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Representante do ProRural integra missão de apoio à piscicultura em Brasília

Por Nill Júnior

O ProRural participou, na última semana, da missão empresarial que levou representantes da Rede Produtiva da Piscicultura da região dos lagos do Rio São Francisco para Brasília. O objetivo das reuniões, que aconteceram na Secretaria da Aquicultura e Pesca e no Ministério do Meio Ambiente, foi buscar soluções para problemas e entraves enfrentados pelos piscicultores do Sertão da Bahia e de Pernambuco, além de buscar alternativas para novos empreendimentos do setor.

No encontro com o Ministério de Meio Ambiente, articulado pela Associação Peixe SF, entidade que representa toda a cadeia produtiva nos Lagos do São Francisco, foram discutidos assuntos como a necessidade de ações emergenciais para a aquisição de hidrotratores para retirada de vegetação aquática como as baronesas e elódias, que causam danos à atividade da piscicultura, assim como a implantação de um sistema público único de monitoramento dos indicadores físico-químicos dos reservatórios de Itaparica, Xingó, Moxotó, e Sobradinho.

Além da pautas nacionais dos piscicultores, foram trados assuntos específicos da região do São Francisco, como a regulamentação e desburocratização dos licenciamentos ambientais e da concessão de outorgas, e cessão de uso das águas públicas e ações de apoio à comercialização dos pescados com as liberações dos selos de inspeção ARTE e SISBI, a missão também pautou a preocupação com a segurança Jurídica dos empreendimentos aquícolas nas águas e lagos da União.

Segundo o coordenador da Unidade de Gestão Territorial do ProRural em Petrolândia, Kleyton Lima, é muito importante estabelecer esse diálogo com a instância federal, para que haja segurança jurídica dos empreendimentos desde a produção ao licenciamento até a comercialização da tilápia na região, que é responsável por grande parte do pescado produzido no país. “Com o encontro foi possível estabelecer um canal de comunicação com os ministérios e as secretarias executivas que regulamentam e que podem colaborar com o desenvolvimento da atividade da piscicultura tanto no Sertão de Itaparica, como também nas outras regiões produtoras de peixe nos Estados de Pernambuco e Bahia. Acredito que ações unificadas de áreas afins e correlatas do Governo Federal com a atividade irão fortalecer a tilapicultura e, consequentemente, facilitar a resolução dos problemas apresentados durante a missão e quaisquer outras questões referentes ao desenvolvimento da piscicultura daqui para frente”, comenta.

Outras Notícias

Relator das pedaladas de Dilma tinha mesada mensal

Julia Affonso e Fausto Macedo – Estadão Em delação premiada, o ex-subsecretário de Transporte do Rio Luiz Carlos Velloso afirmou que o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU) girou R$ 1,2 milhão na corretora Advalor, alvo da Operação Lava Jato nesta sexta-feira, 10. O delator relatou que o ex-gerente da Petrobrás […]

Julia Affonso e Fausto Macedo – Estadão

Em delação premiada, o ex-subsecretário de Transporte do Rio Luiz Carlos Velloso afirmou que o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU) girou R$ 1,2 milhão na corretora Advalor, alvo da Operação Lava Jato nesta sexta-feira, 10. O delator relatou que o ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco lhe apresentou a Advalor ’em razão do pagamento de R$ 100 mil mensais ao ministro Nardes’.

O irmão do ex-subsecretário, Juscelino Gil Velloso, também delator, contou que pagou ‘mensalidade escolar’ a Nardes e revelou entrega de dinheiro em Brasília.

Augusto Nardes foi o ministro do TCU responsável pela análise das contas da ex-presidente Dilma (PT). Em 2015, Nardes atribuiu a então presidente ‘responsabilidade direta sobre as pedaladas fiscais’.

O depoimento de Luiz Carlos Velloso foi prestado em 30 de maio de 2017 e subsidiou a investigação da Lava Jato sobre a Advalor. A Polícia Federal prendeu pela manhã o empresário João Paulo Julio Pinho Lopes, filho de Miguel Julio Lopes, ambos ligados à corretora.

Luiz Carlos Velloso e seu irmão Juscelino Gil Velloso, também delator, afirmaram que e a Advalor era usada ‘como uma espécie de instituição financeira para armazenar recursos ilícitos de agentes públicos, bem como efetivar pagamentos em seu favor’.

A delação de Luiz Carlos Velloso foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. O ex-subsecretário também cita em sua declarações o deputado federal Julio Lopes (PP-RJ).

“Barusco apresentou a corretora em razão do pagamento mensal de 100 mil reais ao ministro Nardes; que o dinheiro já estava lá porque Barusco tinha conta lá; que tratou sempre com Miguel Julio Lopes”, relatou.

“Depois da investigação da Lava Jato acredita que Miguel que foi morar definitivamente em Portugal, quando passou a tratar com seu filho João.”

Luiz Carlos Velloso narrou que ‘pegava a cópia dos extratos da conta da Advalor e guardava no cofre para fins de controle’. O delator contou que ‘acumulava muita coisa jogava fora os extratos antigos’.

“Usou também a Advalor para receber o dinheiro de caixa 2 destinado a campanha de Julio Lopes pagos por Marcos Vidigal; que o dinheiro do colaborador nessa conta se restringia à remuneração paga por Nardes ou Julio Lopes ao colaborador”, declarou.

Segundo a investigação, Marcos Vidigal é ligado à Odebrecht.

No depoimento, o ex-subsecretário afirmou que ‘para operacionalizar a conta, tinha que comparecer na
Advalor antes para avisar que seriam feitos depósitos’. Velloso disse que ‘avisava com uma semana de antecedência para realizar saques na conta da Advalor ou ainda solicitar que recursos fossem entregues no escritório político’.

“A Advalor também fazia transferências para terceiros em conta de pessoas indicadas pelo colaborador, conforme comprovantes; Que as transferências feitas em benefício de Flavio Camilotti foram feitos pela Advalor a mando do colaborador a pedido de Nardes; Que quando queria o dinheiro, comparecia diretamente na Advalor para sacar o dinheiro”, afirmou.

De acordo com o delator, para Julio Lopes ‘os saques eram feitos de acordo com as necessidades da campanha’. Velloso declarou que a corretora ‘sempre levou o dinheiro para o escritório político’.

“Nunca redirecionou dinheiro inicialmente destinado a Julio Lopes para Nardes; que, eventualmente,
numa necessidade de Nardes pode ter feito isso, mas nunca houve conexão entre eles”, contou.

“A conta era única e tinha dinheiro dos três, do próprio colaborador, Nardes e Julio Lopes; que, atualmente, a conta deve ter aproximadamente 700 mil; Que acredita que 350 mil pertencem ao colaborador, sendo os outros 350 mil pertencentes a Julio Lopes.”

O delator afirmou que estava ‘desatualizado’ dos valores porque não lidava com a Advalor havia 2 anos. Velloso disse que ‘começou o relacionamento’ na corretora em 2012.

“A conta do escritório político movimentou R$ 3,5 milhões para Julio Lopes; que para o ministro Nardes movimentou na Advalor aproximadamente 1,2 milhão; que movimentou na Advalor uns R$ 600 mil referentes a gastos pessoais”, relatou.

Coluna do Domingão

A “cruzada” bolsonarista contra a Igreja Católica Por André Luis – Interino na coluna Ideologicamente radicalizados, bolsonaristas travam uma verdadeira cruzada dentro dos templos católicos Brasil a fora, atacando padres e fieis que ousam falar contra a fome e a favor daqueles que mais sofrem com a vulnerabilidade social. Para eles, defender o evangelho como […]

A “cruzada” bolsonarista contra a Igreja Católica

Por André Luis – Interino na coluna

Ideologicamente radicalizados, bolsonaristas travam uma verdadeira cruzada dentro dos templos católicos Brasil a fora, atacando padres e fieis que ousam falar contra a fome e a favor daqueles que mais sofrem com a vulnerabilidade social. Para eles, defender o evangelho como Cristo nos ensinou é comunismo.

Desde o fatídico acontecimento em 12 de outubro, data em que católicos comemoram o Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, bolsonaristas raivosos e tomados pela idolatria ao seu ídolo, ao seu “bezerro de ouro”, desrespeitaram o Santuário de Aparecida, promovendo ato político e eleitoral em local indevido. 

Foi uma verdadeira arruaça regada a bebidas com direito a gritos de guerra e hostilizações. Nem o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, escapou dos xingamentos.

Mas, a coisa tem piorado. Após a arruaça em Aparecida, bolsonaristas têm interrompido missas da Igreja Católica ou ofendido padres sob a alegação de que os religiosos supostamente pedem votos ou defendem temas que julgam serem alinhados à esquerda em diversas partes do país.

Ainda no dia 12 de outubro, depois da confusão em Aparecida, Padre Zezinho, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, de Minas Gerais, disse em uma rede social que não se manifestaria mais até depois das eleições.

“Depois das ofensas de hoje contra o Papa, contra os bispos, contra mim, com calúnias e palavras de baixo calão, estou fechando esta página até dia 31 de outubro […]. Continuam a dizer que sou mau padre, que sou comunista e que sou traidor de Cristo e da pátria porque ensino doutrina social cristã”.

No Paraná, um padre foi hostilizado e sofreu ataques verbais durante uma missa em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. O Sacerdote foi alvo de ataques de pessoas que teriam entrado na igreja durante a cerimônia.

Em Jacareí, no interior de São Paulo, uma mulher interrompeu uma missa aos berros e iniciou uma discussão com o padre, motivo: ele citou o nome da vereadora Marielle Franco, do PSOL, assassinada em 2018.

Até um dos mais conservadores membros da Igreja Católica, Dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo metropolitano de São Paulo, foi atacado nas redes sociais. Ele foi chamado de comunista por usar vestes vermelhas. Também foi acusado de apoiar o aborto e associado ao ex-presidente Lula e a uma suposta “ditadura da esquerda”.

O cardeal usou o Twitter para se defender: “Se alguém estranha minha roupa vermelha (perfil), saiba que a cor dos cardeais é o vermelho (sangue), simbolizando o amor à igreja e prontidão ao martírio, se preciso for. Deus abençoe a todos. Mas… ninguém machuque ninguém!”.

Sobre as suas crenças, o cardeal escreveu: “Alguém tem dúvidas? Creio em Deus, em Jesus Cristo Salvador, amo a Palavra de Deus e da igreja. Sou a favor da família, contra o aborto e toda violência contra a pessoa; não aprovo comunismo nem o fascismo; sou a favor da moral dos mandamentos de Deus. Estou em comunhão com o Papa…”.

Contra-ataque – Em um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsAppp, sacerdotes católicos rebatem informações falsas disseminadas por bolsonaristas e falam contra a instrumentalização e manipulação do evangelho para fins eleitoreiros.

No vídeo, os sacerdotes Bruno Franguelli (Jesuíta); Leonardo Lucian, da Diocese de Caxias do Sul; Padre Rodrigo Schuler, Diocese de Osório-RS; Frei Wellington Reis, Ordem dos Frades Menores (OFM); Padre Eduardo César, Diocese de Uberlândia; Padre Willian Coutinho, Diocese de Januária-MG; Frei Lorrane Clementino, OFM; e o Padre Camilo Júnior, Missionário Redentorista falam, cada um, trechos do texto a seguir:

Estão usando a religiosidade para manipular as pessoas.

Para espalhar medo através de notícias que são falsas. Afirmando que perigos irreais estão ameaçando a nossa população.

Nosso povo é religioso e sempre conviveu em paz com as diferenças religiosas. Mas, neste momento está sendo assediado por visões fundamentalistas e fanáticas de pessoas ligadas à nossa própria Igreja.

Infelizmente padres e pastores estão espalhando medo na população com o claro interesse de manipular as eleições.

Notícias falsas sobre a destruição da família, também estão circulando para amedrontar o nosso povo.

Haveria um projeto de demolição da família, imposição do aborto, implantação do comunismo e tantas outras teorias absurdas e infantis.

O que destrói nossas famílias é miséria que colocou 33 milhões de pessoas na pobreza absoluta.

O que destrói nossas famílias é a falta de acesso à educação, é a falta de proteção contra os abusos no próprio lar.

É preciso zelar para que as mães desesperadas e pobres possam levar a gestação à frente sem recorrer ao aborto.

O Brasil é hoje um dos países mais desiguais do mundo.

Meus irmãos, o evangelho não pode ser instrumentalizado e manipulado. Não se permita ser manipulado. Abra os olhos para a realidade! E não se prenda a notícias falsas e fantasiosas.

Recordemos o que nos disse Paulo VI e nos repete o Papa Francisco: “Os pobres são um sacramento para todos nós”.

Pense com a cabeça, e no coração, leve as palavras e as ações de Jesus. Na hora de votar, não se esqueça dos pobres.

Não é de hoje que a Igreja Católica é perseguida. O “Teólogo cristão romano”, Tertuliano, de Cartago, observou que “o sangue dos mártires é a semente dos cristãos”.

É por isso que a Igreja não apenas sobreviveu a inúmeros movimentos e personalidades anticatólicas, como continuou a florescer.

O que Raquel pensa sobre Bolsonaro e Lula?

A candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), tem todo o direito de adotar a estratégia da neutralidade com relação a não revelar o seu voto, nem fazer campanha para os candidatos que disputam o pleito nas eleições presidências, afinal vivemos num estado democrático de direito.

Mas, ao mesmo tempo, tem a obrigação de dizer o que pensa sobre o governo do atual presidente da república, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e sobre o ex-presidente e candidato, Luíz Inácio Lula da Silva (PT). 

E não se trata de avaliar as candidaturas de ambos, mas as gestões. Lula foi presidente por dois mandatos, Bolsonaro está no primeiro. Então, o que pensa Raquel sobre as duas gestões. Economia, combate à pobreza, politica internacional, saúde, segurança pública, combate à corrupção… O que ela aprova em um e no outro? O que reprova? 

Qualquer candidato deveria tomar esse tipo de postura. Ela critica o Governo do Estado, mas e o Governo Federal? Não é importante mostrar ao povo o que pensa sobre o atual governo do país? Uma coisa é não querer fazer campanha e não apoiar, outra coisa é você avaliar gestões. 

Fidelidade ao PT ou à prefeita?

Em Serra Talhada, além da prefeita petista Márcia Conrado ter desembarcado de malas prontas no palanque de Raquel Lyra (PSDB), contrariando a orientação do PT de apoio à Marília Arraes no segundo turno, os dois vereadores petistas da cidade, Manoel Enfermeiro e Rosimério de Cuca, também estão no palanque da tucana. Integrantes da base governista, os vereadores petistas entenderam que é melhor seguir a prefeita do que o próprio partido. O que pensa o PT a respeito? 

Pega que o filho é teu

Nos três debates realizados até agora neste segundo turno das eleições com as candidatas ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB), uma coisa ficou evidente: a luta para se desvencilhar a qualquer custo dos apadrinhamentos de Paulo Câmara e Bolsonaro. Ambos com alto índice de rejeição no estado. Mais importante até do que as propostas para Pernambuco.

Seu voto, meu futuro

Em franca ascensão no país, o assédio eleitoral é a arma da vez para patrões forçarem a barra para que seus empregados votem no candidato que tem melhores propostas para ele, o patrão.

O assédio eleitoral é crime e acontece quando um empregador age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato. A Constituição Federal estabelece que o voto é livre e secreto, sendo um direito exercido em eleições periódicas.

Balanço do Ministério Público do Trabalho (MPT), divulgado nesta sexta (21), aponta que denúncias de assédio eleitoral subiram de três para 20 em Pernambuco entre o primeiro e o segundo turno. Isso representa um aumento de 566,66%.

Por conta disso, o MPT, o Ministério Público Eleitoral, Polícia Federal (PF), Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco (SRTb/PE) e Defensoria Pública da União (DPU) participam de uma reunião para debater estratégias de combate a esse tipo de assédio.

É uma baita de uma covardia usar o seu poder e a necessidade de outrem para forçá-la a fazer aquilo que você deseja. Canalhice!

Frase da Semana: “da forma como está, na hora de pregar, os padres terão que perguntar para as pessoas: ‘Que tipo de pregação você vai querer. Me diga aí o que eu devo dizer hoje para você não ficar chateado, chateada?’”.

Do Padre Luizinho, comentando sobre os ataques que a Igreja Católica e os padres têm sofrido neste período eleitoral.

Diogo Moraes alerta Ministério da Integração Nacional sobre situação da Barragem de Jucazinho

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, parlamentar falou do risco de rompimento do reservatório, localizado no Agreste pernambucano, em Surubim. Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco na tarde desta quarta-feira (18), o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) externou sua preocupação com a atual situação da Barragem de Jucazinho, no Agreste do Estado. O […]

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, parlamentar falou do risco de rompimento do reservatório, localizado no Agreste pernambucano, em Surubim.

Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco na tarde desta quarta-feira (18), o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) externou sua preocupação com a atual situação da Barragem de Jucazinho, no Agreste do Estado. O parlamentar levou a informação, divulgada pela Folha de Pernambuco na edição da última segunda-feira, de que a barragem pode romper. A avaliação do risco foi feita pela Agência Nacional de Águas (ANA), que aponta ainda risco em outros 24 reservatórios em péssimas condições no País.

Diogo Moraes fez um apelo ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para que órgão responsável – o DNOCS, ligado à pasta da Integração – tenha uma atenção especial com a situação da barragem, que é a terceira maior de Pernambuco. “Estou dando entrada com um requerimento solicitando aos órgãos competentes a realização de uma vistoria técnica na barragem, para que apontem a realidade e a solução para o problema mencionado. Se há o risco de rompimento, o órgão federal precisa se mobilizar para resolver a questão, antes que o período chuvoso se aproxime”, discursou o parlamentar.

O parlamentar destacou que, apesar do investimento de R$ 8,5 milhões realizados este ano pelo Governo Federal no reservatório em junho deste ano, é necessário um reforço maior na barragem de Jucazinho.  “Em caso de chuvas, há o risco de um colapso no maciço na barragem. Logo, é necessário que se comece de imediato uma obra já orçada no valor de R$ 40 milhões, para que se evite uma tragédia de grandes proporções”, frisou Diogo Moraes.

Segundo informações divulgadas no relatório da ANA, a barragem, localizada em Surubim, possui fissuras e deterioração no concreto. O reservatório era responsável pelo abastecimento de 15 municípios, mas em setembro do ano passado entrou em colapso. A sua capacidade é de 327 milhões de metros cúbicos de água.

O levantamento realizado pela Agência Nacional das Águas indica que a estrutura de Jucazinho figura na lista de barragens comprometidas do Brasil. para chegar a essa conclusão, a ANA consultou 29 instituições fiscalizadoras de barragens e, destas, apenas nove responderam, indicando 25 barragens em péssimas condições no país, sendo 16 são públicas e nove privadas (a maioria relacionada ao Agronegócio).

ADUTORA DE SERRO AZUL

Durante pronunciamento na Alepe, o deputado Diogo Moraes também ressaltou os investimentos feitos pelo Governo Estadual na área de infraestrutura hídrica em Pernambuco. Ele destacou o lançamento do edital da Adutora de Serro Azul, realizado nesta terça-feira pelo governador Paulo Câmara (PSB), no Palácio do Campo das Princesas. A obra terá investimentos de R$ 200 milhões do BID.

Audiência em Itapetim: Barragem da Ingazeira pode ser retomada em setembro. Mas há muito a pressionar em Brasília

Sem pressão política, ficou claro que obra não anda. Já Adutora do Pajeú precisa de R$ 200 milhões para conclusão. Lideranças políticas da região avaliaram positivamente a Audiência Pública que aconteceu em Itapetim, na Escola Pincó Sobrinho esta manhã. A participação de nomes como Jackson Carvalho do Dnocs deu sinais de como estão além das […]

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Fotos: Marcelo Patriota

Sem pressão política, ficou claro que obra não anda. Já Adutora do Pajeú precisa de R$ 200 milhões para conclusão.

Lideranças políticas da região avaliaram positivamente a Audiência Pública que aconteceu em Itapetim, na Escola Pincó Sobrinho esta manhã. A participação de nomes como Jackson Carvalho do Dnocs deu sinais de como estão além das perspectivas da Barragem da Ingazeira e segunda etapa da Adutora do Pajeú. A melhor notícia veio com a garantia de que as obras da Barragem da Ingazeira deverão ser retomadas em setembro. Para a Adutora do Pajeú, há necessidade de cerca de R$ 200 milhões para os trechos que ainda faltam até a Paraíba, incluindo os ramais de Triunfo, Santa Terezinha e Brejinho.

“A reunião ocorreu dentro de dois objetivos. Juntar os esforços nessa luta com relação à Barragem da Ingazeira e Adutora do Pajeú. As falas de gestores e lideranças de Pernambuco e Paraíba mostram que há interesse de que as obras não podem parar”, disse o Padre Luiz Marques Ferreira.

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Fotos : Marcelo Patriota
Fotos : Marcelo Patriota

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Participaram da reunião vários prefeitos e vereadores, como José Patriota (Afogados), Zé Mário Cassiano (Carnaíba), Cida Oliveira (Solidão), Sebastião Dias (Tabira), Arquimedes Machado (Itapetim), Augusto Martins (Copap), Joel Gomes (Copap),  Sérgio Bruno (Compesa), Francisco Dessoles (Iguaracy), Dêva Pessoa (Tuparetama), Dellson Lustosa (Santa Terezinha), dentre outros nomes.

Presidente da Amupe e prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, disse estar confiante de que a partir de setembro serão liberados R$ 30 milhões para conclusão da Barragem. Sobre a Adutora, disse que a articulação e pressão foi muito produtiva. “Há confiança de retomada dos trabalhos em setembro”.

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto afirmou que o encontro foi importante porque foi passada uma posição atualizada de Dnocs e empresas que compõem os trabalhos da Barragem da Ingazeira e Adutora. “A informação é da possibilidade de remanejamento de R$ 43 milhões de obras não iniciadas que podem ir para adutora, mas que demandam articulação das forças politicas da região, porque passa pelo Ministério e equipe econômica do governo. Tem que ter a decisão política”.

Um documento a partir do encontro, que o grupo promete levar a Brasília, assinado pelas principais lideranças, envolvendo autoridades, religiosas, representantes de ONGs e Deputados deve ser entregue ao Ministro Hélder Barbalho.

NJTV: como uma Barragem mal concebida leva vidas

O vídeo a seguir não é do Reservatório I do Córrego do Feijão, em Minas. Aconteceu em Mato Grosso no passado, mas está sendo repassado como se fosse, e mais uma Fake News. Assim, não acredite. De toda forma, a imagem mostra a fragilidade de barragens construídas a partir do princípio com o qual o […]

O vídeo a seguir não é do Reservatório I do Córrego do Feijão, em Minas. Aconteceu em Mato Grosso no passado, mas está sendo repassado como se fosse, e mais uma Fake News. Assim, não acredite.

De toda forma, a imagem mostra a fragilidade de barragens construídas a partir do princípio com o qual o reservatório I do Córrego do Feijão foi concebido, muito condenado pela engenharia.  Só tem uma “vantagem”: o baixo custo em relação às barragens seguras, com alto risco para quem mora no entorno.

A barragem da mineradora Vale que se rompeu na sexta-feira (25), em Brumadinho (MG), usava uma tecnologia de construção bastante comum nos projetos de mineração iniciados nas últimas décadas, mas considerada por especialistas uma opção menos segura e mais propensa a riscos de acidentes.

O método chamado de alteamento a montante, permite que o dique inicial seja ampliado para cima quando a barragem fica cheia, utilizando o próprio rejeito do processo de beneficiamento do minério como fundação da barreira de contenção.

Neste sistema, a barragem vai sendo elevada na forma de degraus conforme vai aumentando o volume dos rejeitos. A lama que é dispensada é formada basicamente por ferro, sílica e água. É o método mais simples e também o mais barato.

“É o menos seguro… (…) Uma estrutura que embute um risco não deveria nem ser cogitada”, opina o pesquisador da UFMG e especialista em engenharia hidráulica, Carlos Barreira Martinez.

Ele explica que o modelo é o menos seguro porque a barragem é construída em cima de rejeitos que já foram depositados. “Estamos utilizando uma técnica de depósito de rejeitos que embute um certo risco, principalmente quando há uma elevação muito rápida das barragens”, afirma.

Hoje, engenheiros que atestaram a segurança da barragem foram presos temporariamente em SP. Podem ter fraudado laudos. E mortos continuam sendo contados…