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Sócio da Belcher admite que Barros agendou reunião, mas nega favorecimento

Por André Luis

O empresário Emanuel Catori, sócio da empresa Belcher, admitiu nesta terça-feira (24) que participou de uma reunião agendada pelo líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), no Ministério da Saúde. 

Ele reconheceu ainda que no dia do encontro, em 15 de abril, a Belcher já havia assinado um termo de confidencialidade com a farmacêutica chinesa CanSino para a venda da vacina Convidecia no Brasil. Apesar disso, Catori negou que tenha negociado a venda do imunizante com o ministro Marcelo Queiroga.

Questionado pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o empresário disse que tentou vender ao governo federal o antiviral Favipiravir. Ele afirmou que não poderia ter negociado a venda da Convidecia porque ainda não contava com a carta de autorização da CanSino. O documento só teria sido emitido quatro dias depois do encontro intermediado por Ricardo Barros no Ministério da Saúde.

— Eu tive apenas dois ou três minutos. Falei apenas do medicamento antiviral Favipiravir — disse.

Renan contestou a declaração do empresário. Para o relator da CPI, há “uma contradição muito grande” no depoimento de Emanuel Catori e “um envolvimento muito sério” do líder do governo na Câmara na negociação de vacinas.

— É a repetição do modus operandi na aquisição de vacinas pelo governo federal. Recusou contatos com a Pfizer e com o Butantan, enquanto priorizou atravessadores com Belcher, Davati e Ricardo Barros. Enquanto brasileiros morriam e continuam a morrer. O senhor tenta passar a ideia de que, no encontro com Ricardo Barros, não poderia ter tratado da questão, uma vez que a CanSino não havia credenciado a Belcher. Mas não é verdade. Já havia uma carta de confidencialidade — afirmou.

O representante da Belcher admitiu conhecer o advogado Flávio Pansieri. Sócio do genro de Ricardo Barros até março deste ano, Pansieri participou de uma reunião na Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o uso emergencial do imunizante Convidecia. Apesar disso, Catori negou que o deputado paranaense tenha atuado como “facilitador político” para a compra da CanSino.

— O deputado Ricardo Barros não fez gestões com órgãos neste sentido. Não há vínculo comercial ou societário direto ou indireto da Belcher ou seus sócios com o parlamentar. Ele não iria receber valores pelo sucesso da negociação da Convidecia. A Belcher não o procurou nas tratativas com vacinas. Participação zero. Em nenhum momento ele me ajudou em nada sobre a vacina — afirmou.

O senador Renan Calheiros perguntou por que a vacina da CanSino era 70% mais cara do que o imunizante da farmacêutica Jansen, que também é aplicado em dose única. Segundo o empresário, isso se deve ao modelo de importação contratado pelo Ministério da Saúde. Enquanto a Jansen foi comprada pelo sistema CIF, em que frete e seguro são pagos pelos fornecedores, a Convidecia seria adquirida pelo sistema FOB, em que essas despesas já estão embutidas no valor final.

— Isso envolve logística, envolve frete. Por precisar manter uma temperatura de dois a oito graus, é um frete extremamente caro. Por isso tem toda essa diferença de valores — afirmou.

Catori presta depoimento amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com a possibilidade de permanecer em silêncio sobre temas que o incriminem, o empresário se recusou a responder, por exemplo, quanto a Belcher receberia de comissão pela venda de 60 milhões de doses do imunizante ao governo brasileiro.

Catori apresentou à CPI um cronograma com datas que envolvem a representação da CanSino pela Belcher. De acordo com o empresário, a farmacêutica chinesa estabeleceu uma carta de autorização para a brasileira no dia 19 de abril. Em 27 de maio, a Belcher solicitou uma carta de intenção de compra junto ao Ministério da Saúde. O documento foi expedido pela pasta apenas uma semana depois, no dia 4 de junho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) estranhou a rapidez do processo.

— A carta de intenção foi emitida em apenas oito dias. Por quê? A Pfizer levou vários meses, quase um ano. É muita rapidez. Um tratamento muito diferenciado em relação à empresa. Houve uma agilidade na emissão de carta de intenção, mesmo se tratando de uma vacina 77% mais cara do que outra de dose única. Foi tudo muito rápido. Houve agilidade para tudo — disse Eliziane.

O senador Humberto Costa (PT-PE) reforçou a suspeita de que a Belcher tenha sido privilegiada pelo deputado Ricardo Barros, que foi ministro da Saúde entre 2016 e 2018, na gestão do presidente Michel Temer.

— Vossa senhoria [Emanuel Catori] vai dizer que não tem nada a ver, que caiu do céu. Que o Ministério da Saúde descobriu que sua empresa estava habilitada para isso. A CanSino, lá na China, ouviu dizer que tinha uma empresa lá em Maringá para ser representante no Brasil. É difícil a gente acreditar nessas coisas, que não teria havido algum tipo de ajuda e que isso não teria sido feito pelo senhor Ricardo Barros. Esse argumento não se sustenta. Houve aqui, sim, tráfico de influência e advocacia administrativa — disse.

Hang e Wizard

O sócio da Belcher reconheceu ainda que participou de um encontro com os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, eles teriam atuado para a compra de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 pelo governo.

Catori disse ter sido procurado pelos empresários entre fevereiro e março deste ano para intermediar a compra de doses da vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório SinoVac. 

Segundo ele, o imunizante seria doado ao Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 17 de março, Catori, Hand e Wizard participaram de uma live sobre o assunto. Mas o representante da Belcher negou que os empresários tenham participado da negociação do imunizante da CanSino.

— Aventou-se a possibilidade de aquisição de 9 milhões de doses prontas da CoronaVac. Essas doses seriam adquiridas e doadas sem fins comerciais. Após a vacinação dos grupos prioritários, 50% iriam para colaboradores das empresas envolvidas na ação. Não há qualquer relação da Convidecia com os empresários. Não houve interferência com a interface institucional realizada pela Belcher junto ao Ministério da Saúde sobre a Convidecia. Também não há relação societária formal ou informal entre os empresários e a Belcher ou qualquer de suas empresas — afirmou.

A Belcher foi representante da CanSino entre 19 de abril e 10 de junho de 2021. Após a emissão da carta de intenção pelo Ministério da Saúde, a farmacêutica chinesa revogou unilateralmente as credenciais da Belcher alegando razões de compliance. Em 28 de junho, a Anvisa encerrou o processo em que a Belcher pedia a autorização emergencial do imunizante em razão do descredenciamento legal da empresa.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) lembrou que a Belcher não chegou a vender vacinas ao governo federal.

— É mais uma negociação que não aconteceu. É um barulhão danado — disse. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Dilma é majoritária no Pajeú

Dados preliminares que chegam ao blog indicam que Dilma Roussef foi a majoritária no Sertão do Pajeú. Ela tem votação média de 65% a 70% dos votos, ampliando a votação que obteve no primeiro turno. Os dados ainda não são totalmente conhecidos porque o TRE só libera a apuração juntamente com o TSE, a partir […]

thumb-160713-dilma-rousseff-resizedDados preliminares que chegam ao blog indicam que Dilma Roussef foi a majoritária no Sertão do Pajeú. Ela tem votação média de 65% a 70% dos votos, ampliando a votação que obteve no primeiro turno.

Os dados ainda não são totalmente conhecidos porque o TRE só libera a apuração juntamente com o TSE, a partir das 19h. Mas o cruzamento de informações já dá esse indicativo.

Isso indica que os votos de Marina Silva migraram em boa parte para a petista. Pesou a favor de Dilma o fator Lula e o desconhecimento de Aécio nos dezessete municípios da região.

A votação dele ainda está sendo avaliada com certo grau de positividade pelos socialistas, dado o grau de desconhecimento de Aécio Neves junto à população.

Serra: Prefeitura inaugura asfalto do Ipsep e canteiros da Afonso Magalhães‏

Na próxima sexta-feira (17), a Prefeitura Municipal de Serra Talhada vai realizar as inaugurações da reforma dos canteiros da Avenida Afonso Magalhães, que faz homenagem ao Senhor Pedro Antunes Lima, e a pavimentação asfáltica de 22 ruas no Bairro do IPSEP. De acordo com o Secretário de Obras, Cristiano Menezes, a reforma dos canteiros foi […]

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Na próxima sexta-feira (17), a Prefeitura Municipal de Serra Talhada vai realizar as inaugurações da reforma dos canteiros da Avenida Afonso Magalhães, que faz homenagem ao Senhor Pedro Antunes Lima, e a pavimentação asfáltica de 22 ruas no Bairro do IPSEP.

De acordo com o Secretário de Obras, Cristiano Menezes, a reforma dos canteiros foi orçada em R$ 338.656,31, com recursos do FEM 2014. “O investimento possibilitou a reforma de aproximadamente 1.720,32 metros quadrados”.

Ainda segundo o secretário, nas 22 ruas pavimentadas no IPSEP, foram investido R$ 1.679.530,19, sendo R$ 1.651,817,90 pelo FEM 2013 e R$ 27.712,25 de recursos próprios. São 55 mil metros quadrados de área asfaltada, beneficiando cerca de 6 mil pessoas, segundo cálculos da Prefeitura.

“Com isso, a cidade ganha com a valorização de imóveis, aumento do espaço público de convivência e melhoria no fluxo de veículos”, pontua o prefeito Luciano Duque. A inauguração dos canteiros acontece às 16h30 e as ruas do IPSEP às 18h30.

Petrolina se despede de Isabel Cristina

Familiares, amigos e correligionários da ex-deputada Isabel Cristina se despediram da política após velório no plenário da Casa Plínio Amorim. Desde o final da tarde de ontem (22), muitos estiveram na Casa para se despedir da ex-deputada, que faleceu na manhã da quarta-feira, aos 61 anos, após perder a batalha de oito anos contra o […]

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Com informações e foto: Blog do Carlos Britto

Familiares, amigos e correligionários da ex-deputada Isabel Cristina se despediram da política após velório no plenário da Casa Plínio Amorim.

Desde o final da tarde de ontem (22), muitos estiveram na Casa para se despedir da ex-deputada, que faleceu na manhã da quarta-feira, aos 61 anos, após perder a batalha de oito anos contra o câncer de mama. O corpo de Isabel foi enterrado no Cemitério Campo das Flores, Centro da cidade.

Isabel estava internada desde o último sábado (18) no Hospital Neurocárdio, onde passou por procedimentos cirúrgicos na cabeça. O agravamento no estado de saúde da ex-deputada fez surgir rumores de que a equipe médica que cuidava dele havia constatado sua morte cerebral.

A presidente do PT de Petrolina, vereadora Cristina Costa, no entanto, enviou à imprensa um atestado emitido pela equipe, desmentindo os rumores sobre a ex-deputada. Na nota, o médico responsável informava que, apesar de estar em coma induzido, ela continuava viva.

Professora, vereadora por dois mandatos, vice-prefeita de Petrolina e deputada estadual, Isabel Cristina deixa uma história de luta pautada sobretudo na educação pública e nos direitos dos negros e das mulheres.

O governador Paulo Câmara também emitiu nota: “Izabel Cristina foi um exemplo de mulher dedicada e determinada a defender aquilo que acreditava. Faço o meu reconhecimento da sua trajetória de vida dedicada ao serviço público.”

Senadores desconfiam de fácil acesso de reverendo ao Ministério da Saúde

Foto: Pedro França/Agência Senado Após duas semanas, a CPI da Pandemia retomou os depoimentos nesta terça-feira (3) com o reverendo Amilton Gomes de Paula, que intermediou negociações paralelas para compra de 400 milhões de doses da AstraZeneca. Negando ter contatos no governo, ele disse que enviou e-mail ao Ministério da Saúde no dia 22 de […]

Foto: Pedro França/Agência Senado

Após duas semanas, a CPI da Pandemia retomou os depoimentos nesta terça-feira (3) com o reverendo Amilton Gomes de Paula, que intermediou negociações paralelas para compra de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

Negando ter contatos no governo, ele disse que enviou e-mail ao Ministério da Saúde no dia 22 de fevereiro, pedindo uma reunião, e foi atendido no mesmo dia. Às 16h30, ele foi recebido pelo então diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério Lauricio Monteiro Cruz.

A rapidez e a facilidade com que ele conseguiu acesso ao governo espantou alguns senadores da CPI. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (REde-AP), foi o primeiro a desconfiar da situação:

— O senhor mandou e-mail às 12h, apontou o horário que queria ser recebido e no mesmo dia isso ocorreu. Queria essa eficiência do governo também com a Pfizer. O que nos espanta é que farmacêuticas de todo o mundo não tiveram esse tipo de tratamento. É um fenômeno isso! — afirmou.

O presidente da CPI, Omar Aziz (MDB-AM), também não acreditou na versão e lembrou que se ele levasse uma comitiva de prefeitos de qualquer lugar do país ao ministério, teria dificuldade para ter um espaço na agenda, principalmente numa época de pandemia.

Defesa

Amilton Gomes afirmou que acredita ter sido recebido tão rapidamente em razão da urgência da demanda e da escassez de vacinas no mundo naquela época. Ele confirmou ainda não ter obtido aval de nenhum agente público para negociar vacinas.

Amilton Gomes foi apontado pelo PM Luiz Paulo Dominguetti como intermediador entre o governo e a Davati Medical Supply, oferecendo vacinas da AstraZeneca ao Ministério da Saúde. Dominguetti relatou à CPI que tinha procurado a Senah para viabilizar o negócio e revelou que o ex-diretor de Logística do Ministério Roberto Ferreira Dias teria exigido US$ 1 de propina para cada dose negociada.

Ao abir seu depoimento, Amilton Gomes disse que, diante da situação, a entidade foi usada “de maneira odiosa para fins espúrios”.

— Vimos um trabalho de 22 anos de uma organização não-governamental séria para ações humanitárias jogado na lama. Isso trouxe prejuízo na credibilidade e atingindo seus integrantes nas relações profissionais e familiares. As informações são da Agência Senado.

Major Myrelle anuncia em rede social que está com Covid-19

“Doença não deve ser motivo de vergonha, mas sim de cuidados” Por André Luis A Major Myrelle Oliveira, sub comandante do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, usou uma rede social, para anunciar que está com a Covid-19. A Major informou ter apresentando desde a última sexta-feira (15), alguns sintomas da doença “sendo iniciado com […]

“Doença não deve ser motivo de vergonha, mas sim de cuidados”

Por André Luis

A Major Myrelle Oliveira, sub comandante do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, usou uma rede social, para anunciar que está com a Covid-19.

A Major informou ter apresentando desde a última sexta-feira (15), alguns sintomas da doença “sendo iniciado com dor de cabeça intensa”.

Ela diz na postagem que no sábado (16), amanheceu sem paladar e sem olfato, tendo de imediato procurado um médico de confiança “ocasião em que realizei um eletrocardiograma e já iniciei um tratamento com hidroxicloroquina, azitromicina e sulfato de zinco”, relatou.

Ainda segunda Myrelle, na terça-feira (19), fez o teste pra Covid-19, swab, mas ainda não saiu o resultado, “contudo, hoje, seguindo recomendação médica realizei uma tomografia do tórax onde as imagens foram condizentes com a infecção pelo novo coronavírus”, diz ela na sua postagem. Leia abaixo a íntegra da postagem.

Amigos, amigas e familiares, venho por meio desta postagem dizer que desde a última sexta-feira, 15, apresentei os sintomas da COVID 19, sendo iniciado com dor de cabeça intensa. No sábado, 16, amanheci sem paladar e sem olfato, tendo de imediato procurando um médico de confiança, ocasião em que realizei um eletrocardiograma e já iniciei um tratamento com hidroxicloroquina, azitromicina e sulfato de zinco. Na terça-feira seguinte fiz o teste pra COVID 19, swab, mas ainda não tive o resultado, contudo, hoje, seguindo recomendação médica, realizei uma tomografia do tórax onde as imagens foram condizentes com infecção pelo novo corona vírus.

Hoje estou na fase 2 da doença, consciente do quão difícil é a lida, mas na certeza e fé em Deus e Nossa Senhora de que conseguirei transpor essa muralha e sair vitoriosa. Estou bem, sem febre, sem dores, sem falta de ar e rogando ao SENHOR DO UNIVERSO que me conserve assim e que em nome das chagas abertas no Nosso Senhor Jesus Cristo, eu venha a ser curada.

Enfim, como a doença não deve ser motivo de vergonha, mas sim de cuidados, muito cuidado, resolvi esclarecer em público, tendo em vista que todos estão sujeitos à contaminação.