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Tabira: em áudio, irmã diz que Dicinha traiu família. “Não tem vergonha nem palavra”

Por Nill Júnior

Um áudio que circulou hoje nas redes sociais mostra a indignação de Edilene Oliveira, irmã do vereador Dicinha do Calçamento, símbolo da falta de ética que tomou parte do debate pela Mesa Diretora da Câmara de Tabira.

Dicinha apoiava inicialmente a chapa de Nely Sampaio. Teria sido cooptado para votar em Aldo Santana. Não consumou o voto pela polêmica da sessão encerrada por Nely, antes que fosse derrotada.

A presidente da Câmara disse na Rádio Cidade FM que o valor recebido pela mudança teria passado dos R$ 30 mil e estava com as provas.

Depois Dicinha voltou o apoio para a chapa de Nely e o vereador Aristóteles Monteiro alegou que o valor da “recompra” atingiria R$ 120 mil, desde que ele trouxesse Didi de Heleno de volta, o que acabou acontecendo.

O áudio é de Edilene falando a Dicinha, compartilhado por ela em seguida com outro contato. Nele, ela inicialmente diz que o cargo que ocupa na prefeitura, não seria da “cota” de Dicinha, mas que mesmo assim havia colocado a disposição de Alan Dias, filho do prefeito Sebastião Dias, que estava a frente da articulação pró Aldo Santana.

“Não se preocupe que eu liguei pra Alan me botar pra fora hoje. Se você me dissesse que é por você eu não quero”.

“Quando você for conversar com seus irmãos sobre o circo que você armou com eles diga a eles que não estava por conta de emprego não. Eu me garanto. Quem anda com a palavra e com a verdade não tem medo de enfrentar ninguém não”.

Ela diz em seguida que é mulher honesta e de palavra. “Com que cara eu vou te defender? Eu vou dizer o que agora? Foi sua tacada final. Se você não vai entrar mais na política foi ótimo, parabéns. Apoio seu pra nada você vai conseguir mais”.

E seguiu: “você se perdeu, não tem mais palavra , não tem mais honestidade, você acabou-se. Você traiu sua própria família. Quem vai acreditar num homem que traiu sua própria irmã no momento de sair pra votação? Eu não vou esquecer nunca quando você disse eu vou aí lhe pegar pra gente ir. Porque você não disse a mim saia fora, não vá!? Eu vou votar contra.”

Ela disse que chegou a adoecer mas que para Dicinha isso pouco importava porque agora ele está com dinheiro no bolso. “Espero que esse dinheiro compre alguma coisa para tua vida porque dignidade e vergonha tú não tem. Isso aí vai se acabar”.

“Não vou te largar porque tú votou em Nely não. Vou te largar porque tu não tem vergonha e não tem palavra. Não queria que tú votasse em Aldo, queria que tú limpasse teu nome, de tu ter dignidade. Quando você está com a razão e a dignidade, você consegue reverter”.

Ela ainda perguntou quantas pessoas ele iria comprar com o dinheiro que recebeu. “Se tú chegasse aqui com meio milhão a gente não te apoia”.

Ao final disse se sentir livre do irmão. “E vou lhe dizer e digo ao resto dos meus irmãos. Eu não tava nessa por Aldo não, eu tava por você, querendo lhe limpar, querendo provar pra sociedade que você era um homem. A vergonha que eu tô de sair na rua é grande. Agora quando todo mundo entender que eu sou diferente de você vou conseguir sair de cabeça erguida”.

Ao final avisou: “saia fora de política que se depender de mim eu não dou um passo e nem lhe dou um voto”.

Outras Notícias

Promotores de Justiça em estágio probatório participam de reunião em Triunfo

O corregedor-geral do Ministério Público de Pernambuco e procurador de Justiça Renato da Silva Filho conduziu  a 1ª Reunião Anual Ordinária dos Promotores de Justiça em Estágio Probatório. O encontro aconteceu no Salão de Eventos do Hotel Sesc, em Triunfo, e contou com a participação de dez promotores de Justiça. A reunião faz parte do […]

estagio-probatorio2016O corregedor-geral do Ministério Público de Pernambuco e procurador de Justiça Renato da Silva Filho conduziu  a 1ª Reunião Anual Ordinária dos Promotores de Justiça em Estágio Probatório. O encontro aconteceu no Salão de Eventos do Hotel Sesc, em Triunfo, e contou com a participação de dez promotores de Justiça.

A reunião faz parte do programa de acompanhamento constante da Corregedoria Geral aos membros do MPPE em estágio probatório. De acordo com Renato Silva Filho, esse encontro tem por objetivo promover a integração entre os referidos promotores de Justiça, bem como a troca de informações.

Após a abertura do evento pela equipe da Corregedoria Geral, teve início a programação de palestras com o mestre em Psicologia e analista ministerial do MPPE, Paulo André Teixeira, discorrendo sobre o tema Responsabilidade consigo e com o mundo: desenvolvendo estratégias de cuidado. À tarde foi a vez do coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa da Cidadania (Caop Cidadania), Marco Aurélio Farias, abordar o tema Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência no Código Civil e no Código de Processo Civil.

Ainda no encontro, Renato da Silva Filho e o corregedor-geral substituto e procurador de Justiça Paulo Lapenda repassaram aos membros participantes orientações gerais acerca das atividades institucionais. Participaram da reunião os promotores de Justiça Carlos Eugênio Quintas Lopes, Filipe Wesley da Silva, Guilherme Graciliano Lima, Henrique do Rêgo Maciel, Hugo Eugênio Gouveia, Katarina Kirley Gouveia, Manuela Xavier Lins, Raphael Guimarães dos Santos, Thiago Faria da Cunha e Thinneke Hernalsteens.

Sindupron-PE acusa Prefeitura de Afogados de desvio de R$ 10 milhões do Fundeb

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (24) à Rádio Pajeú, a presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação de Pernambuco (Sindupron-PE), Dinalva Lima Pereira, acusou a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, na gestão do prefeito Sandrinho Palmeira, de ter desviado de finalidade mais de R$ 10 milhões em recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da […]

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (24) à Rádio Pajeú, a presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação de Pernambuco (Sindupron-PE), Dinalva Lima Pereira, acusou a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, na gestão do prefeito Sandrinho Palmeira, de ter desviado de finalidade mais de R$ 10 milhões em recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Segundo Dinalva, os valores em aberto incluem débitos referentes a 2023 e 2024. “Hoje deve ao Fundeb, a estes profissionais da educação dos 70%, mais de R$ 10 milhões. Não é só R$ 5 milhões não. É R$ 5,5 milhões apenas de 2023, apurado em uma prestação de contas feita pelo conselho. Mas há também um déficit acumulado de 2024”, afirmou.

A dirigente sindical destacou que a situação atinge diretamente os profissionais da educação da rede municipal, que, de acordo com a lei, têm direito à aplicação mínima de 70% dos recursos do Fundeb na valorização salarial.

 

Caminho de Armando Monteiro deve ser o PSDB

Blog do Magno  Sem partido desde a campanha municipal de 2020, quando no segundo turno anunciou apoio no Recife à candidata do PT, Marília Arraes, o ex-senador Armando Monteiro já está com os dois pés no PSDB, legenda em nível nacional presidida pelo pernambucano Bruno Araújo, ex-ministro. Em conversa, há pouco, com este blogueiro, Bruno […]

Blog do Magno 

Sem partido desde a campanha municipal de 2020, quando no segundo turno anunciou apoio no Recife à candidata do PT, Marília Arraes, o ex-senador Armando Monteiro já está com os dois pés no PSDB, legenda em nível nacional presidida pelo pernambucano Bruno Araújo, ex-ministro.

Em conversa, há pouco, com este blogueiro, Bruno confirmou que as portas estão abertas para Armando no PSDB e que será recebido com tapete vermelho. Armando militou por muito tempo no PTB, partido pelo qual foi eleito senador e disputou o Governo do Estado.

“Armando é um dos grandes quadros da vida pública nacional e nos honraria muito vê-lo num partido que tem muito do que ele pensa e do que defendeu ao longo de sua jornada. Ele tem muitos amigo no PSDB que o respeitam profundamente”, disse o dirigente tucano.

O ex-senador deve decidir seu destino partidário até o fim do mês. Ele tem convite também de outras legendas, entre as quais MDB, DEM, Cidadania e Podemos. “Vou para um partido sem alinhamento ao Governo de Pernambuco e em nível nacional sem atrelamento a Bolsonaro”, disse Armando.

Nill Júnior Podcast: Duque diz ter “plano D” em Serra Talhada

O Deputado Estadual Luciano Duque disse em conversa com esse blogueiro que ainda espera a decisão de Marília Arraes,  torcendo que ela “pague gratidão com gratidão” e lhe permita disputar a prefeitura.  Agora, caso não tenha o que chama de “reciprocidade política”, teria um “plano D”. Caso não seja ele o candidato,  pode surgir um […]

O Deputado Estadual Luciano Duque disse em conversa com esse blogueiro que ainda espera a decisão de Marília Arraes,  torcendo que ela “pague gratidão com gratidão” e lhe permita disputar a prefeitura.  Agora, caso não tenha o que chama de “reciprocidade política”, teria um “plano D”.

Caso não seja ele o candidato,  pode surgir um quarto nome, que nem seria Ronaldo de Dja nem Miguel Duque.  A única pista é que teria participação no debate empresarial da Capital do Xaxado.  “Vou apresentá-lo porta a porta,  como fiz com Márcia”.

Quem será o empresário que disputará a eleição caso Luciano Duque em Serra Talhada? Saiba porque ele é chamado de “plano D”.

Ouça as impressões desse jornalista sobre o tema no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana, regional e do cotidiano. o episódio foi ao ar no Sertão Notícias,  da Cultura FM.

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Piso do professor passa para R$ 2.298,80

O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (12) um reajuste de 7,64% no piso salarial dos professores do país. Com o aumento, o menor valor a ser pago a esses profissionais deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80. A implementação do novo valor, porém, vai depender de cada Estado. Um levantamento feito em […]

mfO Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (12) um reajuste de 7,64% no piso salarial dos professores do país.

Com o aumento, o menor valor a ser pago a esses profissionais deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.

A implementação do novo valor, porém, vai depender de cada Estado.

Um levantamento feito em 2016 pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) mostrou que mais da metade dos Estados brasileiros não pagam o piso.

O reajuste deste ano ficou 1,35 ponto percentual acima do índice da inflação do ano passado, que foi de 6,29%. Em 2016, ainda sob a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, o salário teve um reajuste de 11,36%, passando de R$ 1.917,78, em 2015, para R$ 2.135,64. A inflação acumulada no período foi de 10,67% (ganho real de 0,69 ponto percentual).

O reajuste vai representar um gasto adicional de pelo menos R$ 5,083 bilhões aos municípios brasileiros em 2017, segundo cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O aumento ocorre justamente em meio às dificuldades enfrentadas por prefeitos para equacionar as contas diante da crise econômica.

Questionado sobre isso, o ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que cumprir o piso é obrigação nacional. “As redes municipais e estaduais têm obrigação de cumprir a legislação federal. Sabemos que o contexto atual é de dificuldade financeira, mas governo federal tem empreendido esforços para passar recursos que ajudem na receita para a área da educação dos Estados e municípios”, declarou.

Em entrevista coletiva, Mendonça Filho reforçou que o governo federal antecipou, no fim do ano passado, R$ 1,5 bilhão do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Contrariando o que diz o levantamento do CNTE, o presidente do Consed (Conselho Nacional dos Secretários de Educação), Frederico Amâncio, afirmou que quase a totalidade dos Estados cumpre sim o piso nacional. “Eu diria que praticamente todos Estados cumprem esse valor mínimo. Agora, outra discussão é se eles estão aplicando o percentual de reajuste do piso como reajuste salarial [das demais faixas]”, disse.

Já o presidente da CNTE, Roberto Leão, disse que o tema é bastante controverso. “Os Estados declaram [ao MEC] que cumprem com o piso. Mas se a gente for pesquisar direitinho, se for avaliar Estado a Estado, vamos ver que os dados são divergentes e controversos, porque a Lei do Piso não fala apenas do mínimo a ser pago, mas da jornada de trabalho, do percentual para cumprimento da hora/atividade, entre outras questões”, afirmou.

Segundo a tabela divulgada pela CNTE, Alagoas, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul não cumpriam o valor do piso apenas para os professores com formação de nível médio, mas aqueles com formação superior recebiam o valor atualizado.

Já Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia e Pernambuco não pagavam o valor no vencimento, como estipula a lei, mas cumprem o valor na remuneração, ou seja, acrescentando gratificações e complementações. Espírito Santo não cumpria o valor estipulado para 2016 nem mesmo na remuneração.

O piso é pago para profissionais com formação de nível médio, em início de carreira, que têm carga horária de 40 horas semanais.

O reajuste é anual e acontece sempre em janeiro, de acordo com a Lei do Piso, de 2008. A legislação assegura que o piso deve ser reajustado seguindo a variação no valor anual mínimo nacional investido por aluno da educação básica, que no ano passado foi de R$ 2.739,77. Esse valor é definido pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).

Quando a lei foi criada, o salário inicial do professor foi fixado em R$ 950,00, que considerando a inflação acumulada de julho de 2008 até dezembro de 2016 seria R$ 1.602,49 nos dias de hoje. Pela lei, os demais níveis de carreira dos professores têm o aumento negociado em cada ente federativo.