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Secretaria de Saúde anuncia redução de acidentes com veículos no Agreste

Por André Luis

O Comitê Regional de Prevenção a Acidentes de Motos (CRPAM) da V Gerência Regional de Saúde (Geres), em parceria com a Operação Lei Seca (OLS/PE), e instituições como a Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Detran, DER, entre outros, têm investido em blitz educativas e de fiscalização, no intuito de conscientizar os condutores a andarem conforme determina a lei, e darem maior atenção às normas de direção defensiva. Além disso, diversas ações educativas vêm sendo realizadas em parcerias, inclusive com a Gerência Regional de Educação do Agreste Meridional.

A gestora regional de saúde, em Garanhuns, Catarina Tenório, presidente do CRPAM, tem participado ativamente das ações, juntamente com sua equipe, criando inclusive o GT do Trânsito (Grupo de Trabalho) para elaborar Planos Municipais de Redução de Acidentes de Transporte Terrestre, formados por Conselheiros Municipais de Saúde e Educação, para formar multiplicadores de atividades de educação para um trânsito mais seguro na região.

Números de acidentes

A V GERES está apresentando os números de acidentes em 2016, contabilizados nos 21 municípios que fazem parte da regional de saúde, que em comparação a 2014 e 2015, mostram uma diminuição significativa, segundo Catarina Tenório, resultado da intensa fiscalização e ações educativas.

  • 2014 – Total de 4.132 acidentes, sendo 3.072 envolvendo motos
  • 2015 – Total de 3.674 acidentes, sendo 2.745 envolvendo motos
  • 2016 – Total de 2.916 acidentes, sendo 2.284 envolvendo motos

Em 2014 foram contabilizados 4,132 acidentes, sendo que 3.072 envolvendo motocicletas. Em 2015, os números caíram para 3.674 e 2.745, respectivamente. Nos dois anos, o percentual de acidentes de motos ficou em torno de 74%.

2016 – A diminuição de acidentes continuou em 2016, contabilizando 2.916, no total, e 2.284, envolvendo motos, uma redução, no total, que chega a 20%, em relação a 2015, e se comparar com 2014, foram 30% de acidentes a menos.

Estatísticas – Perfil dos acidentados

As informações disponibilizadas pela V GERES mostram o perfil dos acidentes mais frequentes: 80% são do sexo masculino. 58% têm entre 20 e 39 anos. 78% envolvem motocicletas. Sábados, domingos e segundas-feiras são os dias com maior número de acidentes com motos, geralmente com condutores sem habilitação, sob efeito de bebida alcoólica e sem uso de equipamentos de segurança, principalmente capacete. 53% dos acidentes acontecem na Zona Urbana, e 42% na Zona Rural, o que é considerado muito alto. A diferença para 100% é de entradas nas unidades de saúde sem identificação do local do acidente.

Apenas 11% dos acidentes envolvem motociclistas em horário de trabalho.

Garanhuns corresponde a 40% de todos os acidentes notificados, com uma população de 125.000 habitantes, que corresponde a 23% do total dos 21 municípios de abrangência da V GERES, que totalizam 535.000 habitantes, segundo o último censo.

Outras Notícias

Entre Lula e Bolsonaro, maioria do eleitorado segue fora da polarização, aponta pesquisa

A maior parte dos brasileiros não se identifica com os extremos políticos e pode definir a eleição de 2026, aponta pesquisa do More in Common em parceria com a Quaest. O estudo ouviu 10 mil pessoas e revela que, apesar do forte embate entre direita e esquerda nas redes — marcado por hashtags como “Libertem […]

A maior parte dos brasileiros não se identifica com os extremos políticos e pode definir a eleição de 2026, aponta pesquisa do More in Common em parceria com a Quaest. O estudo ouviu 10 mil pessoas e revela que, apesar do forte embate entre direita e esquerda nas redes — marcado por hashtags como “Libertem Bolsonaro” e “Congresso da bandidagem” —, essa polarização envolve apenas 11% do eleitorado (cerca de 18 milhões de pessoas).

O principal achado é a presença de um grupo majoritário de 54% dos eleitores, chamados de “invisíveis”: cidadãos desinteressados do confronto ideológico, sem identificação partidária, com opiniões que variam conforme o tema. Em geral, são menos escolarizados, mais pobres, religiosos, conservadores nos costumes e defensores de maior atuação do Estado. Evitam discutir política e não participam de protestos, mas têm visão pragmática sobre serviços públicos e emprego.

Os “invisíveis” se dividem entre desengajados e cautelosos. Nas últimas eleições, 25% deles votaram branco, nulo ou não compareceram, revelando descontentamento e potencial decisivo. Pesquisas mensais indicam que 20% estão mais à direita, 20% mais à esquerda e 10% são independentes.

Segundo analistas, essa massa silenciosa contrasta com a minoria organizada que domina o debate digital, responsável por cerca de 2 milhões de publicações políticas diárias, metade citando Lula ou Bolsonaro.

Para 2026, estrategistas veem nesses eleitores o ponto-chave da disputa. O PT aposta em uma agenda baseada em trabalho, respeito e justiça; já aliados de Bolsonaro defendem que a pauta de costumes continuará influente e que a militância ativa impactará os indecisos. Segurança pública é citada como tema capaz de mobilizar esse grupo.

O cenário eleitoral segue indefinido. Lula deve concorrer; no campo bolsonarista, há disputa interna pela sucessão, enquanto governadores como Tarcísio de Freitas surgem como alternativas. Pesquisa do Paraná Pesquisas mostra Lula à frente no primeiro turno e empatado com Tarcísio e Michelle Bolsonaro em um eventual segundo turno. Já levantamento Genial/Quaest indica que 24% dos eleitores preferem um candidato que não seja ligado nem a Lula nem a Bolsonaro — reforçando o peso dos “invisíveis”.

Embora barulhenta nas redes, a polarização não mobiliza a maioria. O eleitorado quer menos conflito e mais ações concretas para melhorar a vida, abrindo espaço para candidaturas que escapem do confronto ideológico tradicional.

Cooperativas buscam maior acesso ao crédito dos fundos regionais administrados pela Sudene

Representantes dos movimentos cooperativos do Ceará, Paraíba e Pernambuco apresentaram pauta de reivindicações à Autarquia Com o objetivo de buscar alternativas para desburocratizar o acesso a novas linhas de crédito, representantes das organizações das cooperativas dos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco foram recebidos pelo superintendente e diretores da Sudene nesta terça-feira (5) na sede […]

Representantes dos movimentos cooperativos do Ceará, Paraíba e Pernambuco apresentaram pauta de reivindicações à Autarquia

Com o objetivo de buscar alternativas para desburocratizar o acesso a novas linhas de crédito, representantes das organizações das cooperativas dos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco foram recebidos pelo superintendente e diretores da Sudene nesta terça-feira (5) na sede da Autarquia no Recife (PE). 

A reaproximação do movimento cooperado com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste reiniciou a construção de uma agenda de fortalecimento das atividades econômicas dos empreendedores vinculados a estas organizações. O superintendente Danilo Cabral e os diretores Heitor Freire (Gestão de Fundos e Incentivos) e Álvaro Ribeiro (Planejamento e Articulação de Políticas) discutiram o tema com os presidentes André Pacelli (OCB-PB), Malaquias Ancelmo (OCB – PE) e João Nicédio Nogueira (CE).

De acordo com levantamento do Sistema OCB (dados de 2022), o Nordeste possui 877 cooperativas em atividade. O setor agropecuário responde pela maior quantidade de associações registradas, com 221, seguido pelos setores de trabalho, produção de bens e serviços (180) e transporte (172). O movimento emprega 34.658 pessoas na região.

André Pacelli, que também é presidente da Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas dos Estados da Região Nordeste, destacou que o acesso ao crédito é a principal reivindicação do sistema. 

“O cooperativismo é um segmento importante no Brasil. Somos mais de 20 milhões de cooperados em todo o país, com movimentação de mais de R$ 650 bilhões (em atividades produtivas). No Nordeste, temos um movimento muito pujante. E viemos à Sudene reivindicar um maior incremento de recursos, que as cooperativas de crédito possam operacionalizar os fundos FNE e FDNE e também criar um ambiente propício ao desenvolvimento do cooperativismo como um todo”, pontuou Pacelli. O representante da OCP Paraíba complementou que o setor pode ajudar as pequenas comunidades a partir da atuação em setores como saúde, transporte e agronegócio, “promovendo maior distribuição de renda e maior desenvolvimento humano”. 

O superintendente Danilo Cabral identificou pontos convergentes entre a pauta apresentada pelas organizações de cooperativas e a democratização do acesso aos créditos pelos fundos regionais. O gestor lembrou que esta ação é uma das determinações da gestão do presidente Lula e que vai buscar alternativas para atender o pleito apresentado à Sudene. 

“Vamos procurar agora as instituições financeiras que operam os nossos fundos regionais, o FDNE e o FNE, para identificar parceiros que possam estabelecer políticas de financiamento para as cooperativas. Nós já temos diretrizes no FNE que destinam 55% dos recursos para mini, micro e pequenos produtores e cooperativas. Precisamos operacionalizar isso e, através do FDNE, credenciar operadores que possam abrir crédito para as cooperativas”, explicou o superintendente.

Institucional – Como parte da estratégia de aproximar a Sudene da sociedade, na manhã desta terça-feira, o superintendente Danilo Cabral visitou a sede da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Pernambuco (OAB-PE). Foi recebido pelo presidente da instituição, Fernando Ribeiro Lins, pela vice-presidente, Ingrid Zanella, e pelo secretário-geral, Ivo Amaral Júnior. Um dos assuntos tratados na reunião foi o impacto da Reforma Tributária no Nordeste. Também discutiram a retomada do crescimento da Região, com a chegada dos investimentos do Novo PAC.

Nesta quarta-feira (6), Danilo Cabral faz uma visita à Universidade Federal de Pernambuco, onde se reunirá com o reitor Alfredo Gomes. Sudene e UFPE mantêm parcerias e seus gestores vão debater a possibilidade de dar início a novos projetos.

Veja fotos: Paulo Câmara recebe Cid Gomes. Patriota e FBC participam da agenda

Em visita ao Recife nesta sexta-feira (9), o novo ministro da Educação, Cid Gomes, buscou conhecer  o modelo de gestão implantado no Estado. O prefeito Geraldo Júlio acompanhou visita ao Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Darcy Ribeiro, no Cordeiro, na Zona Oeste da Capital. O ex-governador do Ceará também visitou escolas municipais e estaduais, […]

Foto: Andréa Rêgo Barros
Foto: Andréa Rêgo Barros

Em visita ao Recife nesta sexta-feira (9), o novo ministro da Educação, Cid Gomes, buscou conhecer  o modelo de gestão implantado no Estado. O prefeito Geraldo Júlio acompanhou visita ao Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Darcy Ribeiro, no Cordeiro, na Zona Oeste da Capital. O ex-governador do Ceará também visitou escolas municipais e estaduais, teve encontro com o governador Paulo Câmara e passou por instituições como a Universidade Federal (UFPE) e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

O Presidente da Amupe, José Patriota, o Senador Fernando Bezerra Coelho e o Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio acompanharam a agenda.

Durante o dia de atividades, Gomes e Geraldo autorizaram o início da construção de uma Escola de Referência na Mangabeira, na Zona Norte do Recife. Com investimento de R$ 5,5 milhões, o equipamento será erguido na Rua do Cinema. O ministro também  conheceu o Programa Robótica na Escola e a entrega dos tablets aos alunos e o ProLer, que visa a alfabetizar crianças com até seis anos.

Foto: Roberto Pereira
Foto: Roberto Pereira

Na  visita ao Palácio do Campo das Princesas,  almoçou com o governador. No local, o Secretário Estadual de Educação, Fred Amancio, fez uma apresentação sobre as estratégias do ensino médio em Pernambuco.

Já na UFPE, a visita ocorreu acompanhada do reitor Anísio Brasileiro. Foram conhecidas as obras dos prédios para o curso de Medicina e do Departamento de Engenharia de Produção, e do Laboratório Integrado de Tecnologia em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Litpeg). Na ocasião, Gomes também  visitou laboratórios do Departamento de Física.

Foto: Roberto Pereira
Foto: Roberto Pereira
Paulo Câmara lança programa de recuperação de estradas

Nesta segunda-feira (20), o governador Paulo Câmara, lançou no Palácio do Campo das Princesas, com investimento de R$505 milhões, o Programa de Reestruturação de Malha Viária, já proposto no Estado: “Caminhos de Pernambuco. Até 2022, o Governo do Estado pretende recuperar 2.000 quilômetros de rodovias no estado, o que representa 40% do Estado, uma pauta […]

Foto: Heudes Regis/SEI

Nesta segunda-feira (20), o governador Paulo Câmara, lançou no Palácio do Campo das Princesas, com investimento de R$505 milhões, o Programa de Reestruturação de Malha Viária, já proposto no Estado: “Caminhos de Pernambuco.

Até 2022, o Governo do Estado pretende recuperar 2.000 quilômetros de rodovias no estado, o que representa 40% do Estado, uma pauta que tem sido muito cobrada por milhares de pessoas que transitam nas rodovias estaduais diariamente. Segundo nota da assessoria do governo, o objetivo é garantir mais qualidade de vida e mobilidade à população e trazer ainda mais desenvolvimento ao Estado.

Segundo Paulo Câmara, durante a solenidade, “os recursos são poucos, mas precisam ser bem gastos. Vamos priorizar esse investimento nos próximos quatro anos, dando um foco muito forte já no primeiro”, informou. “São alcances necessários dentro de um olhar emergencial. Por isso, estamos priorizando neste primeiro ano o que está mais urgente, mas não vamos deixar de olhar tudo o que precisa ser feito nos próximos anos”, acrescentou.

O Programa busca otimizar a gestão do pavimento, priorizando ações de manutenção corretiva e preventiva voltadas para a garantia da trafegabilidade nas estradas, além de maior durabilidade do pavimento. O foco está nos serviços de capinação, desobstrução dos dispositivos de drenagem, requalificação asfáltica, além de sinalização vertical e horizontal. Ao longo de dois meses, cerca de 50 profissionais percorreram todos os 5.554,5 km das estradas pavimentadas do Estado para fazer o diagnóstico a partir do levantamento das necessidades de cada rodovia.

As ações já começaram nesta segunda-feira (20) pela BR-232, com 200 profissionais atuando simultaneamente nos 130 km que compreendem o trecho Recife-Caruaru nos dois sentidos. Em menos de um mês, haverá 24 equipes atuando em frentes de trabalho em todas as regiões. A mobilização envolverá, anualmente, o trabalho de 1.248 profissionais, além de um conjunto de 638 máquinas, como escavadeiras, patrols, caminhões basculantes, entre outros.

A secretária estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista, apresentou o cronograma do primeiro mês. “Na próxima semana, estaremos com as equipes na Região Metropolitana do Recife, especificamente na PE-15, rodovia de viés urbano, e na região de Salgueiro. No dia 03 de junho, nas regionais de Garanhuns e de Petrolina. No dia 10 de junho, na terceira e na quarta regionais, que contemplam Caruaru, inicialmente aquela rodovia que liga Agrestina à cidade de Altinho, e a região de Ribeirão. E na última etapa dessa mobilização, estaremos na região de Carpina e Sertânia, que têm a maior malha viária em termos de extensão territorial, contemplando localidades importantes, como a rota Floresta – Serra Talhada”, exemplificou a secretária.

Com total desconhecimento, Zema defende trabalho infantil e volta atrás

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (1º) que, se eleito, quer mudar o fato de, no Brasil, crianças não poderem trabalhar. A lei brasileira proíbe o trabalho infantil, ou seja, de menores de 16 anos. A partir dos 14 anos é possível atuar como aprendiz, atividade que tem […]

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (1º) que, se eleito, quer mudar o fato de, no Brasil, crianças não poderem trabalhar.

A lei brasileira proíbe o trabalho infantil, ou seja, de menores de 16 anos. A partir dos 14 anos é possível atuar como aprendiz, atividade que tem regras específicas. Nem isso Zema sabia, mostrando total ignorância sobre o tema e a adaptação do Brasil a leis internacionais que protegem crianças e adolescentes.

Para o político do Novo, o trabalho infantil é proibido hoje por causa da esquerda, outra aberração.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi criado em 13 de julho de 1990, por meio da Lei Federal nº 8.069. Este marco legal substituiu a antiga visão de “Código de Menores”, passando a tratar crianças e adolescentes como sujeitos plenos de direitos e em condição peculiar de desenvolvimento.

Zema reconheceu que estudar deve ser prioridade das crianças, mas que elas “podem ajudar com questões simples, com questões ao alcance delas” ao trabalhar.

Zema recua e diz que falava de adolescentes

Um dia após defender o trabalho infantil, o ex-governador de Minas Gerais publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (2) afirmando que se referia a adolescentes.

Embora tenha usado o termo “crianças” nas declarações feitas ao podcast, na gravação o presidenciável afirma:

“Defendo, sim, dar oportunidades de trabalho para adolescentes, porque educação e trabalho digno é o que forma caráter, disciplina e futuro.”

Zema lembra no vídeo de hoje que a lei brasileira prevê a atuação de pessoas com idade a partir de 14 anos como aprendizes e fala em “ampliar essas oportunidades”.

Zema sendo Zema…