Radiografia do Pajeú: majoritário não foi sinônimo de mandato e candidato liso ajudou a fazer Deputado
Por Nill Júnior
Na região do Pajeú, apenas dois nomes tiveram sucesso eleitoral nas urnas neste pleito de domingo. Os dois são do maior colégio eleitoral da região, Augusto César (PTB) e Manoel Santos (PT). O primeiro mais uma vez exorcizou as previsões de que não chegaria. “Todo ano dizem que eu não vou conseguir e chego”, brinca Augusto César. O segundo graças à força da Fetape conquistou mais um mandato.
Nomes radicados no entorno do Pajeú e que tiveram a região como importante base, Rogério Leão (Belmonte) e Ângelo Ferreira (Sertânia) estão entre os que chegaram buscando votos por aqui. Na Câmara Federal, apenas Sebastião Oliveira garantiu cadeira. Do vizinho Sertão do São Francisco, veio a maior surpresa, o jovem Kaio Maniçoba, que foi eleito Deputado Federal com pouco mais de 20 mil votos.
Na contabilidade dos votos no Pajeú, o mais votado foi Anchieta Patriota (PSB), com 24.045 votos, praticamente 75% de toda sua votação no Estado, não suficientes para garantir seu mandato. Ângelo Ferreira (PSB) obteve 17.200 votos e chegou com mais de 40 mil. Na sequência, Rogério Leão (PR), com 16.140 votos, Augusto César (PTB), que teve 13.878 votos e Manoel Santos (PT), com 12.707 votos.
Dentre os que apareceram só para marcar posição, Marquinhos Dantas (Serra Talhada), Américo Barros (Iguaraci), Belo Leão (São José do Egito) e Itamar França (Afogados).
Os três últimos, do Psol, ao menos ajudaram a fazer um estadual Edilson Silva, ajudando-o a ter cauda para garantir o primeiro mandato do Psol. Conseguiram 2.773 votos para a coligação. Garante Itamar França, que tem um blog na região, que foram os “candidatos lisos” mais bem votados de Pernambuco. Zé Gomes parabenizou o desempenho dos pajeuzeiros no pleito.
Por Andre Luis O presidente da Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco – Asserpe, o radialista e diretor da Rádio Pajeú, Nill Júnior, visitou ao lado do diretor Secretário da entidade, Ivan Feitosa, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, Eriberto Medeiros. O encontro que aconteceu nesta quinta-feira (6), na […]
O presidente da Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco – Asserpe, o radialista e diretor da Rádio Pajeú, Nill Júnior, visitou ao lado do diretor Secretário da entidade, Ivan Feitosa, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, Eriberto Medeiros.
O encontro que aconteceu nesta quinta-feira (6), na Assembleia, teve como pano de fundo, discutir a relação entre a Alepe e a radiodifusão do Estado.
Ainda participaram do encontro Ricardo Costa, Superintendente de Comunicação da Casa e Pedro Paulo, diretor presidente da Nova Comunicações, a TV Nova.
O presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Kaio Maniçoba, anuncia a abertura permanente da comporta da barragem do Juá, no município de Floresta. O reservatório possui capacidade para armazenar 71,47 milhões de metros cúbicos de água. Cerca de 600 produtores agrícolas se beneficiam dessa água. Eles cultivam milho, cebola, hortaliças e pastagens. Na terça-feira […]
O presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Kaio Maniçoba, anuncia a abertura permanente da comporta da barragem do Juá, no município de Floresta. O reservatório possui capacidade para armazenar 71,47 milhões de metros cúbicos de água.
Cerca de 600 produtores agrícolas se beneficiam dessa água. Eles cultivam milho, cebola, hortaliças e pastagens.
Na terça-feira (25), em Brasília, junto com os secretários da gestão Municipal de Floresta, Dário Novaes (Gatão) e Betinho Numeriano, Kaio participou de reunião com o Ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e hoje (26), com o secretário do Ministério Sérgio e a secretária de Infraestrutura do Estado de Pernambuco, Fernandha Batista, a presidente da Compesa, Manuela Marinho.
A interlocução com o Ministério de Desenvolvimento Regional foi do deputado federal, Eduardo da Fonte.
“Vamos alinhar com a APAC para ver a quantidade/volume a ser liberada e a quantidade de dias por mês. A expectativa é que já no próximo mês inicie a abertura, ou seja, assim que finalizarmos os trâmites documentais”, comemora o presidente do IPA.
Nesse sentido, foi firmada uma parceria importante entre o Governo Municipal, Governo de Pernambuco e Governo Federal. “Vencemos essa primeira etapa e agora é esperar que os prazos sejam cumpridos”, fala Kaio.
Hoje faz três anos da morte de Valdir Teles. O repentista morria em um domingo, vítima de um infarto fulminante. Valdir Teles é tido como um dos maiores nomes da poesia oral brasileira. Estava com 64 anos e faleceu no Sítio Serrinha, onde morava, na Zona Rural de Tuparetama, no Sertão pernambucano, cidade que o […]
Hoje faz três anos da morte de Valdir Teles. O repentista morria em um domingo, vítima de um infarto fulminante. Valdir Teles é tido como um dos maiores nomes da poesia oral brasileira. Estava com 64 anos e faleceu no Sítio Serrinha, onde morava, na Zona Rural de Tuparetama, no Sertão pernambucano, cidade que o adotou ainda criança.
Paraibano de Livramento, no Cariri paraibano, ele se tornou órfão de pai aos onze anos, passou a trabalhar para sustentar a mãe e os quatro irmãos mais novos. Trabalhou na agricultura até os 19 anos. Foi peão nas hidroelétricas de Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso. A arte do repente até 1979, permaneceu mais ou menos latente em Valdir Teles até que aflorou numa cantoria entre Sebastião da Silva e Moacir Laurentino, em São José do Egito. Daí em diante não teria mais volta. Em pouco tempo ele apresentaria um programa de cantoria e viola numa emissora de Patos (PB).
Como escreveu com precisão Zé Teles, Valdir era enorme. Aliás, é, dada a contemporaneidade de seus versos, ouvidos até hoje.
Numa entrevista à radialista Roberta Clarissa, em 2001, sobre a vocação para a poesia, respondeu: “Concordo, o poeta nasce feito, agora ele se aperfeiçoa, ele nasce feito e tem que se aperfeiçoar a muitas coisas, por que se ele nascer feito e não se atualizar, não procurar progredir, aí ele estagna, fica com a fonte estagnada que não vai produzir e acompanhar a evolução de hoje”.
Valdir teles nunca parou de evoluir, deixou vários clássicos para a poesia popular, um destes desenvolvido, com Moacir Laurentino, em torno do mote, Eu ainda sinto o cheiro, do café que mãe fazia. Poete premiado, com apresentações no exterior, Valdir , como grande parte dos cantadores de viola, circulava basicamente no universo particular dos repentistas e apologistas. Gravou vários CDs, DVDs, vendidos em espaços limitados.
A filha, Mariana Teles, deixou uma linda homenagem ao poeta. “Tomada pela saudade dos três anos da partida de painho, divido com os amigos a saudade para ver se fica mais leve de carregar”.
Meu pai,
Faz tanto sentido repetir essas duas palavras quando pronuncio de quem sou filha, que o tempo verbal não muda, não sucumbe com a brevidade da vida, muito menos com os altos e baixos dessa saudade, que hora se faz veloz como o senhor foi nos palcos, outra mansa como o senhor foi na vida.
Partilhei sua benção, seu colo ilimitado, suas renúncias em favor dos nossos sonhos, sua abnegação desmedida, seu coração sem tamanho e sua fé sem limites – por 25 anos de minha vida. Mas continuo a partilhar cotidianamente do seu amor em tudo que foi plantado em mim e vivido por nós.
É o seu amor, Painho, que me salva até quando a saudade insiste em me condenar.
É da lavra do seu carinho que encontro âncora e certeza para não me perder nos caminhos da vida nem esquecer de quem sou e de onde venho.
A firmeza das posições, a fragilidade das emoções, a boa fé intuitiva, a humildade sem precedentes, a paternidade sem comparações. Meu pai foi gente na acepção mais humana da palavra. Poeta – na dimensão mais ampla do ser e PAI na condição ímpar de amar e emprestar as asas e os pés para me fazer voar pelas suas e andar pelos seus.
Aquele domingo de março nunca será sobre o senhor, Painho. É uma agressão ao universo reduzir a existência de um cometa ao dia que Deus escolhe para levá-lo ao espetáculo do brilho eterno e do aplauso sem pausa.
Sobre o senhor, meu pai, será sempre sobre amor, sobre festa. Sobre minha primeira e mais importante escola de solidariedade, de generosidade sem segundas intenções, de inteligência em seu estado mais puro, de carisma mais genuíno e de cidadania mais latente.
Ser tua filha me legou a obrigação de não poder desistir, de perseverar e aprender a tirar leite de pedra e sangue de tapioca. Tirar de onde não tem e colocar onde não cabe, como bem ensinou Pinto.
É a sua luz que acende as lamparinas da minha alma, quando a saudade teima em deixar tudo breu. Na sua coragem, eu encontro terra para os pés e sangue para os meus olhos.
É quase uma imposição moral não desistir nem me render a saudade que aprendeu me fazer sangrar pelos olhos e chorar pela alma.
Carregar teu sangue é misturar a força do Cariri com a resiliência do Pajeú e encarar de peito aberto o palco e a vida. Sem pestanejar. Na velocidade do seu repente, sem tomar o fôlego.
Obrigada pelo amor, pelos nossos olhos que brilharam tanto de orgulho um do outro, pelo seu colo e seu cheiro em todos os instantes. Por ser tudo o que nunca me faltou. Nem agora.
E Obrigada meu Deus, por permitir ter pai e ser filha. Pelas estradas, os extremos, os palcos, as lições, a vida ao lado do coração mais puro que eu já vi e que mora dentro de mim. Que bate junto com o meu. Até mais do que o meu em mim.
Obrigada, Painho
Sua luz segue firme clareando meus caminhos. O timbre da sua voz é o que eu conheço mais perto do céu.
Voar sem a sua segunda asa é cada dia mais difícil. Mas cada dia mais necessário. Te sinto tão em mim s tão perto – em tudo e sempre – que a medida que não deixei de ser Mariana de Valdir, me tornei Mariana por Valdir.
Três anos é sempre muita coisa e quase nada, perto desse amor que não começou e nem vai terminar nessa vida.
Continua pedindo a Deus por mim, pelos meninos e por Mainha – que eu vou continuar transformando a saudade em versos e o luto em luta.
Te amo – e isso nunca teve nada a ver com essa existência.
Na última terça-feira (16), o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), respondeu, ao programa Falando Francamente, na TV Farol no YouTube, sobre as críticas de opositores sobre sua viagem a Brasília ao lado da prefeita Márcia Conrado na última semana. A viagem gerou polêmica nas redes sociais e ataques no sentido sobre como o […]
Na última terça-feira (16), o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), respondeu, ao programa Falando Francamente, na TV Farol no YouTube, sobre as críticas de opositores sobre sua viagem a Brasília ao lado da prefeita Márcia Conrado na última semana.
A viagem gerou polêmica nas redes sociais e ataques no sentido sobre como o ex-gestor teria pago custos com avião, hotel, traslado, alimentação e outras demandas na Capital Federal quando Duque já não tem direito a cotas de diárias pagas com verba pública.
“Eu estive em Brasília semana passada já antenado com o projeto de lei orçamentária e lá eu pude com Márcia visitar vários gabinetes, coisa que eu sempre fiz ao longo do ano, eu fui com minhas próprias despesas, não houve dinheiro público e se tivesse o investimento seria muito bem pago, porque eu estou trabalhando para o município, eu não fui trabalhar para Luciano Duque. Evidentemente eu tive o convite do deputado Fernando Monteiro, que ofereceu inclusive as passagens áreas, que inclusive eu recusei. Não precisei, eu já tinha milhas, eu tenho muitas milhas para gastar”.
O ex-prefeito também assegurou que vai novamente à Brasília se a prefeita Márcia Conrado precisar dele. Por lá, Luciano atuou como uma espécie de “guia” para abrir portas em busca de recursos e contatos com lideranças na Capital Federal. Na TV Farol, Duque revelou quanto pagou, do próprio bolso, até com diárias para ficar em um flat.
“O hotel lá [em Brasília] é uma parceria antiga com uma assessora que sempre me deu suporte, eu pago uma diária de R$ 160,00. Como é sistema de flat, a gente consegue um preço razoável e o investimento que foi feito foi pago por mim. Eu vou construir soluções para o povo de Serra Talhada e se for necessário ter investimento público, eu não sei de que forma precisa ser feito, se for necessária a minha ida a Brasília para tratar de assuntos da prefeitura de Serra Talhada, não sei se é possível, não consultei ainda. Se a prefeita precisar de mim, evidentemente eu vou”, destacou.
A nota do Ministério da Integração Nacional sobre a vista às obras do Projeto São Francisco em Cabrobó não trata da vinda da Presidenta Dilma e sim do ministro da Integração Nacional, Josélio Moura. Ele visita nesta sexta-feira (6) a segunda estação de bombeamento (EBI-2) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São […]
A nota do Ministério da Integração Nacional sobre a vista às obras do Projeto São Francisco em Cabrobó não trata da vinda da Presidenta Dilma e sim do ministro da Integração Nacional, Josélio Moura.
Ele visita nesta sexta-feira (6) a segunda estação de bombeamento (EBI-2) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, localizada em Cabrobó (PE).
Entretanto, toda imprensa tem noticiado que Dilma vem a Pernambuco, na agenda pré afastamento, que deve ser confirmado em comissão do Senado, quando ficará afastada por até 180 dias.
O objetivo é vistoriar os trabalhos em uma das maiores estruturas da obra, hoje em fase de testes. Em abril o projeto alcançou o índice de 86,3% de avanço físico nos dois eixos – Norte e Leste.
Segundo nota, maior obra de infraestrutura hídrica do país, o Projeto São Francisco se estende por 477 quilômetros em dois eixos de obras. O empreendimento vai garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
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