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TSE nega registro da candidatura de Lula

Por Nill Júnior

Por 5 a 1, ministros decidem que ex-presidente não pode ser candidato; falta 1 voto. Lula foi condenado em 2ª instância e está preso em Curitiba.

A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou nesta sexta-feira (31) pela rejeição do pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

Na sessão, a maioria dos ministros também proibiu Lula de fazer campanha como candidato, inclusive na propaganda de rádio e TV, que começa neste sábado (1º) para os presidenciáveis. O PT terá agora dez dias para substituir o candidato e, até que o faça, não terá direito ao horário eleitoral no rádio e na TV.

Até a última atualização, cinco dos sete membros do tribunal já haviam considerado o petista inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Um (Edson Fachin) se posicionou a favor da autorização provisória da candidatura. O resultado será proclamado somente após os votos dos outros dois ministros.

A rejeição da candidatura pelo TSE ainda poderá ser contestada em recurso da defesa ao próprio tribunal ou ao Supremo Tribunal Federal – nesta última hipótese, ele já não poderá se apresentar como candidato.

Na sessão, os ministros acolheram contestação do Ministério Público, que apontou a inelegibilidade do petista com base na Lei da Ficha Limpa. A lei proíbe candidaturas de políticos condenados em órgão colegiado da Justiça.

Lula foi condenado em abril pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato. Desde abril, ele cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão em Curitiba.

Outras Notícias

Arcoverde prepara os últimos detalhes para implantação do Polo Empresarial

Na manhã da última quinta-feira (24), representantes da Prefeitura de Arcoverde estiveram reunidos com o presidente da ADEPE, Roberto Abreu e sua equipe técnica, tratando dos últimos detalhes e ajustes finais para o lançamento das licitações dos terrenos, visando a implantação definitiva de empresas no Polo Empresarial de Arcoverde. O prefeito Wellington Maciel, o secretário […]

Na manhã da última quinta-feira (24), representantes da Prefeitura de Arcoverde estiveram reunidos com o presidente da ADEPE, Roberto Abreu e sua equipe técnica, tratando dos últimos detalhes e ajustes finais para o lançamento das licitações dos terrenos, visando a implantação definitiva de empresas no Polo Empresarial de Arcoverde.

O prefeito Wellington Maciel, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gibson Siqueira, e o assessor especial Wellington Araújo, contaram com as presenças dos empresários Cláudio Santos, do Comercial Pôr do Sol e Ítalo Diniz, da Diniz Transportes. Além dessas empresas, mais outras já estão com suas documentações aprovadas e aptas para negociação dos terrenos.

“Até dia 10/03, será lançado o edital de licitação para os lotes e após este prazo, todas as empresas inscritas e habilitadas no processo de aquisição poderão dar início aos estudos de viabilidade para elaboração e construção de seus imóveis no Polo Empresarial de Arcoverde”, informou o secretário Gibson Siqueira.

“Um grande avanço para o futuro de Arcoverde e região. Mais geração de empregos e renda de forma justa, consciente e sustentável. Arcoverde de portas abertas para o futuro”, destacou o prefeito Wellington Maciel sobre a iniciativa.

Oscar Barreto: “Marília e Duque nunca vestiram a camisa do PT”

O ex-presidente do PT e membro da executiva estadual do partido, Oscar Barreto, endureceu o discurso contra a deputada Marília Arraes e o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, que se desfiliaram da sigla nos últimos dias. Falando a Aldo Vilela, na CBN, Barreto acusou Marília e Duque de usar o PT apenas por conveniência. […]

O ex-presidente do PT e membro da executiva estadual do partido, Oscar Barreto, endureceu o discurso contra a deputada Marília Arraes e o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, que se desfiliaram da sigla nos últimos dias.

Falando a Aldo Vilela, na CBN, Barreto acusou Marília e Duque de usar o PT apenas por conveniência. “Ha uma separação do joio do trigo. Esse pessoal no PT tinha uma posição anti-PSB. Estavam no PT em um período de muita crise política por causa daquele período todo de dezesseis. E quando o presidente Lula definiu esse ano que o nome do governador de Pernambuco seria da aliança do PT com o PSB, indicando o companheiro Danilo, eles começaram a trabalhar em outra lógica, e a saída de Marília tem a ver com essa lógica”.

Ele disse que a saída dos dois é traição a Lula. “A saída de Duque e de Marília é uma traição ao presidente Lula, é uma traição à política que estamos traçando a nível nacional, é isso que significa a saída de Duque”.

E completou dizendo que Duque e Marília nunca vestiram a camisa do partido, prevalecendo o espírito de ódio. “O presidente Doriel fez vários debates, discussões, inclusive com Luciano Duque, colocando a importância dele permanecer no PT, mas prevaleceu muito mais o ódio e o espírito de traição, que é tipicamente desse pessoal que vem pra dentro do PT apenas para se acomodar basicamente, mas não veste a camisa do PT. Luciano Duque e Marília nunca vestiram a camisa do PT, eles tinham o PT como uma opção eleitoral, e agora nos separamos de fato porque eles não estão alinhados com a política do presidente Lula, nem com o PT nacional e muito menos com o PT estadual”, afirmou Barreto.

Por 8 a 2, STF derruba voto impresso nas eleições de 2018

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (6), por oito votos a dois, derrubar o voto impresso nas eleições de 2018, para eventual conferência dos resultados da disputa. A maioria concordou com ação da Procuradoria Geral da República, que apontou que a medida coloca em risco o sigilo do voto. Na prática, […]

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (6), por oito votos a dois, derrubar o voto impresso nas eleições de 2018, para eventual conferência dos resultados da disputa.

A maioria concordou com ação da Procuradoria Geral da República, que apontou que a medida coloca em risco o sigilo do voto.

Na prática, os ministros decidiram suspender o artigo da minirreforma eleitoral de 2015 (artigo 2ª da lei 13.165/2015), que estabeleceu: “No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado”.

Com a conclusão do julgamento, valerá a medida cautelar que derruba o voto impresso para a eleição de outubro.

O Supremo, contudo, ainda terá de julgar a questão de maneira definitiva, em data ainda não prevista, para deliberar sobre o voto impresso nos próximos pleitos.

A ação foi apresentada em fevereiro pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela argumentou que eventual trava na impressão acarretaria intervenção de um mesário junto ao eleitor, possibilitando que conhecesse suas escolhas.

Caso Claudelino: Juiz dá dez dias para Câmara explicar suspensão do processo

O juiz João Eduardo Ventura Bernardo deu dez dias para a Câmara de Vereadores de Arcoverde explicar o motivo da suspensão do processo de cassação parlamentar do vereador Claudelino Costa, acusado de oferecer vantagem indevida para o empresário Micael Lopes. O presidente Luciano Pacheco recebeu a notificação. O processo foi interrompido no final do ano […]

O juiz João Eduardo Ventura Bernardo deu dez dias para a Câmara de Vereadores de Arcoverde explicar o motivo da suspensão do processo de cassação parlamentar do vereador Claudelino Costa, acusado de oferecer vantagem indevida para o empresário Micael Lopes. O presidente Luciano Pacheco recebeu a notificação.

O processo foi interrompido no final do ano passado. A defesa do empresário diz que a interrupção faz parte de uma estratégia para proteger o vereador, que é vice-presidente da Casa, para que o caso esfrie e haja ambiente para inocentar o parlamentar.

O juiz ainda pede informações sobre os trâmites do processo. O empresário disse ao blog que a Câmara está agindo de forma corporativa para blindar o vereador, e que por isso procurou a justiça.

“Fizeram manobra na Câmara porque tinha cargos pra negociar. Agora na justiça ficou complicado pois não tem cargos lá pra negociar”, acusou o empresário.

Pacote de Temer reúne 3 novas medidas e 2 projetos em tramitação

Estadão Conteúdo O presidente em exercício Michel Temer apresentou nesta terça-feira (24) três medidas do pacote fiscal para reduzir a dívida pública brasileira. Também elencou dois projetos em tramitação no Congresso Nacional que disse considerar como prioritários e sinalizou que revisará subsídios e mudará as regras para a aposentadoria dos trabalhadores. Segundo o ministro da […]

temaEstadão Conteúdo

O presidente em exercício Michel Temer apresentou nesta terça-feira (24) três medidas do pacote fiscal para reduzir a dívida pública brasileira. Também elencou dois projetos em tramitação no Congresso Nacional que disse considerar como prioritários e sinalizou que revisará subsídios e mudará as regras para a aposentadoria dos trabalhadores.

Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o governo vai enviar, daqui a uma semana, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para criar um teto para o crescimento dos gastos públicos. Para limitar o crescimento da despesa primária, o governo usará a inflação do ano anterior. Estarão atrelados a esse limite, inclusive, as despesas com saúde e educação, afirmou o ministro.

“É parte fundamental e componente estrutural dessa PEC que as despesas de saúde e educação sejam parte desse processo de mudança das regras de crescimento das despesas públicas”, afirmou Meirelles. Ele disse que um grande número de servidores das áreas econômica, legislativa e jurídica estão se debruçando sobre o tema.

Para abater a dívida pública, o governo também pediu a antecipação de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro Nacional dos empréstimos feitos ao longo dos últimos anos. Segundo Meirelles, a primeira parcela de R$ 40 bilhões será transferida nos próximos dias e as outras duas de R$ 30 bilhões nos dois anos seguintes.

Meirelles estimou em R$ 7 bilhões o reforço nos cofres públicos com a medida, correspondente à diferença entre a taxa que o Tesouro paga para captar e o que o BNDES cobra nos empréstimos. Ele disse que a antecipação não afetará o papel do banco público no financiamento às concessões porque esses recursos estavam “ociosos”.

Temer também anunciou a extinção do Fundo Soberano do Brasil (FSB), que conta atualmente com R$ 2 bilhões de patrimônio. O fundo foi criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva como destino para os recursos do pré-sal. Assim como a antecipação do BNDES, essa medida depende apenas do Executivo e não precisa do aval do Congresso.

O presidente também anunciou que espera economizar R$ 2 bilhões por ano ao proibir o aumento de subsídios a não ser com compensação do gasto extra. Durante a entrevista coletiva, Meirelles disse que a medida servirá tanto para diminuir as despesas como para aumentar as receitas.

Temer voltou a dizer que a reforma da Previdência está sendo tratada como prioridade do governo, mas não detalhou nenhum alteração porque as regras estão em negociação com as centrais sindicais. “Quando chegarmos à concordância, poderemos apresentar ao País”, afirmou. Essas mudanças nas regras para se aposentar no Brasil precisam ser aprovadas no Congresso.

Petrobras

O presidente ainda listou dois projetos que tramitam no Congresso como prioritários, sendo o primeiro a flexibilização da atuação da Petrobras no pré-sal. A medida é polêmica por mudar o marco exploratório inaugurado nas gestões petistas, o regime de partilha. A proposta de José Serra (PSDB-SP) (agora ministro de Relações Exteriores) mantém o regime de partilha, mas acaba com a obrigatoriedade de a Petrobras participar de todos os leilões de exploração do pré-sal.

Para defender o projeto que já foi aprovado no Senado, Temer disse que, antigamente, no Brasil se dominava a centralização administrativa do governo público, mas a realidade mostrou que é preciso descentralizar para melhorar a eficiência. Assim, segundo o presidente, surgiram as autarquias e empresas públicas

Fundos de pensão

Outro projeto que tem prioridade para o governo é o que melhora a governança dos fundos de pensão e das empresas estatais. Temer disse que a medida visa introduzir critérios rígidos para a nomeação dos dirigentes dos fundos de pensão e de estatais. “Serão pessoas tecnicamente preparadas. Estabelece um mecanismo que implicará a alocação eficiente de centenas de bilhões de reais”, afirmou.

Concessões

Temer lembrou que o governo dele terá uma secretaria especial que cuidará das concessões, comandada por Moreira Franco. “Vamos ter um departamento especial para cuidar e incentivar as concessões, trazendo a iniciativa privada para colaborar com o País. Essa ideia visa incentivar o emprego”, discursou.

Apresentação a parlamentares

O presidente fez uma deferência aos parlamentares. Disse que, a partir de agora, todas as medidas serão primeiro apresentadas para os deputados e senadores antes de ser anunciadas aos jornalistas. Ele lembrou que, quando era líder, muitas vezes não sabia do  que estava sendo anunciado.

Críticas

Em relação à repercussão das medidas, Temer disse que não é preciso se incomodar com críticas. “Devemos levar esse projeto adiante”, afirmou. “Conto com os senhores”, pediu.