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Um dia após perder mandato, Daniel Silveira é preso em Petrópolis

Por André Luis

Ex-deputado descumpriu as regras da prisão domiciliar

O ex-deputado federal Daniel Silveira foi preso novamente hoje (2), por descumprir as regras da detenção domiciliar. A prisão ocorreu na casa de Silveira, na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

Os agentes da Polícia Federal também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Silveira para recolher armas, munições, dinheiro em espécie, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos ou materiais relevantes. O passaporte do ex-deputado também foi apreendido e cancelado, e a Justiça determinou ainda a suspensão dos seus registros de armamento e portes de arma de fogo.

A ordem de prisão foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após Silveira danificar a tornozeleira eletrônica que é obrigado a usar, e fazer novos ataques contra o STF e o sistema eleitoral brasileiro, em vídeos divulgados na internet e em discurso na Câmara dos Deputados. Na decisão, Moraes declarou que as condutas de Silveira “revelam o seu completo desprezo pelo Poder Judiciário”.

De acordo com o ministro “está largamente demonstrada, diante das repetidas violações, a inadequação das medidas cautelares em cessar o periculum libertatis do investigado, o que indica a necessidade de restabelecimento da prisão, não sendo vislumbradas, por ora, outras medidas aptas a cumprir sua função”.

Moares ressaltou ainda que Silveira já acumula uma multa no valor de R$ 4,38 milhões pelo descumprimento das medidas cautelares e, mesmo com o prejuízo financeiro, Silveira continua demonstrando “completo desrespeito e deboche com as decisões judiciais” dadas pela Suprema Corte.

O ex-deputado foi condenado, em abril do ano passado, a 8 anos e 9 meses de prisão por proferir discursos de ódio e atentar contra o estado democrático de direito, mas recebeu indulto do ex-presidente da república Jair Bolsonaro. Apesar do perdão presidencial evitar que Silveira fosse preso, o STF entendeu que a decisão não se estenderia às medidas cautelares.

Nas últimas eleições para o Legislativo, Daniel Silveira foi candidato ao Senado com o apoio do ex-presidente, mas conseguiu apenas 1,5 milhão de votos e não se elegeu. As informações são da Agência Brasil.

Outras Notícias

Justiça acata pedido do MPPE e condena líder religioso que veiculou discurso de ódio nas redes sociais

Além da pena de dois anos e seis meses de reclusão, a Justiça também determinou que o réu pague a quantia de R$ 100 mil de dano moral coletivo A Vara Criminal da Comarca de Igarassu acolheu os pleitos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na ação penal número 0000176-80.2022.8.17.2710 e condenou um líder religioso […]

Além da pena de dois anos e seis meses de reclusão, a Justiça também determinou que o réu pague a quantia de R$ 100 mil de dano moral coletivo

A Vara Criminal da Comarca de Igarassu acolheu os pleitos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na ação penal número 0000176-80.2022.8.17.2710 e condenou um líder religioso pela prática de discriminação racial através de publicação em meio de comunicação social (Artigo 20 parágrafo 2º da Lei Federal nº 7.716/89).

Além da pena de dois anos e seis meses de reclusão, a Justiça também determinou que o réu pague a quantia de R$ 100 mil de dano moral coletivo. O montante deverá ser destinado a ações de enfrentamento à intolerância contra religiões de matriz africana, que serão selecionadas pelo Conselho Estadual da Promoção da Igualdade Racial.

Na decisão, proferida no dia 11 de setembro, a juíza Ana Vieira Pinto ressalta que o réu excedeu os limites da liberdade de expressão e de crença ao postar no seu perfil do Instagram, no mês de julho de 2021, vídeo cujo conteúdo viola o princípio da dignidade da pessoa humana.

Sindicato dos Jornalistas critica demissões no Sistema Jornal do Commércio

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), do Grupo JCPM, recorreu à estratégia de “enxugar gastos e ajuste financeiro” que penaliza os profissionais do jornalismo. Na manhã desta quarta-feira (26/12), a empresa anunciou a demissão em massa de profissionais que atuavam na Rádio Jornal, no Jornal do Commercio e na TV Jornal, alguns com […]

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), do Grupo JCPM, recorreu à estratégia de “enxugar gastos e ajuste financeiro” que penaliza os profissionais do jornalismo.

Na manhã desta quarta-feira (26/12), a empresa anunciou a demissão em massa de profissionais que atuavam na Rádio Jornal, no Jornal do Commercio e na TV Jornal, alguns com mais de 20 anos de dedicação exclusiva ao SJCC.

Repudiamos a decisão do SJCC de abrir mão de profissionais de reconhecida experiência e que muito contribuíram para o crescimento do sistema e do jornalismo, quando poderia buscar soluções para dinamizar suas empresas diante dos novos tempos e das novas tecnologias.

O discurso da “reestruturação e ajuste de planejamento” escondem, na verdade, um processo de precarização das relações de trabalho que inclui, principalmente, achatamento salarial, acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho no SJJC.

Merecem todo o apoio, respeito e solidariedade os profissionais que, ao longo dos últimos anos, foram muito além do seu papel de funcionários, fizeram concessões e não mediram sacrifícios por compreender a importância de manter os veículos do SJCC funcionando ativamente.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) se solidarizam com os colegas e se colocam à disposição para oferecer o suporte jurídico necessário aos demitidos.

Morre Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez, aos 53 anos

Ele se tornou pastor após cumprir pena pela morte da atriz. Ex-ator sofreu infarto e morreu em Belo Horizonte. Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez, morreu neste domingo (6), em Belo Horizonte.  A informação foi divulgada pelo pastor Márcio Valadão, fundador da Igreja Batista da Lagoinha, durante uma transmissão ao vivo pelas redes […]

Ele se tornou pastor após cumprir pena pela morte da atriz. Ex-ator sofreu infarto e morreu em Belo Horizonte.

Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez, morreu neste domingo (6), em Belo Horizonte. 

A informação foi divulgada pelo pastor Márcio Valadão, fundador da Igreja Batista da Lagoinha, durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Guilherme se converteu à igreja após cumprir pena pela morte da atriz.

Aos 53 anos, o ex-ator sofreu um infarto em casa e não resistiu.

Poeta Lourival Batista é um dos homenageados da I Feira Nordestina do Livro

Oficinas literárias, projetos culturais, palestras, cursos e lançamentos são algumas das opções que a I Feira Nordestina do Livro (Fenelivro) vai oferecer a partir deste sábado (29), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O evento – que segue até o dia 7 de setembro – marca os cem anos da Imprensa Oficial do […]

lourivalbatistaOficinas literárias, projetos culturais, palestras, cursos e lançamentos são algumas das opções que a I Feira Nordestina do Livro (Fenelivro) vai oferecer a partir deste sábado (29), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O evento – que segue até o dia 7 de setembro – marca os cem anos da Imprensa Oficial do Estado. O acesso é gratuito.

Nesta primeira edição da feira – promovida pela Associação do Nordeste de Distribuidores e Editores de Livros (Andelivros) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e com curadoria do jornalista Evaldo Costa,  a temática abordada é “O Livro do Futuro, O Futuro do Livro”.

Dois autores pernambucanos são os homenageados: o Louro do Pajeú, Lourival Batista (1915-1992), e o historiador Evaldo Cabral de Melo, que passou a integrar a Academia Brasileira de Letra (ABL) este ano.

A abertura, neste sábado (29), com um curso sobre a Elaboração de Projetos Culturais – Ênfase no Funcultura, ministrado pelo produtor cultural Alexandre Melo.

Às 14h, na Sala Louro do Pajeú, é realizado painel literário com os escritores André Neves, Lenice Gomes, Rosinha Campos e Jane Pinheiro. Raimundo Carrero, José Geraldo Souto, Xico Sá e Marcelino Freire, além de Thalita Rebouças, Augusto Cury, Gerson Camarotti e o escritor angolano José Eduardo Agualusa são alguns dos nomes que participam da feira.

Ao todo são 200 estandes e mais de 200 autores convidados que vão percorrer a área de 4 mil metros, destinada ao evento. A previsão é de que 150 mil pessoas visitem o espaço.

Haddad critica Dilma e pede bandeiras compreensíveis para voltar à era Lula

Fernando Haddad, o prefeito petista de São Paulo, aponta “problemas de condução” na política econômica do governo. Avalia que falta “identidade” à gestão de Dilma Rousseff. Aconselha a presidente a “se reencontrar com a base que a elegeu”. Algo que só ocorrerá se o Planalto for capaz de apresentar “bandeiras claras e compreensíveis”. Coisas destinadas […]

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Fernando Haddad, o prefeito petista de São Paulo, aponta “problemas de condução” na política econômica do governo. Avalia que falta “identidade” à gestão de Dilma Rousseff. Aconselha a presidente a “se reencontrar com a base que a elegeu”. Algo que só ocorrerá se o Planalto for capaz de apresentar “bandeiras claras e compreensíveis”. Coisas destinadas a “resgatar a política econômica do governo Lula.”

“A popularidade ou impopularidade é da vida política. O que é um pecado que você não pode cometer é não estar identificado com um projeto”, disse Haddad, em entrevista ao blog do Josias . “Para falar francamente o que eu penso: nós temos que ter uma política voltada para a geração de emprego”, declarou o prefeito paulistano noutro trecho da conversa. Será necessário “resgatar aquilo que justificava a nossa presença no poder central”, teoriza o prefeito.

Na opinião de Haddad, o ajuste da economia “era um problema que poderia ser equacionado em um ano”. Perdeu-se, porém, o ano de 2015. Ele receia que a turbulência política leve ao desperdício também do ano de 2016. Haddad prega o entendimento entre governo e oposição, capitaneado por PT e PSDB.

“Governo e oposição têm que sentar à mesa no plano federal e dizer o seguinte: ‘olha, tanto lá quanto cá cometemos equívocos. Vamos colocar uma agenda. O que é consenso vamos aprovar. E seguir a vida, porque o Brasil não precisava estar vivendo um segundo ano difícil. […] A vida não é fácil num momento de crise internacional. Mas a dor não precisa ser tanta.”

Haddad afirmou que o estresse político afugenta os investimentos: “Eu recebo empresários do mundo inteiro. Eles é que dizem: olha, a política está estressando demais a economia. […] Está cheio de liquidez no mundo, gente fortemente capitalizada, que quer investir no Brasil. Por que está postergando o investimento? Porque não está vendo um horizonte político adequado para essa tomada de decisão.”

Durante a entrevista, Haddad disse que definirá até abril se disputará a reeleição. Porém, já fala como candidato. Entre os adversários que começam a se insinuar, enxerga Celso Russomano (PRB) como um contendor mais preocupante do que Marta Suplicy (PMDB). Afirma que Lula, envolto em investigações, será bem-vindo na campanha. “Ele terá o papel que quiser ter.” Quanto a Dilma, não parece fazer questão da presença dela. “Em 2012, a presidenta Dilma estava com 78% de aprovação e não participou da minha campanha…”

Abaixo, os principais trechos da entrevista do prefeito Fernando Haddad. Neles, você conhecerá as opiniões do prefeito sobre as denúncias imobiliárias que rondam Lula, os erros cometidos na condução da economia, o assalto aos cofres da Petrobras e a crise que ronda o PT no instante em que o partido celebra seu aniversário de 36 anos.

“Acho que nós tínhamos que resgatar a política econômica do governo Lula. Tivemos, nos oito anos de governo Lula, uma política econômica irretocável. Não foi cometido um equívoco que colocasse a perder esse boom econômico que nós vivemos, com inclusão, distribuição de renda, oportunidades educacionais expandidas nas universidades e escolas técnicas. Acho que nós temos que resgatar os princípios basilares da política econômica do governo Lula. No primeiro mandato da presidenta Dilma houve alguns problemas que ela própria reconhece, hoje, de condução, que precisam de reparo. O resgate da política econômica do governo Lula me parece fundamental.”