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Quaest 2º turno: Lula tem 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%

Por Nill Júnior

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente em um cenário de 2º turno das eleições de outubro.

Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%.

Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente. Em março, eles estavam numericamente empatados, com 41% cada. O presidente tinha uma vantagem de dez pontos em dezembro, que depois caiu para sete pontos e janeiro e cinco em fevereiro.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, analisou os números da pesquisa. “É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui.”

A Quaest apresentou também aos eleitores simulações de 2º turno em que Lula enfrentaria Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

O instituto de pesquisa testou também como seria o primeiro turno. Lula aparece à frente com 39% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), que tem 33%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. Romeu Zema (Novo) aparece com 4%.

Entre os eleitores independentes — aqueles que não se declaram nem de direita, nem de esquerda, nem lulistas, nem bolsonaristas —, o cenário está embolado: 35% dizem que não pretendem votar num 2º turno entre Lula e Flávio; 31% escolheriam o senador do PL e 29% votariam para dar outro mandato ao presidente. Os independentes são 32% do total de eleitores, segundo a Quaest, e podem decidir a disputa.

“Vale notar que, neste último mês, o eleitor independente – que será decisivo – oscilou marginalmente em favor do Lula. As margens de erro aqui são maiores (4 pp), mas havia uma tendência negativa desde jan/26 que foi interrompida. Nos outros grupos, tudo igual”, analisa Felipe Nunes, da Quaest.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.

Avaliação do governo Lula e programa Desenrola

A pesquisa mostra também que a desaprovação de Lula oscilou de 52% para 49%. O índice de aprovação passou de 43% para 46%. A diferença entre desaprovação e aprovação era de nove pontos em abril e agora é de três.

A avaliação negativa do governo era de 42% e agora é de 39%. A avaliação positiva passou de 31% para 34%. O índice dos que consideram a gestão Lula regular era de 26% em abril e de 25% agora.

Segundo a Quaest, 43% dos entrevistados dizem que têm visto mais notícias negativas sobre o governo (eram 48% em abril). Para 32%, as notícias são mais positivas (23% no mês passado). Outros 21% afirmam que não têm visto notícias (27% no mês anterior).

Nas últimas semanas, o governo fez anúncios que atendem a temas importantes do cenário eleitoral. No começo do mês, lançou uma nova edição do programa Desenrola, para ajudar famílias endividadas. Nesta semana, anunciou um plano de combate a organizações criminosas e revogou a chamada taxa das blusinhas, imposto cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Quaest perguntou também aos entrevistados sobre o programa Desenrola 2.0. Para 50%, a iniciativa é uma boa ideia para ajudar quem está no vermelho, e 48% consideram que vai ajudar muito as famílias endividadas.

Os eleitores foram questionados ainda sobre a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. Para 43%, Lula saiu mais forte após encontro com Trump.

Em relação à continuidade de Lula no poder, 55% acham que ele não deveria ter um novo mandato (eram 59% em abril), e 41% avaliam que ele merece seguir como presidente (38% no mês passado).

Cenários de 2º turno com outros candidatos na disputa

Nos demais cenários, Lula aparece à frente dos adversários. A maior vantagem é de 17 pontos, contra Renan Santos. Contra Zema, Lula o bate por 44% a 37%. Quando o adversário é Caiado, 44% a 35%.  No Cenário Lula x Renan Santos, 45% a 28%.

No cenário de 1º turno, a Quaest incluiu dez nomes. Lula aparece à frente com 39%, seguido de Flávio Bolsonaro, com 33%, Ronaldo Caiado, que tem 4%, e Zema, também com 4%.

Segundo a Quaest, 63% dos entrevistados disseram que sua decisão de voto é definitiva (esse índice era de 57% em abril), enquanto outros 37% disseram que podem mudar (eram 43% em abril).

Avaliação do governo Lula

O levantamento também perguntou sobre o desempenho do governo Lula. 49% dos entrevistados disseram que desaprovam a gestão (eram 52% em abril), e 46% aprovam (43% na pesquisa anterior).

Para 39%, a avaliação do governo é negativa (eram 42% em abril). Outros 34% consideram positiva (31% em abril). Para 25%, o desempenho é regular.

53% dos entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção errada e 38%, que está na direção certa.

O que dá mais medo?

Segundo a Quaest, 44% disseram ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder. Para 42%, o pior cenário é a reeleição de Lula. Outros 7% afirmaram terem medo de ambos os cenários.

Outras Notícias

Coligação de Lula aciona ONU, PGE e PF e pede apuração sobre atuação da Meta nas eleições

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Lula (PT), anunciou neste sábado (17) que levou questionamentos sobre a atuação da Meta nas Eleições 2026 à ONU, à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e à Polícia Federal (PF). O grupo pede a apuração de possíveis irregularidades envolvendo as plataformas da empresa e de […]

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Lula (PT), anunciou neste sábado (17) que levou questionamentos sobre a atuação da Meta nas Eleições 2026 à ONU, à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e à Polícia Federal (PF). O grupo pede a apuração de possíveis irregularidades envolvendo as plataformas da empresa e de suspeitas relacionadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo nota divulgada pela coligação, o caso foi encaminhado a um relator da Organização das Nações Unidas e aos órgãos brasileiros para que sejam investigadas situações envolvendo o Instagram, Facebook e WhatsApp, plataformas controladas pela Meta.

Entre os pontos apresentados estão restrições enfrentadas pela campanha de Lula no impulsionamento de conteúdos no Instagram e diferenças identificadas no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial da empresa.

A coligação afirma que a Meta AI teria recusado determinados pedidos para criação de conteúdos relacionados a Lula enquanto permitia solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro. A campanha também questiona o alcance de publicações e possíveis mecanismos de promoção de conteúdos relacionados ao candidato do PL.

Os acionamentos à PGE e à Polícia Federal incluem ainda pedidos de apuração sobre suspeitas de financiamento eleitoral irregular relacionado a conteúdos favoráveis a Flávio. As suspeitas, entretanto, ainda precisam ser investigadas e não significam comprovação de irregularidade.

A Meta nega ter atuado para favorecer ou prejudicar qualquer candidatura. A empresa atribuiu episódios relatados durante a campanha a falhas técnicas e contestou as acusações de parcialidade.

O tema já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta semana, a Corte determinou medidas relacionadas a restrições aplicadas à conta de anúncios da campanha de Lula, à análise de perfis considerados suspeitos e ao tratamento dado pela ferramenta de inteligência artificial às duas candidaturas.

Na decisão, o ministro Marco Aurélio Bellizze afirmou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para concluir que a Meta tivesse manipulado deliberadamente a distribuição de conteúdos para favorecer um candidato.

A comunicação à ONU amplia a discussão para o âmbito internacional, enquanto PGE e PF deverão avaliar se existem elementos que justifiquem novas providências ou investigações no Brasil.

Fonte: Metrópoles
Foto: Cheng Xin/Getty Images

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Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de envolvimento em disputa por ilha em Angra e pede investigação da PF

O atacante Richarlison acusou neste sábado (17) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa pela posse de um imóvel em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jogador pediu que a Polícia Federal investigue o caso. Segundo Richarlison, uma […]

O atacante Richarlison acusou neste sábado (17) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa pela posse de um imóvel em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jogador pediu que a Polícia Federal investigue o caso.

Segundo Richarlison, uma empresa ligada a ele adquiriu direitos de ocupação do imóvel entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. O negócio teria sido realizado em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco.

O jogador afirmou ter recebido propostas para vender o imóvel, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas disse que recusou a negociação. Na versão apresentada por Richarlison, posteriormente a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, afirmou Richarlison. O atacante disse ainda ter investido cerca de R$ 10 milhões no local e alegou não ter recebido de volta o valor aplicado.

A disputa judicial começou depois que uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação da área. Posteriormente, a posse ficou com uma empresa vinculada a Willer Tomaz. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimento favorável à empresa do advogado. As ações foram encerradas depois que os autores desistiram do processo.

Flávio Bolsonaro não aparece como parte no processo judicial. Em manifestações anteriores sobre o caso, a assessoria do senador negou qualquer vínculo dele com o imóvel e classificou as acusações como infundadas.

Richarlison pediu que a Polícia Federal apure as circunstâncias da disputa e afirmou que, caso consiga recuperar o dinheiro que diz ter investido, pretende destinar parte do valor ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.

Até o momento, não há informação de que a Polícia Federal tenha aberto investigação a partir do pedido feito pelo jogador.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Intelectuais e ex-ministros, entre eles Ricupero e Reale Jr., assinam manifesto de apoio a Lula

Um grupo de intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado (17) um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento reúne 15 signatários e apresenta críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e […]

Um grupo de intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado (17) um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento reúne 15 signatários e apresenta críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, o documento foi apresentado durante encontro realizado no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na capital paulista.

Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Entre os signatários estão o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero, o jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira, a economista Claudia Costin, o climatologista Carlos Nobre e o economista Eduardo Giannetti.

Também assinam o documento Beatriz Bracher, Beatriz Cardoso, Fabio Feldman, Floriano Pesaro, José Carlos Carvalho, José Carlos Dias, Izabella Teixeira, Rosiska Darcy de Oliveira e Oscar Vilhena.

No manifesto, o grupo afirma considerar que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, os direitos e as liberdades democráticas. Os signatários também apresentam críticas ao projeto político de Flávio Bolsonaro e apontam, na avaliação deles, riscos de retrocessos sociais e institucionais.

O texto ressalta, porém, que o apoio ao presidente não representa concordância integral com o atual governo. Os autores afirmam manter diferenças em relação a Lula e críticas à gestão, além de defenderem independência para continuar expressando essas posições.

Entre as prioridades mencionadas no documento estão crescimento econômico, geração de empregos, recuperação da capacidade industrial, inovação, agricultura de baixo carbono, educação, ciência e tecnologia.

O manifesto também aborda preservação ambiental, proteção de florestas e recursos hídricos, diversidade, direitos fundamentais e defesa do diálogo entre diferentes setores da sociedade.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Hyndara Freitas

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Papa Leão XIV recebe alta após cirurgia no pulmão e retorna ao Vaticano

O Papa Leão XIV recebeu alta neste sábado (17) do Hospital Gemelli, em Roma, quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão direito. O pontífice deixou a unidade por volta das 15h30, no horário local, e retornou ao Vaticano. Antes de deixar o hospital, Leão XIV celebrou missa em uma sala preparada no décimo […]

O Papa Leão XIV recebeu alta neste sábado (17) do Hospital Gemelli, em Roma, quatro dias após passar por uma cirurgia no pulmão direito. O pontífice deixou a unidade por volta das 15h30, no horário local, e retornou ao Vaticano.

Antes de deixar o hospital, Leão XIV celebrou missa em uma sala preparada no décimo andar do Gemelli. Na saída, cumprimentou integrantes da equipe médica e pessoas que aguardavam no local.

A alta havia sido anunciada pela manhã, após avaliação dos exames de sangue, de uma radiografia do tórax e da evolução clínica do pontífice. Segundo os médicos, o Papa apresentava condições para deixar a unidade hospitalar.

Leão XIV foi internado na terça-feira (13) para uma cirurgia destinada à retirada de um adenocarcinoma pulmonar. Durante o procedimento, foi removido o lobo inferior do pulmão direito.

Nessa sexta-feira (16), o Vaticano divulgou imagens do pontífice celebrando missa ainda no hospital, durante o período de recuperação.

Após a alta, Leão XIV retornou aos aposentos pontifícios. A previsão é que neste domingo (18) ele conduza a oração do Angelus da janela do apartamento papal, no Vaticano.

Fonte: g1
Foto: Vatican Media

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Mais de 4 mil eleitores tiveram locais de votação alterados

A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das Eleições 2026. O número representa 0,87% das 499.248 seções do país, e o TSE orienta os eleitores a conferirem o local de votação antes de sair de casa. As mudanças foram feitas por motivos como reformas de última hora, melhorias […]

A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das Eleições 2026. O número representa 0,87% das 499.248 seções do país, e o TSE orienta os eleitores a conferirem o local de votação antes de sair de casa.

As mudanças foram feitas por motivos como reformas de última hora, melhorias de acessibilidade e danos provocados por chuvas e ventos em prédios que seriam utilizados no dia da votação.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, São Paulo concentra o maior número de seções com endereço alterado, com 982. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 514; Rio de Janeiro, com 431; e Bahia, com 312.

As alterações são definidas pelas zonas eleitorais responsáveis por cada região, de acordo com as condições dos locais disponíveis. A mudança de endereço não significa redução do número de seções eleitorais.

Para evitar deslocamentos ao endereço errado, o TSE recomenda que o eleitor confira antecipadamente onde deverá votar. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral disponível no portal da Justiça Eleitoral.

Entre as situações que motivaram mudanças estão prédios em reforma, locais que perderam condições adequadas de acessibilidade ou fornecimento de energia e estruturas danificadas por eventos climáticos.

No primeiro turno, 1.904 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,35% do total. Segundo o TSE, não houve necessidade de votação manual.

O segundo turno será realizado no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h. Além da disputa pela Presidência da República, haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Em algumas localidades, também haverá eleições suplementares ou consultas específicas.

Fonte: Agência Brasil e TSE
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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