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Setor da construção civil em Pernambuco estima prejuízo de R$ 6 bi em dois meses

Por Nill Júnior

O ano de 2019 representou um pequeno alívio para a construção civil em Pernambuco.

Após cinco anos acumulando resultados negativos, o setor verificou um crescimento de 1,1% no seu PIB ano passado – o número trouxe otimismo para os empresários do setor, que apostaram em um 2020 promissor. O sentimento, no entanto, durou pouco.

Ao chegar a Pernambuco, a Covid-19 provocou, além dos impactos na saúde, a assinatura do Decreto 48.834, que paralisou 70% das atividades de construção civil em andamento no Estado. Como consequência, desde 22 de março, 40 mil trabalhadores estão fora dos canteiros, o que deve causar, nas contas do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Pernambuco (Sinduscon-PE), um prejuízo de R$ 6 bilhões em 2 meses.

De acordo com o decreto estadual, as únicas atividades da construção civil autorizadas a funcionar são as obras públicas, as obras de empresas concessionárias de serviços públicos, atividades urgentes que precisem ser executadas para evitar risco grave ou de difícil reparação e atividades decorrentes de contratos de obras particulares relacionadas à Covid-19. “Ou seja, apenas 30% dos trabalhadores estão atuando, de forma excepcional, mas nem essas obras estão a pleno vapor. Estamos com dificuldades para conseguir os materiais, os trabalhadores estão com medo e se atrasam ou faltam. O ritmo está menor em todas as obras”, detalha o presidente do Sinduscon-PE, Érico Furtado.

A expectativa é que a situação seja revertida nesta sexta-feira (17), data em que se encerra o prazo estabelecido pelo governador para a suspensão das atividades. “O que nós precisamos é que o Governo do Estado nos deixe trabalhar. Sabemos que a saúde do trabalhador precisa ser mantida e estamos tomando todas as medidas de prevenção para garantir essa segurança. Orientamos e afastamos das obras todas as pessoas que estão em grupos de risco e temos como conservar a saúde dos demais dentro dos nossos canteiros”, reforça Érico.

A posição de retorno às atividades também é defendida por José Antônio de Luca Simon, representante do Sinduscon junto à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), que destacou que determinações de paralisações parciais em obras da construção civil se repetem em apenas em outros três Estados do País, além de Pernambuco: Goiás, Piauí e Ceará. “Ao mesmo tempo que temos obras públicas e terraplanagem funcionando, somos impedidos em outros segmentos, como a incorporação. Precisamos de tratamento igualitário”, justifica.

Se o decreto não for revisto, o presidente do Sinduscon-PE acredita que medidas como a adesão à redução de carga horária ou à suspensão de contratos, elencadas na MP nº 927, poderão ser tomadas para evitar demissões do setor – embora estas não estejam descartadas. “Existem relatos de demissões, mas não estão sendo contabilizadas porque o Governo Federal parou de divulgar os dados. O que ocorre é que muitos empresários não gostam das inseguranças jurídicas causadas pelas medidas provisórias, uma vez que o Congresso Nacional pode alterar o texto. Entendemos que o momento é de crise, mas, para superá-la, precisamos de ponderação”, defende Érico Furtado.

Para ele, a solução de retomar o andamento das obras não só pode garantir a manutenção dos empregos como pode amenizar os efeitos causados pela paralisação das atividades. “O ritmo não irá voltar ao normal, porque o próprio consumo está prejudicado. Mas poderemos retomar nossos contratos, que têm prazo de entrega, e os nossos clientes ficarão mais animados. Esperávamos que o setor de construção representasse 2% do PIB de Pernambuco neste ano. Isso não vai mais acontecer. O retorno irá amenizar as perdas, mas, particularmente, só acredito em recuperação a partir do fim do ano que vem”, lamenta.

Outras Notícias

Marília já definiu anúncio de apoio a Márcia Conrado

Farol de Notícias Ainda não será neste feriado de 6 de Maio, aniversário de Serra Talhada, que a ex-deputada Marília Arraes e a prefeita Márcia Conrado estarão juntas, no mesmo palanque. Havia uma expectativa entre aliados de ambas para que isso ocorresse agora. Aliás, o próprio presidente do Solidariedade na capital do xaxado, Waldir Tenório Júnior, tinha ‘alimentado’ esta possibilidade. A […]

Farol de Notícias

Ainda não será neste feriado de 6 de Maio, aniversário de Serra Talhada, que a ex-deputada Marília Arraes e a prefeita Márcia Conrado estarão juntas, no mesmo palanque. Havia uma expectativa entre aliados de ambas para que isso ocorresse agora.

Aliás, o próprio presidente do Solidariedade na capital do xaxado, Waldir Tenório Júnior, tinha ‘alimentado’ esta possibilidade.

A reportagem do Farol conversou com uma fonte do diretório estadual do Solidariedade, que não só revelou o período que a a ex-deputada estará em Serra Talhada, bem como o objetivo.

“Ela não estará neste 6 de maio, mas virá no final deste mês, comunicar apoio total à reeleição da prefeita Márcia Conrado. Isso já foi definido entre nós, e é prego batido e ponta virada. Não tem retorno”, disse o integrante do diretório.

Sem mais especulações, agora é esperar os próximos movimentos do deputado Luciano Duque que aguarda, com ansiedade, um aceno de Marília Arraes, que não vai acontecer.

Governo Raquel lança campanha institucional com novo slogan e identidade visual

No seu 100º dia de gestão, o Governo de Pernambuco lançou uma campanha institucional com nova identidade visual, que traz a mudança de gestão em Pernambuco para o centro do debate público. Com o slogan “Estado de Mudança”, o vídeo mostra as primeiras ações do Governo Raquel Lyra a partir de personagens femininas. As peças […]

No seu 100º dia de gestão, o Governo de Pernambuco lançou uma campanha institucional com nova identidade visual, que traz a mudança de gestão em Pernambuco para o centro do debate público. Com o slogan “Estado de Mudança”, o vídeo mostra as primeiras ações do Governo Raquel Lyra a partir de personagens femininas.

As peças também trazem resultados que já começaram a ser entregues para a população. Entre as principais ações deste primeiros 100 dias, destacam-se o investimento em segurança pública, com o funcionamento de seis Delegacias da Mulher durante 24 horas; e o anúncio de recursos na ordem de R$ 23 milhões para o Corpo de Bombeiros.

Na educação, as principais ações lembradas neste início de governo foram a criação de 61 novas escolas em tempo integral e o anúncio do calendário de chamamento do concurso de professores. Na saúde, houve o lançamento do programa Cuida Mulher e a criação de 52 novos leitos no Hospital Barão de Lucena.

Para a habitação, foram apontados o lançamento do programa Morar Bem e a inauguração do Habitacional Canal do Jordão, com 272 unidades habitacionais, em Jaboatão dos Guararapes. Por fim, há o programa anticorrupção e o pagamento de dívidas herdadas do governo anterior no valor de R$ 1,1 bilhão. Assista:

 

 

Itapetim: concluídas construção e restauração de mais 05 açudes

Dando continuidade aos serviços de açudagem na zona rural, a Prefeitura de Itapetim concluiu a construção e restauração de mais cinco açudes no Sítio Mocambo. De acordo com o diretor de Agricultura, Clodoaldo Lucena, os reservatórios construídos ficam nas propriedades de Edvan e Neguinho. “Já os açudes restaurados estão localizados nas propriedades de Ninin, Júnior […]

12459922_1684188701835155_2006484791_nDando continuidade aos serviços de açudagem na zona rural, a Prefeitura de Itapetim concluiu a construção e restauração de mais cinco açudes no Sítio Mocambo.

De acordo com o diretor de Agricultura, Clodoaldo Lucena, os reservatórios construídos ficam nas propriedades de Edvan e Neguinho. “Já os açudes restaurados estão localizados nas propriedades de Ninin, Júnior e André”, frisou.

Ainda segundo Clodoaldo, por determinação do prefeito Arquimedes Machado desde o mês passado a comunidade já foi beneficiada com a construção e restauração de vinte reservatórios, sendo disponibilizadas mais de 150 horas máquinas.

Os serviços de açudagem são executados por equipamentos da Patrulha Mecanizada Municipal e visam ampliar a capacidade de armazenamento de água de comunidades castigadas pelos efeitos da estiagem.

TCE julga irregulares contas do ex-prefeito de Brejinho

Blog Juliana Lima A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco julgou irregulares as contas de gestão do ex-prefeito de Brejinho, no Alto Pajeú, José Wanderley da Silva, relativas ao exercício financeiro de 2016. Em seu voto, o relator do processo, conselheiro substituto Ruy Ricard  Harten, analisou processos licitatórios, restrição à competitividade, inadimplemento de […]

Blog Juliana Lima

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco julgou irregulares as contas de gestão do ex-prefeito de Brejinho, no Alto Pajeú, José Wanderley da Silva, relativas ao exercício financeiro de 2016.

Em seu voto, o relator do processo, conselheiro substituto Ruy Ricard  Harten, analisou processos licitatórios, restrição à competitividade, inadimplemento de obrigações previdenciárias e o parecer prévio transitado em julgado e apreciado pelo Legislativo Municipal.

Ao analisar as contas do ex-gestor, o tribunal considerou que houve fracionamento de despesas cujas somas ultrapassam o limite de dispensa de licitação, com diversos desembolsos destinados a fornecedores de vários ramos comerciais. Conforme o relatório, os fracionamentos indevidos de modalidade de licitação não se trataram de caso isolado, mas de prática reiterada, não sendo irrisório o somatório dos valores adjudicados.

“O prefeito, na condição de autoridade homologatória, contribuiu para que se efetivasse o indevido fracionamento de licitações; não se podendo olvidar que a homologação não se trata de ato
meramente formal, burocrático. O agente responsável pela homologação tem o dever de verificar não apenas a efetiva satisfação dos atos que compõem o procedimento na espécie, mas também sua regularidade, sua conformidade com a legislação de regência; cabendo ao Chefe do Executivo implantar adequado controle das licitações promovidas pela municipalidade (Mapa de Licitações) e dele se valer, quando atuar como autoridade homologatória”, diz o TCE.

Ainda: “Considerando que a ausência de pesquisa de preços de mercado nos processos licitatórios caracteriza gestão temerária, na medida em que se abre mão de instrumento indispensável para conferir segurança à seleção da proposta mais vantajosa; observando-se, no caso vertente, a nota de gravidade, manifesta na reiteração da conduta faltosa, tendo o Prefeito atuado como autoridade homologatória”.

Diante das irregularidades apontadas, o TCE considerou irregulares as contas de José Wanderley e dos demais interessados: Elizangela Lucena de Lira Izidro, Elaine Cristina Lucena Lopes e Maria de Lourdes Nunes Leite. Foram julgadas regulares as contas de Osmar Cleiton Rocha da Silva e Emerson Dario Correia Lima.

Câmara não dá previsão para início de operações da Azul em Serra

Durante visita a Serra Talhada (Sertão do Pajeú), na última sexta-feira (25), o governador Paulo Câmara não quis arriscar um prazo para o primeiro voo comercial do Aeroporto Santa Magalhães – a maior expectativa dos que residem na região. Falando ao Programa Frequência Democrática, na rádio Vila Bela FM, o socialista foi genérico, preferindo justificar […]

Durante visita a Serra Talhada (Sertão do Pajeú), na última sexta-feira (25), o governador Paulo Câmara não quis arriscar um prazo para o primeiro voo comercial do Aeroporto Santa Magalhães – a maior expectativa dos que residem na região.

Falando ao Programa Frequência Democrática, na rádio Vila Bela FM, o socialista foi genérico, preferindo justificar o atraso do cronograma da obra.

“O aeroporto está pronto, você pode ver lá que já está servindo às pessoas. Agora, a parte de aviação comercial é que novas exigências apareceram. Sebastião Oliveira, o então secretário foi muito zeloso em buscar ver como fazer essas exigências novas, como a parte do muro, ampliação de uma nova terraplanagem de uma área da pista, que vai ser feita também. Os recursos já estão assegurados“, disse.

A conclusão do Aeroporto de Serra Talhada também está na pauta da reunião que Paulo terá hoje com o ministro Tarcísio Freitas. O governo do Estado aplicou lá alguns milhões e agora espera que a obra não vire um ‘elefante branco’ por falta de movimento.