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Serra Talhada e Afogados terão extensão do Festival de Cinema de Triunfo

Por Nill Júnior

Festival-de-Triunfo

Este ano, o Festival avança sobre o Sertão do Pajeú, alcançando também os moradores de Serra Talhada e Afogados da Ingazeira. “Esta descentralização das atividades reconhece alguns percursos valorosos que realizadores audiovisuais dessas cidades têm trilhado, tanto no pensar como no fazer cinematográfico”, revela Milena Evangelista, coordenadora de Audiovisual da Secult-PE/Fundarpe, instituições realizadoras do evento.

Contando com as parcerias das Prefeituras Municipais, do SESC-PE, da Cepe Editora, da Fundação Joaquim Nabuco e de mostras audiovisuais independentes, como Cine Belo Jardim e Stopmotion, o festival vai oferecer ainda um rico leque de atividades formativas e ações especiais.

Entre elas, o seminário Inclusão no Audiovisual, para discutir temas como cotas, descentralização e representação de gênero na cadeia produtiva. De acordo com Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura, “um debate urgente, em consonância com as discussões em andamento tanto em nível estadual – por meio do Conselho Consultivo do Audiovisual – como na esfera nacional”, destaca.

Mais um importante momento de discussão e construção coletiva de políticas para o setor acontece no dia 11 de agosto. É o Seminário Diálogos da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual) – A importância dos arquivos regionais, que será realizado em parceria com a FUNDAJ.

“A ideia é reunir profissionais de preservação, cineastas, gestores culturais e o público do festival em um debate sobre políticas de preservação do audiovisual brasileiro, na perspectiva de desenvolvermos ações regionalizadas, que garantam a memória e o acesso às produções”, convida Silvana Meireles, Secretária Executiva Estadual de Cultura.

A preservação e a requalificação dos Cinemas de Rua também são temas prioritários para o Festival. Uma programação especial contará com a presença de Osvaldo Emery, arquiteto vinculado à Cinemateca Brasileira e um dos mais competentes consultores em projetos voltados à exibição cinematográfica do país. Na sexta (12), ele se reúne com gestores dos equipamentos que resistem no estado e, no sábado (13), realiza uma Master class aberta à participação de todo o público.

Veja a programação completa clicando aqui

Sessões especiais e oficinas direcionadas para crianças e adolescentes ganham ainda mais destaque nesta edição. “Uma forma de trazer este público ao cinema, estimular novos olhares e contribuir para a formação cultural da nossa gente”, comenta Márcia Souto, Presidente da Fundarpe.

Serão quatro oficinas gratuitas, para as quais as inscrições já estão encerradas: Documentando (Afogados da Ingazeira) e as inéditas Experimentando Animação (Serra Talhada), Videoclipe Experimental (Triunfo) e Oficinas criativas: as maiores historinhas brasileiras de todos os tempos (Triunfo).

No dia 12 de agosto, Serra Talhada recebe o painel Cine Educador que vai reunir professores da região em um espaço para troca de informações sobre as diversas possibilidades de utilização do audiovisual em sala de aula, como instrumento pedagógico.

Nesta edição, o Festival ainda prestará homenagens ao ator Germano Haiut, ator que soma mais de 50 anos de carreira dedicados ao teatro e ao cinema e a atriz Maeve Jinkings que tem parceria de longa data com o cinema do estado. Ambos serão reconhecidos pela importante contribuição no desenvolvimento da produção audiovisual pernambucana.

Outras Notícias

AtlasIntel: brasileiros apoiam taxar bilionários, bancos e bets; Congresso é visto como aliado dos ricos

A maioria da população brasileira quer que bilionários, bancos e casas de apostas online — as chamadas bets — paguem mais impostos. Segundo levantamento da AtlasIntel, divulgado na última quarta-feira (9), 58% dos entrevistados apoiam a chamada “taxação BBB”, enquanto apenas 37% se opõem. A medida, defendida por partidos de esquerda e pelo governo federal, […]

A maioria da população brasileira quer que bilionários, bancos e casas de apostas online — as chamadas bets — paguem mais impostos. Segundo levantamento da AtlasIntel, divulgado na última quarta-feira (9), 58% dos entrevistados apoiam a chamada “taxação BBB”, enquanto apenas 37% se opõem.

A medida, defendida por partidos de esquerda e pelo governo federal, ganha força nas redes sociais e mostra que a pauta da justiça tributária é popular e a narrativa da direita, de que o aumento de impostos levaria empresários a abandonar o país, não convenceu.

A pesquisa também perguntou sobre os motivos da derrubada do decreto presidencial que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para 39,9%, o Congresso agiu para favorecer empresários e o mercado financeiro; 37,8% acreditam que foi para proteger a população de mais impostos.

O estudo revelou ainda que 42,4% da população considera o governo federal mais responsável com as contas públicas do que o Congresso Nacional. Apenas 21,8% veem os deputados e senadores como mais responsáveis. Outros 34,7% não confiam em nenhum dos dois.

A pesquisa foi realizada digitalmente entre os dias 1º e 7 de junho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. As informações são do Brasil de Fato.

Número de pobres cresce “dois Uruguais” no Brasil entre 2014 e 2017, aponta FGV

Por Aliny Gama e Carlos Madeiro/Colaboração para o UOL Entre 2014 e 2017, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil cresceu 33%, o que significa 6,3 milhões de novos pobres no país –o equivalente a quase duas vezes a população do Uruguai. O dado é de um estudo inédito feito pela FGV […]

Foto: Maria Hsu/Fotos públicas

Por Aliny Gama e Carlos Madeiro/Colaboração para o UOL

Entre 2014 e 2017, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil cresceu 33%, o que significa 6,3 milhões de novos pobres no país –o equivalente a quase duas vezes a população do Uruguai. O dado é de um estudo inédito feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Entre esses anos, o percentual de pessoas vivendo com menos de R$ 233 ao mês (valor-base referente a agosto de 2018) saltou de 8,38% –o menor percentual já medido– a 11,18% da população.

A pesquisa mostra um avanço contínuo na redução do número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nas últimas três décadas, com destaque para dois momentos: o Plano Real, em julho de 1994, e as políticas sociais implantadas a partir de 2003. Segundo o estudo, a desigualdade subiu por 11 trimestres consecutivos –o que não acontecia desde 1989, quando foi registrado um recorde histórico nesse sentido.

“Esse retrocesso não nos faz voltar a 1995 ou a 2003, mas nos fez voltar a 2011. Foi uma década perdida, o que é muito para desigualdade”, afirma o professor Marcelo Neri, responsável pela pesquisa.

O pesquisador afirma que a queda na renda foi impulsionada pela recessão em que o país entrou. “Esse movimento de pobreza está ligado à crise de desemprego, à alta inflação, mas também [é influenciado] pela desigualdade e pela redução de políticas públicas. Com o ajuste fiscal que o Brasil tem que fazer, a capacidade de fazer políticas de combate à pobreza e à desigualdade fica afetada”, diz.

2014, o fim de uma era

Os dados mostram que o último trimestre de 2014 foi “um marco” para o país, e desde lá só foram registradas quedas. “Ali tivemos a menor pobreza, a menor desigualdade, o maior salário médio, o menor desemprego. Então, de lá pra cá a desigualdade aumentou muito, e o bem-estar ficou estagnado como estava em 2012”, afirma.

O bem-estar social é uma fórmula medida com base na renda média do brasileiro associada ao aumento da desigualdade.

No estudo, Neri percebeu que a renda do brasileiro, pela recessão, teve índices semelhantes em 2012 e 2016. De lá para cá, ela cresceu em média R$ 30. “Há uma retomada –mesmo que lenta– da renda média do brasileiro, mas não há uma retomada do bem-estar na mesma velocidade”, comenta. “Para o bem-estar existem duas coisas que levamos em conta: o tamanho do bolo e a desigualdade. E essa desigualdade aumentou desde o final de 2014”, explica.

Para o pesquisador, o país errou ao não investir em políticas específicas para melhorar a renda dos mais pobres nesse período. “Eu vejo pouco debate ligado a pobreza e desigualdade nos últimos 4 anos. Tivemos uma desorganização na economia, temos um problema fiscal sério; mas até quando você está contando os tostões é momento de lançar políticas aos pobres, não só por justiça social, mas também para ajudar a relançar a economia”, afirma.

 

O detalhe da pesquisa Quaest sobre uma virada do presidente Lula

Por Matheus Leitão / Veja on-line A pesquisa Genial/Quaest de setembro traz um detalhe importante na recuperação da aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva: a virada de opinião sobre as ações do presidente para reverter o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Esse é um recorte inédito enviado pela Quaest à coluna. […]

Por Matheus Leitão / Veja on-line

A pesquisa Genial/Quaest de setembro traz um detalhe importante na recuperação da aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva: a virada de opinião sobre as ações do presidente para reverter o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Esse é um recorte inédito enviado pela Quaest à coluna.

Em agosto, 48% dos entrevistados avaliavam que Lula não estava se esforçando para reduzir as tarifas cobradas nas exportações de produtos brasileiros para os EUA, e 41% acreditavam que sim. Um mês depois, a maioria (51%) diz que o presidente está se esforçando, e 45% dizem que não.

No Centro-Oeste, onde a atividade exportadora é forte, principalmente no agronegócio, o jogo virou e atualmente 49% aprovam o trabalho de Lula, contra 44% que desaprovam.

Na região Sul, o índice dos que acham que o governo não se esforça recuou 13 pontos percentuais, de 62% para 49%, e a opinião contrária avançou 11 pontos percentuais, de 32% para 43%.

Encontro de Xaxado reúne grupos de todo país em Serra Talhada

Teve início nesta quarta-feira, 1º de novembro, o XIII Encontro Nordestino de Xaxado, em Serra Talhada, Sertão do Pajeú. O evento reúne grupos de xaxado locais e de várias partes do estado de Pernambuco e do Brasil, que se apresentam na Estação do Forró, Área de Alimentação da Feira Livre, Polo Colégio Irmã Elizabeth e […]

Teve início nesta quarta-feira, 1º de novembro, o XIII Encontro Nordestino de Xaxado, em Serra Talhada, Sertão do Pajeú.

O evento reúne grupos de xaxado locais e de várias partes do estado de Pernambuco e do Brasil, que se apresentam na Estação do Forró, Área de Alimentação da Feira Livre, Polo Colégio Irmã Elizabeth e Polo CEU das Artes.

A abertura teve Feira de Artesanatos e Livros do Cangaço e apresentação do Grupo de Xaxado Gilvan Santos (ST), Cia de Dança Raízes da Paz (Ivoti-RS), Grupo de Xaxado Estrelas do Sertão (Piranhas-AL), Grupo Tramela Cultural (ST) e Grupo Parafolclórico Frutos do Pará (Belém-PA), na Estação do Forró.

No local teve ainda Oficina de Xaxado, das 14h às 16h, e Seminário Patrimônio em Curso, das 08h30 às 12h.

No Polo da Feira Livre a animação começou por volta das 10h da manhã e ficou por conta da Fundação Cultural Afrobrasileira Nego Capoeira (ST), Grupode Xaxado Zabelê (ST) e Grupo Parafolclórico Frutos do Pará (Belém-PA).

Já na Escola Irmã Elizabeth teve o Grupo de Dança As Belas da Vila (ST) e Cia de Dança Raízes da Paz (Ivoti-RS), a partir das 09h.

No CEU das Artes a programação começou às 19h30, com Grupo de Tradições Folclóricas Moendas (Areia-PB), Tropa de Danças Regionais (Joca Claudino-PB) e Grupo de Danças Xaxado (Parnamirim-RN).

O evento é promovido pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, com apoio da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, Sesc Triunfo e Sebrae, e incentivo do Governo do Estado de Pernambuco.

Mãe de Carlinhos participa de mais uma audiência na Argentina

O caso do menino Carlinhos ganha novos desdobramentos nesta semana. A mãe da criança, a fisioterapeuta Claudia Boudoux, viaja nesta quarta-feira (22/11) a Buenos Aires, na Argentina, para participar de mais uma audiência com a juíza responsável pelo processo de restituição do menino ao Brasil. O acompanhamento do caso conta com a atuação permanente do […]

O caso do menino Carlinhos ganha novos desdobramentos nesta semana. A mãe da criança, a fisioterapeuta Claudia Boudoux, viaja nesta quarta-feira (22/11) a Buenos Aires, na Argentina, para participar de mais uma audiência com a juíza responsável pelo processo de restituição do menino ao Brasil.

O acompanhamento do caso conta com a atuação permanente do Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

“O governador do Estado, Paulo Câmara, é sensível à causa e determinou que todos os esforços possíveis fossem empenhados no suporte a essa mãe. Toda a orientação jurídica, tradução de sentenças e acompanhamento do processo vêm sendo feitos. Só ficaremos tranquilos quando Cláudia trouxer o seu filho para casa” relata o secretário Pedro Eurico.

Na primeira audiência, realizada também no país portenho, no último mês de junho, o parecer foi favorável à mãe, mas o pai recorreu da decisão. Agora, acompanhada de uma defensora pública e de uma psicóloga, Cláudia participará da audiência que tramita em segunda instância e que poderá ser decisiva para definição da guarda da criança. Os três, pai, mãe e filho, serão ouvidos novamente.

Cláudia embarca para a Argentina amanhã, às 8h, e retorna ao Recife na sexta-feira (27/11). “Espero uma resposta positiva e rápida, na medida do possível, para que eu já possa passar o Natal com o meu filho. Agradeço ao secretário Pedro Eurico e a Dra. Mariana Pontual (secretária-executiva de Justiça) por todo o suporte, desde o acompanhamento do processo até o apoio pessoal, nos desdobramentos do caso no dia a dia” explica Cláudia.

Caso Carlinhos – Desde 2015, o menino, na época com oito anos, foi levado pelo pai, o empresário argentino Carlos Attias Boudoux e, segundo a mãe, desde então o garoto vem sofrendo alienação parental.

Em dezembro de 2016, o Governo do Estado, por meio da Secretária de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), passou a acompanhar de perto o caso, solicitando à Autoridade Central Brasileira, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que desse início a aplicação da Convenção Internacional de Haia. O processo, então, foi judicializado e segue atualmente os tramites legais da Justiça argentina.