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Sétima edição do Governo Presente aporta em Jardim São Paulo

Por André Luis
Foto: Roberto Pereira/SEI

O governador Paulo Câmara comandou, na manhã deste sábado (28.04), a sétima edição do Governo Presente (GP). O programa, que vem novamente ao Recife, desta vez aportou no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da cidade, oferecendo serviços durante toda a manhã na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Trajano de Mendonça. A iniciativa, que é o braço social do Pacto Pela Vida, integra um conjunto de medidas desenvolvidas pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ). Apenas nesta edição, foram realizados 7.797 atendimentos, entre serviços, palestras, difusão e divulgação.

“É muito importante a gente estar presente nos bairros, em uma comunidade tão grande como a que mora aqui em Jardim São Paulo e que está tendo a oportunidade, neste sábado, de ter acesso a serviços públicos tão essenciais. É uma grande ação de cidadania que tem sido feita com muita competência pela secretaria de Desenvolvimento Social e que agrega ao ambiente da escola. Pernambuco tem a melhor educação pública do Brasil graças a ações de professores, gestores, alunos e da comunidade escolar. Aproveitamos também essas ações do Governo Presente para estimular a educação. Hoje tivemos bonitas apresentações dos alunos, atrações culturais, ações que aliam cidadania, cultura e educação, transformando Pernambuco em um lugar melhor”, destacou o governador.

Seguindo o cronograma das últimas edições, foram ofertados durante o mutirão serviços como emissão de RG, CPF e segunda via das certidões de nascimento e casamento. Atendimentos de saúde como testes de DST, HIV, mamografia, glicemia, prevenção ao câncer de colo de útero e aferição de pressão também foram oferecidos à população.

Consultas ao Detran-PE, Celpe, Compesa e realização de inscrição no Cadastro Único e Bolsa Família foram alguns dos destaques, tendo uma enorme procura da população. O programa oferece, além dos serviços já citados, orientações sobre prevenção ao uso de drogas, direitos humanos, das mulheres e das pessoas com deficiência. O atendimento é rápido e totalmente gratuito.

Com quase 65 mil atendimentos apenas neste ano, a meta para 2018 é aumentar em 40% a resolução de conflitos de vizinhança e familiares. A iniciativa busca fortalecer, também, as diretrizes do Plano Estadual de Segurança, desenvolvendo estratégias de prevenção social da violência, qualificação, cultura, lazer, cidadania e tecnologia para os beneficiados. As intervenções são articuladas pela SDSCJ, por meio da Secretaria Executiva de Articulação Social (Seart), envolvendo parcerias entre secretarias estaduais, municipais e instituições privadas.

Governo presente – O Governo Presente é um programa que visa a garantia de direitos e de prevenção social contra a violência, atuando, desde 2008, em territórios mais vulneráveis do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Petrolina. Nestas localidades, o Estado atua buscando a diminuição dos índices de violência, levando políticas públicas e ações de cidadania. Em 2018, a iniciativa amplia as estratégias de atuação para contemplar, também, os municípios do Cabo de Santo Agostinho e do Paulista. Durante este ano, também são oferecidas seis mil vagas para ações culturais, artísticas e de profissionalização gratuitas, como oficinas de grafitagem, foto e videojornalismo, hip hop, capoeira e percussão. Essas atividades serão distribuídas em todos os 50 territórios de atuação atendidos pelo Governo Presente em Pernambuco.

Acompanharam também o governador durante a agenda deste sábado os secretários estaduais Antônio de Pádua (Defesa Social), Antônio Limeira (chefia de Gabinete em exercício); o presidente da Compesa, Roberto Tavares e o deputado estadual Diogo Moraes.

Outras Notícias

Asfaltamento de duplicação de acesso será concluído até sexta, diz Patriota

Por André Luis O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, falou ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta quarta-feira (2) sobre as obras de duplicação da rodovia que liga Afogados à PE-320. Ele também falou sobre obras travadas, como a do Pátio da Feira e obra no bairro Planalto. Sobre as eleições […]

Por André Luis

O prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, falou ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta quarta-feira (2) sobre as obras de duplicação da rodovia que liga Afogados à PE-320. Ele também falou sobre obras travadas, como a do Pátio da Feira e obra no bairro Planalto.

Sobre as eleições de 2020, o prefeito evitou falar. Disse não ter tempo de discutir isso ainda e que apesar das cobranças tem pedido calma. “Todo mundo me cobrando e eu tenho dito calma, tem que discutir com tranquilidade e assegurar um futuro melhor do que hoje, uma gestão que dê segurança que garanta a continuidade do modelo atual e que melhore mais, faça muito mais, com capacidade, habilidade e sobre tudo olhando e acolhendo as pessoas com carinho, não é só obra”, destacou. Ouça a íntegra da entrevista clicando aqui.

Já sobre as obras de duplicação, Patriota disse que aos poucos com paciência as barreiras vão sendo vencidas e disse que o maior causador da demora é a questão de liberação de recursos. “A gente sabe que o fluxo de caixa hoje é o principal problema dos municípios, estados e da própria União, que estão com muitas dificuldades de fazer investimentos”, disse.

O prefeito revelou que com a visita do governador Paulo Câmara durante as comemorações da emancipação política do município, foi liberado mais uma parcela para a obra, que desde esta terça-feira voltou a “andar”. “Neste instante, ajustamos toda a papelada, documentação, atualização dos contratos e desde ontem à tarde iniciamos então a aplicação daquilo que é o mais caro de todo o processo, que é justamente a colocação do asfalto”, informou.

Segundo Patriota, a previsão de conclusão desta etapa é na próxima sexta-feira (4). Após está etapa ficam faltando a parte de sinalização da via e por último a iluminação, que segundo ele, será tanto do canteiro central como das laterais.

Finalmente a mesma língua: Secretária admite que voos para Serra já podem começar a operar

Companhias aéreas interessadas já podem explorar a rota duas vezes por semana. Ampliação das operações dependem da execução do complementação de cerca e pista auxiliar A Secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista, conversou com o jornalista Magno Martins e afirmou que de fato, alinhando com o discurso do Deputado Federal Sebastião Oliveira, empresas aéreas interessadas já […]

Companhias aéreas interessadas já podem explorar a rota duas vezes por semana. Ampliação das operações dependem da execução do complementação de cerca e pista auxiliar

A Secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista, conversou com o jornalista Magno Martins e afirmou que de fato, alinhando com o discurso do Deputado Federal Sebastião Oliveira, empresas aéreas interessadas já podem começar a operar no Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada.

Entretanto, as operações são limitadas, a dois vôos semanais e ainda dependem de uma homologação da ANAC .

“Recentemente saiu a questão do EMSA, uma Estação Meteorológica, um dos pré requisitos pra ter operação de voo regular , ainda que numa periodicidade reduzida. Estamos hoje numa fase de homologação junto à ANAC para que dois meses após esse certificado junto à ANAC, alguma companhia aérea passar a ter voo regular lá.”

Na próxima semana será publicado o Termo de Referência dos projetos do que falta para certificação definitiva, com a terraplenagem e alguns complementos da infraestrutura, sob aprovação da Secretaria de Aviação Civil e paralelamente junto a ANAC e às companhias aéreas para antecipar as operações de voo.

Perguntada se de fato essas operações podem ser antecipadas sem uma cerca para evitar acesso de animais e a pista auxiliar, Batista afirmou que sim.

“No formato que se encontra hoje ele tem uma autorização para operação de voos duas vezes por semana. Entretanto a gente está num processo de certificação com a ANAC pra voos permanentes e periódicos. Essa certificação é que vai permitir um trabalho mais amplo. Mas o governo já está trabalhando junto à ANAC e junto às companhias para antecipar essa operação”.

Evitando saia justa, em mais de um momento ela elogiou o trabalho realizado pelo hoje Deputado e ex-secretário Sebastião Oliveira, destacando sua importância para o projeto.

Coluna do Domingão

O Brasil, pelos Bolsonaristas Na sabatina com blogueiros da região e Rádio Pajeú que vai ao ar nesta segunda,  bem como na entrevista ao programa Manhã Total nesta sexta,  os bolsonaristas Anderson Ferreira,  Gilson Machado,  Coronel Meira e Alberto Feitosa mantiveram os mesmos mantras do comandante,  o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro. Os […]

O Brasil, pelos Bolsonaristas

Na sabatina com blogueiros da região e Rádio Pajeú que vai ao ar nesta segunda,  bem como na entrevista ao programa Manhã Total nesta sexta,  os bolsonaristas Anderson Ferreira,  Gilson Machado,  Coronel Meira e Alberto Feitosa mantiveram os mesmos mantras do comandante,  o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro.

Os principais deles, a crítica às pesquisas de intenção de voto, à imprensa e a defesa de que o Brasil não é a única vítima da crise econômica mundial. Até de que nossa economia não vai tão mal assim.

Também é fácil perceber a diferença nos perfis.  Diante da eloquência verbal e estilo de Gilson Machado na sabatina com blogueiros, Anderson Ferreira tentou se equilibrar entre a defesa de Jair Bolsonaro,  que o credencia para ir ao segundo turno, e a crítica mais moderada a Lula. “Não vou desfazer a biografia de ninguém”, disse mais de uma vez diante de um braço direito de Bolsonaro,  mais duro e direto.

Sobre pesquisas,  por exemplo, Gilson diz que nesse mesmo período há quatro anos Bolsonaro também era líder de rejeição e venceu o pleito. “Eu mesmo perco em todas as pesquisas,  mas ganho todas as enquetes”, defende. Outro mantra é o de que, “sem ter corrupção para apontar”, a imprensa virou “fiscal de álcool em gel e cueca”, referindo-se ao episódio em que passou álcool em gel no nariz e no flagra de estar de cueca a mostra comendo pizza em Nova Iorque.

Machado também defendeu a gestão Bolsonaro mesmo no que parece ainda mais indefensável,  o momento da economia com a alta dos preços e o aumento da fome e desigualdade.  “Se a crise fosse só no Brasil eu fico calado. Mas o Brasil tem hoje 96 milhões e 500 mil pessoas de carteira assinada. É o que cria mais empregos nas Américas, com desemprego a 10,5%. Agora, a pessoa pega 400 conto do Auxílio Brasil . Se ela for comprar carne tá cara, um absurdo, e a gente tem  que ver porque tá cara, porque caiu o preço pro produtor. Os grandes frigoríficos é que continuam exportando.  Agora, o quilo de carré suíno tá custando R$ 12. De frango inteiro, R$ 8,90 a R$ 9. O pacote de cuscuz tá R$ 1,49. Tá caro? Então a pessoa que pega R$ 400 do Auxílio Brasil, ela consegue se manter. Não adianta a grande imprensa dizer que não. Tem várias opções”.

Anderson tenta o caminho do meio em outras agendas que geraram polêmica.  Ao falar de vacinas,  diz que mesmo que Jair as tenha criticado,  elas chegaram a todos. E segue nessa linha ao defender Auxílio Emergencial,  Auxílio Brasil e outros programas do governo Bolsonaro.

Já Meira e Feitosa negaram qualquer possibilidade de golpe contra a democracia,  sob a argumentação de que não há outra possibilidade senão a vitória de Bolsonaro mesmo que as pesquisas indiquem caminho inverso. Nisso há uma curiosidade: apesar de descredenciarem as pesquisas que colocam Lula a frente de Bolsonaro, fazem referência a dados de pesquisas feitas em Pernambuco,  como a Exame esta semana, como por exemplo os 30 pontos do presidente.  “Era 18% nas anteriores”.

Não são poucos os que taxam bolsonarismo e lulismo de quase seitas. E há um corredor que leva a esse raciocínio.  Não adianta questionar,  apresentar fatos, dados, argumentos.  No que defendem,  não abrem um milímetro, nem com evidências.  Você dúvida? Então,  divirja…

No ar

A entrevista com Anderson Ferreira,  na série da Rádio Pajeú que já ouviu Danilo Cabral e  Raquel Lyra vai ao ar às 9h20. No mesmo horário,  será disponibilizado no YouTube do blog vídeo o vídeo na íntegra com a sabatina a Anderson e Gilson Machado.  O conteúdo com detalhes da conversa ainda será publicado nos Blogs do Finfa, Mário Martins e Itamar França.

Baixo quórum

O evento bolsonarista em Afogados da Ingazeira,  na Imperial Recepções,  reuniu entre 60 e 80 pessoas,  número considerado baixo. Havia gente da direita de São José do Egito, Tabira, Orocó, Quixaba, Carnaíba e Iguaracy.  Uns culparam a articulação.  Mas também o fato de que alguns não se assumem no voto ao “mito”.

BolsoPainha

Um dos mais animados com Gilson e Anderson na região foi o dono da Faculdade Vale do Pajeú,  Cleonildo Lopes, o Painha, de São José do Egito.  Em Afogados,  esteve na fila da frente.  E levou os aliados para um café reforçado na casa de outro ídolo,  José Marcos de Lima, antes de mostrar sua instituição.

Bate assopra

Na sabatina que deu aos veículos de imprensa na Rádio Pajeú,  Anderson fez críticas aos opositores Raquel Lyra e Miguel Coelho.  Mas, perguntado se conta com eles caso esteja no segundo turno,  disse que sim. “Se não houver apoio é projeto pessoal”.

Veja e vote

Apresentada esta semana pelo TRE à imprensa pernambucana,  a nova urna eletrônica só permite confirmar o voto quando o eleitor vê a foto do seu candidato.  Isso para pôr fim a relatos de quem diz ter votado e nãoter visto a careta do postulante.  Pena que só devem vir 9 mil a Pernambuco,  contra 12 mil das usadas em 2020.

Gatilho junino

Especialistas não escondem o medo de que as festas juninas com grandes eventos nos polos nordestinos funcionem como um gatilho para uma explosão de casos depois desse aumento atual de casos de Covid-19. O efeito pode ser similar ao carnaval 2020. Por ciência e não sorte,  com previsão menor de internações e mortes dada à maior imunização da população.

Fez uma…

A gestão Nicinha Melo, se faça justiça,  finalmente fez o calçamento em Brejinho de Tabira. As gestões anteriores, inclusive a de Dinca, até Sebastião Dias,  não tiveram a ação de cuidar do serviço. Em 2012, o MP pegou no pé de Dinca que queria asfaltar a comunidade dizendo tirar o dinheiro do bolso.  A lei impede.

Alô?!

Claro, Sebastião Oliveira (AVANTE),  entre a vice de Marília e manutenção na Frente  não pediu pra pegar Covid e tem é medo pelo que já passou. Mas com a positividade,  ganhou uns dias para refletir sobre seu futuro político ou, ao menos, atender pouco telefone para dar explicações, característica na qual, dizem aliados,  já é campeão.

Cláudia,  leite?

A assessoria de Cláudia Leitte culpou “problemas internos da organização” pelo show de só 40 minutos em Caruaru.  Mas o problema foi a longa passagem de som da banda que atrasou toda a grade. Três da manhã,  como acordado com a PM, mandaram ela parar. Fica a dica para a próxima parada, Serra Talhada.

Frase da semana:

“Posso dizer que estou maravilhado com Biden”.

Do presidente Jair Bolsonaro, que sempre se disse fanático por Trump, em entrevista à CNN após encontro com o presidente americano.

De todo lado: Propaganda ilegal é farta em Serra Talhada

Como diz o ditado, pau que dá em Chico, dá em Francisco. Há alguns dias o blog denunciou a propaganda extemporânea escancarada da pré-campanha de Victor Oliveira, puxada pelo Secretário de Transportes Sebastião Oliveira, com panfletagem e oba oba no Festival da Juventude. Mais escancarada foi a desculpa, de que os panfletos seriam distribuídos em […]

Carro com adesivo pró Duque em Serra: se punições não desestimulam, crime eleitoral é estimulado
Carro com adesivo pró Duque em Serra: se punições não desestimulam, crime eleitoral é estimulado

Como diz o ditado, pau que dá em Chico, dá em Francisco. Há alguns dias o blog denunciou a propaganda extemporânea escancarada da pré-campanha de Victor Oliveira, puxada pelo Secretário de Transportes Sebastião Oliveira, com panfletagem e oba oba no Festival da Juventude.

Mais escancarada foi a desculpa, de que os panfletos seriam distribuídos em um evento interno. O crime seria o mesmo, só que trocaria um evento aberto por ambiente fechado. Em evento com Armando e nas redes sociais, a pré-campanha de Nena Magalhães já é tratada como oficial com logos e farta informação antes do prazo.

Agora, o blog flagrou carros na Capital do Xaxado com um adesivo que já faz alusão à campanha de Luciano Duque pela reeleição, com as iniciais LD e o clássico “L” com uma mão, gesto de quem defende o atual gestor. A legislação é clara e caracteriza o material como campanha irregular. O motivo é simples: se não há candidatos – só oficializados após as convenções – não pode haver campanha.

Esse tipo de propaganda passa batida por dois motivos: primeiro, porque as multas para infrações dessa natureza, quando definidas na primeira ocasião, não são pesadas o bastante para desencorajar os candidatos a fazê-la. Depois, porque não se tem notícia de alguém  que tenha perdido o direito de disputar por um crime como esse. Ou seja, no jogo baixo da política, há a certeza de que vale a pena fazê-lo, pela relação crime x punição.

‘Liberais’ fazem investida por eleitorado evangélico

Do Estadão Conteúdo Em um cenário marcado pela pulverização de pré-candidaturas de centro, os presidenciáveis que se intitulam liberais se aproximam dos eleitores evangélicos para tentar alavancar suas pré-campanhas. Só neste ano, a agenda do ex-ministro Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB, registra quatro compromissos públicos com líderes de igrejas. O mais recente deles, no começo […]

Do Estadão Conteúdo

Em um cenário marcado pela pulverização de pré-candidaturas de centro, os presidenciáveis que se intitulam liberais se aproximam dos eleitores evangélicos para tentar alavancar suas pré-campanhas. Só neste ano, a agenda do ex-ministro Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB, registra quatro compromissos públicos com líderes de igrejas. O mais recente deles, no começo deste mês em São Paulo, foi durante convenção da Assembleia de Deus. Outro postulante ao Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, espera ter apoio de deputados evangélicos de seu partido, o DEM.

“Eles (os fiéis evangélicos) têm demonstrado aceitação bastante grande em torno das políticas de austeridade fiscal, de equilíbrio das contas públicas”, disse Meirelles ao Estado, citando o que deve ser a principal tônica do seu discurso eleitoral.

Segundo o Ibope, os evangélicos representam 27% do eleitorado brasileiro, ou cerca de 39,5 milhões de pessoas. Pode parecer pouco se comparado aos 80 milhões que se declaram católicos (outros 24,5 milhões de eleitores são adeptos de outras religiões ou ateus), mas a cientista social Maria das Dores Machado, coordenadora do Núcleo de Religião, Gênero, Ação Social e Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que o apoio de líderes religiosos pode ser fundamental no momento de decisão do voto.

De acordo com ela, quando um político é apresentado na igreja, ele pode ser visto de maneira mais positiva pelos fiéis. “Muitas pessoas vão conhecer o candidato naquele espaço, que não é como na TV, no comício ou na rua. Cria uma empatia maior a partir dessa apresentação”, afirmou a cientista social. “Essa oportunidade que ele consegue através do pastor, de se apresentar como alguém idôneo, que vai resolver os problemas, é muito importante.”

É nisso que os pré-candidatos “liberais” apostam, todos eles estacionados em 1% das intenções de voto em pesquisa divulgada neste mês pelo Datafolha – número que os mantêm longe do Planalto.

O empresário Flávio Rocha, presidenciável pelo PRB, é o que mais tem identificação com o meio evangélico. Fiel da Sara Nossa Terra, ele tem o bispo Robson Rodovalho, presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil, e o pastor Marcos Pereira, presidente do PRB e um dos principais líderes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na coordenação de sua pré-campanha.

“O evangélico é mais de um terço da população e não pode ser misturado com a vala comum do eleitorado. Ele é mais cioso dessa inversão de valores”, disse Rocha, para quem existe um movimento “gramsciano” (referência ao filósofo marxista italiano Antonio Gramsci, morto em 1937) criado para, segundo ele, erodir os valores da sociedade.

Rodrigo Maia escolheu outro caminho. Ele tem procurado contato com o segmento por meio de deputados evangélicos do DEM, principalmente do Rio e de São Paulo. Em 2016, enfrentou resistência de setores da bancada religiosa em sua campanha pela presidência da Câmara por ter feito o requerimento de urgência na votação do projeto de lei que criminaliza a homofobia, mas acabou recebendo o apoio de líderes influentes como R. R. Soares, Valdomiro Santiago e Silas Malafaia. Já em 2017 permitiu a criação de uma comissão especial na Câmara que quer proibir o aborto em casos de estupro.

O contraponto é o empresário João Amoêdo, pré-candidato do Novo, que também reza pela cartilha liberal. Ele tem apenas 1% nas pesquisas, mas evita atrelar sua pré-campanha ao voto religioso. Ele disse preferir fazer eventos abertos ou com outros presidenciáveis, sem privilegiar um determinado setor. “Prefiro conversar sem públicos específicos. Quando você se compromete a dar privilégio a algum setor, alguém vai ter que pagar essa conta e normalmente quem paga é o cidadão.”

Bancada

Pesquisador da Unicamp, o antropólogo Ronaldo de Almeida mapeou os deputados evangélicos eleitos em 2014. Segundo ele, havia 72 adeptos da religião, o que representa 14% dos 513 deputados. O levantamento, realizado em 2015, indica que 25 pertencem à Assembleia de Deus, 11 à Igreja Universal do Reino de Deus, sete à Igreja Batista, cinco à Presbiteriana, quatro ao Evangelho Quadrangular e outros quatro à Igreja Mundial do Reino de Deus. Os 16 restantes estavam espalhados em outras denominações evangélicas. Segundo ele, o processo deve continuar ocorrendo. “A relação entre igrejas e partidos está cada vez mais profissionalizada. Tudo indica que teremos um cenário de manutenção ou até aumento nas eleições de 2018”, afirma.

De acordo com a cientista social da UFRJ, a proporção de evangélicos na população tem crescido ao longo dos anos na América Latina. Segundo o IBGE, o número avançou de 8% da população brasileira em 1991 para 22% em 2010. Segundo Maria das Dores, o fenômeno não é só brasileiro e o papel desse público nas eleições será cada vez mais decisivo, como ocorreu na Costa Rica em abril, quando um pastor evangélico chegou ao segundo turno das eleições presidenciais e quase venceu.