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Servidores do IFPE fazem protesto nesta sexta contra PEC 241

Por Nill Júnior

ifpeServidores do Campus Afogados da Ingazeira do IFPE estão em greve por tempo indeterminado desde o último dia 04 de novembro.

Eles questionam o que classificam como uma “avalanche de propostas de alteração na esfera pública municipal, estadual e federal”, materializadas em projetos que vem sendo alvo de críticas de servidores e movimentos sociais.

Dentre eles a PEC 241 (atual PEC 55) – limitação do orçamento nas várias esferas da União; PLS 193 – “Escola sem partido” e Medida Provisória  746, da  reforma do ensino Médio.

Os servidores do Campus Afogados, que se encontram em greve, vão realizar um protesto público nesta sexta (11)  à partir das 09h, com concentração na Praça Arruda Câmara. O ato acompanha a paralização nacional contra as propostas. A informação é de que a greve atinge percentual importante do corpo da instituição.

Outras Notícias

O blog e a história: as entrevistas com Arraes

O registro é de uma das entrevistas com o então governador Miguel Arraes. Dele até hoje, praticamente todos os governadores passaram pelos microfones da Rádio Pajeú. Tive o privilégio de ouvir todos eles, documentando a história. O blog passou a cobrir essas visitas mais tarde, Só a partir de 2004. Na época dessa foto, o […]

O registro é de uma das entrevistas com o então governador Miguel Arraes. Dele até hoje, praticamente todos os governadores passaram pelos microfones da Rádio Pajeú. Tive o privilégio de ouvir todos eles, documentando a história.

O blog passou a cobrir essas visitas mais tarde, Só a partir de 2004. Na época dessa foto, o que era notícia de destaque sobre nossas conversas virava matéria de jornal.

Em 1994, na primeira vez que estive em uma entrevista com ele na emissora, estavam ao meu lado Anchieta Santos, que dispensa apresentações,  e Zadock Castelo Branco, um dos maiores nomes da história do jornalismo no Estado,  à época no Diário de Pernambuco.

Lembro da minha emoção, aos 20 anos, de ver o que Arraes respondera sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso,  nas páginas,  fruto  de uma provocação minha sobre  o tucano. Arraes representava um foco de resistência ao presidente.

Também não era fácil controlar o acesso à emissora de aliados querendo sair na foto e admiradores. De fato, Arraes era uma espécie de mito no Sertão.

Isso ganhou mais força com o programa de eletrificação na zona rural, uma das maiores marcas de sua gestão somada ao Chapéu de Palha.  Tanto que Arraes escolhia as datas de feiras livres para visitar cidades do Pajeú.

Após o exílio,  Arraes elegeu-se deputado federal em 1982, pelo PMDB. Em 1986 venceu as eleições para governador de Pernambuco, ainda pelo PMDB, derrotando o candidato do PFL e do governo, José Múcio Monteiro.

Em 1990, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi eleito mais uma vez governador em 1994, aos 78 anos, sendo um dos principais opositores ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso – posição esta que lhe custou caro, politicamente.

Seu último governo foi marcado pela grave crise financeira do estado e pela greve das polícias civil e militar. Perdeu a reeleição em 1998 para seu ex-aliado e ex-prefeito do Recife, Jarbas Vasconcelos, que obteve mais de 64% dos votos válidos.

Em 2002, com 86 anos, venceu sua última eleição, elegendo-se o quarto deputado federal mais votado do Estado de Pernambuco, mas desta vez apoiou como candidato à presidência o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que ficou na terceira colocação na eleição presidencial do primeiro turno.

Arraes morreu dia 13 de agosto de 2005, depois de complicações de uma dengue e  59 dias internado no Hospital Esperança,  Recife.

A causa mortis foi um choque séptico causado por infecção respiratória, agravada por insuficiência renal.

Bolsonaro já escolheu Moro para vice em 2022, afirma Feliciano

Congresso em Foco O deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), disse nesta quinta-feira (30) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já escolheu o seu futuro companheiro de chapa na disputa à reeleição. De acordo com Feliciano, Bolsonaro definiu que Sergio Moro deve ser seu vice. O deputado também afirmou que mantém contato diário com o […]

Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Congresso em Foco

O deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), disse nesta quinta-feira (30) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já escolheu o seu futuro companheiro de chapa na disputa à reeleição. De acordo com Feliciano, Bolsonaro definiu que Sergio Moro deve ser seu vice. O deputado também afirmou que mantém contato diário com o presidente pela internet.

Feliciano foi entrevistado nesta tarde pelo programa Pânico, na Rádio Jovem Pan. A menção a Moro ocorreu quando o deputado foi questionado sobre os rumores de que gostaria de ser vice de Bolsonaro e que se filiará ao Aliança pelo Brasil, futuro partido do presidente.

“Mas o vice-presidente para 2022 já tem nome: Sergio Moro”. O deputado afirmou que o próprio presidente já disse isso. “Estou falando do que o meu presidente disse à imprensa”. No entanto, ele não disse quando nem em qual veículo Bolsonaro fez o comentário.

O deputado ainda comentou que a sua filiação ao Aliança pelo Brasil  não está firmada. “Eu estou sem partido ainda. Oito partidos já me procuraram e querem que eu me filie a eles. Eu não sentei com o presidente ainda. Já tem 40 dias que eu não estou pessoalmente com o presidente, a gente se fala todo dia pela internet, pelo Whatsapp. Eu vou estar pessoalmente com ele terça-feira, inclusive para perguntar sobre isso, saber o que ele pensa”, finalizou.

No início deste mês, o diretório estadual do Podemos em São Paulo, decidiu expulsar Feliciano do partido. Na ocasião, o deputado federal Marco Feliciano disse que iria aceitar a decisão se o motivo da sua saída for a proximidade com o presidente Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que ser expulso do partido por conta da relação com Bolsonaro chega a ser motivo de orgulho.

Em entrevista no programa Roda Viva deste mês, Moro alegou que, como auxiliar de Bolsonaro, deve seguir os planos do atual presidente em 2022.

“O candidato do governo federal [em 2022], como já foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, deve ser ele mesmo se ele não mudar de ideia. Então… Eu sou ministro do governo de Jair Bolsonaro. Evidentemente os ministros vão apoiar o presidente. É um caminho natural”, ponderou. Ele também disse que seu objetivo atual é fazer um bom trabalho como ministro e afirmou que os planos para o futuro não estão definidos, tanto que podem até acabar com um ano sabático ou a com a inserção na iniciativa privada.

Carnaíba: Prefeitura recupera estradas vicinais

Na manhã desta sexta-feira (19), o prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, esteve acompanhando, os serviços de recuperação das estradas vicinais na região do distrito de Ibitiranga, na zona rural do município. Os trabalhos tiveram início na quarta-feira passada e seguem em ritmo acelerado. “A nossa meta é recuperar 100% das nossas estradas até os próximos meses, […]

Na manhã desta sexta-feira (19), o prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, esteve acompanhando, os serviços de recuperação das estradas vicinais na região do distrito de Ibitiranga, na zona rural do município.

Os trabalhos tiveram início na quarta-feira passada e seguem em ritmo acelerado. “A nossa meta é recuperar 100% das nossas estradas até os próximos meses, para garantir a tranquilidade no tráfego e a satisfação da população, principalmente da zona rural, que precisa diariamente se locomover utilizando as vias”, ressaltou prefeito, Anchieta Patriota.

Na visita, o gestor estava acompanhado do vice-prefeito do município, Júnior de Mocinha (PSB).

Além de Ibitiranga, a Prefeitura de Carnaíba já recuperou também estradas em Serra Branca, Oitizeiro da Itã, Matinha, Gangorra, Chico Pereira, Tamboril, Riacho do Peixe, Leitão, Cabelo, Santo Antônio e segue trabalhando na região do Caroá.

Nesse ano, no município foram registradas chuvas fortes, que danificaram todas as estradas de terra, porém, as máquinas da Prefeitura nunca pararam de trabalhar e recuperaram vários trechos críticos, assegurando o direito de ir e vir das pessoas.

Compesa retoma obras de abastecimento em comunidades de Afogados da Ingazeira

A Compesa retomou, na última segunda-feira (12), as obras de implantação do sistema de abastecimento de água das comunidades Poço de Pedra, Carnaibinha e Curral Velho dos Ramos, em Afogados da Ingazeira. Serão implantados cerca de 18 mil metros de tubulação, além da instalação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), da construção de […]

A Compesa retomou, na última segunda-feira (12), as obras de implantação do sistema de abastecimento de água das comunidades Poço de Pedra, Carnaibinha e Curral Velho dos Ramos, em Afogados da Ingazeira.

Serão implantados cerca de 18 mil metros de tubulação, além da instalação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), da construção de uma estação de bombeamento e de um reservatório elevado.

A obra vai beneficiar 290 famílias e conta com um investimento de mais de R$ 900 mil reais. A prefeitura municipal de Afogados da Ingazeira está contribuindo com as travessias na PE-320. “Estamos trabalhando para concluir as obras ainda no mês julho”, informou o Gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Kaio Maracajá.

Após a conclusão da obra, o sistema será operado pelas próprias comunidades, seguindo o modelo de gestão do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), adotado pelo Governo do Estado de Pernambuco.

João Campos chama tática de Raquel Lyra de bolsonarista

SBT News O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita. O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de […]

SBT News

O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita.

O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto a uma série de ataques que, segundo ele, são coordenados há mais de um ano e meio contra sua imagem nas redes sociais.

João Campos disse ainda que “toda a direita pernambucana e o bolsonarismo” estão reunidos no palanque de Raquel Lyra. A declaração ocorre em meio à disputa pela liderança nas pesquisas eleitorais: levantamentos recentes apontaram uma inversão no cenário, com a governadora passando à frente do candidato do PSB.

Durante a entrevista, Campos voltou a acusar o governo estadual de manter uma estrutura de ataques contra adversários políticos, que teria utilizado recursos públicos. A Frente Popular de Pernambuco anunciou nesta quinta medidas judiciais e administrativas para apurar as denúncias relacionadas à suposta existência de um “gabinete do ódio” dentro da estrutura do governo.

A campanha de Raquel Lyra contesta as acusações. Em nota, afirmou que o PSB estaria recorrendo a “velhas práticas” e substituindo o debate de propostas por acusações sem provas.

Segundo a campanha, as ações anunciadas por Campos seriam baseadas em uma denúncia sem comprovação. A defesa de Raquel afirma ainda que foi a própria governadora quem determinou a exoneração imediata do servidor citado nas denúncias e a apuração dos fatos.

A campanha declarou que pretende recorrer à Justiça contra o que considera “mentiras” e afirmou que a governadora seguirá concentrada em apresentar resultados e trabalhar pela população de Pernambuco.

Campos fala em ataques coordenados

João Campos afirmou que os ataques contra ele começaram depois de sua reeleição para a Prefeitura do Recife, quando obteve quase 80% dos votos. Segundo o candidato, a ofensiva teria sido estruturada para promover sua “desidratação política”.

“Há mais de um ano e meio, eu venho sendo vítima recorrente de ataques criminosos por uma rede de ódio que comete calúnia, difamação e que supostamente é financiada por recursos públicos”, afirmou.

O candidato citou uma reportagem que, segundo ele, revelou a atuação de um servidor federal cedido ao governo de Pernambuco. Campos afirmou que o servidor teria relatado participação na coordenação de ataques contra ele e reuniões com integrantes do governo estadual.

Para o candidato, a situação precisa ser investigada pela Justiça Eleitoral, pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle estaduais.

Campos também rejeitou a possibilidade de que as medidas tenham como objetivo retirar Raquel Lyra da disputa eleitoral. Segundo ele, a intenção é garantir investigação e responsabilização de eventuais envolvidos.

“A gente não tá aqui para perseguir absolutamente ninguém. Agora, a gente não tá aqui para sofrer e ser vítima de violência”, disse.

Campos afirmou que o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir desta sexta-feira (28), será uma oportunidade para apresentar ao eleitorado suas propostas e resultados obtidos durante a gestão do Recife.

Direita no palanque de Raquel

Ao ser questionado sobre a estratégia para recuperar eleitores identificados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atualmente optam por Raquel Lyra, Campos voltou a explorar a divisão política entre os dois palanques.

O candidato afirmou que sua aliança com Lula representa não apenas uma parceria eleitoral, mas uma convergência de pautas e projetos.

“Eu tenho muito orgulho do time que está comigo, do presidente que eu apoio, do partido que eu presido”, disse.

Em seguida, afirmou que a direita pernambucana está concentrada na candidatura adversária.

“Toda a direita pernambucana e o bolsonarismo tá reunido no palanque da nossa adversária”, declarou.

Campos disse que, de um lado, está o “campo democrático progressista” e, do outro, a direita e o bolsonarismo. Para ele, os ataques dos quais afirma ser vítima também teriam características de movimentos de extrema direita.

“Isso é exatamente o que você vê em regimes autoritários”, afirmou.

Lula em Pernambuco

João Campos também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá participar da campanha em Pernambuco. Segundo ele, a presença do presidente está sendo organizada pela direção nacional da campanha de acordo com a estratégia eleitoral.

O candidato afirmou que Lula tem papel importante na formação da Frente Popular de Pernambuco e na consolidação dos apoios partidários à sua candidatura.

Campos aposta ainda no vínculo político com o presidente para atrair eleitores lulistas que, segundo as pesquisas, atualmente estão divididos entre ele e Raquel Lyra.

Durante a entrevista, Campos se esquivou de responder se sonha em disputar a Presidência da República e afirmou que seu objetivo imediato é governar Pernambuco.

Ele também declarou acreditar na reeleição de Lula em 2026 e projetou uma eventual participação na construção da sucessão presidencial em 2030.

“Eu tenho o sonho de poder governar Pernambuco e de poder fazer o melhor mandato que alguém pode fazer no Estado”, afirmou.

O candidato disse ainda que, caso seja eleito, pretende governar Pernambuco ao mesmo tempo em que Lula comandaria o país em um eventual quarto mandato.