Notícias

Raquel Lyra participa do lançamento regional do Novo PAC em Pernambuco

Por André Luis

A governadora Raquel Lyra participa, junto ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, do evento que vai detalhar as obras prioritárias do Novo PAC em Pernambuco. 

Na cerimônia, que acontece nesta segunda-feira (11), serão explanadas as obras no Estado que entrarão nos investimentos do programa federal. O credenciamento para o evento está sendo realizado pelo governo federal. 

Já no período da tarde, às 15h, a governadora e o ministro visitam um trecho em obras do Canal do Fragoso, em Olinda. O canal foi incluído no PAC com cerca de R$ 130 milhões para as obras da sua quinta e última fase, que serão licitadas em breve pelo Governo do Estado.

Outras Notícias

Municípios da X Geres avançam para a etapa 7 do Plano de Convivência com a Covid-19

Restaurantes poderão ampliar horário de funcionamento a partir da próxima segunda (21).  O Governo de Pernambuco autorizou, a partir da análise do Gabinete de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, que os municípios que compõem as Macrorregiões de Saúde 3 e 4 (Sertão do Estado) e a Gerência Regional que tem como cidade polo Garanhuns, no Agreste […]

Restaurantes poderão ampliar horário de funcionamento a partir da próxima segunda (21). 

O Governo de Pernambuco autorizou, a partir da análise do Gabinete de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, que os municípios que compõem as Macrorregiões de Saúde 3 e 4 (Sertão do Estado) e a Gerência Regional que tem como cidade polo Garanhuns, no Agreste Meridional, avançam no Plano de Convivência com a Covid-19, a partir da próxima segunda-feira (21). 

A Macrorregião I, que compreende a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata, por sua vez, permanece na Etapa 8.

As Gerências Regionais VI, VII, VIII e XI, com polo nas cidades de Arcoverde, Salgueiro, Petrolina e Serra Talhada, avançam para a Etapa 8, podendo liberar escritórios com 100% dos funcionários, além de museus e espaços para exposições. 

Já as Gerências IX e X, com sede em Ouricuri e Afogados da Ingazeira, respectivamente, avançam para a Etapa 7, ampliando o horário de restaurantes e shopping centers até as 22h. 

Assim, todos os municípios da área da X Geres nivelam o estágio no plano:

Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama.

Com o Agreste atingindo o nível 2 de risco, a Gerência Regional V, com sede em Garanhuns, avança da Etapa 7 para a Etapa 8, também liberando escritórios com 100% dos funcionários, além de museus e espaços para exposições. Isso coloca toda a Macrorregião 2 na Etapa 8, ficando igual à Região Metropolitana e à Zona da Mata.

“Atualmente, 97% dos setores da economia do Estado já voltaram a funcionar, sendo alguns com capacidade mais reduzida e outros com 100% da capacidade. É importante ressaltar que o retorno das atividades, sem reflexos negativos no comportamento dos números da doença, também é justificado pela obrigatoriedade do cumprimento dos protocolos específicos de cada atividade, alinhado e definido a partir dos diálogos permanentes entre Estado e a representação dos segmentos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, durante a coletiva desta quinta-feira (17).

O Governo de Pernambuco segue monitorando o comportamento dos indicadores de saúde, que é o principal componente para decidir o avanço do Plano.

Os protocolos dos setores estão disponíveis no site www.pecontracoronavirus.pe.gov.br, onde também está publicada a última versão do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19.

Coluna do Domingão

Jornalismo tem que sentir a dor do outro O jornalismo profissional vive um dilema e encruzilhada ética no Brasil. Por aqui em Pernambuco não é diferente. Isso é fácil de explicar. Encantados com a proximidade do poder ou dos que o querem, muitos tem esquecido do sublime papel da profissão. Está lá no Código de […]

Jornalismo tem que sentir a dor do outro

O jornalismo profissional vive um dilema e encruzilhada ética no Brasil. Por aqui em Pernambuco não é diferente.

Isso é fácil de explicar. Encantados com a proximidade do poder ou dos que o querem, muitos tem esquecido do sublime papel da profissão. Está lá no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: o jornalista não pode valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

O jornalista deixa pra trás o ideal de um jornalismo que transforme,  que faça diferença na vida principalmente dos que precisam de sua atuação para ter direitos fundamentais garantidos.

Claro que não há perfeição total ou imperfeição plena. E nada tem a ver com a bobagem sobre ter ou não diploma, que nem é mais questão após decisão do Supremo, de 12 anos atrás.  Há bons jornalistas sem diploma e péssimos com o canudo, e vice-versa. Tem a ver com a essência da profissão.

O caso da semana,  de 44 famílias entregues à própria sorte na divisa de três municípios do Pajeú na área da Barragem da Ingazeira por conta de um planejamento que não respeitou o ser humano, é um exemplo disso.

Por falta de execução de obras complementares de estradas para acesso às áreas urbanas e alteração da rede de distribuição,  pais e mães de família,  idosos e crianças estão sem nenhuma comunicação com o mundo moderno.

Sem acesso adequado há mais tempo, ilhados pelo maior volume de águas após as chuvas e sem energia desde quinta, essas pessoas tem sofrido muito. Cansadas de aguardar,  desde quarta da semana passada mantém contato com o blog para denunciar esse absurdo. Foi quando as pessoas simples mas cientes de dois acessos essenciais – estrada e energia – relataram, como num grito de socorro,  o drama vivido.

Aí vale o registro inicial. A partir daí,  não há fronteira que deva barrar o exercício do jornalismo em nome dessa gente. A questão envolve empresas privadas como a Celpe, órgãos federais como o DNOCS, Governo do Estado, prefeituras, Ministério Público e vereadores da região.  Todos em maior ou menor escala tem obrigação de fazer ou defender aquela gente.

E até que seja resolvida a questão de forma definitiva, o nosso papel é noticiar, cobrar, apontar, registrar, como numa novela que só acaba com o último capítulo. Prova disso é que a cobrança formal do MP à Celpe, assinada pelo promotor Cícero Barbosa Monteiro Júnior,  de Tuparetama, usa as matérias do blog como ponto de partida para exigir providências.

Chama a atenção porque essa questão tem sido pouca explorada por outros veículos.  Ajudaria muito reverberar o grito daquela gente.  Mas a impressão é de que a situação não renda cliques,  confronte interesses,  como se não tivesse importância lutar por aquele povo. Mas vamos seguir até o fim.

Dentre tantas situações que marcaram a história de quem assina esta coluna, de uma não esqueço.  Visitando familiares em Brasília,  fui reconhecido por um sertanejo que morava na capital federal havia um tempo.

Às lágrimas,  veio me agradecer por um favor que havia feito à sua mãe.  Disse que ela precisou de minha ajuda para ser internada em um hospital da região.  Perguntei como ela estava. “Morreu depois que foi pro hospital”, disse emocionado.

Sem jeito, disse sentir muito e ouvi: “não fique mal. Você garantiu que minha mãe tivesse um leito pra morrer como gente”. Lembrei que tratava-se de uma senhora que estava muito mal mas não conseguia um leito e que só sosseguei quando foi finalmente internada.

Ou seja,  a gratidão era porque ela morreu, mas com dignidade, assistida clinicamente.

Esse episódio do filho grato mesmo com a perda da mãe me mostrou que em nome da dignidade humana, não podem haver barreiras para o jornalismo.

Botou no chinelo

Já que a prefeita não fala,  Dinca Brandino é responsável pelas poucas declarações em defesa da gestão, garantindo que não governa de fato.  Comentando um projeto de regularização fundiária, disse em uma live que, assim possamos dizer, Nicinha Brandino faz a melhor gestão da região”.

Vazacôco

Saiu o porquê do prefeito Côco de Odálio, de Tavares,  não ter ido à uma entrevista na Cidade FM. No dia, estourou o vazamento de vídeos e fotos de um envolvimento extraconjugal do gestor. Ele disse que seu celular foi hackeado, numa saída comum nesses casos.  Só não nega o conteúdo.

A dose

Sem estrutura nem saco para, como nos demais casos, disciplinar a Feira do Rolo, a prefeitura de Afogados fez como quem, para matar um mosquito sobre a mesa, destrói a mesa. A feira, que tem muitas pessoas pobres, sem sobrenome, que ganham alguns trocados pra comer, parece estar interditada para todo o sempre.

Vigilante

O advogado e ex-desembargador do TRE, Roberto Morais,  informa à Coluna que nesta segunda tem nova reunião com a Diretoria da Celpe, para resolver a retomada no fornecimento de energia dos  ribeirinhos da Barragem da Ingazeira e estudar saída definitiva para o problema.

Carlos convoca

O Deputado tabirense Carlos Veras (PT), Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara foi autor do requerimento que convocou Guilherme Boulos e o influencer Felipe Neto para depor em Audiência na Casa. Os dois foram intimados por criticar Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional, algo que não ocorria desde a redemocratização.

Quente,  frio

Dos pré-candidatos do Pajeú a Deputado Estadual,  Luciano Duque,  de Serra Talhada está com a candidatura quente,  Paulo Jucá,  de São José do Egito,  morna e José Patriota, de Afogados da Ingazeira,  friiiia. Já disse não aturar a história do “voto estrutural”, que resolve, mas desqualifica.

Frase da semana: “Houve incompetência e ineficiência”.

De Fábio  Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência (Secom), à Veja, sobre a gestão da pandemia pelo governo federal, especialmente no ciclo de Eduardo Pazuello na Saúde.

 

Itapetim: prefeitura entrega calçamentos

Na noite do último sábado (28), o Governo Municipal de Itapetim entregou a pavimentação das ruas Antônio Delfino e Manoel Alves da Costa. “Fico muito feliz em conquistar mais este sonho da nossa população. Agora os imóveis do local vão ficar ainda mais valorizados, além de melhorar a saúde e a acessibilidade da população”, disse […]

Na noite do último sábado (28), o Governo Municipal de Itapetim entregou a pavimentação das ruas Antônio Delfino e Manoel Alves da Costa.

“Fico muito feliz em conquistar mais este sonho da nossa população. Agora os imóveis do local vão ficar ainda mais valorizados, além de melhorar a saúde e a acessibilidade da população”, disse o prefeito Adelmo Moura.

Além de Adelmo, também estiveram presentes o vice-prefeito Junio Moreira, o ex prefeito Arquimedes Machado, o presidente da Câmara de Vereadores, Júnior de Diógenes e demais vereadores.

Renata Campos: “Eduardo comemorou a entrevista como um gol”

por Magno Martins – Blog do Magno Conversei, ontem, com a viúva Renata Campos, tão logo sai dos estúdios do Frente a Frente, programa especial em homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que morreu na queda do avião que o conduzia para Santos, na quarta-feira pela manhã. Pude constatar o que muitos amigos e aliados de […]

eduardo-renata-campos-aguinaldo-leonel

por Magno Martins – Blog do Magno

Conversei, ontem, com a viúva Renata Campos, tão logo sai dos estúdios do Frente a Frente, programa especial em homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que morreu na queda do avião que o conduzia para Santos, na quarta-feira pela manhã.

Pude constatar o que muitos amigos e aliados de Eduardo já diziam ao longo do dia que passei em frente à sua casa entrevistando políticos que a visitavam: a sua fortaleza inabalável.

Mulher forte e guerreira, Renata estava serena e firme, conversando tranquilamente com todos que a abraçavam para dividir o sentimento da dor.

Em cada papo, relembrava os momentos alegres com o marido, suas brincadeiras, seu lado divertido e bem humorado. Eduardo era um homem feliz, de bem com a vida.

Segundo Renata, na noite anterior à tragédia ele estava extremamente feliz por ter ocupado 15 minutos na telinha do Jornal Nacional numa entrevista para William Bonner e Patrícia Poeta.

‘Fui lá e fiz o gol”, repetia Eduardo, de acordo com Renata, para todos aqueles que passaram a ligar cumprimentando-o pelo seu desempenho na entrevista.

Antes mesmo de entrar para os estúdios da TV-Globo, no Rio, Eduardo já esbanjava muito bom humor no cafezinho na sala de espera ao lado de Bonner e Patrícia Poeta.

“Meu marido era uma alegria irradiante e contagiante, você sabe disso, porque conviveu com ele por muito tempo”, disse.

Renata jantou com Eduardo, após a entrevista, no hotel em que estavam hospedados no Rio de Janeiro e pela manhã se separaram. O ex-governador seguiu no jatinho da fatalidade para Santos.

Ela, regressou ao Recife em companhia do caçula Miguel e só veio saber que havia perdido seu velho companheiro e o Brasil um líder em ascensão quando já estava em casa, no bairro de Dois Irmãos.

Apesar da dor, Renata vem resistindo com muita bravura, assim como seus cinco filhos e a sogra, a ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União, que estava ontem ao seu lado o tempo todo.

Lá encontrei, também, todos os filhos do ex-governador Miguel Arraes, tios de Eduardo, entre eles Guel Arraes, que travalha na Globo e reside no Rio, bastante abatido.

Antônio Campos, irmão de Eduardo, passou boa parte do tempo abraçado à mãe, circulou entre os amigos, contou os últimos momentos que viveu com o mano, um deles a sua festa de 49 anos, naquela mesma casa, quando, segundo Antônio, manifestava uma certeza inabalável de que iria para o segundo turno e ganharia a eleição.

Durante o seu aniversário, comemorado reservadamente em família, Eduardo se emocionou e chorou bastante quando seus filhos apresentaram o vídeo que varre as redes sociais, manifestando o grande amor pelo pai. Era uma homenagem não apenas ao aniversário mas também ao Dia dos Pais.

Mas Eduardo não sabia que seria a última homenagem da família que tanto amou e preservou, revelando o seu lado de paizão, uma das suas facetas mais admiradas pelos seus fãs.

Turbulência: avião, helicópteros, barcos e carros de luxo foram apreendidos pela PF

A Polícia Federal em Pernambuco apresentou na manhã desta quarta-feira (22) o balanço de itens apreendidos durante a Operação Turbulência, deflagrada na terça-feira (21). A PF recolheu em residências e escritórios, alvos de mandados de busca e apreensão, sete automóveis de alto luxo, 45 relógios de marcas internacionais famosas, além de 3,6 milhões em reais, dólares, cheques, […]

apreensao_pf_3

A Polícia Federal em Pernambuco apresentou na manhã desta quarta-feira (22) o balanço de itens apreendidos durante a Operação Turbulência, deflagrada na terça-feira (21).

A PF recolheu em residências e escritórios, alvos de mandados de busca e apreensão, sete automóveis de alto luxo, 45 relógios de marcas internacionais famosas, além de 3,6 milhões em reais, dólares, cheques, contratos, recibos e comprovantes de transferência bancária, bem como revólveres e uma espingarda. Também foram apreendidos cinco bens de destaque: dois  barcos, dois helicópteros e um avião.

Na terça-feira, os policiais federais prenderam quatro pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa que pode ter financiado a campanha de reeleição do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em 2010, segundo a Polícia Federal. O grupo também teria envolvimento com a compra do avião Cessna Citation que caiu em Santos (SP), em agosto de 2014, causando a morte do presidenciável.

Seguiram para o Centro de Triagem e Observação Criminológica (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite, Arthur Roberto Lapa Rosal e Apolo Santana Vieira.

A PF acredita que o grupo tenha movimentado até R$ 600 milhões. Isso poderá ser comprovado com as investigações detalhadas dos documentos também apreendidos na Operação Turbulência. São cinco computadores portáteis, cinco discos rígidos, 20 agendas, três pen-drives, além de  17 celulares e sete tablets. Entre os papéis, estão escriturações, extratos bancários e planilhas fiscais.

Todo o material passará por uma perícia técnica. A maior atenção será dada aos documentos, celulares planilhas fiscais. Com a análise, a investigação poderá apontar outros envolvidos. Segundo a PF, não existe um tempo definido para o término das perícias.

Para o assessor de comunicação da PF em Pernambuco, Giovani Santoro, esses documentos vão mostrar a movimentação financeira da organização criminosa e detalhar a participação dessa pessoas envolvidas nessa transação. “Precisamos saber quem se beneficiou com esse dinheiro desviado dos cofres públicos. Sendo assim, não descartamos novas operações para prender mais gente”, afirmou.

Santoro ressaltou que, quando se deflagra uma operação dessa, que investiga lavagem de dinheiro, é importante que esses bens sejam apreendidos e que esses recursos possam ser recuperados por meio de leilão. É preciso não só prender as pessoas, mas impor prejuízo a elas”, observou.

A PF informou, ainda, que as armas foram apreendidas com os alvos da operação levados para prestar depoimento por condução coercitiva.