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Radialista Francys Maya anuncia saída da Líder FM

Por Nill Júnior

O radialista egipciense Francys Maya anunciou através de uma rede social a sua saída dos quadros da Líder FM. Maya vinha apresentando o programa “O X da Questão” ao lado de Tarcísio e Maciel Rodrigues. Ele passou a integrar o espaço depois de afastado por um período em virtude de problemas cardíacos.

“Bom dia Amigos. Comunico de forma oficial que a partir de hoje não faço mais parte do quadro funcional da Líder FM. Foi uma decisão minha e quero agradecer à administração pela confiança que depositou em minha pessoa durante todo este tempo. Vida que segue!” – afirmou.

Nos bastidores, comenta-se que Maya estaria sendo sufocado fazendo parte de um programa em que era mais um acessório que agente principal, como ocorrera antes de sua saída por questões de saúde. Não tinha também a mesma liberdade editorial de ouvir políticos de todas as tendências. Nas redes sociais, muitos ouvintes cobravam um espaço específico para o comunicador.

O anúncio  de Maya é mais um colocado na conta das mudanças promovidas a partir da chegada de Victor Oliveira na gestão das rádios do grupo Inocêncio. Victor promoveu a demissão dos funcionários da antiga Transertaneja FM para locar duas frequências à Rede Brasil. Também “matou” a marca A Voz do Sertão, agora ocupada pela marca Líder. Neste episódio, é questionado por não dar um espaço próprio para quem ajudou tanto a revolucionar o rádio notícia na Capital do Xaxado.

Outras Notícias

Perícia achou sangue no carro em que Evandeilson Lima foi visto última vez

Delegado Ubiratan Rocha pedirá prorrogação da prisão de temporária de Cícero Robson. “As perícias corroboram nosso posicionamento e desmentem o suspeito” O Delegado Ubiratan Rocha disse em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que as perícias realizadas e contradições no depoimento de Cícero Robson à polícia o colocam na condição de principal suspeito de […]

Delegado Ubiratan Rocha pedirá prorrogação da prisão de temporária de Cícero Robson. “As perícias corroboram nosso posicionamento e desmentem o suspeito”

O Delegado Ubiratan Rocha disse em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que as perícias realizadas e contradições no depoimento de Cícero Robson à polícia o colocam na condição de principal suspeito de participação no desaparecimento de Evandeilson Lima, o Vando, prestes a completar dois meses. por isso, pediu a prorrogação de sua prisão preventiva. Cícero Robson é agente da STTRANS em Serra Talhada, radicado em Afogados.

“É uma investigação complicada sem um local de crime. Entretanto, a prisão temporária foi deferida porque a gente pegou contradições. Diante da linha de investigação, começamos a fazer trabalhos técnicos para fundamentar os pedidos cautelares”, afirmou.

Além do trabalho intenso, o Delegado afirmou que conseguiu com sua equipe fechar a parte técnica. “As perícias corroboram nosso posicionamento e desmentem o suspeito. Temos a convicção de participação dele em alguma coisa. Estamos trabalhando com a possibilidade de homicídio. A gente foca o suspeito Cícero Robson”. Um dos detalhes técnicos foi revelado pelo Delegado. “Conseguimos encontrar manchas de sangue, após uso do reagente Blue Star no veículo do suspeito. Os exames de DNA estão avançados”, afirmou.

Reagentes como o Luminol e Bluestar servem para os Peritos Criminais realizarem a pesquisa de sangue latente, ou seja, locais de crime com sangue que foram lavados. Mesmo que não seja visível mais a mancha de sangue, as hemoglobinas residuais reagem com o Luminol e provocam a emissão de fluorescência, revelando a presença de sangue.

Outra informação é de que o Instituto de Criminalística refez um dos caminhos indicados pelo suspeito na noite do crime. “Todas as declarações caíram por terra” afirmou. Perguntado se há possibilidade de mais de uma pessoa envolvida no desaparecimento, o Delegado disse acreditar que não exista uma só pessoa mas que a balança pende inicialmente para participação do Cícero Robson. “A gente tem que ir por blocos. Estamos fechando tecnicamente a participação”.

O Delegado confirmou a  solicitação da prorrogação da prisão temporária. “Estamos pedindo hoje embasados tecnicamente. Pelo que foi encontrado pelo caminho da investigação. Se não visse qualquer indício ele não estaria preso. São vários indícios”. O Delegado disse que tem que fechar o inquérito até 22 de maio.

Trabalha com óbito: o Delegado confirmou que trabalha com a informação de que o Evandeilson esteja morto. “Eu não vou dizer que são nulas as probabilidades de que o Vando esteja vivo. Certeza, ninguém dá. Porém hoje a gente já trabalha que o Evandeilson tenha chegado a óbito já”.

Ouça o que disse o Delegado:

CIMPAJEÚ anuncia entrega de novas ambulâncias do SAMU

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) anunciou em suas redes sociais a chegada de novas ambulâncias do SAMU 192, renovadas pelo Ministério da Saúde por meio do Governo Federal. A cerimônia de entrega das ambulâncias ocorrerá nesta sexta-feira (12), às 15h, na central de regulação de Serra Talhada. Os municípios beneficiados com […]

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) anunciou em suas redes sociais a chegada de novas ambulâncias do SAMU 192, renovadas pelo Ministério da Saúde por meio do Governo Federal. A cerimônia de entrega das ambulâncias ocorrerá nesta sexta-feira (12), às 15h, na central de regulação de Serra Talhada.

Os municípios beneficiados com as novas ambulâncias são Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Serra Talhada, e Sertania. A renovação da frota é vista como um passo importante para a melhoria dos serviços de emergência na região.

Artur Amorim, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) e secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, também destacou a importância das novas ambulâncias em suas redes sociais. 

“O Brasil voltou a valorizar projetos construídos por técnicos dos municípios e, com isso, irá melhorar a qualidade na assistência dos nossos usuários. Já fizemos mais de 10 mil atendimentos na III macrorregião de saúde e cobrimos uma população de quase 1 milhão de habitantes”, afirmou Amorim.

Madalena reforça sinais de candidatura em evento da OAB de Arcoverde

Fora do poder desde 31 de dezembro de 2020, quando entregou a prefeitura ao seu sucessor Wellington Maciel, do MDB, a ex-prefeita Madalena Britto do PSB, continua a dar sinais de que pretende disputar as eleições de 2024 para retornar a prefeitura de Arcoverde.  Em discurso feito durante evento da OAB na Câmara de Vereadores, […]

Fora do poder desde 31 de dezembro de 2020, quando entregou a prefeitura ao seu sucessor Wellington Maciel, do MDB, a ex-prefeita Madalena Britto do PSB, continua a dar sinais de que pretende disputar as eleições de 2024 para retornar a prefeitura de Arcoverde. 

Em discurso feito durante evento da OAB na Câmara de Vereadores, ela pregou ‘dias melhores’ para Arcoverde e teceu críticas veladas a Assistência Social do município, hoje comandada pela primeira-dama Rejane Maciel.

Ao defender a participação da mulher na política, ela disse que Arcoverde precisa da força da mulher, que elas têm mais sensibilidade, mas que precisam também da força dos homens para que dias melhores cheguem à cidade, num tom de crítica a situação da cidade, a onde o atual prefeito tem um alto índice de rejeição.

“As mulheres em Arcoverde têm vez e voz. Isso me orgulha. Nós precisamos sempre ter aquela pessoa que nos transmita confiança e força, e leve à frente nossa cidade. Que as mulheres ocupem os espaços. Não tem força maior do que a da mulher. Precisamos disso e acredito muito que essa cidade precisa muito da força da mulher, na sensibilidade que é bem maior do que a do homem, mas também da força dos homens… Quero dizer a vocês que confiem na força da mulher que nós iremos juntos lutar pra que dias melhores aconteçam na nossa cidade”, falou Madalena dirigindo ao público presente ao evento.

Ainda na sua fala, Madalena lembrou um momento em que atendeu ao pleito de uma mulher, em 2013, que pedia um banheiro para que sua filha pudesse ter um local adequando para tomar banho, relembrando sua visão social e criticando de forma velada a atuação da secretaria de Assistência Social atualmente.

“Como é triste Dr. Pedro (Pedro Melchior, palestrante do evento), a gente se deparar com pessoas pedindo uma lata de leite pra dar ao filho, sem renda, e sem ter, e a onde poderia receber as vezes é negada essa lata de leite. Tenho certeza de que nós estaremos sempre nesse caminho, nessa luta, para dar uma vida melhor aquelas pessoas mais carentes…Vamos levantar a voz, a cada dia. Nossa voz será mais alta para podermos lutarmos juntos”, finalizou a ex-prefeita Madalena saudando o vereador Siqueirinha como aliado. As informações são do Jornal Portal do Sertão.

Arcoverde: Prefeitura formaliza entrega do Caps AD III Vereador Jairo Freire

Com a presença do deputado federal Fernando Filho, dos vereadores Sargento Siqueira, Célia Cardoso, Luíza Margarida, Paulinho Wanderley, Warley Amaral, Cleriane Medeiros e da população, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, inaugurou o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Vereador Jairo Freire – Caps AD III – Regional Arcoverde, na Rua Félix Pascoal, no […]

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Com a presença do deputado federal Fernando Filho, dos vereadores Sargento Siqueira, Célia Cardoso, Luíza Margarida, Paulinho Wanderley, Warley Amaral, Cleriane Medeiros e da população, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, inaugurou o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Vereador Jairo Freire – Caps AD III – Regional Arcoverde, na Rua Félix Pascoal, no São Cristóvão.

O padre Aírton Freire abriu a solenidade fazendo uma oração e abençoando o novo equipamento. A secretária de Saúde, Andreia Britto lembrou o empenho do deputado Fernando Filho para que a cidade conseguisse a habilitação e ofereceu o Caps aos moradores de Arcoverde.

A prefeita Madalena também agradeceu ao deputado Fernando Filho e deu um recado indireto à sua oposição na cidade. “Não falamos de político nenhum, pois cada um tem o seu perfil e o nosso é este: cuidar daqueles que mais precisam de nós”.

Há seis meses, o Caps AD III está funcionando com recursos da Prefeitura e já tem mais de 50 usuários. A portaria de habilitação do Ministério da Saúde foi publicada no dia 30 de setembro e até o momento o município ainda aguarda os recursos.

O equipamento dispõe de equipe multiprofissional composta por médico psiquiatra, clínico geral, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos agrícolas. A unidade oferece também acompanhamento clínico e a reinserção social de usuários a partir de 18 anos pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Feminicídio: menos da metade dos casos investigados virou processo na Justiça

Da Agência Brasil Desde que foi tipificado como crime hediondo em março de 2015, até 30 de novembro de 2016,  o feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a investigação em […]

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Desde que foi tipificado como crime hediondo em março de 2015, até 30 de novembro de 2016,  o feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a investigação em curso.

Os dados foram divulgados na reunião deste mês do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que ocorreu no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O tema voltou a ser debatido esta semana no Senado, durante o seminário Mulheres no Poder: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência.

Dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), do CNMP, de 2013 mostram que as denúncias de homicídios em geral no país ficam muito abaixo desse percentual. Dos 136,8 mil inquéritos abertos até 2007, em 2012 apenas 10.168 viraram denúncias, o que corresponde a 7,32%. Outros 39.794 foram arquivados.

A coordenadora do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres (Gecohm), promotora de Justiça Lúcia Iloizio, explica que o objetivo da reunião foi discutir a meta do Ministério Público de combate ao feminicídio, instituída quando a tipificação do crime foi criada. O objetivo é oferecer a denúncia de todos os inquéritos à Justiça, para reduzir o número desse tipo de crime, meta da Enasp para 2016.

“A meta [de combate] do feminicídio previa concluir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público dos inquéritos policiais que apurassem a conduta, lembrando que a Lei do Feminicídio entrou em vigor no dia 10 de março de 2015. Então, a meta era, no primeiro ano de vigência da lei, concluir o máximo possível de inquéritos”.

Até o momento, 47,93% dos casos viraram processos na Justiça. De acordo com a promotora, para 2017 a meta de 100% continua a ser perseguida, já que muitos inquéritos ainda estão em andamento. “Pode acontecer de não ter uma linha de investigação definida, podem faltar os elementos ou provas para oferecer a denúncias e o laudo demorar a chegar. A gente só pode oferecer a denúncia se houver elementos suficientes para isso. Muitos casos ainda podem ter oferecida a denúncia, não foram arquivados. Vamos perseguir essa meta para zerar as investigações”.

Lúcia Iloizio acrescenta que outro objetivo é dar visibilidade ao problema do feminicídio no país e gerar dados estatísticos sobre a violência doméstica e as mortes de mulheres. “É efetivamente em situações de violência doméstica? É em situação de menosprezo? Qual é esse índice, qual esse percentual, qual esse montante? Ela chama a atenção para a questão da violência contra a mulher. O feminicídio é uma das formas extremamente graves da violência doméstica e familiar”.

O feminicídio é o assassinato da mulher pelo fato de ela ser mulher. É caracterizado quanto houver uma das situações de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha ou se for em decorrência de menosprezo à condição da mulher.

Diagnóstico – Dados divulgados em outubro pela Enasp mostram que, na ocasião, eram 3.673 casos registrados em todo o país. Minas Gerais aparece com o maior número, 576, seguido de Rio de Janeiro, com 553, e da Bahia, com 395. Na outra ponta, o Rio Grande do Norte registrou 12 casos de feminicídio desde que a lei foi criada, Roraima, 16, e o Maranhão e Sergipe tiveram 20 casos cada. Alagoas e o Piauí não haviam enviado dados para o balanço.

Uma das coordenadoras da iniciativa Dossiê Feminicídio, Marisa Sanematsu considera positivo o engajamento do Ministério Público na questão e destaca que o órgão é um dos parceiros da campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha. Mas, para ela, é preciso avançar muito a partir do diagnóstico apresentado.

“Acho importante, porque nós precisamos de dados. Mas a meta é muito mais do que contar número de inquéritos. A meta de redução quer dizer que o Ministério Público está comprometido em apurar os crimes de homicídio, acompanhar as investigações, olhar os assassinatos para ver se são feminicídios, o que quer dizer ter visão de gênero para fazer o trabalho. A meta é implementar estratégias para que de fato se investigue e puna os culpados”.

O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, lançado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) Brasil, mostra que entre 1980 e 2013 o homicídio de mulheres cresceu, passando de 1.353 em 1980 para 4.762 em 2013, com aumento de 252%. Em 1980, a taxa era de 2,3 vítimas por 100 mil mulheres e passou para 4,8 em 2013, um aumento de 111,1%.

Antes da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, o crescimento da taxa de assassinato de mulheres foi de 2,5% ao ano. Depois da lei, caiu para 1,7% ao ano. O levantamento revela que o Brasil está em quinto lugar no ranking de países que mais matam mulheres, atrás apenas de El Salvador, da Colômbia, Guatemala e Rússia.

Marisa, que é diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, instituição que trabalha com informação e direitos das mulheres, ressalta que boa parte desses assassinatos de mulheres ocorre dentro de casa (27,1%) e é cometida por pessoa conhecida da vítima, o que indica o problema da violência doméstica como fator importante no desfecho trágico. Para ela, é importante que sejam feitas campanhas de esclarecimento sobre o tema e de capacitação dos investigadores para lidar com a questão. A diretora lembra que nem todo assassinato de mulher é caracterizado como feminicídio.

“A gente precisa ver que em todo o processo, desde a investigação até o julgamento, é preciso ter uma visão de gênero. Tentar identificar o que o fato de a vítima ser mulher alterou no sentido dos acontecimentos. No feminicídio íntimo, que ocorre dentro de casa, não é apenas olhar para uma cena de crime e falar que matou por ciúmes. Ninguém está olhando o contexto de violência que precedeu aquele desfecho. Se os investigadores começarem a olhar para as denúncias de violência doméstica com mais atenção, com mais sensibilidade, podemos conseguir evitar muitas mortes, muitos desfechos trágicos”.

De acordo com ela, o coordenador da Enasp, conselheiro Valter Schuenquener, informou no seminário em Brasília que o Cadastro Nacional do CMNP deve ser lançado em março, para fazer o registro dos casos de violência doméstica por estado.