Dos prefeitos do Pajeú, os que apostaram em Raquel Lyra saem vitoriosos políticos e eleitorais do processo.
Indiscutivelmente, por ser a cereja do bolo da candidata Raquel Lyra, que a usava sempre como exemplo quando acusada de ser bolsonarista, a prefeita Márcia Conrado, do PT, sai como grande vencedora eleitoral e política. Por cima, base seu aliado – não se sabe até quando Luciano Duque, Sebastião Oliveira, Carlos Evandro e outras lideranças.
Em Arcoverde, Wellington da LW também viu Raquel majoritária, com 60,08% dos votos.
Sandrinho Palmeira destacou o fato de Raquel saltar de 1.532 votos para 10.624. Ele disse que não há divisão entre ele e Patriota. “As pessoas liberadas par sua oposição. Caso que houve um card aqui, um pedido acolá, mas o foco principal era eleger Lula”. Já José Patriota afirmou que não há divisão entre ele e Sandrinho. Também que não há problema em estabelecer diálogo com a governadora eleita.
Anchieta Patriota, o primeiro prefeito do Pajeú a declarar voto em Raquel a viu ser majoritária em Carnaíba com 65,71%, ou 7.481. Registre-se, opositores como Gleybson Martins e Nêudo da Itã também pediram voto para a tucana.
Uma das surpresas foi São José do Egito. Mesmo com Evandro Valadares e Paulo Jucá apoiando Raquel Lyra, Marília Arraes teve 8.648 votos contra 8.248 da tucana. Em Flores, Marconi Santana também viu Marília majoritária sobre Raquel. O mesmo se aplica a Sávio Torres, de Tuparetama. Apoiou Raquel, deu Marília.
Em Tabira, mais uma vitória acachapante do grupo de Carlos Veras, Flávio Marques, Sebastião Dias e cia sobre Dinca e Nicinha. Marília Arraes teve 9.576 (ou 61,4%) contra 6.020 (48,6%) de Raquel.
Os irmãos Torres, Luciano e Zeinha, comemoraram a vitória de Raquel. Eles estiveram no front da campanha da candidata no Pajeú. Também viram, como em todos os municípios da região, Lula majoritário. Em Solidão, Djalma apoiou Raquel: ela teve 53,55% dos votos, 2.224.
Dos prefeitos que apoiaram Marília, Ângelo Ferreira, Adelmo Moura, Gilson Bento, Zé Pretinho, Delson Lustosa e Joelson estão entre os que a fizeram majoritária em suas cidades.
O segundo dia de debates sobre o 2º Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB) levantou reflexões e debates primordiais acerca dos problemas que são enfrentados no contexto da desertificação, do bioma Caatinga e da realidade das populações e povos tradicionais que habitam o território do Semiárido. […]
O segundo dia de debates sobre o 2º Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB) levantou reflexões e debates primordiais acerca dos problemas que são enfrentados no contexto da desertificação, do bioma Caatinga e da realidade das populações e povos tradicionais que habitam o território do Semiárido.
Os debates aconteceram nesta terça-feira (19), no Auditório da UFRPE/UAST, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, durante o 3º Seminário Estadual de Atualização do PAB, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), através do Departamento de Combate à Desertificação.
Os eixos temáticos que vão orientar as ações foram Governança e Fortalecimento Institucional; Gestão da Informação, Pesquisa e Inovação; Melhoria das Condições de Vida da População Afetada; Gestão Sustentável para Neutralização da Degradação da Terra; e Mitigação dos Efeitos da Seca e Adaptação às Mudanças Climáticas. O diretor do Departamento de Combate à Desertificação, do Ministério do Meio Ambiente, Alexandre Pires, explica que a partir dos debates e proposições dos seminários estaduais serão formuladas as proposições de ações, metas de curto, médio e longo prazos e os possíveis arranjos institucionais para implementação do plano nos próximos 20 anos.
“Todo o processo de atualização do plano está sendo construído a partir desses eixos. A Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) criada por decreto do Presidente Lula no último dia 27 de fevereiro deverá ser instalada nos próximos meses, e tem como uma de suas competências acompanhar a implementação do plano. Além disso, o Plano será um importante instrumento para a participação do Brasil na COP 16, que vai acontecer de 2 a 15 de dezembro na Arábia Saudita, o que para nós do governo é um instrumento extremamente relevante de diálogo com os organismos financiadores das agendas climática e ambiental”, afirmou Alexandre.
Representante da Fundação Joaquim Nabuco no seminário em Serra Talhada, a pesquisadora Edneida Rabêlo Cavalcanti destacou o papel das instituições acadêmicas e sociais no combate à desertificação. “É um momento extremamente importante para a gente poder aproximar as universidades das organização da sociedade civil, trazer povos e comunidades tradicionais, trazer diversas esferas do setor governamental, para que a gente possa a partir de eixos específicos elaborar esse plano, que é também uma perspectiva de indução de política pública e de desencadeamento em cima de programas e ações concretas”, disse.
Os próximos seminários acontecem no Maranhão, na cidade de São Luís, nos dias 26 e 27 de março, em seguida o da Bahia na cidade de Paulo Afonso, dias 8 e 9 de abril, e logo depois Alagoas, Sergipe, Piauí, Ceará e Minas Gerais. Quem quiser acompanhar todo esse processo pode acessar a página www.pabbrasil.ufrpe.br.
A Prefeitura de Serra Talhada promove até esta terça-feira (8), a campanha da Semana do Bebê 2022. Com o tema “A importância da Imunização Infantil”, o objetivo desta edição é fomentar a necessidade da vacinação para garantir a proteção das crianças contra diversas doenças, elevando os índices de imunização no município. Promovida pelas secretarias de […]
A Prefeitura de Serra Talhada promove até esta terça-feira (8), a campanha da Semana do Bebê 2022.
Com o tema “A importância da Imunização Infantil”, o objetivo desta edição é fomentar a necessidade da vacinação para garantir a proteção das crianças contra diversas doenças, elevando os índices de imunização no município.
Promovida pelas secretarias de Assistência Social, Mulher e Cidadania, Saúde e Educação, a programação conta com uma série de palestras e atividades nas unidades básicas de saúde e nas creches municipais.
O encerramento será na terça-feira, dia 08, com uma palestra sobre o tema “A importância da Imunização Infantil”, às 08h, no auditório da Faculdade Uninassau, ministrada pelas enfermeiras Cibelly Brandão, coordenadora do PNI Municipal, e Ríroca Santos.
A palestra será voltada para as enfermeiras das unidades de saúde, diretores (as) de creches e população em geral. À tarde, a partir das 16h30, haverá o Dia de Brincar para as crianças, com parquinhos de diversão, guloseimas e muita alegria com a turma do Tindolelê, na Concha Acústica.
“Estamos vivenciando uma situação preocupante em relação à cobertura vacinal no Brasil, que tem apresentado queda nos últimos anos em virtude da onda de fake news que circula no país, assustando a população com mentiras sobre as vacinas. Por isso, esse ano, decidimos adotar essa temática para a Semana do Bebê em Serra Talhada, onde o foco é orientar e incentivar os pais e responsáveis a manterem a caderneta vacinal das crianças sempre atualizadas, evitando o retorno de doenças já consideradas erradicadas no Brasil”, comentou a prefeita Márcia Conrado.
A Semana do Bebê é uma das principais estratégias de mobilização social pela primeira infância mais bem sucedidas do Brasil e fomentada pelo Selo UNICEF. Seu principal objetivo é assegurar a atenção adequada a crianças de até 6 anos de idade, tornando o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil uma prioridade na agenda dos municípios brasileiros.
O Pajeú Sucupira A região do Pajeú é tida como politizada por muitas lideranças políticas. Não são poucos os que colocam as nossas cidades como muito bem formadas nesse campo, colocando como motivações históricas a presença de nomes como Dom Francisco e tantos outros nomes e instituições que nos ajudaram a pensar e discutir com […]
A região do Pajeú é tida como politizada por muitas lideranças políticas.
Não são poucos os que colocam as nossas cidades como muito bem formadas nesse campo, colocando como motivações históricas a presença de nomes como Dom Francisco e tantos outros nomes e instituições que nos ajudaram a pensar e discutir com maior desenvoltura aspectos da política na essência e também do caráter político-partidário.
Políticos históricos como Miguel Arraes, Eduardo Campos, bem como outros contemporâneos de todas as correntes sempre tratam com muito respeito esse rincão por esse motivo, com certa razão.
Mas tem um lado da política dessa região que nos colocaria em disputa com pé de igualdade da Sucupira de Odorico Paraguaçú, o folclórico prefeito de “O Bem Amado”.
Essa semana, uma das polêmicas da política de Afogados da Ingazeira envolveu um vereador com mandato, Toinho da Ponte, o candidato Bião do Hospital, aquele que tentava angariar votos com uma música chiclete de tão ruim e engraçada ao mesmo tempo, o vereador Renaldo Lima, o blogueiro Itamar França e algumas testemunhas.
Toinho, que é da oposição, teria prometido o pagamento de um curso à uma familiar de Bião para que ele votasse no candidato a Estadual José Patriota. O mais curioso, Toinho é da oposição, tendo votado em Zé Negão e Patriota, governista, ligado a Sandrinho Palmeira. Resumindo: o vereador da oposição, que disse ainda não ter candidato, iria bancar um curso para uma familiar de Bião votar em Patriota. Isso nas barbas de Renaldo Lima, outro vereador conhecido por pouca verbalização, que não ofende ninguém, mas que segundo Toinho em palavras dele “não teria se acusado” para fazer a ponte no apoio para a demanda de Bião. Itamar, blogueiro que gosta de apurar fatos do chamado baixo clero da política postou a informação no blog e foi aquele fusuê.
Após a repercussão nas redes e na Rádio Pajeú, Toinho voltou atrás, Bião disse que foi um mal entendido, Renaldo se escondeu da polêmica e Itamar disse que o recuo foi porque Zé Negão, com quem eles tem compromisso, os chamou “ao pé da cajarana”. Mais Sucupira que isso, impossível. Imagine um texto de Dias Gomes, autor do sucesso televisivo, romantizando essa história. Seria tão hilário que ninguém acreditaria que a arte baseou-se na vida real.
Exemplos no Pajeú dessa realidade que atenta contra a máxima de politização não faltam. Em Carnaíba, o então vereador Luiz Alberto, de Ibitiranga, votou a favor de um projeto em protesto. A história rende até hoje. Em Tabira, o pula-pula de Dicinha do Calçamento ainda rende histórias folclóricas. Uma tia, a vereadora Ilma de Cosme, disse que seria eleita para marcar os pulos do sobrinho. Não adiantou. Traiu Dinca e Nicinha antes da meia noite anterior à eleição de Djalma das Almofadas. Recentemente foi notícia pelas expressões “caralho” e “porra” para atingir a prefeita. Nicinha também não escapa, criticada pela falta de verbalização, eleita sem uma entrevista em uma campanha baixo nível. Lembram da foto dela colocando chupeta em um boneco simbolizando Flávio Marques, que era chamado de “menino novo”?
Em São José do Egito, virou uma atração com mais Ibope que as novelas acompanhar as sessões comandadas por Zé de Maria. As discussões com governistas são acompanhadas no pé da rádio que transmite os encontros. Toda segunda a baixaria toma conta de parte das seções. Curioso é o nível dos apelidos proferidos: Cavalo do Cão, Boris Casoy, Vossa excelência é um babão, e por aí segue…
Em Serra Talhada, o vereador China Menezes, majoritário na cidade, disse que votaria em Luciano Duque mesmo se ele “desse uma pisa nele todo dia”. Na mesma Capital do Xaxado, Rosimério de Cuca mandou o colega Romério do Carro de Som “ir vender suas cartelas”, numa discussão sobre obras na cidade.
Pelo voto do povo, os nossos políticos se revezam entre os que tem um protagonismo além fronteiras, mas também não faltam exemplos de um pedaço dos representantes que ajudam a estampar nos noticiários um sertão que é mais gozação, mais baixo clero e menos conteúdo. Se Severino Cavalcanti foi Presidente da Câmara dos Deputados (que Deus o tenha) não há nada a reclamar. Odorico Paraguaçú pode descansar em paz…
Significa?
Pergunta de um leitor da Coluna: essas agendas coladas de Zeinha Torres e Marcos Henrique, o Marquinhos, como na ida de ambos à pauta da CNM e gabinetes, “significa”? O blog apurou, colheu informações de bastidores, analisou o cenário de 2022 e o que se fala do possível apoio do prefeito ao Secretário e responde: significa!
Cadê o pirão?
Em Serra Talhada, até a papa pode gerar um incidente político. Segundo o Farol de Notícias, vereadores governistas ficaram chateados porque não foram convidados para o jantar após as inaugurações com a prefeita Márcia Conrado, o candidato Luciano Duque e o Deputado Fernando Monteiro. Depois de ajudar a cortar e fita e sair na foto em uma inauguração, ficaram de bucho vazio e acharam ruim.
João Gome$
A prefeitura de São José do Egito apalavrou a vinda do nome do momento, o cantor João Gomes para a Festa de Reis. Não assinou contrato porque não sabe se haverá a festa em virtude do avanço ou não dos protocolos. De R$ 120 mil no orçamento inicial pulou pra R$ 150 mil. Hoje não fecha por menos de R$ 400 mil. A prefeitura desistiu.
Paz aparente
Em Afogados, aparentemente esfriou o embate por um terreno cuja propriedade é disputada entre a gestão Sandrinho Palmeira e o Desembargador Cláudio Nogueira. A prefeitura quer ali o acesso ao Pátio da Feira e Academia da Saúde. Já colocou material no local para o serviço.
Mais um
Israel Rubis não foi o primeiro vice a romper antes do primeiro ano de governo, como fez com Wellington da LW. Um mês antes, o vice-prefeito de Ibimirim, Charles do Paulistão (PODEMOS), rompeu e descascou numa carta aberta o prefeito, Wellinton Siqueira (PCdoB). Quem será o próximo?
Garimpando
Pré-candidato a Estadual, Paulo Jucá (PSB) deve ter nova reunião com o governador Paulo Câmara. O Super Secretário de Evandro Valadares busca capitalizar apoios de Adelmo Moura (Itapetim) e Ângelo Ferreira (Sertânia).
Frase da semana:
“Queriam-me para servir como enfeite de palanque”.
Do vice-prefeito Israel Rubis, na carta desabafo ao prefeito Wellington Maciel.
Prefeito de Petrolina concedeu entrevista à Rádio Pajeú nesta terça-feira. Por André Luis Nesta terça-feira (24), o prefeito reeleito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), conversou, por telefone, com o comunicador Nill Júnior, durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú. Com 121.300 votos, ou 76,19% dos votos válidos, Miguel foi um dos prefeitos mais bem […]
Prefeito de Petrolina concedeu entrevista à Rádio Pajeú nesta terça-feira.
Por André Luis
Nesta terça-feira (24), o prefeito reeleito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), conversou, por telefone, com o comunicador Nill Júnior, durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú.
Com 121.300 votos, ou 76,19% dos votos válidos, Miguel foi um dos prefeitos mais bem votados de Pernambuco. E com isso, tem seu nome lembrado para uma futura disputa ao governo do Estado em 2022.
Ele falou sobre as perspectivas para o segundo mandato em Petrolina. Confessou que a expressiva votação traz grandes responsabilidades e disse acreditar num segundo governo ainda melhor. “Essa eleição foi de afirmação”, afirmou.
Miguel admitiu a possibilidade de mudanças no governo para o segundo mandato “No segundo governo você precisa corrigir aquelas eventuais falhas. Nada é perfeito é preciso estar sempre aprimorando e acredito que alguma oxigenação deve ser feita. Mas estamos analisando estudando para poder mexer para melhor”.
Sobre as prioridades do governo, Miguel listou: saúde, educação e infraestrutura, nesta última revelou que no fim de novembro e início de dezembro, será realizada a licitação da nova empresa de concessão de água e esgoto que segundo ele, vai universalizar o serviço.
Miguel lamentou o fato do presidente de seu partido, o deputado Raul Henry, ter hipotecado apoio ao candidato a prefeito do Recife, João Campos. “Infelizmente ele tomou uma posição que não concordamos, mas respeitamos. Já demonstramos ser contra, tanto que apoiamos o candidato Mendonça Filho, no primeiro turno, infelizmente não logrou exito, mas agora imaginamos que dessas duas candidaturas que lá estão postas, o nome de Marília seja a melhor opção”, afirmou.
“É claro que o povo do Recife está cansado do que está lá. É só olhar a votação do primeiro turno, 60% votaram em candidatos da oposição, então você não pode deixar de fazer essa leitura, como também se você for olhar as grandes e médias cidades de Pernambuco quase que a totalidade elegeram prefeitos do campo de oposição ao PSB. Isso mostra um sinal muito forte de mudança, de oxigenação e de um novo tempo que a população vem querendo inaugurar”, completou.
Questionado sobre a possibilidade de seu nome ser alçado para disputa do governo do Estado em 2022, Miguel pregou calma. “Penso que o mais importante para o campo da oposição do qual eu faço parte, não é saber quem será. Esta cedo para isso. Precisamos discutir o como vamos chegar lá. Porque não dá pra esperar chegar 2022 e querer discutir todos os problemas de Pernambuco em quatro meses. É um Estado complexo, com desigualdade gritante. Contextos regionais bastante distintos um do outro”.
Miguel destacou que como líderes políticos, chancelados pelo voto popular, não podem se furtar a discutir os problemas do Recife. “Seja com a classe da iniciativa privada, seja com os sindicatos e setores públicos, com as organizações sociais e com a própria população, para possamos entender qual é o sentimento. Está muito claro que o projeto do PSB se esgotou e não consegue fazer nada. O governo PSB é conhecido como perseguidor do trabalhador e da classe empresarial.
Para ele, é importante fazer e aproximar o debate político da população, para que em 2022, possam chegar unidos para a disputa. “E, aí sim! Poder buscar a melhor estratégia para conseguir vencer as eleições”, pontuou.
Do G1 O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, que investiga os negócios da Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. “A ação apura a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e […]
O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, que investiga os negócios da Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.
“A ação apura a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”, explicou a PF.
Agentes foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, a fim de cumprir um dos 17 mandados de busca e apreensão.
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ. Carlo Luchione, advogado de Castro, disse ao g1 que ainda não tinha conhecimento da motivação da busca e apreensão.
Atualmente, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na declaração de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Segundo o TSE, a cassação do mandato ficou prejudicada em razão da renúncia, o que abriu discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma de escolha do governador para um mandato-tampão — um governo só até a posse do futuro eleito no pleito regular, em outubro.
A situação ocorre em meio a uma crise institucional no estado, com vacância nos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda não concluiu o julgamento sobre se a escolha do próximo chefe do Executivo será por eleição direta ou indireta.
Castro pretende se lançar candidato ao Senado nas eleições de outubro.
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