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Sudene destaca ações de fomento à inovação no Finep Day

Por André Luis

Evento reuniu instituições e empreendedores para discutir oportunidades de negócios e apoio ao desenvolvimento de projetos na área de ciência, tecnologia e inovação.

Cada vez mais próxima do ambiente de inovação e empreendedorismo proposto pelo Governo Federal, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) marcou presença no Finep Day, evento ocorrido nesta segunda-feira em Recife (PE) na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). Promovido pelo Departamento Regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o evento reuniu instituições, empreendedores e outros parceiros para promover intercâmbio de conhecimento e oportunidades de negócio. A Sudene foi representada pelo superintendente Danilo Cabral.

O encontro contou com a presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que defendeu enfaticamente a atuação do governo federal neste campo, considerado um dos maiores pilares da soberania nacional pela titular da pasta. “Um dos grandes pilares da geopolítica é o domínio tecnológico. Se nós não tivermos a verdadeira dimensão desses desafios, nós vamos ficar para trás. E se a desigualdade é real, ela se acentuará ainda mais, porque ela vai ter o fosso não só entre o hemisfério sul-global e o norte, mas entre as regiões, entre os países e entre classes sociais. Por isso mesmo, o presidente Lula tomou a decisão política desde o início do nosso governo de recompor integralmente o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia, que é o principal recurso de fomento deste campo”, comentou a ministra.

Luciana Santos também destacou a execução de R$ 10 bilhões no exercício 2023 para projetos estratégicos de ciência e tecnologia. Esta ação, segundo a ministra, foi alinhada ao programa de governo proposto pelo Executivo Federal, direcionado a áreas como saneamento básico, agenda climática, combate à fome, entre outras.

O superintendente Danilo Cabral ressaltou a importância da ação integrada das instituições que atuam no setor de pesquisa e desenvolvimento. Para o gestor, esta é uma condição fundamental para viabilizar projetos que, de fato, dialoguem com as necessidades da região. “A Sudene veio aqui para que a gente pudesse dialogar com o setor produtivo. Quem participou de governo sabe que às vezes todo mundo pensa uma solução, mas às vezes cada um caminha no caminho próprio. E o que a gente está aqui mostrando é que é fundamental a gente agir de forma articulada, de forma integrada, em que o poder público, junto com a iniciativa privada e aqueles que fazem a pesquisa e a ciência, possa formular um pensamento e a partir desse pensamento a gente integra as soluções que são necessárias”, disse o gestor.

Destacando o protagonismo da Sudene no financiamento de projetos inovadores para o desenvolvimento regional, Danilo Cabral citou algumas iniciativas da autarquia neste cenário. Na oferta de crédito, o superintendente citou o montante recorde de R$ 44 bilhões em operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste em 2023. Considerando o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), operado pela Sudene, o valor chegou a R$ 1,2 bilhão, empregado em projetos de energia renovável.

Cabral também citou a aproximação da Sudene com as universidades e parques tecnológicos para o desenvolvimento de novos projetos na área de inovação. Uma as iniciativas mencionadas pelo gestor neste contexto foi o Impacta Bioeconomia, que vai identificar bioativos e bioinsumos que possam ser extraídos de forma sustentável dos biomas presentes na área da Sudene para viabilizar a produção de itens que englobam desde suplementos alimentares até medicamentos. “É isso que nós queremos: um Nordeste que seja inovador, justo, que todos tenham direitos às mesmas oportunidades, que seja respeitoso em relação à sua diversidade cultural e à sua biodiversidade” complementou.

Vale lembrar que um dos lançamentos mais recentes da Sudene para estímulo à inovação e empreendedorismo foi o Inova Mulher. O edital, que recebe inscrições até o dia 22 deste mês, vai selecionar projetos que apresentem soluções inovadoras para o desenvolvimento social, econômico e cultural da área de atuação da Sudene. As linhas prioritárias contemplam as áreas de economia criativa, bioeconomia e educação. Confira mais informações.

Finep quer diversificar atuação através de novas chamadas públicas

A Financiadora de Estudos e Projetos apresentou as chamadas públicas de projetos que foram disponibilizadas pela instituição. Os editais contemplam iniciativas nas áreas de Saúde; Energias Renováveis; Bioeconomia; Cadeias Agroindustriais Renováveis; Mobilidade Urbana; Tecnologias Digitais; Aviação Sustentável e Soberania e Defesa Nacional.

De acordo com a instituição, as chamadas são direcionadas para empresas de todos os portes, que apresentem nível de maturidade tecnológica compreendida entre os TRLs 3 e 7. O custeio dos projetos será operacionalizado através de subvenção econômica.

Outras Notícias

Secretário Executivo do MEC garante orçamento para cumprir cronograma do Centro Acadêmico do Sertão, em Sertânia

Ele vistoriou obras ao lado do Reitor Alfredo Gomes e do vice-reitor, Moacyr Araújo O Secretário-Executivo do MEC, Rodolfo Cabral, realizou ao lado do Reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, do vice-reitor, Moacyr Araújo e comitiva, visita técnica de acompanhamento as obras de construção do Centro Acadêmico do Sertão, em Sertânia, obras do […]

Ele vistoriou obras ao lado do Reitor Alfredo Gomes e do vice-reitor, Moacyr Araújo

O Secretário-Executivo do MEC, Rodolfo Cabral, realizou ao lado do Reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, do vice-reitor, Moacyr Araújo e comitiva, visita técnica de acompanhamento as obras de construção do Centro Acadêmico do Sertão, em Sertânia, obras do Novo PAC.

O novo Centro Acadêmico do Sertão (CAS) está recebendo um investimento de R$ 60 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O projeto prevê a expansão contínua da oferta de ensino superior no sertão pernambucano, abrangendo seis cursos e até 2.800 vagas ao longo da implementação.

O CAS já está funcionando em espaço cedido com os cursos de Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, Administração Pública e licenciatura em História.

Ao final da etapa de construção do Centro definitivo, o CAS receberá Medicina e Medicina Veterinária.

Em entrevista à Rádio Pajeú, Rodolfo Cabral destacou que a garantia é de manutenção dos repasses programados a conclusão da obra. Ele disse que o cronograma, que prevê a conclusão em novembro de 2027, poderá até ser antecipado em algumas etapas.

Restante da agenda

Na capital pernambucana, a programação começou na terça, com visita às obras de restauração e adequação de acessibilidade da Faculdade de Direito do Recife.

Na quarta-feira (17), a agenda seguiu no Hospital das Clínicas da UFPE, na Cidade Universitária, na Zona Oeste. No local, foi realizada a entrega do novo alojamento conjunto da maternidade, além de vistorias nas reformas das enfermarias e no espaço onde está prevista a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica.

Ainda no Recife, também houve  inspeção nas obras de reforma e modernização do teatro da universidade.

Fotos: Lucas Emanuel/UFPE

Cadê Igor? Vereador “não sai mais na foto” com prefeito José Patriota

Por André Luis Perto de completar cem dias de sua segunda gestão a frente da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, o prefeito José Patriota continua sendo prestigiado pela maioria dos vereadores governistas, mas, quando olha para os lados, não vê mais a figura do Presidente da Câmara, Igor Sá Mariano. Até dezembro, Igor era figura […]

Por André Luis

Perto de completar cem dias de sua segunda gestão a frente da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, o prefeito José Patriota continua sendo prestigiado pela maioria dos vereadores governistas, mas, quando olha para os lados, não vê mais a figura do Presidente da Câmara, Igor Sá Mariano.

Até dezembro, Igor era figura presente nos atos institucionais e oba  oba da gestão. Nas últimas eleições estava sempre presente, ao lado do prefeito onde quer que este estivesse, principalmente em inaugurações. Era só olhar nas fotos e ao lado de Patriota lá estava ele, com destaque.

Após as eleições para escolha da Mesa Diretora da Câmara, que culminaram com a eleição de Igor, ele sumiu das fotos com o gestor. Sabe-se, nos bastidores Patriota teria trabalhado com o interesse na eleição de Rubinho do São João.

Através de interlocutores como Alessandro Palmeira e Raimundo Lima, tentou a todo custo demover Igor da ideia de levar a campanha à frente, principalmente pela possibilidade de ajuntamento com o desafeto Zé Edson Ferreira.

Ademais, Igor fez composição com outro nome que é herdeiro de um espólio político de força na cidade: Daniel Valadares, filho do ex-prefeito Totonho.

Depois de eleito, Igor claramente se distanciou de atos ao lado do gestor. Esteve ausente do camarote do prefeito durante o Afogareta, (participou, mas no camarote da Hidro Eletro, empresa de seu pai) e durante o carnaval, também não deu as caras.

Patriota, sempre que perguntando se houve racha na base, diz que não, mas os últimos acontecimentos mostram ao contrário.

Em conversas de grupos políticos na cidade, já é dada como certa a possibilidade de chapa Igor/Daniel, ou vice e versa para o próximo pleito em 2020. Os dois desconversam sobre o tema, mas onde há fumaça, há fogo. O grupo, formado pelos clãs Valadares e Mariano, estaria se articulando para quebrar a hegemonia que Patriota criou no município.

Armando Monteiro visita ex-presidente Lula em Curitiba

O senador Armando Monteiro (PTB) visitou, nesta terça-feira (17), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. O petebista integrou uma comissão suprapartidária formada por senadores que fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. O objetivo da comitiva foi verificar as […]

O senador Armando Monteiro (PTB) visitou, nesta terça-feira (17), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

O petebista integrou uma comissão suprapartidária formada por senadores que fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. O objetivo da comitiva foi verificar as condições de todos os presos e a situação da carceragem da PF.

Além de Armando Monteiro, que foi ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Dilma Rousseff, também estiveram com o ex-presidente Lula os senadores Roberto Requião (MDB-PR), Renan Calheiros (MDB-AL), Edison Lobão (MDB-MA) e Jorge Viana (PT-AC) – autor do requerimento para realização da visita. Lula está preso na carceragem da Polícia Federal há mais de 100 dias.

Ao sair da sede da PF, Armando afirmou ter encontrado o ex-presidente Lula animado. O senador ressaltou que, para além do caráter institucional, a visita também teve um significado pessoal, tendo em vista a relação de amizade do ex-presidente com seu pai, o ex-ministro Armando Monteiro Filho.

“O presidente Lula está animado, inteiro, e fiquei muito feliz de encontrá-lo com disposição. Essa viagem tem um significado para além do caráter institucional, de uma visita oficial do Senado”, afirmou Armando. “Para mim, também tem um sentido pessoal, por minha relação de muitos anos com o presidente Lula e como uma homenagem ao meu pai, que se vivo estivesse certamente viria aqui trazer sua solidariedade ao presidente Lula”, ressaltou.

Frente Nacional dos Prefeitos teme eventual extinção do Ministério das Cidades

“Estamos falando de moradia, saneamento básico, drenagem, transportes. Nos preocupa a extinção e queremos saber o que vem no lugar”, disse o presidente da Frente, Jonas Donizette (PSB) Do Diário de Pernambuco Representantes da Frente Nacional dos Prefeitos se reuniram na manhã desta quarta-feira (31) na capital paulista, para produzir um documento a ser encaminhado […]

Foto: Paula Aguiar/FNP

“Estamos falando de moradia, saneamento básico, drenagem, transportes. Nos preocupa a extinção e queremos saber o que vem no lugar”, disse o presidente da Frente, Jonas Donizette (PSB)

Do Diário de Pernambuco

Representantes da Frente Nacional dos Prefeitos se reuniram na manhã desta quarta-feira (31) na capital paulista, para produzir um documento a ser encaminhado ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), são três as principais demandas: retomada do desenvolvimento econômico e aprovação das reformas tributária e previdenciária. Também há uma preocupação geral em relação à extinção do Ministério das Cidades, medida cogitada pelo futuro governo.

“O candidato Bolsonaro disse que iria diminuir e extinguir ministérios. Então ele não está fazendo nada além do que falou. A gente acha que sair criticando sem saber o que virá seria uma atitude precipitada. Agora é uma preocupação muito grande. Hoje temos projetos em andamento no Ministério das Cidades, principalmente as médias e grandes cidades. Estamos falando de moradia, saneamento básico, drenagem, transportes. Nos preocupa a extinção e queremos saber o que vem no lugar”, disse o prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette (PSB).

Para Covas, a preocupação não é com a existência ou não da pasta mas como se dará a interlocução do governo federal com os municípios. “O programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, aonde vai ficar? No Ministério do Planejamento? Como será a interlocução com os municípios? Essa é a preocupação da Frente. Se o presidente eleito entende que não há necessidade de manter o Ministério das Cidades, que conduz essa relação hoje, gostaríamos de saber de que forma vamos continuar a dialogar por uma ação conjunta”, afirmou o tucano.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), ressaltou que o importante é haver uma política de apoio às cidades, seja com um ministério, uma secretaria ou agência. “O que soa como música aos meus ouvidos como prefeito é a frase menos Brasília é mais Brasil. O Brasil somos nós. O Brasil é urbano e foi esse Brasil que pôs o presidente lá. A política urbana é essencial para o bem do Pais, assim como uma política de meio ambiente.”

Meio Ambiente

Os prefeitos reunidos nesta quarta ainda se posicionaram contra uma eventual saída do Brasil do Acordo de Paris, já levantada por Bolsonaro, mas depois descartada. A junção dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente – confirmada após a eleição – também é outra preocupação do grupo que reúne 400 municípios e 60% da população brasileira.

Donizette lembrou que a Frente Nacional dos Prefeitos assinou um acordo com a ONU para implementar um programa de incentivo a práticas sustentáveis. O Brasil foi o primeiro País do mundo a criar um selo para municípios que se comprometessem com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

O grupo vai se reunir no fim de novembro em São Caetano do Sul, no ABC paulista, e espera a presença de Bolsonaro, convidado a comparecer.

Bolsonaro implantou “república da morte”, diz comissão da OAB

Congresso em Foco O documento elaborado por uma comissão de juristas do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil acusa o presidente Jair Bolsonaro de ter cometido crimes de homicídio e lesão corporal por omissão e crime contra a humanidade pela forma com que tem conduzido o enfrentamento à pandemia de covid-19. Defende ainda […]

Congresso em Foco

O documento elaborado por uma comissão de juristas do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil acusa o presidente Jair Bolsonaro de ter cometido crimes de homicídio e lesão corporal por omissão e crime contra a humanidade pela forma com que tem conduzido o enfrentamento à pandemia de covid-19. Defende ainda que ele seja denunciado ao Tribunal Penal Internacional, sediado na Holanda.

O parecer, que ainda será discutido e analisado nos próximos dois ou três meses pelos 81 conselheiros da OAB nacional, relaciona vários episódios de omissão do governo federal e destaca que o número de mortes poderia ter sido significativamente menor se o presidente tivesse adotado as medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias e comprado as primeiras vacinas ofertadas, em vez de propagar seu discurso negacionista. 

O parecer, assinado pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto e outros nove juristas, cita o desinteresse do governo em negociar com a Pfizer para que o processo de vacinação começasse no fim de 2020.

“O desinteresse do governo federal mostra-se verdadeiramente incompreensível, não somente pelo alto grau de eficácia da vacina, como também pela disponibilidade que tinha a Pfizer de entregar doses do imunizante ainda no final do ano passado […] De acordo com estudos científicos, o simples atraso de alguns meses na imunização da população já seria suficiente para um aumento significativo no número de mortes”, diz o parecer. 

O relatório também informa que Bolsonaro desautorizou a negociação prometida pelo então ministro da Saúde Eduardo Pazuello para as primeiras compras da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, do governo de São Paulo, em parceria com a chinesa Sinovac. Depois de ser repreendido pelo presidente, Pazuello disse: “Um manda, outro obedece”.

“Houvesse o presidente cumprido com o seu dever constitucional de proteção da saúde pública, seguramente milhares de vidas teriam sido preservadas. Deve, por isso mesmo, responder por tais mortes em omissão imprópria, a título de homicídio. Deve também, evidentemente, responder, em omissão imprópria, pela lesão corporal de um número ainda indeterminado de pessoas que não teriam sido atingidas caso medidas eficazes de combate à covid-19 tivessem sido implementadas.”

O relatório também mostra que o presidente da República descumpriu o dever de zelar pela saúde pública, como também tentou sistematicamente impedir que medidas adequadas ao combate da covid-19 fossem tomadas, como a política de distanciamento social e as restrições para o funcionamento de atividades não essenciais como forma de reduzir a circulação do vírus. 

Os crimes de Bolsonaro, no entanto, não se restringem à esfera nacional, apontam os juristas. O documento afirma que Bolsonaro cometeu crime contra a humanidade, passível de denúncia perante o Tribunal Penal Internacional, ao fundar uma “república da morte”, e cita estimativa feita pelo cientista Pedro Hallal em artigo para a revista científica britânica The Lancet. 

Segundo o cientista, o Brasil poderia ter evitado 180 mil mortes até março de 2021, quando o país contava 262 mil mortos, caso tivesse adotado as medidas preconizadas pelas autoridades sanitárias para o enfrentamento da doença.

“Em suma: por meio de sistemáticas ações e omissões, o governo Bolsonaro acabou por ter a pandemia sob seu controle, sob seu domínio, utilizando-a deliberadamente como instrumento de ataque (arma biológica) e submissão de toda a população”, assinalam os juristas.

“Não há outra conclusão possível: houvesse o Presidente cumprido com o seu dever constitucional de proteção da saúde pública, seguramente milhares de vidas teriam sido preservadas. Deve, por isso mesmo, responder por tais mortes”, sustentam os juristas, no parecer aprovado por unanimidade. 

Assinam o documento, além de Ayres Britto, Miguel Reale Jr., Carlos Roberto Siqueira Castro, Cléa Carpi, Nabor Bulhões, Antonio Carlos de Almeida Castro, Geraldo Prado, Marta Saad, José Carlos Porciúncula e Alexandre Freire.