o governo depois que Bolsonaro decidiu exonerar delegado Mauricio Valeixo. O presidente Jair Bolsonaro afirmou por meio de uma rede social que às 17h desta sexta-feira concederá uma entrevista coletiva para falar sobre a saída do ministro Sergio Moro […]

Foto: Isac Nóbrega/PR

Presidente afirmou em rede social que concederá entrevista coletiva às 17h desta sexta-feira (24). Ministro deixou o governo depois que Bolsonaro decidiu exonerar delegado Mauricio Valeixo.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou por meio de uma rede social que às 17h desta sexta-feira concederá uma entrevista coletiva para falar sobre a saída do ministro Sergio Moro do governo e sobre a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, delegado Mauricio Valeixo.

A demissão do diretor da PF motivou a decisão de Moro de deixar o governo, anunciada em pronunciamento na manhã desta sexta. A demissão foi publicada no “Diário Oficial da União” sem que Moro tivesse conhecimento, de acordo com a versão do ministro.

Mário Viana diz que “mesmo não sendo sua função”, segue encaminhando demandas da gestão Raquel

Chamou a atenção a entrevista de Mário Viana Filho ao programa A Tarde é Sua, com Michelli Martins, neste dua 1º. Mário assumiu função na Comunicação do governo Raquel Lyra em outubro do ano passado, depois da pressão de Danilo Simões, Edson Henrique e Zé Negão para ocupar o protagonismo político e administrativo da gestão […]

Chamou a atenção a entrevista de Mário Viana Filho ao programa A Tarde é Sua, com Michelli Martins, neste dua 1º.

Mário assumiu função na Comunicação do governo Raquel Lyra em outubro do ano passado, depois da pressão de Danilo Simões, Edson Henrique e Zé Negão para ocupar o protagonismo político e administrativo da gestão na região, dada a votação do grupo em Afogados. O jornalista deixou o cargo e foi para a Comunicação.

Mas na entrevista de ontem, chamou atenção o fato de que Mário tratou das mesmas pautas de quando era o Gerente. Também se comprometeu em encaminhar demandas. Importante destacar, há um fato novo: Mário é alinhado ao Deputado Estadual Luciano Duque, aliado de Raquel, e tem discutido ações com apoio do parlamentar.

Edson é o Gerente de Articulação Regional e apoia Marconi Santana, juntamente com Zé Negão. Já Danilo Simões, Romero Sales Filho.

Nos bastidores, há uma intensa disputa por protagonismo político e administrativo entre os aliados da governadora.

“Superpedido” de impeachment de Bolsonaro é apresentado na Câmara

Pedido reuniu parlamentares de diferentes campos políticos, partidos, entidades da sociedade civil e personalidades Diversos partidos, parlamentares de diferentes campos políticos, entidades da sociedade civil e personalidades apresentaram nesta quarta-feira (30) um “superpedido” de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.  Ao todo já foram apresentadas 122 peças defendendo o impedimento do presidente, cujos principais […]

Pedido reuniu parlamentares de diferentes campos políticos, partidos, entidades da sociedade civil e personalidades

Diversos partidos, parlamentares de diferentes campos políticos, entidades da sociedade civil e personalidades apresentaram nesta quarta-feira (30) um “superpedido” de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. 

Ao todo já foram apresentadas 122 peças defendendo o impedimento do presidente, cujos principais argumentos foram reunidos neste último. Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidir se aceita ou não o pedido, e cabe ao Plenário da Casa a decisão sobre a abertura ou não do processo.

O documento lista 23 tipos penais, que seriam supostamente os crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro. Entre eles estão a acusação de cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira; de atentar contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário e dos Poderes constitucionais dos Estados; de cometer crime contra a segurança nacional, ao endossar manifestações que conclamavam a intervenção militar, a reedição do AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal; de interferir indevidamente na Polícia Federal para a defesa de interesses pessoais e familiares; de agravar a pandemia com práticas negacionistas e agressões ao direito à saúde, entre outros.

O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que esse “superpedido” de impeachment unifica vários outros pedidos já apresentados. Ele explicou que as últimas denúncias envolvendo a compra de vacinas e supostas irregularidades não fazem parte do documento, mas trazem mais força para o pedido. “Este é um governo que vende a vida dos brasileiros por um dólar”, afirmou Molon.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), destacou que, em condições normais, não estaria no mesmo palanque de diversos partidos de esquerda, mas ressaltou que é um momento que une partidos de direita, de centro e de esquerda.

“É um pedido de impeachment que possui uma causa legítima, para derrubar esse governo que mais promoveu morticídio, genocídio e destruiu a máquina pública para blindar os próprios filhos”, protestou Kataguiri.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que já foi líder do governo no Congresso no primeiro ano do governo Bolsonaro, afirmou que o endosso ao pedido não é uma questão ideológica. Segundo ela, Bolsonaro desmoralizou o Exército e agiu de maneira inacreditável na condução da pandemia.

“Poderíamos ter 200 mil mortos a menos no País se tivéssemos vacina, distanciamento e uso de máscara. Temos uma pessoa que tira máscara de bebezinho. Duzentos mil mortos é o equivalente ao que a bomba atômica matou em Hiroshimna e Nagazaki. Ele jogou duas bombas no País. Quem tem amor por esse País não pode aceitar isso”, disse a parlamentar.

O advogado Mauro de Azevedo Menezes, um dos autores do pedido, afirmou que quem atenta contra a Constituição comete crime de responsabilidade. “As forças mais diversas esperam que esse pedido seja admitido o processo de impeachment contra um governo que destrói as instituições brasileiras”, disse.

Sem receber vaias nem aplausos, Temer não faz pronunciamento durante velório

Presidente não despertou reações na Arena Condá durante homenagens às vítimas do voo da Chapecoense Do Estadão O presidente da República, Michel Temer, acompanhou ao lado de autoridades as homenagens às vítimas do acidente com o voo da Chapecoense na Arena Condá, neste sábado, em Chapecó. Temer manteve-se em pé, próximo a familiares das vítimas, […]

Presidente Michel Temer avisou apenas hoje que iria à Arena Condá. Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Presidente Michel Temer avisou apenas hoje que iria à Arena Condá. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Presidente não despertou reações na Arena Condá durante homenagens às vítimas do voo da Chapecoense

Do Estadão

O presidente da República, Michel Temer, acompanhou ao lado de autoridades as homenagens às vítimas do acidente com o voo da Chapecoense na Arena Condá, neste sábado, em Chapecó. Temer manteve-se em pé, próximo a familiares das vítimas, abrigado da chuva em uma tenda, e não fez pronunciamento oficial. Não houve manifestações à presença do presidente.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, vestido com a camisa do time colombiano Atlético Nacional, foi aplaudido pela população ao discursar e agradecer a solidariedade do governo e do povo colombiano. Ele citou o nome de Michel Temer, o que não despertou reações dos presentes no estádio. A menção ao embaixador da Colômbia, no entanto, rendeu aplausos do público. O presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho, também se pronunciou.

Foram lidos os nomes de todas as vítimas, aplaudidos pelos presentes e, antes da finalização das homenagens, o jornalista Cid Moreira narrou trechos da Bíblia e o bispo de Chapecó, Odelir José Magri, leu uma mensagem enviada pelo papa Francisco.

“Consternado pela trágica notícia, (Papa Francisco) pede para que transmita as condolências. (…) O Santo Padre pede aos céus conforto e restabelecimento para os sobreviventes, coragem e consolação”, leu o bispo de Chapecó.

Foram feitas honras militares e um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. No encerramento da cerimônia, as pessoas que lotaram as arquibancadas do estádio passaram a gritar, em coro, palavras de apoio à Chapecoense como uma grande e única torcida.

Vereadores dão 731 votos a candidato que nem pisou em Quixaba

Mesmo sem nunca ter colocado os pés na Quixaba o deputado estadual Henrique Queiroz obteve 731 votos, perdendo apenas para Alberto Feitosa, apoiado pelo prefeito Zé Pretinho e Anchieta Patriota que é do município vizinho de Carnaíba. O que levou Henrique Queiroz a ter essa votação em Quixaba? Ele foi apoiado pelos vereadores Venceslau Alves […]

O vereador Lau
O vereador Lau

Mesmo sem nunca ter colocado os pés na Quixaba o deputado estadual Henrique Queiroz obteve 731 votos, perdendo apenas para Alberto Feitosa, apoiado pelo prefeito Zé Pretinho e Anchieta Patriota que é do município vizinho de Carnaíba. O que levou Henrique Queiroz a ter essa votação em Quixaba?

Neudiran
Neudiran

Ele foi apoiado pelos vereadores Venceslau Alves da Silva, de 60 anos, o Lau e Neudiran Rodrigues de Medeiros, 38 anos. Ambos fazem oposição ao prefeito Zé Pretinho. Uma suplente de vereadora também apoiou o candidato.

O que envolveu o acordo para apoiá-lo, muita gente comenta, mas ninguém crava ao certo.A pergunta é saber qual o real compromisso do candidato com a cidade que aparentemente ainda não teve o prazer de conhecer, mesmo sendo tão bem votado, considerando o número de eleitores aptos na cidade.