Serra Talhada apresenta maior queda desde o início da Covid-19
Por André Luis
A cidade de Serra Talhada iniciou a semana com um dos menores números de casos confirmados de Covid-19 dos últimos meses.
Em 72h apenas 25 casos foram confirmados, de acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (21), pela Secretaria de Saúde do Município. O que dá uma média diária, considerando os três dias, de pouco mais de 8,3 casos confirmados por dia.
De acordo com boletim da secretaria de saúde, também não tem nenhum paciente de Serra Talhada, ocupando os leitos de UTI no município, apenas 08 pessoas se recuperando da Covid-19 nos leitos de retaguarda do Hospital São José.
Para a Secretária de Saúde, Natália Regalato, a queda no número de casos confirmados “É um bom sinal, mas é preciso continuar monitorando os casos diários durante semana”, e acrescenta.
“Toda queda apresentada no número de confirmações diárias, deve ser comemorada. Já vínhamos apresentando queda nos números de acordo com o nosso monitoramento, mas não tínhamos apresentado uma queda tão expressiva ainda, ao longo desses meses de luta contra a Covid-19, isso nos enche de esperança, principalmente quando todos estavam esperando um aumento no número de casos, por conta do relaxamento da população no último feriadão de 07 de Setembro. Vamos agora torcer para que está queda permaneça.”
Esses dias, por conta dos 30 anos completados, a imprensa serra-talhadense “desenterrou” um debate que parou o país: o do plebiscito sobre a estátua para Lampião, em 7 de setembro de 1991. No começo de 1988, o então vereador Expedito Eliodoro (extinto PDS) apresentou um projeto para construir uma grande estátua de Lampião no alto […]
Esses dias, por conta dos 30 anos completados, a imprensa serra-talhadense “desenterrou” um debate que parou o país: o do plebiscito sobre a estátua para Lampião, em 7 de setembro de 1991.
No começo de 1988, o então vereador Expedito Eliodoro (extinto PDS) apresentou um projeto para construir uma grande estátua de Lampião no alto da serra que moldura e inspira o nome do município, a cerca de quatro quilômetros da praça central. Sua ideia era inspirada no monumento de 27 metros do Padre Cícero, erguida 20 anos antes em Juazeiro do Norte, no Ceará.
Naquele ano, alguns grupos da cidade se preparavam para comemorar os 90 anos do nascimento do cangaceiro, cujos esparsos registros indicam que aconteceu ali, em um sítio nos arredores, em algum dia de junho de 1898.
À época, a relação de Serra Talhada com Lampião era ambígua: enquanto muitos soldados das forças volantes que combateram o cangaço pelo sertão nordestino nas décadas de 1920 e 1930 ainda estavam vivos e tinham se tornado nomes importantes da política e da economia municipal, movimentos estudantis, culturais e operários tinham nele uma imagem de luta por justiça social.
Morto em 1938, três semanas depois do seu aniversário de 41 anos, em Poço Redondo, no Sergipe, Lampião não tinha sequer um logradouro em sua cidade natal (“…Um cangaceiro/ Será sempre anjo e capeta, bandido e herói…”)
Sem apoio parlamentar, o projeto de Eliodoro – que tinha sido o vereador mais votado da história municipal – não foi aprovado. “A ideia era muito doida: ter uma estátua gigante do Lampião no alto do morro. Sairia caro, mas óbvio que seria muito bacana para a cidade”, afirma Cleonice Maria, da Fundação Cabras de Lampião de Serra Talhada.
A ideia nunca mais abandonou o município: no ano seguinte, quando um jornalista da recém-chegada TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo em Caruaru, a 314 quilômetros, soube do projeto vencido, viajou até a cidade para fazer uma reportagem sobre a estátua. Era o que faltava para virar o principal assunto dos pouco mais de 72 mil habitantes.
“Foi entre abril e maio de 1990. A imprensa local, que até então pouco falara no assunto, passou a repercuti-lo, e logo virou um debate em todos lugares de Serra Talhada. Você ia no bar, estavam falando sobre a estátua de Lampião. Ia na escola, a mesma coisa. Na rua, no salão de cabeleireiro, no mercado, no trabalho. Só se falava disso”, conta o jornalista, professor e historiador Paulo César Gomes, que estuda o fenômeno social do cangaço.
Em 1991, a extinta Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada tomou a ideia para si e propôs que a prefeitura abrisse uma consulta popular sobre a construção da estátua não no alto do morro, mas em uma área conhecida como Estação do Forró, atrás da antiga parada ferroviária. O presidente da instituição à época, Tarcísio Rodrigues, já tinha em mãos uma maquete feita pelo artista plástico Karoba, que ficou exposta ao público local.
O prefeito topou a ideia e decidiu marcar o plebiscito para o feriado de 7 de setembro – dia da Independência do Brasil. “Foi um embate entre gerações de Serra Talhada, porque os contemporâneos de Lampião se posicionaram contra: eles tinham sido influenciados pelo legado negativo dele, pela perspectiva da violência e do banditismo”, recorda Gomes.
“Os jovens, que vieram depois que Lampião morreu, não tiveram essa mesma influência. Eles encamparam a luta nos movimentos estudantis, centros acadêmicos e com o apoio de associações operárias”, completa.
A consulta da prefeitura de Serra Talhada chamou a atenção da imprensa pelo país: em julho de 1991, a revista Veja publicou uma reportagem dizendo que a votação era a “última batalha do rei do cangaço”. O jornal carioca O Globo foi na mesma linha, afirmando que Lampião finalmente seria julgado, 53 anos depois de seu assassinato.
De acordo com a Justiça Eleitoral de Serra Talhada, 76% dos eleitores (2.289 pessoas) votaram pelo “sim”, contra 22% do “não” e 0,8% de abstenções. A apuração foi acompanhada pela jornalista Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita e, após o anúncio do resultado, os apoiadores da estátua aproveitaram o desfile cívico de 7 de setembro e a festa de Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade, para comemorar nas ruas. Nas semanas seguintes, os que tinham feito campanha pelo “não” ameaçaram destruir o monumento assim que ele fosse erguido.
A estátua de Lampião, porém, jamais se materializou. Sem dinheiro para executar a ideia, que previa grandes dimensões e o uso de materiais como bronze e granito, a fundação – que tinha assumido a responsabilidade da construção – não conseguiu financiamento para tirá-la do papel. A Fundação Banco do Brasil, uma das sondadas por Rodrigues, não quis patrocinar o projeto. Em 1993, quando ele deixou a presidência da instituição, o plano foi definitivamente engavetado.
A relação entre Lampião e Serra Talhada, no entanto, mudou depois daquele ano – mesmo sem a estátua.
Uma pequena praça no centro da cidade passou a ser chamada informalmente de “Pracinha do Lampião”, mesma época em que um novo hotel abriu suas portas com o apelido do cangaceiro. Uma rua da periferia foi nomeada oficialmente de Virgulino Ferreira da Silva e, em 1995, membros de um grupo de teatro de rua criaram a Fundação Cabras de Lampião que, por sua vez, deu origem ao Museu do Cangaço, localizado no mesmo espaço onde ficaria o monumento.
Do Farol de Noticias O acidente ocorrido na tarde dessa quinta-feira (30), na BR-232, entre Serra Talhada e o município de Flores, chocou a comunidade serra-talhadense. A tragédia atingiu em cheio uma família pioneira da gastronomia no Mercado Público: O casal Walter e Dona Nicinha, que trabalhava com refeições no local. Há cerca de sete […]
O acidente ocorrido na tarde dessa quinta-feira (30), na BR-232, entre Serra Talhada e o município de Flores, chocou a comunidade serra-talhadense.
A tragédia atingiu em cheio uma família pioneira da gastronomia no Mercado Público: O casal Walter e Dona Nicinha, que trabalhava com refeições no local.
Há cerca de sete anos o Farol de Notícias contou a história de Maria Eunice Ferreira, de 67 anos e seu esposo, José Pereira da Silva, de 61 anos, o Walter.
Até agora, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estão confirmadas as mortes de Dona Nicinha e seu neto, conhecido por Mylton Caíque, 16 anos, que guiava um dos carros.
A família retornava do município de Arcoverde, Sertão do Moxotó, onde Walter fazia sessões de hemodiálise.
A reportagem do Farol apurou que neste momento Walter encontra-se em estado grave, na ala vermelha do Hospital Eduardo Campos, lutando pela vida.
O acidente foi registrado no início da tarde desta quinta-feira (30) na BR-232. Imagens circulam nas redes sociais comentavam uma colisão frontal entre veículos.
O acidente teria ocorrido após uma tentativa de ultrapassagem nas proximidades da comunidade do Tenório, município de Flores, no Pajeú, e o distrito de Varzinha, em Serra Talhada.
Foto do casal: Arquivo Farol de Notícias / Manu Silva.
O Médico cirurgião oncológico João Karimai, que atua no Hospital do Câncer em Recife , agora vai atender e realizar cirurgias de câncer na casa de saúde Dr José Evoide de Moura em Afogados da Ingazeira. Segundo a unidade, ele fará cirurgias para tratar câncer do aparelho digestivo, ginecológico, pele e partes moles, pelve, tumores […]
O Médico cirurgião oncológico João Karimai, que atua no Hospital do Câncer em Recife , agora vai atender e realizar cirurgias de câncer na casa de saúde Dr José Evoide de Moura em Afogados da Ingazeira.
Segundo a unidade, ele fará cirurgias para tratar câncer do aparelho digestivo, ginecológico, pele e partes moles, pelve, tumores de esôfago e estômago, pâncreas, intestino, útero, ovários, vagina.
A estimativa mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de uma em cada cinco pessoas desenvolverá câncer durante a vida. Daí a importância da interiorização dos procedimentos, oferecendo resolutividade e qualidade de vida.
O profissional estará atendendo dia 11 de abril, numa sexta-feira. para marcações, os telefones são os (87.)9-9947-0105 ou 0800-191-2428.
Em uma solenidade prestigiada, o sertanejo de Afogados da Ingazeira Magno Martins recebeu da Câmara de Vereadores de Caruaru o título de Cidadão Caruaruense. Políticos das mais diversas tendências estiveram no plenário da casa. O prefeito José Patriota, de Afogados da Ingazeira, esteve presente. Também João Lyra Neto, representando a prefeita anfitriã Raquel Lyra (PSDB). […]
Em uma solenidade prestigiada, o sertanejo de Afogados da Ingazeira Magno Martins recebeu da Câmara de Vereadores de Caruaru o título de Cidadão Caruaruense. Políticos das mais diversas tendências estiveram no plenário da casa.
O prefeito José Patriota, de Afogados da Ingazeira, esteve presente. Também João Lyra Neto, representando a prefeita anfitriã Raquel Lyra (PSDB).
Secretários estaduais como Sebastião Oliveira, de Transportes, acompanharam a solenidade. Os cantores Maciel Melo e Josildo Sá, além da banda Brucelose, fizeram uma apresentação.
Emocionado, Magno Martins fez um discurso fazendo referência a nomes históricos da Capital do Forró, chamado de “Declaração de amor a Caruaru”.
“Tangido pela seca do meu Pajeú das Flores, planeta onde todas as almas são de cantadores e a poesia brota no pomar qualquer verso que se plantar, entro, hoje, alegre e tocado por uma forte emoção, na pia batismal, para me consagrar filho da minha Caruaru, uma das paixões da minha vida.
Minha paixão pelo País de Caruaru, como Nelson Barbalho assim a consagrou, é como um jardim: todo jardim começa com um sonho de amor. Não havíamos – Caruaru e eu – marcado hora nem lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares, enfim, coincidiram.
E deu-se o encontro, o encontro entre eu e tu, tu e eu, minha Caruaru. Alguém há de perguntar: por que tanto amor por uma cidade na qual o umbigo não foi enterrado em suas terras, onde não se brincou de bola de gude, onde não se fez gente? Não há explicação para o amor. Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo, Caruaru!
Mas para ser batizado de fato Cidadão de Caruaru, iniciativa do vereador Diogo Cantarelli, aprovada por unanimidade nesta Casa, e receber também a medalha de honra ao mérito Jornalista José Carlos Florêncio, por proposição do vereador Jaelcio Tenório, começo pedindo licença a Vitalino, o maior de todos os meus conterrâneos, que imortalizou o País de Caruaru.
Com o barro, moldado pelas suas mãos mágicas, fabricou casamento, romaria, retirante, vaquejada, violeiro em cantoria, caçador de passarinho, ladrão na delegacia, banda de pífanos, novena e tantos outros personagens, como disse o compositor Onildo Almeida em uma bela canção.
Na arte popular, destaco também a figura de Manuel Eudócio, patrimônio de Pernambuco na arte de fazer cerâmica figurativa, com um legado de mais de 50 mil peças, assim como sua sobrinha Marliete Rodrigues, filha do mestre Zé Caboclo, que imprimiu um estilo próprio aos temas consagrados por outros mestres do Alto do Moura.
Peço passagem também a Severino Vitalino, filho do mestre Vitalino e continuador da sua obra, uma obra marcada pela criação de 118 tipos de peças, entre as quais a banda de pífanos, a família de retirantes, o boi, Lampião e Maria Bonita.
Peço licença também a Nelson Barbalho, escritor, historiador, jornalista, compositor, crítico de cinema e roteirista. O termo País de Caruaru, concebido pela sua veia poética e coração caruaruense, sempre serviu para ressaltar as inúmeras peculiaridades da vida política e social da cidade.
Peço licença ainda ao grande jornalista José Condé, o escritor de Caruaru, que perpetuou sua gente com o romance Terra de Caruaru. Com os irmãos João e Elísio, Condé fundou o Jornal de Letras, base para os grandes escritores da literatura nacional, como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispecto e Raquel de Queiroz.
Por que não pedir licença, também, a Tabosa de Almeida, o visionário da educação, contador, economista e advogado, criador das faculdades de Direito e Odontologia de Caruaru, um homem de visão ampla e de futuro.
Na área empresarial, com destaque para comunicação, peço licença a Luiz Lacerda, fundador da Rádio Liberdade, notável investidor no desporto, o homem que acreditou no Central e acabou imortalizado com o seu nome no estádio Luiz José de Lacerda, o Lacerdão.
Ainda na comunicação, não poderia deixar destacar o papel preponderante da Rádio Difusora de Caruaru, a nossa Rádio Nacional do Nordeste, por onde passaram grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Sivuca, Camarão, Hermeto Pascoal, Jacinto Silva e Ivanildo Leite, o primeiro conjunto musical, o trio Nortista, e a primeira banda de Forró do Brasil, a banda do Camarão, além da Orquestra Sanfônica de Caruaru.
O País de Caruaru revelou alguns dos maiores nomes da música, cinema, jornalismo e arte de Pernambuco, sendo alguns deles de destaque nacional e internacional, como Petrúcio Amorim, cantor e compositor nascido e criado no bairro do Vassoural, atualmente um dos artistas mais respeitados e difundidos no Nordeste. Entre tantos outros artistas louvo também os músicos Gilvan Neves e Walmir Silva, homenageados no São João do ano passado.
Caruaru revelou, também, para o País e o mundo, Prazeres Barbosa, atriz global que foi mecena das artes cênicas de Ariano Suassuna e João Cabral de Melo Neto, sendo uma das atrizes mais conhecidas e premiadas em Pernambuco, recebendo, inclusive, uma estátua em sua homenagem.
O País de Caruaru tem, igualmente, personagens que honram qualquer pátria, como Álvaro Lins, advogado, jornalista, professor e crítico literário, imortal da Academia Brasileira de Letras.
Outra grande honra no reino de Caruaru é Belarmino Maria Austregésilo de Athayde, ou simplesmente Austregésilo de Athayde, jornalista, professor, cronista, ensaísta e orador brasileiro, presidente da Academia Brasileira de Letras por 35 anos.
Na imensa galáxia que é o País de Caruaru outro habitante ilustre: Luiz Jacinto Silva, o Coronel Ludugero, humorista consagrado no território nacional. Entre tantas as figuras que povoam esta Nação multicultural do Nordeste uma das mais relevantes, sem dúvida, é o talentoso compositor Onildo Almeida.
Onildo compôs 13 canções enaltecendo a sua terra, entre elas a Feira de Caruaru, o Hino Nacional do País de Caruaru, conhecida no mundo inteiro. O baião, interpretado por Luiz Gonzaga, é uma louvação a feira que recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Para celebrar o centenário de Caruaru em 1957, Onildo entregou a cidade e ao mundo outra obra de arte: “Capital do Agreste”, em parceria com Nelson Barbalho. Mas não poderia falar de Onildo sem destacar também a figura de José Almeida, seu irmão, patrono dos programas de auditório em Caruaru na Rádio Cultura, a famosa escolinha do rádio caruaruense.
O País de Caruaru é ilustrado ainda pela Banda de Pífanos, criada em 1924, por Manoel Clarindo Biano e Benedito Clarindo Biano, estando hoje sob o comando do mestre João Biano. Orgulho de Caruaru, sua consagração veio com o Prêmio TIM de Música como Melhor Grupo na categoria regional, em 2005.
Como falar em pífanos sem destacar João do Pife, mestre na arte de fazer tocar o pífano, que conheci num dos voos do forró à Europa. João é uma figura emblemática, criativa, com uma capacidade incrível de inventar a música ao seu modo.
Não há uma cidade com tamanha multiplicidade cultural e rica em manifestações religiosas e profanas como Caruaru. Sua maior festa é o São João, o maior São João do Mundo, onde pode ser visto e apreciado o maior chocolate quente, o maior quentão, a maior pipoca do forró.
Tem também a maior pamonha, o maior cuscuz, o bolo de milho gigante, o maior pé-de-moleque, o maior arroz doce, a canjica gigante, o maior bolo de macaxeira, o maior xerém e o tradicional cozido gigante.
Por fim, a maior fogueira de São João, construída com madeira ecológica, e posta em frente da Igreja do Convento, onde, tradicionalmente, é acesa no dia 28 de junho.
Na política, peço licença a Anastácio Rodrigues, um dos maiores prefeitos do País de Caruaru. Destaco também os ex-prefeitos João Lyra Filho, Drayton Nejaim, João Lyra Neto, José Queiroz e Tony Gel, o ex-vice-governador Jorge Gomes e sua esposa, a deputada Laura Gomes, além do ex-deputado José Liberato e o decano desta Casa, Leonardo Chaves. Faço uma saudação especial a Raquel Lyra, a primeira mulher prefeita hoje no comando do município.
Minhas reverências também a Luzia Belmiro Monteiro de Azevedo, a professora Sinhazinha, que ficou na memória de Caruaru como símbolo feminino da educação e também por ter sido a primeira mulher eleita vereadora do município, em 1935.
Não poderia esquecer uma figura legendária e marcante na vida da politica nacional, que convivi muito e que o admirava profundamente: o ex-ministro Fernando Lyra. Com coragem, combateu a ditadura. Com talento, conduziu o processo que levou Tancredo Neves a ser o artífice da transição democrática no Brasil.
Na fauna política, enfim, não poderia esquecer o primeiro homem público que conheci em Caruaru: o combativo vereador Fernando Soares, personagem presente e frequentador da barulhenta, frenética, agitada e saudosa redação do Diário de Pernambuco dos anos 80. Outra figura marcante, o embaixador de Caruaru, Braga Sá, amigo dos amigos, cujo coração já entregou há muito tempo ao País de Caruaru.
No jornalismo, uma homenagem especial aos companheiros Antônio Miranda e Jota Lagos, os primeiros jornalistas que conheci e convivi em Caruaru quando iniciei minha carreira no Diário de Pernambuco. Também não poderia esquecer meu amigo Souza Pepeu, bravo político, talentoso e premiado jornalista.
E outras figuras igualmente importantes no mundo intelectual e político de Caruaru, como Celso Rodrigues, Augusto Tabosa, Lourival Vilanova, Valdênio Porto, Aleixo Leite, Bertino Silva, Flávio Tiné, Cleonêmes Oliveira, Assis Claudino, Luiz Pessoa da Silva e Altair Porto Filho. Uma homenagem especial, também, ao colunista Marcolino Júnior, que já não se encontra mais entre nós.
Todo mundo gostaria de morar num lugar mágico como Caruaru. Dalva de Oliveira, a divina Dalva, andou por aqui, se encantou e deixou o seu coração, como revelou em uma das suas canções: “Foi num belo dia de verão/Que eu perdi meu coração/Foi numa cidade do agreste/Que guardo na recordação/Caruaru, Caruaru/A princesinha do norte és tu”.
Luiz Gonzaga amava Caruaru e sua gente e por aqui veio inúmeras vezes se encontrar com Onildo Almeida e Nelson Barbalho. Quando virou cidadão, cantou: “Caruaru, obrigado Caruaru/ Se tou no Norte, se tou no Sul/ Nunca me esqueço de Caruaru”.
“Eu voltei pra ver Caruaru/Essa terra da gente/É gente da gente/Isso tudo é o País de Caruaru/Eu voltei pra ver Caruaru/Prá cum povo ser também povo/Ser cidadão de Caruaru”.
A vida nos ensina que somos as coisas que moram dentro de nós. Caruaru mora dentro de mim. Hoje, ao virar cidadão de direito, eu te abraço, Caruaru, para abraçar o que me faltava. Cheguei aonde o meu coração queria chegar. Hoje, posso perambular pela Rua 13 de Maio ao encontro da outra metade da minha alma.
Nessas andanças, descobrirei pedaços meus que ficaram para trás quando produzi o livro O Nordeste que deu certo, no qual apresento Caruaru como ilha de exceção próspera no Nordeste. Nesta obra, retratei a indústria silenciosa e não poluente que move o São João de Caruaru.
Eu sou rico em sonhos. Como jornalista, sonhei em projetar Caruaru e assim o fiz, seja em livro, seja em históricas coberturas políticas, seja em viagens ao exterior acompanhando o voo do forró, seja, hoje, com o meu blog e o programa Frente a Frente, retransmitido pela Rádio Cultura.
Nesta noite memorável, recebo também e agradeço do fundo do meu coração a Medalha de Honra ao Mérito José Carlos Florêncio, que entre tantas virtudes, como a de fundar o jornal Vanguarda, foi fiel escudeiro da política dos Pontes de Vieira, especialmente do ex-deputado José de Pontes Vieira, sua alma irmã em ideais, além do seu amor imensurável à sua terra.
Caruaru,
Teu novo filho chega para caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes. Estar aqui, como sempre estive, defendendo tuas causas e nossa gente, nunca será perda de tempo, porque compreendo que o essencial faz a vida valer a pena.
Confesso aqui, nesta declaração de amor a ti, Caruaru, que as correntes do rio profundo foram mais generosas que o meu remar contra elas. Não cheguei aonde planejei ir. Cheguei aonde meu coração queria chegar. Cheguei como filho ao País de Caruaru.
Meus olhos, Caruaru, se encantam contigo em tudo: nas tuas praças, nas tuas ruas, nas tuas noites de boemia, no teu ritmo esfuziante do xaxado, do baião, do xote, do chamego, do arrasta-pé. Nas tuas noites frias e enluaradas. És bela, majestosa e imponente.
Diz o poeta que o olho vê aquilo que o coração deseja. Quando o desejo é belo, o mundo fica cheio de luz. Não tenho nenhuma dúvida: Caruaru foi o lugar aonde o homem brincou de ser Deus. Construiu a mais bela cidade feita pela mão do homem.
De 11 a 13 de fevereiro de 2025, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF, será palco do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, promovido pelo governo federal. O evento tem como objetivo fortalecer os municípios brasileiros, proporcionando uma plataforma para que os novos gestores adquiram conhecimentos e ferramentas essenciais para a administração […]
De 11 a 13 de fevereiro de 2025, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF, será palco do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, promovido pelo governo federal.
O evento tem como objetivo fortalecer os municípios brasileiros, proporcionando uma plataforma para que os novos gestores adquiram conhecimentos e ferramentas essenciais para a administração pública.
Durante os três dias de evento, os participantes terão acesso a uma programação diversificada que inclui palestras com especialistas em gestão pública, estandes de atendimento e vivências práticas que ensinam o passo a passo para acessar recursos federais. A iniciativa visa capacitar prefeitos e prefeitas para enfrentar os desafios da gestão municipal e promover melhorias significativas em suas comunidades.
Antes do embarque para Brasília, o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves (PSDB-PE), e o vice-prefeito Marcos Melo (Marquinhos) (PSDB-PE) se encontraram com o senador Fernando Dueire (MDB-PE) no aeroporto no Recife-PE. Durante esse encontro, discutiram a importância do evento e as oportunidades que ele pode trazer para Iguaracy.
No evento, Dr. Pedro Alves diz que buscará recursos federais e projetos para o município de Iguaracy. “Este encontro é uma oportunidade valiosa para trocar experiências e aprender sobre recursos que podem ajudar a transformar nossas cidades”, afirmou Dr. Pedro Alves.
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