Serra: pressionados, vereadores recuam e pedem a prefeito para vetar aumentos do Legislativo
Por Nill Júnior
Após pressão popular e até criação de um movimento da sociedade contra o aumento de salários de R$ 8 mil para R$ 10 mil reais, que gerou grande insatisfação da população esta semana em Serra Talhada, a Câmara de Vereadores de anunciou em nota à imprensa que decidiu recuar do resultado da votação.
A nota, assinada pelo Presidente da Casa, Agenor de Melo Lima (PV), diz que “após ouvir o clamor público”, quanto ao projeto complementar 033/2016, solicitará formalmente ao prefeito Luciano Duque, que tem poder de vetar o aumento, que o faça integralmente. A decisão foi tomada em reunião esta tarde na Casa com os vereadores, quase todos candidatos a reeleição, que ficaram com receio de atrapalhar seus projetos políticos.
Os vereadores ainda teriam poder de derrubar o veto, mas deixaram claro que não o farão e que os salários para 2017 serão mantidos como estão neste quadriênio. Agora a decisão de barrar o aumento aprovado ficará sobre a mesa do prefeito Luciano Duque, que já decidiu acatar a sugestão.
O dilema dos prefeitos Quando Raquel Lyra ganhou as eleições em 2022, um dos artigos que assinei tinha como mote a mudança da ordem política em Pernambuco. “Vai ter muito prefeito e liderança socialista aderindo ao PSDB. É pombo virando tucano: a nova metamorfose política no estado”, brincava no Nill Júnior Podcast de 3 de […]
Quando Raquel Lyra ganhou as eleições em 2022, um dos artigos que assinei tinha como mote a mudança da ordem política em Pernambuco.
“Vai ter muito prefeito e liderança socialista aderindo ao PSDB. É pombo virando tucano: a nova metamorfose política no estado”, brincava no Nill Júnior Podcast de 3 de novembro daquele ano.
A análise tinha por base o fato de, por anos, o PSB ser o partido da maioria dos gestores no estado, muitos pelo alinhamento com os governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara. Esperava-se, com a vitória de Raquel Lyra e a derrocada do Partido Socialista Brasileiro, um movimento de migração para legendas mais alinhadas com a nova ordem política estadual.
Salvo exceções de socialistas puro sangue e históricos, esse movimento era dado como certo em boa parte do estado. Mas o fato é que ele não aconteceu na velocidade esperada. Até agora, foram poucos os gestores de PSB e dos demais partidos que migraram para legendas alinhadas com a governadora.
Em 2020, o PSB fez 53 prefeituras, incluindo Recife; o MDB, 22; seguido de PP (16), PSD (14), Republicanos (12), Avante (10), PL e DEM (9); PSDB, PTB, PT e PSL (5), PDT e Podemos (3), Solidariedade, Cidadania e PCdoB com 2 e, com um, o PSC. Seis cidades tinham resultado sub judice. De vereadores eleitos, foram 460 socialistas, contra 194 do MDB. O PSDB só havia feito 55.
De lá pra cá, foram poucos os que criaram asas e alongaram o bico. Alguns exemplos são da atual prefeita e candidata à reeleição em Ibirajuba, no Agreste, Maria Izalta, que era do Republicanos, do atual prefeito e pré-candidato à reeleição em Carnaubeira da Penha, Elizinho, e do prefeito de Barra de Guabiraba, Diogo Carlos, que foram eleitos pelo MDB.
Agora em março, como revelou o Blog da Folha, o PSDB vai realizar um evento de filiação de prefeitos. A expectativa é de que estejam presentes tanto a governadora do Estado, Raquel Lyra (PSDB), quanto o presidente nacional da legenda, Marconi Perillo.
Mas ainda há uma insegurança e dilema em parte dos gestores cantados para o tucanato por alguns motivos: dois deles ligados à própria governadora Raquel Lyra. Primeiro, os eventuais rumores de sua saída do PSDB, já negadas algumas vezes, mas ainda no ambiente do “onde há fumaça, há fogo”. Segundo, aguardam uma melhoria nos índices de aprovação da gestão, o que, espera-se, deve ocorrer a partir desse ano com as prometidas entregas depois de um ano de captação de recursos e ajustes.
Desse tema, deriva-se o último: o fator João Campos. É por exemplo, o que tem deixado em dúvida cruel parte dos prefeitos socialistas. Há os que imaginam que João já representa uma possibilidade real de retorno socialista ao poder no estado, em 2026.
Assim, com todos esses ingredientes no caldeirão da sucessão, boa parte dos prefeitos tem mais dúvidas que certezas quanto ao partido que os abrigará este ano. Como na Bíblia, esta geração de prefeitos busca um sinal; mas nenhum sinal lhe será concedido. Com um cenário tão incerto, vão viver um dilema até o limite legal, aos 45 do segundo tempo…
Podem ir x não vão de jeito nenhum
Dos prefeitos que podem migrar pro PSDB estão Zeinha Torres (Iguaracy), Marconi Santana (Flores) e Nicinha Melo (Tabira). Dentre os que não saem nem a pau do PSB, Anchieta Patriota (Carnaíba), Adelmo Moura (Itapetim) e Ângelo Ferreira, de Sertânia.
Quem vai?
Em Triunfo, ainda se alimenta a dúvida sobre quem disputará a eleição no bloco governista: se o atual prefeito, Luciano Bonfim, ou o ex-prefeito João Batista. Na oposição, o médico Eduardo Melo já está cantando o “pronto, preparado e querendo”.
Ainda confia
O prefeito Wellington Maciel, de Arcoverde, ainda acredita que reverte os índices de impopularidade e disputa em pé de igualdade com Madalena Britto e Zeca Cavalcanti a eleição desse ano. Promete para isso imprimir uma agenda de entregas até o limite do prazo legal.
Caiu no meu conceito
Em política, tudo pode: de alinhado à esquerdista Marília Arraes na eleição de 2022, o quase presidente da AMUPE, Marcelo Gouveia, agora no Podemos, se alinhou a Clarissa Tércio, pré-candidata à prefeitura de Jaboatão: a mesma dos atentados contra a democracia, do bolsonarismo e dos tratamentos ineficazes contra Covid-19 no auge da pandemia.
Dúvida sem fim
Em São José do Egito, nenhum norte sobre os rumos de governistas e oposição. No grupo do prefeito Evandro Valadares, continua o dilema sobre a possibilidade de candidatura do prefeito de Ouro Velho, Augusto Valadares, e a busca por um plano B caso o impasse não se resolva. Na oposição, Fredson da Perfil, Romério Guimarães e Zé Marcos continuam se mexendo, sem dar sinais claros de que estarão juntos na eleição.
Alerta
A eleição de 2024 será a primeira em que a prefeita Márcia Conrado (PT) terá seu poder de articulação e liderança testados. Perdeu o PP pra Luciano Duque e está por perder o PSB para Sebastião Oliveira. Mesmo que minimize com a permanência dos nomes que estão nas legendas, não pode se permitir mais ver partidos, com tempo de guia, fundo partidário e imagem saindo de sua base.
Bolo da zoada
Criticado pela jornalista Vanda Torres , da TV Grande Rio, por apresentar uma Moção de Aplauso à própria irmã, por ter feito o bolo de mêsversário do filho de João Gomes, o vereador Henrique Sampaio, de Salgueiro, se defendeu com a frase pronta: “fui alvo de perseguição política”. A jornalista defendeu que ele deveria procurar pautas mais importantes.
Desafio
A se levar em consideração as lideranças que tem encontrado em suas andanças nas comunidades, o candidato da oposição em Afogados, Danilo Simões, sabe que precisa ganhar inserção no público jovem e adulto jovem. O recall e memória afetiva dos pais, Giza e Orisvaldo Inácio, cujo último governo terminou há 20 anos, são importantes, mas não suficientes.
Frase da semana:
“Estamos em uma polarização tóxica, extrema”.
Da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em passagem por Recife, sobre o ambiente político entre o lulismo e o bolsonarismo.
O Major Marcelino Carvalho foi agraciado pelo Governo do Estado com a honrosa Medalha Mérito Bombeiro Militar, através do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco. A condecoração foi concedida em virtude do reconhecimento pelo seu trabalho pós-acidente em defesa da acessibilidade em Arcoverde-PE e como instrutor nas escolas combatendo as drogas e a violência através […]
O Major Marcelino Carvalho foi agraciado pelo Governo do Estado com a honrosa Medalha Mérito Bombeiro Militar, através do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.
A condecoração foi concedida em virtude do reconhecimento pelo seu trabalho pós-acidente em defesa da acessibilidade em Arcoverde-PE e como instrutor nas escolas combatendo as drogas e a violência através do PROERD da PMPE (Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência).
Em dezembro de 2007 um acidente automobilístico em serviço o deixou paraplégico. Marcelino não se acomodou com a tragédia. Ao contrário, virou referência nos debates sobre acessibilidade e respeito no trânsito em todo o Estado.
“Não seria uma simples cadeira de rodas que iria impedir de viver”, disse o Major reformado da Polícia Militar de Pernambuco. “Agradeço a Deus, família e amigos que torcem e o incentivam a continuar na luta pela acessibilidade e pelos direitos e deveres das pessoas com deficiência”.
A postagem do Secretário de Agricultura, Joel Mariano, que não fez referência ao Deputado Carlos Veras ao falar da volta da Operação Carro Pipa a Tabira, não teve e bênção da gestão Nicinha. Segundo nomes do governo, que tem buscado depois de um afastamento por divergências políticas, uma aproximação institucional e parcerias, a postagem foi […]
A postagem do Secretário de Agricultura, Joel Mariano, que não fez referência ao Deputado Carlos Veras ao falar da volta da Operação Carro Pipa a Tabira, não teve e bênção da gestão Nicinha.
Segundo nomes do governo, que tem buscado depois de um afastamento por divergências políticas, uma aproximação institucional e parcerias, a postagem foi pessoal e intransferível do secretário.
A prefeitura preferiu não emitir nota, mas deixou claro que a gestora e o governo tem seus canais próprios de comunicação e já deixaram evidente essa movimentação com o Deputado por recursos para o município.
Internamente, o governo deve avaliar o episódio, já que a orientação é para evitar mais desgastes e especulações, diante da decisão de construir um novo momento para a gestão, dadas as dificuldades dos três primeiros anos.
Foi essa decisão que gerou agendas conjuntas entre a prefeita Nicinha Melo e o Deputado Federal Carlos Veras.
Os acusados da morte do professor e diretor da Escola Estadual Monsenhor José Kerhle, Henry Pereira da Silva, de 49 anos, encontrado carbonizado dentro da sua residência na madrugada dessa quarta-feira (15), em Arcoverde foram presos. Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Civil de Pernambuco prendeu André Vilela dos Anjos e Ayanne […]
Os acusados da morte do professor e diretor da Escola Estadual Monsenhor José Kerhle, Henry Pereira da Silva, de 49 anos, encontrado carbonizado dentro da sua residência na madrugada dessa quarta-feira (15), em Arcoverde foram presos.
Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Civil de Pernambuco prendeu André Vilela dos Anjos e Ayanne Santos de Freitas Bezerra, dois dos suspeitos de envolvimento no crime.
Segundo a polícia, André informou em interrogatório que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e estava na casa do professor antes da morte.
A perícia inicial aponta que Henry foi asfixiado com um saco plástico e golpeado com uma faca ou punhal na altura da nuca, antes de ter o corpo carbonizado.
Segundo a Delegacia de Arcoverde, a carbonização impediu que os peritos observassem preliminarmente as lesões provocadas pelo autor (ou autores) do assassinato.
De acordo com as investigações preliminares da polícia, André entrou na casa do professor para roubar alguns pertences, como um carro modelo Chevrolet Prisma – que foi encontrado queimado na zona rural da cidade horas depois – e bolsas com objetos da vítima.
Ayanne estaria agindo como olheira na frente da casa enquanto André e outros suspeitos estavam na residência.
Imagens de câmeras de segurança da área ajudaram os policiais a identificar alguns dos demais participantes do crime. A polícia então levantou a hipótese de que o incêndio que resultou na carbonização do corpo do professor Henry havia sido criminoso.
Uma perícia foi realizada no local e coletou material genético. As investigações sobre a morte do professor seguem em andamento e novas provas técnicas devem ser anexadas. A Polícia Civil trabalha para localizar e prender os demais envolvidos no crime.
Do Blog Juliana Lima A audiência instrutória do caso envolvendo Jandyson Henrique está marcada para acontecer nesta terça-feira (9), às 8h da manhã, no Fórum de Afogados da Ingazeira. Após sucessivos adiamentos, a Justiça Eleitoral dará início à instrução da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação União pelo Povo contra a coligação […]
A audiência instrutória do caso envolvendo Jandyson Henrique está marcada para acontecer nesta terça-feira (9), às 8h da manhã, no Fórum de Afogados da Ingazeira.
Após sucessivos adiamentos, a Justiça Eleitoral dará início à instrução da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação União pelo Povo contra a coligação Frente Popular.
A ação questiona o resultado das eleições de 2024 após a prisão em flagrante do então secretário de Finanças do governo Sandrinho, Jandyson Henrique. Na antevéspera da eleição de 2024, o secretário foi detido com uma grande quantia em dinheiro, notas de combustíveis e autorizações de abastecimento em nome da campanha majoritária de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares, e da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.
O caso foi analisado pela Polícia Federal, que indiciou Jandyson Henrique pelos crimes de corrupção eleitoral, compra de voto e caixa 2. A audiência desta terça marca o início do processo que pode levar à cassação da chapa Sandrinho e Daniel, caso a Justiça Eleitoral siga o relatório da PF e entenda que houve corrupção eleitoral na campanha de 2024.
Da redação
A Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ) é a fase crucial de um processo judicial onde se produzem as provas orais (testemunhas, depoimentos pessoais, esclarecimentos de peritos) para formar a convicção do juiz sobre os fatos, preparando-o para decidir o caso, podendo ocorrer a conciliação inicial, e encerrando com os debates e, por vezes, a sentença.
É um momento de coleta de elementos fundamentais, seguindo uma ordem específica (peritos, partes, testemunhas) e buscando confirmar a tese das partes, garantindo o contraditório e a ampla defesa, e pode ser presencial ou virtual. Ou seja, o veredito não sai amanhã.
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