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TSE vai aguardar STF julgar Lei da Ficha Limpa para definir eleição de cacique Marquinhos

Por André Luis

Eleito prefeito de Pesqueira (PE) em 2020, o Cacique Marquinhos Xukuru terá de aguardar uma definição do Supremo Tribunal Federal em ação direta de inconstitucionalidade que contesta um trecho da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) para saber se poderá tomar posse do cargo. A informação é do Conjur.

Na manhã desta quinta-feira (5/8), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter suspenso o processo em que o líder indígena teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.

A corte eleitoral estadual o considerou inelegível devido a uma condenação criminal em segunda instância por ter participado do incêndio de uma casa em 2003, no contexto de conflitos inter-étnicos na região.

No recurso, o Cacique Marquinhos contesta seu enquadramento como inelegível. O problema é que, mesmo com a inelegibilidade de oito anos mantida, não se sabe quando ela começaria a ser contada: se a partir da decisão condenatória de segundo grau no processo criminal ou após o cumprimento integral da pena.

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, o termo inicial é o fim do cumprimento da pena. Esse trecho, no entanto, é contestado em ADI no Supremo e foi suspenso por decisão liminar do relator, ministro Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República já recorreu da decisão.

Por isso, Cacique Marquinhos pediu para o TSE fatiar o julgamento: que primeiro decida se a condenação por incêndio caracteriza inelegibilidade ou não, deixando para depois a análise do termo inicial para o prazo de oito anos.

O pedido foi negado por maioria de votos, conforme posição do relator, ministro Sergio Banhos. Votaram com ele os ministros Carlos Horbach, Alexandre de Moraes, Luís Felipe Salomão, Mauro Campbell e Luís Roberto Barroso.

Ficou vencido o ministro Luiz Edson Fachin, para quem o fatiamento é possível diante das especificidades do caso. Se o TSE entendesse que o crime de incêndio não gera inelegibilidade, o processo se resolveria, pois não faria diferença o termo inicial dos oito anos de suspensão dos direitos políticos.

Imbróglio de causas

O episódio que gerou a condenação criminal de Cacique Marquinhos ocorreu no contexto de conflitos étnicos indígenas na região pernambucana e, inclusive, gerou uma das condenações do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O tribunal considerou que houve perseguição política e que o governo não garantiu proteção e propriedade coletiva da terra das populações tradicionais.

A pena final do cacique foi fixada pelo Tribunal Regional Eleitoral da 5ª Região em 4 anos de reclusão, mas a punibilidade foi extinta por indulto concedido pela então presidente Dilma Rousseff em 18 de julho de 2016. Para o TRE pernambucano, essa é a data em que começa a contar a inelegibilidade de oito anos.

O enquadramento do cacique se deu pelo artigo 1º, inciso I, alínea E da Lei Complementar 64/1990, que considera inelegível os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena, por alguns crimes — dentre eles, contra o patrimônio privado.

Para a defesa do Cacique Marquinhos, o caso dele não se enquadra na hipótese porque o artigo 250, parágrafo 1º, alínea A do Código Penal — causar incêndio em casa habitada — protege a incolumidade pública. Logo, não pode ser equiparado para fins de incidência de inelegibilidade a crimes contra o patrimônio privado.

A defesa também defende que a o prazo de inelegibilidade seja contado a partir da decisão condenatória de segundo grau, e não do cumprimento da integral da pena. Aponta ofensa ao princípio da proporcionalidade.

Esse trecho foi incluído na alínea E do artigo 1º, inciso I da LC 64/1990 pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010). É exatamente a matéria alvo da ADI 6.630 no STF, ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

A liminar do ministro Nunes Marques foi deferida para suspender a expressão “após o cumprimento da pena” tão somente “aos processos de registro de candidatura das eleições de 2020 ainda pendentes de apreciação, inclusive no âmbito do TSE e do STF”. O caso está concluso ao relator desde 7 de junho de 2021 e ainda não tem previsão de pauta para julgamento.

Outras Notícias

Arcoverde: direção do Hospital Ruy de Barros condena Fake News

Por ser porta de entrada para pacientes com Covid-19,  a direção do Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, afirmou em nota que  tem sido alvo de diversas informações falsas ou sensacionalistas, que circulam nas mais diversas redes sociais. “O HRRBC, assim como as mais diversas unidades de saúde de todo o Estado, teve […]

Por ser porta de entrada para pacientes com Covid-19,  a direção do Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, afirmou em nota que  tem sido alvo de diversas informações falsas ou sensacionalistas, que circulam nas mais diversas redes sociais.

“O HRRBC, assim como as mais diversas unidades de saúde de todo o Estado, teve a confirmação de casos entre os funcionários para a COVID-19, mas, diferente do que tem se falado, são poucas as confirmações dentro do Hospital”.

Além disso, diz a nota, profissionais com confirmação ou suspeitos foram afastados de suas funções, como determinam os protocolos de saúde para a pandemia. “O Hospital Regional Ruy de Barros Correia tem tomado todas as providências para que a segurança de seus profissionais e pacientes sejam preservadas”.

Ao fim, fez um apelo para que a população não propague boatos, nem informações de caráter sensacionalista, a fim de evitar pânico na população. Além de antiético, a propagação de notícias falsas é crime. “A Unidade segue de portas abertas, atendendo toda a população de Arcoverde e municípios vizinhos”.

Paulo presta solidariedade a Geraldo e Lu Alckmin

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, emitiu nota de pesar ao colega paulista Geraldo Alckimin, que perdeu o filho Thomaz em acidente aéreo nesta quinta-feira em São Paulo. “Eu e Ana Luíza queremos prestar a nossa solidariedade cristã ao governador Alckmin e a dona Lu nesse momento tão difícil, da perda de um filho. Há […]

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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, emitiu nota de pesar ao colega paulista Geraldo Alckimin, que perdeu o filho Thomaz em acidente aéreo nesta quinta-feira em São Paulo.

“Eu e Ana Luíza queremos prestar a nossa solidariedade cristã ao governador Alckmin e a dona Lu nesse momento tão difícil, da perda de um filho. Há muito pouco o que dizer numa hora dessas, mas a fé é uma fortaleza inabalável. Falo em nome também dos pernambucanos, consternados diante de tamanha tragédia. Que Deus os abençoe e lhes dê forças nos dias que virão”.

Além da ligação política (em São Paulo o PSB é aliado dos tucanos) Geraldo se empenhou pessoalmente em outra tragédia, esta que abalou os pernambucanos: ele não mediu esforços para que, em tempo recorde, o IML de São Paulo liberasse os restos mortais de Eduardo Campos, no acidente de agosto passado. Agora, vive sua tragédia pessoal.

Afogados: Prefeitura anuncia inauguração de ruas

A programação para os festejos juninos em Afogados da Ingazeira inclui forró pé de serra e inaugurações de ruas pavimentadas, segundo nota ao blog. A programação se inicia nesta sexta (24), com a inauguração da Rua Domingos Pedro do Nascimento (antiga Rua Pajeú), no bairro Costa, a partir das 19h. No Sábado, o Prefeito José Patriota e […]

6ab7f67a-34b5-4d10-adf9-80e0937c2651A programação para os festejos juninos em Afogados da Ingazeira inclui forró pé de serra e inaugurações de ruas pavimentadas, segundo nota ao blog. A programação se inicia nesta sexta (24), com a inauguração da Rua Domingos Pedro do Nascimento (antiga Rua Pajeú), no bairro Costa, a partir das 19h.

No Sábado, o Prefeito José Patriota e comitiva seguem para o Conjunto Residencial Dom Francisco, onde serão inauguradas quatro ruas: Helvécio Mariano de Lima, Manoel Ângelo, Hermenegildo Marinho dos Santos e Antônio Brasiliano. A inauguração também está prevista para ocorrer às 19h.

E na praça de alimentação, também no sábado (24), só que a partir das 22h, os afogadenses poderão curtir o legítimo forró pé de serra sertanejo, ao som do acordeon de Genaílson e banda.

Inauguração de quadra na zona rural: o Prefeito José Patriota inaugurou nesta quarta (22), no São João Velho, a primeira quadra poliesportiva coberta da zona rural de Afogados da Ingazeira. O evento contou com a apresentação das Escolas da região e uma partida festiva entre as equipes da administração municipal e da comunidade.

A quadra foi construída em uma parceria firmada entre a Prefeitura e o Ministério da Educação, a um custo de aproximadamente R$ 500 mil. “Agradecemos o recurso, mas precisamos destacar a nossa capacidade de elaborar bons projetos, de executar a obra com qualidade e de aplicar bem o recurso público que chega,” destacou o Prefeito Patriota.

time da prefeitura
O time da Prefeitura (acima) perdeu por 8×3 para o São João. Um time com Rodrigo Lima, Quintino Pires, Erikácio, Patriota e Arthur de treinador (só sabe quando é gol porque a rede mexe) ninguém merece… Por solidariedade, deixaram fazer 3 gols.

A gestão da quadra ficará por conta da comunidade escolar, priorizando as aulas de educação física dos alunos da nova Escola do São João Velho, que deverá ser inaugurada no segundo semestre. Mas as comunidades beneficiárias – São João Velho, São João Novo, Antas, Caiçara, Manoel Soares, Boqueirão e outras – também poderão desfrutar desse novo espaço para a prática esportiva.

A Prefeitura adaptou o projeto para propiciar a captação de água da enorme área coberta. Serão construídas duas cisternas, de cinquenta mil litros cada, para armazenar a água e abastecer a escola. As canaletas de captação já foram instaladas.

A inauguração contou com as presenças dos Vereadores Franklin Nazário, Renaldo Lima, Igor Sá, Luiz Besourão, Cícero Miguel e Pedro Raimundo, que, por ser natural da região, falou em nome de todos os vereadores. Quanto ao resultado do jogo, o time do São João venceu por 8 a 3.

“Vamos duplicar a PE-90”, afirma Raquel durante agenda em Lagoa do Carro e Paudalho

Governadora e candidata à reeleição também citou investimentos em creche e assistência social durante compromissos na Mata Norte. Raquel Lyra (PSD) cumpriu, no domingo (13), agendas de campanha em Lagoa do Carro e Paudalho, na Zona da Mata Norte, acompanhada dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Em Lagoa do […]

Governadora e candidata à reeleição também citou investimentos em creche e assistência social durante compromissos na Mata Norte.

Raquel Lyra (PSD) cumpriu, no domingo (13), agendas de campanha em Lagoa do Carro e Paudalho, na Zona da Mata Norte, acompanhada dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

Em Lagoa do Carro, participou de uma carreata. Depois, em Paudalho, integrou uma caminhada e voltou a defender a duplicação da PE-90, uma das principais rodovias da região.

“Vamos duplicar a PE-90, trazendo mais oportunidades para essa região”, afirmou Raquel durante a passagem pelos municípios.

Em Paudalho, a governadora também citou a construção de uma creche com dez salas de aula. Segundo a gestão estadual, o investimento previsto é de R$ 6,5 milhões.

Raquel mencionou ainda a implantação de uma Cozinha Comunitária no município, com previsão de oferta de aproximadamente 200 refeições por dia.

As agendas contaram com a participação dos prefeitos Zé Luiz, de Lagoa do Carro, e Paulinha da Educação, de Paudalho, além de gestores e outras lideranças políticas da região.

Fotos: Miva Filho

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MPCO pediu suspensão de pagamento de 38 milhões de reais por imóvel

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) solicitou a suspensão do pagamento de 38 milhões de reais pela Prefeitura do Recife, para a desapropriação de um imóvel. O MPCO requisitou a suspensão do pagamento, por trinta dias, para que MPCO e TCE tenham tempo de analisar a compra do imóvel em Santo Amaro, destinado […]

Foto: MPCO/Divulgação

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) solicitou a suspensão do pagamento de 38 milhões de reais pela Prefeitura do Recife, para a desapropriação de um imóvel. O MPCO requisitou a suspensão do pagamento, por trinta dias, para que MPCO e TCE tenham tempo de analisar a compra do imóvel em Santo Amaro, destinado à Secretaria Municipal de Educação.

Nesta terça-feira (21), um juiz federal suspendeu o pagamento pelo imóvel, em ação popular protocolada por cidadão, na segunda-feira (20). O MPCO requereu a suspensão do pagamento na sexta-feira (17), antes do protocolo da ação popular na Justiça.

A desapropriação foi autorizada pelo Decreto Municipal do Recife 33.271, de 23 de dezembro de 2019. A ação popular informou o número de outro decreto, já revogado pelo próprio prefeito, segundo o MPCO.

A representação do MPCO, dirigida ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi distribuída para o conselheiro substituto Marcos Nóbrega. O relator Marcos Nóbrega ainda não decidiu o pedido, mas determinou, nesta segunda-feira (20), que a Prefeitura do Recife fosse notificada para se manifestar sobre o pedido do MPCO.

A alegação do MPCO, na representação, é que a Secretaria Municipal de Educação funciona “há muitos anos” no prédio-sede da Prefeitura e que a mesma Secretaria “já tem um outro imóvel não utilizado na cidade, na Rua Montevidéu”.

“Após declarar ao MPCO, através do Secretário Municipal de Educação, em agosto de 2019, a intenção de utilizar o imóvel da Prefeitura, na Rua Montevidéu 220, para instalar unidades administrativas da Secretaria Municipal de Educação, em dezembro, a Prefeitura desapropria outro imóvel, com a mesma finalidade de instalar unidades administrativas da mesma Secretaria. É necessário esclarecer a necessidade de tantos imóveis, fora da sede da Prefeitura, para instalar unidades da Secretaria e a um preço tão alto – 38 milhões de reais pela desapropriação”, disse o procurador Cristiano Pimentel, que assina a representação.

Segundo o MPCO, o imóvel na Rua Montevidéu, que pertence atualmente à Secretaria de Educação do Recife, está sem utilização pela Prefeitura desde 2012. Este imóvel já passou pela Secretaria de Finanças, pela Câmara de Vereadores e, atualmente, pertence à Secretaria de Educação do Recife, segundo o MPCO.

A procuradora geral do MPCO, Germana Laureano, cobra a utilização do imóvel na Rua Montevidéu desde 2014, sem sucesso, segundo o órgão. O TCE também já recomendou a utilização do imóvel, sem ser atendido, segundo o MPCO.

A assessoria do MPCO informa que aguarda a decisão do relator Marcos Nóbrega, do TCE. O MPCO informa também que ainda não recebeu da Prefeitura a cópia do processo de desapropriação.

“O MPCO solicitou apenas uma suspensão provisória do pagamento, por trinta dias, para ter a possibilidade de analisar a desapropriação. A compra foi autorizada em decreto em 23 de dezembro e o empenho já foi emitido, só falta o depósito em conta da empresa. Em 9 de janeiro, o MPCO já tinha pedido cópia de toda a documentação, a qual ainda não recebemos. Como consignou Sua Excelência o Juiz Federal em recente decisão a respeito, se o depósito do empenho for feito em conta-corrente da empresa, é muito difícil juridicamente reverter a compra”, explica o procurador Cristiano Pimentel.

Para o procurador, só será possível apresentar a avaliação final do MPCO sobre a compra após ter acesso à toda a documentação. Segundo o MPCO, caso seja encontrada alguma irregularidade na compra, o órgão poderá apresentar, em seguida, um pedido de medida cautelar para sustar o pagamento em definitivo.