Reunião discute no MP como transformar patrimônio da Eletropetromotos em dinheiro para credores
Por Nill Júnior
Reprodução: AFOGADOS ON LINE
Na próxima segunda-feira (30) acontecerá na sede do Ministério Público em Afogados da Ingazeira uma audiência para os clientes da Eletropetromotos. O promotor de Justiça, Lúcio Luiz de Almeida, disse em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que a primeira providência do MP foi solicitar a individualização do crédito, para saber quanto cada pessoa teria direito pelo que pagou, quantas já haviam quitado o consórcio e de quantas tinham sido sorteadas e que não tinham recebido o prêmio (moto ou dinheiro).
De acordo com o promotor, no levantamento feito pela empresa (Eletropetromotos) o valor das pessoas que foram contempladas chega a R$ 650 mil e que a outra soma, que são os chamados clientes ativos (os que vinham pagando) chega a casa de R$ 2 milhões e 800 mil. Ainda no levantamento da empresa, foi informado que há patrimônios suficientes para saldar as dívidas e que indicou alguns imóveis.
O promotor afirmou que durante a audiência com o responsável, a todo momento o senhor José Ildo disse estar interessado em resolver o problema, se mostrando de acordo a se desfazer de bens para quitar esse débito. A reunião acontecerá na próxima segunda, as 15h, na sede do MPPE de Afogados da Ingazeira. Será formada uma comissão composta por clientes que poderá até se deslocar até Petrolina para observar esses imóveis, verificar toda a documentação junto aos cartórios e imobiliárias e discutir como transformar esse patrimônio imóvel em patrimônio líquido. O promotor disse que esse não é uma solução definitiva, mas um caminho a ser percorrido.
Acompanhados da presidente municipal do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB e pré candidata a prefeitura Nerianny Cavalcanti, os deputados Júlio Cavalcanti (estadual) e Zeca Cavalcanti (Federal), estiveram na última sexta-feira participando de uma prestação de contas dos seus mandatos e debatendo os problemas do bairro e da cidade de Arcoverde. Em suas palavras, a presidente […]
Acompanhados da presidente municipal do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB e pré candidata a prefeitura Nerianny Cavalcanti, os deputados Júlio Cavalcanti (estadual) e Zeca Cavalcanti (Federal), estiveram na última sexta-feira participando de uma prestação de contas dos seus mandatos e debatendo os problemas do bairro e da cidade de Arcoverde.
Em suas palavras, a presidente do PTB, Nerianny Cavalcanti, defendeu que a população não fique calada e comece a debater os problemas que afetam a saúde, a segurança e a infraestrutura dos cidadãos, entre outros temas. Ela pregou a união em torno de projetos e ideias “para que o trabalho volte à Arcoverde”.
Nerianny destacou a atuação dos deputados trabalhistas, destacando a emenda de R$ 60 milhões para a implantação do Distrito Industrial de Arcoverde. Júlio Cavalcanti disse que a gestão Madalena vive “imobilismo que paralisou o desenvolvimento da cidade”.
Um dos últimos a falar, o deputado federal Zeca Cavalcanti, fez um balanço de sua atuação e relembrou obras que marcaram a cidade quando gestor. Ele lamentou que a Policlínica que era para funcionar em regime de plantão 24h, “fecha suas portas à noite porque não tem médico, apenas uma atendente”.
Servidores municipais da Prefeitura de Santa Terezinha, no Sertão do Pajeú, serão submetidos a um processo de recadastramento entre a próxima segunda (22) e sexta-feira (26). O procedimento é obrigatório para todos os funcionários efetivos e deve ser realizado exclusivamente pela internet, no site da Prefeitura. Os documentos exigidos são RG, CPF, comprovante de residência, […]
Servidores municipais da Prefeitura de Santa Terezinha, no Sertão do Pajeú, serão submetidos a um processo de recadastramento entre a próxima segunda (22) e sexta-feira (26).
O procedimento é obrigatório para todos os funcionários efetivos e deve ser realizado exclusivamente pela internet, no site da Prefeitura.
Os documentos exigidos são RG, CPF, comprovante de residência, Título de Eleitor e/ou quitação eleitoral, certidões de nascimento dos filhos menores de 18 anos e portadores de deficiência, Certidão de Casamento ou Declaração de União Estável, certificado de escolaridade, uma foto 3×4, número do NIS e documentos que comprovem a nomeação.
Aqueles que não participarem da atualização cadastral terão o pagamento suspenso até a situação ser regularizada.
Quem prestar informações incorretas ou incompletas, deliberadamente, pode responder penalmente e de forma administrativa.
Era tão rico que só tinha dinheiro. Por Inácio Feitosa* No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela […]
No Cariri paraibano, em Monteiro, o tempo ensina mais do que corre. Foi ali, numa noite de lua alta sobre a caatinga, sentado à porta da casa grande da Fazenda Jatobá, dos Santa Cruz — terra de meus antepassados — que ouvi esse caso pela primeira vez. Quem contava era Zé Preto, caseiro antigo, homem de poucas palavras e muita memória. Contava para mim e para meu pai, João Feitosa Santa Cruz, ainda na década de 1980, nós três deitados em redes armadas na varanda, cada qual na sua, enquanto ele enrolava o fumo com calma, cuspia de lado e deixava a história correr como quem puxa conversa para espantar o silêncio da noite. Contava como quem não prega, apenas lembra.
Dizia ele que, certa manhã, o açude estava parado. Água quieta, espessa de silêncio. Três homens pescavam. Pouca fala, nenhum aperreio. O peixe não vinha em fartura, mas vinha. O suficiente para o dia e para a dignidade.
Chegou um homem de fora. Sudestino. Roupa limpa demais para aquele chão rachado. Olhar inquieto, desses que medem tudo como se a vida fosse planilha.
— Por que vocês estão pescando aí? — perguntou.
O matuto respondeu simples, sem tirar os olhos da água:
— Pra comer. Pra levar pra casa.
O homem achou pouco. Pensou alto:
— Você podia botar esses homens pra trabalharem pra você. Comprar mais barcos. Pescar mais.
O matuto esperou um tempo, como quem escuta o vento antes da chuva:
— Pra quê?
— Pra vender mais.
— Pra quê?
— Pra ganhar dinheiro.
— Pra quê?
O sudestino respirou fundo:
— Pra um dia você não precisar mais trabalhar. Ficar tranquilo. Fazer só o que gosta. Pescar com seus amigos.
O matuto sorriu curto, quase piedoso:
— Oxente… é isso que eu já faço.
E voltou ao anzol.
Zé Preto dizia que o homem foi embora calado. A conta estava certa. O sentido, não. E talvez por isso a história tenha ficado.
Pensei nisso muitas vezes depois. Porque o obstinado moderno raramente se reconhece nesse espelho. Ninguém o chama de fracassado. Pelo contrário. Seu nome costuma ser sinônimo de sucesso, disciplina e vitória. Constrói biografias impecáveis, dessas que impressionam em discursos e causam silêncio em reuniões. Trabalha como quem cumpre um chamado — mas esquece de perguntar quem o chamou.
A obstinação começa como virtude. Acordar cedo, insistir, não desistir. Com o tempo, deixa de ser método e vira altar. Tudo passa a girar em torno do desempenho. Deus fica para depois, como se a eternidade pudesse aguardar o fechamento do próximo negócio.
Era tão obstinado que passou a criar mentiras — e acreditar fielmente nelas. Mentiras para justificar ausências, para suavizar durezas, para explicar por que não voltava cedo, por que não ouvia mais, por que não sentia culpa. Repetidas tantas vezes que já não distinguia estratégia de verdade. O autoengano virou abrigo.
A riqueza veio. Veio farta, visível, incontestável. Mas o coração continuava inquieto. Descobriu, tarde demais, que dinheiro compra quase tudo, exceto o silêncio interior. Quando cessava o barulho das metas, surgia um incômodo profundo — um vazio que não aparecia no balanço.
As pessoas foram virando meios. Relações, compromissos adiáveis. Afetos, custos operacionais. Ganhou influência, perdeu intimidade. Estava sempre cercado, raramente acompanhado. A solidão dos obstinados não é falta de gente; é falta de encontro.
Nunca aprendeu a parar. Ignorou o descanso como princípio, acreditando que pausar era sinal de fraqueza. Esqueceu que até Deus descansou — não por cansaço, mas para ensinar limite. O sábado simbólico da vida lhe parecia desperdício, quando era lembrança de humanidade.
Mediu o sucesso por números, não por frutos. Avaliou a vida por resultados, não por virtudes. Confundiu prosperidade com bênção, como se toda abundância fosse sinal de aprovação divina. Esqueceu que a Bíblia nunca prometeu cofres cheios, mas corações inteiros.
Evitava o silêncio. Sabia, no fundo, que é nele que Deus costuma falar. Preferia o ruído constante das ocupações, pois o recolhimento poderia revelar a distância entre tudo o que conquistou e tudo o que negligenciou.
Ajuntou tesouros onde o tempo alcança. Patrimônio, propriedades, poder. Mas esqueceu de construir o que não se perde: memórias, vínculos, fé, sentido. Quando percebeu, havia garantias para o futuro, mas nenhuma paz para o presente.
O matuto do açude da Fazenda Jatobá, em Monteiro, nunca fez conta grande. Não explorava ninguém. Dividia o pouco. Pescava com os amigos. Voltava para casa inteiro. Já vivia aquilo que o outro planejava viver um dia — quando tudo estivesse pronto.
No fim, o paradoxo se impõe sem barulho: há quem ganhe o mundo inteiro e perca a si mesmo. Era rico, sim. Tão rico… que só tinha dinheiro.
Por Juliana Lima – Comunicadora Popular do Cecor Aconteceu em Afogados da Ingazeira na última quinta (11), a I Feira de Artesanato e Produtos da Agricultura Familiar do Pajeú (FEARPAF), promovida pelas gerências de Afogados e Serra Talhada, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com as prefeituras de Afogados e Ingazeira. A […]
Aconteceu em Afogados da Ingazeira na última quinta (11), a I Feira de Artesanato e Produtos da Agricultura Familiar do Pajeú (FEARPAF), promovida pelas gerências de Afogados e Serra Talhada, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com as prefeituras de Afogados e Ingazeira.
A feira contou aproximadamente com trinta artesãos e artesãs dos municípios de Afogados, Serra Talhada, Brejinho, Tuparetama, Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde, Floresta, Ingazeira, Solidão, Quixaba e Tacaratu, que expuseram uma grande diversidade de artesanatos feitos com garrafas pet, madeira, palha de bananeira, retalhos, barro, velas, além de produtos da agricultura familiar e comidas regionais, como bolos, doces, compotas e frutas.
As barracas foram montadas na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, que recebeu uma ornamentação especial feita com garrafas pet e cedida pela Prefeitura de Ingazeira, fruto do trabalho de mulheres agricultoras de Santa Rosa, Minadouro e do Assentamento Bonome.
“Essa feira contribui para a divulgação do nosso trabalho e para a construção da economia solidária, pois proporciona a venda dos nossos produtos”, afirma a agricultora e artesã Maria Aparecida de Lima Silva, que é do Grupo Cheiro do Sertão, em Santo Antônio I, município de Carnaíba, e trabalha com produtos fitoterápicos juntamente com outras duas mulheres do grupo.
De acordo com Neide Custódio, extensionista Rural do IPA, a proposta é discutir com as mulheres o reaproveitamento de matérias primas que iriam para o lixo, e que podem se transformar em objetos úteis, além de chamar à atenção da sociedade e dos governos para a necessidade da reciclagem e importância do artesanato, valorizando a produção local”, disse.
A feira foi animada com apresentações de maracatu e pelo Balé Cultural de Afogados da Ingazeira.
“Enquanto o Brasil se debate em crise, em Pernambuco ela é enfrentada com trabalho duro e gestão eficiente, que faz as coisas acontecerem”. Foi dessa forma que o deputado Tadeu Alencar resumiu as novas conquistas alcançadas pela população de Bodocó, no Sertão do Araripe, nesta sexta-feira (01). Ao lado do prefeito da cidade Danilo Rodrigues, […]
“Enquanto o Brasil se debate em crise, em Pernambuco ela é enfrentada com trabalho duro e gestão eficiente, que faz as coisas acontecerem”. Foi dessa forma que o deputado Tadeu Alencar resumiu as novas conquistas alcançadas pela população de Bodocó, no Sertão do Araripe, nesta sexta-feira (01).
Ao lado do prefeito da cidade Danilo Rodrigues, do prefeito de Exu Leo Saraiva, deputados estaduais, vereadores e secretários municipais, Tadeu participou da solenidade em que o governador Paulo Câmara autorizou o asfaltamento de ruas do Centro, entregou 120 títulos de propriedade, autorizou a regularização fundiária de outros 637 imóveis da zona rural e deu como inaugurada o Sistema Simplificado de Abastecimento D’água.
De acordo com o deputado – que é vice-líder da bancada do PSB na Câmara – ao contrário do que vem ocorrendo em outros estados do País, onde as dificuldades financeiras impedem investimentos e provocam, inclusive, atraso nos salários dos servidores, em Pernambuco acontecem inaugurações e novas obras estão sendo iniciadas, animando a economia e fortalecendo as políticas públicas.
Tadeu Alencar é o autor de uma emenda parlamentar ao Orçamento da União, no valor de um milhão de reais, que permitiu ao Governo do Estado dar ordem de serviço para a requalificação do hospital municipal de Bodocó, um antigo pleito da população daquela cidade.
O governador Paulo Câmara, por sua vez, ressaltou que voltar ao Sertão do Araripe é sempre uma emoção especial. “Eu estive aqui no último evento público com o ex-governador Eduardo Campos”, lembrou.Paulo, que juntamente com Tadeu Alencar e Danilo Rodrigues, participaram de uma carreata liderada por Eduardo na campanha presidencial de 2014, antes da tragédia que vitimou o candidato do PSB.
“Naquele dia,tivemos a oportunidade de reafirmar valores que para nós são insuperáveis: trabalhar por aqueles que mais precisam e fazer com que cada um tenha a confiança de que vão poder nascer, estudar, trabalhar, morar aqui e ser feliz junto com suas famílias”, afirmou o governador.
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